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[review] Puzzle ‘Rangi’ leva você para dentro da rica e colorida cultura africana

‘Rangi’ é uma palavra do idioma suaíli, um dos mais falados na África, que significa “cor”. Você já deve ter percebido que como o povo africano gosta de expressar sua identidade através das cores, seja nas artes, vestimentas, arquitetura, artesanato, entre outros elementos. Inspirado nisso, o estúdio marroquino Funsoft criou o game ‘Rangi’, colocando como pano de fundo a rica música africana, repleta de elementos percussivos únicos.

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As primeiras fases de ‘Rangi’ funcionam como um tutorial disfarçado e vão fazer você se perguntar: “É só isso mesmo?”. Mas sua paciência vai te premiar com o gameplay em 1ª pessoa de um puzzle que pode ser bem desafiador. Na história, você é uma espécie de “escolhido”, chamado Guruki (cuja tradução significa “tambor”), responsável por restabelecer a ordem no mundo, afetado por um ser maligno chamado Matata (“terrível”).

A mecânica básica do jogo exige que você ajuste um certo número de estruturas distribuídas pela parede e pelo chão para fazer com que uma linha colorida chegue ao seu destino final, geralmente abrindo uma porta e encerrando a fase. Você começa movimentando pequenas estruturas e quando percebe está movendo até o chão, com o uso de alavancas.

Mas também há outros tipos de desafios espalhados pelas 22 fases do game, em dois mundos distintos. O segundo, com apenas oito fases, oferece dificuldade bem maior que o primeiro, colocando intrincados quebras-cabeças para você resolver. Os cenários ficam cada vez mais vastos e é preciso olhar para todos os cantos em busca de novas coisas para fazer e resolver o problema.

A movimentação do game se dá através de teleporte e, por isso, é livre de enjoo de movimento (exceto algumas partes que podem dar enjoo nos gamers mais sensíveis a isso). Você se move para lugares pré-determinados, que vêm marcados por uma luz branca. Há botões para girar o corpo para a direita e a esquerda, além de comandos para acionar alavancas.

O tracking funciona bem, mas há algo que incomoda: o tempo que leva para você se teleportar. Em fases nas quais você corre contra o tempo, o teleporte faz você perder alguns segundos preciosos. Parece pouco, mas pode ser determinante no sucesso em determinadas fases. O giro do corpo também é lento e não há opção de giro mais rápido.
Outra coisa que não funciona bem é quando você tenta mudar o eixo de uma estrutura. Em algumas, existem trilhos que você pode mudar a direção delas, mas nem sempre a estrutura “engata” no trilho que você quer. É preciso ter paciência (ou, talvez, se teleportar para outro lugar para encontrar um ângulo diferente).

rangi2

Como já disse, o game vai aumentando de dificuldade conforme você progride. E vai adicionando alguns perigos nos cenários, como paredes de espinhos, guardas, serras elétricas, entre outros. Isso adiciona um caráter de urgência em algumas fases. Mas morrer em uma fase significa que você terá que começar tudo de novo. Não há checkpoints. E se você emperrar em uma fase não dá para pular para a seguinte, já que um estágio desbloqueia o próximo. Mas deixo uma dica: quando você morre várias vezes no mesmo trecho da fase, o jogo te dá a opção de pulá-la (“skip”). Aproveite. Não é sempre que ele dá essa colher de chá.

‘Rangi’ tem uma trilha sonora impecável e variada, que pode ser ouvida no site oficial do game. Quanto aos aspectos gráficos, o jogo tenta reproduzir as cores, formas e símbolos das várias etnias africanas. Pessoalmente, eu gostaria de saber mais sobre os símbolos que aparecem por todos os lugares, mas o jogo não traz informações a respeito. Mas oferece o suficiente para despertar a curiosidade do jogador. A duração do jogo vai depender da habilidade do jogador de resolver puzzles, mas deve dar algo em torno de 2 ou 3 horas. Há opções de legendas em português, mas isso não vai impedir qualquer um de entender as mecânicas do jogo.

VEREDITO

‘Rangi’ oferece uma experiência única no atual momento do Playstation VR. Seja através da música, seja através dos puzzles e dos cenários bem trabalhados, o game presta uma bela homenagem à cultura africana e tudo o que ela representa. Seus poucos problemas técnicos (como o teleporte “atrasado”) não chegam a estragar a experiência do jogador. Pelo preço que está sendo cobrado na PS Store, é uma barganha. Só não acreditem na classificação de gênero colocada na loja da Sony (“action/shooter”), pois definitivamente não é disso que o game se trata. Nota: 9,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: Rangi
Estúdio: Funsoft/Digigo Games (http://rangigame.com)
Gênero: Puzzle
Data de lançamento: 6 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift, HTC Vive, Gear VR e Daydream
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 2,68 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: um Playstation Move Controller, dois PS Move Controllers ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Funsoft/Digigo Games]

Assista ao trailer de ‘Rangi’

 

 

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