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[review] Em ‘Drunkn Bar Fight’, a festa e a zoeira nunca terminam

É zoeira que você quer? É zoeira que você vai ter. Com ‘Drunkn Bar Fight’, o estúdio The Munky toma para si a máxima “The zuêra never ends” para criar um game divertido, no qual seu único objetivo é espancar desconhecidos em um bar. Aleatoriamente. Sem mais, nem menos.

Vamos deixar uma coisa clara logo de início. O jogo é tosco? É. Talvez de propósito, talvez por falta de tempo e investimento. Mas o game tem o que é preciso para divertir, desde que você ache divertido entrar no soco com alguém que não te fez absolutamente nada.

Isso porque ‘Drunkn Bar Fight’ não tem história, não tem “save game”, não tem nem menu. Você começa o jogo diante de três bares e caminha usando os Move Controllers para entrar no bar escolhido. Para os desatentos que nem eu, aviso logo que o elevador da direita também é a entrada de um bar – que na verdade é ambientado em uma festa na varanda de um luxuoso apartamento. Os outros dois são bares tradicionais mesmo.

Entrando lá, você pode beber o que quiser – vários tipos de bebidas vão estar espalhadas pelo ambiente. No entanto, no Playstation VR a bebida não vai influenciar o gameplay (nem para o bem, nem para o mal). Também pode trocar a música na jukebox em cima do balcão. Na hora que se sentir pronto, é só atacar o carinha do lado e começar a briga. Assim, sem mais nem por quê.

Os controles para golpear funcionam bem. Você vai usar os Move Controllers para socar e pegar os mais variados objetos para atacar os adversários – bancos, tacos de baseball, tacos de bilhar, bancos, garrafas, guitarras, extintores de incêndio e até dardos. O arsenal é bastante variado e você é único que tem acesso a eles (os inimigos nunca se armam). Ah, e você também pode mostrar o dedo do meio pros adversários (o famoso “cotoco”). A reação dos inimigos a cada golpe, que cambaleiam como se fossem bonecos de posto, combina bem com a proposta do jogo.

Ainda falando dos controles, um patch posterior ao lançamento introduziu a opção de girar o corpo usando botões do Move. Foi uma adição importante, mas ainda sinto falta de opções para graduar o giro para deixá-lo mais rápido, já que é comum ficar cercado por adversários.

Falando nisso, conforme você avança em cada bar, vai enfrentando uma quantidade maior de inimigos, mas que só alcança o máximo de quatro. Particularmente, eu queria ver uma porradaria generalizada, com 10, 20 bebuns, como a gente via nos filmes do Van Damme. Além disso, os inimigos não brigam entre si (apesar de se esbarrarem). Seria lindo ver todo mundo se espancando em uma maçaroca indecifrável.

Os modelos de “bonecos” não são muito variados, mas incluem várias classes e brigões, como motoqueiros, badboys, asiáticos, seguranças, irlandeses, engravatados, mocinhas marrentas, marombeiros, entre outros (alguns deles deveriam estar no singular, já que só têm um modelo de boneco). O som, em geral, não decepciona e tem uma trilha musical bacana. Mas as palmas de “pessoas fantasmas” quando você vence a briga sempre soam estranho para mim. Aliás, o fato de não haver outras pessoas no bar além de você e os adversários também é esquisito.

MULTIPLAYER LOCAL

Se já funciona bem como um simulador de briga de bar, ‘Drunkn Bar Fight’ também tem característica que está em falta nos games para PSVR (e para o PS4 de maneira geral): o multiplayer local. Sim, é possível brigar contra até quatro amigos, que usarão Dualshocks 4. Trata-se de uma funcionalidade um tanto quanto escondida no game, já que não aparece no menu (quer dizer, nem tem menu).

Para o segundo jogador entrar, basta começar a usar o controle que ele estará no comando de um dos adversários. Simples assim. A tela social passará para uma visão em 3ª pessoa, facilitando a vida de quem está jogando pela TV. Este modo segue exatamente a sistemática do single player e quem joga nos controles não pode pegar os objetos/armas espalhados pelo bar. E nem brigar entre si. Ou seja, é todo mundo contra o espertinho do headset.

VEREDITO

‘The Drunkn Bar Fight’ é um jogo descompromissado, que reproduz de maneira cômica, em “ambiente controlado”, algo que na “vida real” não seria nada engraçado. O game te permite fazer coisas que pessoas normais não fazem, como dar um soco na nuca de um desavisado que está de costas pra você ou entrar no mano a mano com uma mulher – a atitude mais abominável e covarde para um homem, aqui do lado de fora. No entanto, falta um pouco de profundidade e polimento ao jogo, mas acho que seria exigir demais de um título como esse. Pelo preço que custa, ele vale quanto pesa. Nota: 8,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: Drunkn Bar Fight
Estúdio: The Munky (https://www.themunky.com/project)
Gênero: Simulador de briga de bar
Data de lançamento: 13 de fevereiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive, Oculus Rift e Windows MR
Preço: R$ 36,90 (PS Store Brasil)
Tamanho do download: 897 MB
Idioma: Inglês
Controles suportados: Um par de Playstation Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 a 5 (offline) / Sem modo online

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela The Munky]

Assista ao trailer de ‘Drunkn Bar Fight’

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