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[review] ‘Knockout League’: um longo e suado caminho até o cinturão mundial

‘Knockout League’ é o primeiro simulador de boxe para o Playstation VR (PSVR) – e antes de mais nada quero dizer que no geral é um ótimo jogo. Mas confesso que demorei a postar este review por um motivo um tanto embaraçoso: o jogo é difícil pra cacete! Por mais que eu tente, não consigo passar da quarta fase. Então, vocês vão me desculpar, mas este review vai ficar um tanto quanto incompleto, já que nem sonho em chegar ao último adversário – que imagino ser um polvo com uma luva em cada tentáculo. Só de imaginar ter que enfrentá-lo, já bate a canseira.

E basicamente é disso que ‘Knockout League’ se trata: um jogo onde você vai suar, meu amigo. E às vezes esse suor não será recompensador, infelizmente. Porque você pode sair derrotado quando soar o gongo. Mas será que sou eu que sou “arregão”? Bom, vamos às estatísticas: de acordo com os troféus da PSN, 89% dos jogadores venceram a primeira luta – que é bem simples, aliás. No entanto, apenas 40% terminaram o primeiro circuito do jogo, o “Pro Champ”, composto pelos 3 primeiros adversários. E somente 3% completaram o circuito seguinte, “Superstar Circuit”, composto por outros 3 adversários. Nesse meio, está este que vos fala. Pode ser só uma curiosidade, mas ninguém platinou o jogo até agora. Isso mesmo, ninguém.

Então, eu diria que a dificuldade é o principal problema de ‘Knockout League’ (talvez o único). No geral, o título do estúdio Grab Games é muito bem polido. Gráficos bonitos em estilo cartoon, som e música excepcionais, lembrando o clássico “Rocky” e um treinador engraçado e simpático que te ensina tudo o que você precisa para sair vencedor dentro dos ringues. Além dos tutoriais básicos, o jogo oferece modos de treino bem interessantes, onde você poderá testar seus reflexos em exercícios que às vezes lembram os treinos tradicionais das academias de boxe e às vezes não são nada ortodoxos.

Para jogar, você precisará de um par de Move Controllers (o Dualshock 4 não é suportado), que vão se transformar em suas luvas de boxe. A sensação de estar segurando luvas é bem real, só faltava um pouco de peso (mas claro que isso é impossível na etapa atual da RV). Dentro do ringue, você ficará o tempo todo estático. É possível se movimentar para os lados usando seus pés e o adversário vai te acompanhar, mas isso tem um certo limite imposto pela câmera do PSVR e a área de jogo.

Diferente do boxe real, as lutas de ‘Knockout League’ são compostas por um único round de seis minutos. Para vencer, você precisa derrubar o adversário três vezes. Barras de vida em cada corner mostram quanto sobra de vida pra você e para o adversário. E é aí que mora um dos problemas do jogo no quesito dificuldade: com quatro socos, o adversário te derruba (o famoso ‘knock down’). Para você conseguir derrubar os adversários do 2º circuito, vai penar, meu amigo. Contando por alto, será preciso acertar uns 30 socos para derrubá-lo uma vez. Considerando que você tem que derrubar o maldito três vezes, fica só “um pouco” desnivelado, não acham?

Mas esse não é o único problema. Para acertar o adversário, você precisa contragolpear, porque se tentar socar antes dele, ele irá bloquear. Então, a mecânica em geral é basicamente esta: espere seu adversário socar, defenda (ou esquive) e depois soque-o na cara, quando ele abrir a guarda. Mas nem sempre será assim tão simples. Às vezes é muito difícil prever de onde vem o golpe e para onde ele vai. Alguns adversários “telegrafram” bastante (nas artes marciais, “telegrafar” significa mostrar, involuntariamente, qual o golpe que você está desferindo). Mas contra outros você só aprenderá com o tempo, depois de apanhar muito.

A variedade de adversários vai aumentando a cada combate e as habilidades deles também. Enquanto isso, você utilizará apenas seus socos (que efetivamente não terão muita diferença, independente se são jabs, diretos, ganchos ou cruzados), além de bloqueios e esquivas.

Por fim, há algo importante que o público brasileiro precisa estar ciente: o jogo está todo em inglês, sem opções de legendas ou áudio em português. E saber pelo menos algumas palavras em inglês será importante para entender o que o seu instrutor está falando e as dicas que são dadas antes de cada luta.

VEREDITO

Como eu disse lá no início, ‘Knockout League’ é um ótimo jogo. É uma pena ser tão difícil. Poderiam ter incluído um easy mode, diminuindo o número de vezes que você tem que acertar o adversário até levá-lo ao chão. Mas não tem. Então, torna-se bastante cansativo (o uso de ar condicionado é quase que obrigatório e ainda assim seu headset estará molhado de suor no final da luta). Acaba se tornando um jogo em que você tem que “aproveitar o caminho” em vez de ficar ansiando pelo destino final. E aprender que será preciso levar muito na cara até conquistar o topo do boxe mundial. Nota: 8,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: Knockout League
Estúdio: Grab Games(www.knockoutleaguevr.com)
Gênero: Simulador de boxe
Data de lançamento: 13 de fevereiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive, Oculus Rift e Windows MR
Preço: US$ 29,99 (PS Store EUA) [Não disponível na PS Store Brasil]
Tamanho do download: 3,94 GB
Idioma: Inglês (aúdio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Um par de Playstation Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Grab Games]

Assista ao trailer de lançamento de ‘Knockout League’

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