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[escolha do editor] ‘Blasters of the Universe’ mostra que ainda é possível inovar no gênero shooter

Eu não sabia até começar a pesquisar para fazer esse review, mas “bullet hell” é um subgênero de um gênero de games chamado “shoot’em up” (os famosos “jogos de navinha”, como a gente chama no Brasil, bem comuns nos anos 1990). Dentro desse gênero, os “bullet hells” são jogos de nave em 2D com visão aérea ou lateral que se caracterizam pela quantidade absurda de tiros simultâneos na tela. Do jogador, espera-se destreza para desviar da infinidade de tiros inimigos, enquanto tenta acertar os seus. O estúdio canadense Secret Location partiu desse princípio para criar ‘Blasters of the Universe’, que ganhou o subtítulo apropriado de “VR Bullet Hell”.

Trata-se de um estilo de jogo até agora único para o Playstation VR. O título adapta a ideia central de um “bullet hell” em um wave shooter em 1ª pessoa que exige do jogador certas “habilidades acrobáticas” para escapar dos tiros adversários enquanto atira em uma boa variedade de criaturas inimigas. Equipado com um escudo e uma arma totalmente customizáveis, você estará na pele de um jogador com o objetivo de derrotar o imbatível vilão Grand Master Alwyn, rei dos arcades de “bullet hell” (a voz e a atuação do personagem merecem uma menção especial e são muito bem feitas).

São apenas quatro fases – e aqui antecipo a principal crítica negativa ao jogo: ele é extremamente curto. Mas possui dois níveis de dificuldade e recomendo altamente você começar com o casual para depois partir para o “hell”. Outros dois modos – endless e challenge mode – estendem um pouco mais a vida útil do game. Os cenários são bastante coloridos (mas não são confusos), repletos de neon – e não é incomum você achar que está em um programa do Sílvio Santos.

Em cada fase, você terá cinco vidas (coraçõezinhos!) para resistir a ondas e ondas de inimigos. Cada inimigo tem um padrão de tiros, que geralmente vêm agrupados em formas geométricas. Cada fase termina com uma boss battle, que vai testar um pouco mais sua atenção. Para jogar você vai precisar se movimentar bastante, andando para os lados ou se esquivando. Os tiros inimigos só acertam se atingirem sua cabeça e o escudo só deve ser usado em último caso, já que não suporta muitos tiros e pode te deixar na mão na hora que você mais precisa.

Aqui faço um pequeno adendo: as fases não são tão longas – duram em torno de 5 minutos, dependendo da sua habilidade de dizimar inimigos. Talvez por causa disso, não há checkpoint no meio delas – nem mesmo antes dos chefes. Se perder todas as vidas, é game over e tem que começar a fase de novo. Nas dificuldades mais elevadas, o número de balas vindo na sua direção ao mesmo tempo aumenta exponencialmente. É quando você descobre o significado da expressão “bullet hell”.

Para jogar, são obrigatórios dois PS Move Controllers. Com uma mão você usa o escudo e recarrega a arma. Com a outra, usa a arma propriamente dita. Não há suporte a outros controles, como o Dualshock 4 ou à Aim Controller. O tracking funciona bem e não tive nenhum problema durante meu gameplay.

Para os brasileiros, fica aquele aviso de sempre: o jogo está totalmente em inglês, sem legendas ou qualquer localização em português. Talvez isso não permita que você entenda uma piada aqui ou ali, mas não vai impedir sua diversão.

blaster2

CUSTOMIZAÇÃO

‘Blasters of the Universe’ traz a maior opção de customização de armas já vista no PSVR – batendo de frente com shooters em tela plana. Não existem modelos fixos de armas – esqueça os padrões de pistola, fuzil automático ou escopeta. É você que vai definir o tipo de arma que terá em mãos em cada estágio. Atenção: escolha bem as peças, porque não é possível trocar no meio de uma fase.

Usando várias peças que você destrava conforme avança nas fases, você vai definir o tipo de tiro, a capacidade do carregador, o padrão dos tiros, a velocidade de disparo, além de bônus especiais. Algumas peças são bem mais úteis que outros, é verdade, e tem certas peças que podem deixar sua arma bem OP (“overpowered”), na medida pra encarar outros modos de jogo, como o endless e o challenge mode, além do hell mode.

Também é possível escolher entre uma grande variedade de escudos. A única customização que senti falta foi a de trocar a cor da arma ou mesmo diferentes skins.
O interessante no game é que, mesmo que você não passe de fase, pode ganhar novas peças para customizar sua arma e torná-la mais eficiente contra aquele boss que te matou da última vez. Isso permite que você crie novas combinações de armas e descubra aquela que funciona melhor contra determinado tipo de inimigo.

VEREDITO

‘Blasters of the Universe’ é um excelente shooter, com uma proposta diferente das que vimos até aqui no PSVR. É divertido e desafiador na medida certa, usando de maneira inteligente os recursos que a realidade virtual tem a oferecer em um estilo de jogo que tinha tudo para permanecer no limbo dos jogos 2D. Seu único pecado é, definitivamente, a curta duração. Mas isso não chega a ser um grande problema, já que o estúdio está cobrando um preço justo pelo jogo que entregou. Nota: 9,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: Blasters of the Universe
Estúdio: Secret Location/Archiact (www.blastersoftheuniverse.com)
Gênero: Shooter
Data de lançamento: 27 de fevereiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift, HTC Vive e Windows MR
Preço: R$ 45,90 (PS Store Brasil)
Tamanho do download: 4,19 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Um par de Playstation Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4 ou Aim Controller)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Secret Location]

Assista ao trailer de ‘Blasters of the Universe’ para PSVR

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