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[review] ‘Lunar Stone’ parece uma obra inacabada que precisava de mais tempo

Que tal um shooter onde você usa um trabuco maneiro e uma espada para destroçar vampiros, esqueletos e outros tipos de monstros? E ainda pode optar por um par de bestas automáticas ou luvas mecânicas que soltam bolas de fogo? Aparentemente, nada poderia dar errado em um game como esse, não é mesmo? No entanto, algo desandou em ‘Lunar Stone: Origin of Blood’ que transformou o jogo em uma experiência onde pouca coisa se aproveita.

O jogo é de todo ruim? Não exatamente. Mas ele peca no fundamental para qualquer jogo: o gameplay. São apenas cinco fases, sendo que apenas três delas têm algum tipo de ação. As outras duas assemelham-se a “cutscenes” jogáveis, ainda que não haja muita coisa o que fazer nelas.

Isso não seria problema se as outras três fases oferecessem algo consistente ao jogador. Mas não é o caso. Cada uma dessas fases dura em torno de cinco minutos (e o game todo vai durar em torno de 30 minutos, contando o tutorial e os loadings). Nas duas primeiras fases, você enfrenta alguns poucos inimigos e logo em seguida vem o boss. Na última, é só o chefão. E acabou-se.

Durante as fases de tiroteiro, você ficará totalmente estático, atirando e esperando que os inimigos venham até você para levarem espadadas. A inteligência artificial dos inimigos é nula – estão ali apenas para morrer mesmo. Eles não reagem a nada, nem quando são acertados (aliás, eles nem parecem sentir as balas). A inteligência de suas companheiras de batalha, por outro lado, também não se sobressai. Assim como você, elas ficam paradas tentando acertar os inimigos – que às vezes até as ignoram e passam direto por elas.

Falando delas, os designers parecem ter passado bastante tempo construindo suas formas voluptuosas e trajes provocantes, bem ao gosto adolescente. Mas a animação, a dublagem em inglês e o gestual delas são de causar risos (não há sincronia labial e às vezes elas nem abrem a boca pra falar).

A intenção com estas personagens parece ser proporcionar alguma profundidade e interatividade ao jogo, mas a trama tem um fiapo de história tão fraco que até agora eu não sei quem você é e o que está fazendo lá. Só sei que você precisa recuperar três cristais coloridos e evitar que eles caiam nas mãos de um vampiro. “O” Vampiro.

Em termos técnicos, o som e a trilha sonora não deixam a desejar (exceto a música dos créditos finais, que parece totalmente descontextualizada). Graficamente, o jogo também tem seus pontos positivos, com modelos e cenários bem construídos. Há, no entanto, algumas texturas em baixa resolução nas paredes.

Para jogar, você usa um par de PS Moves. Não há botões para girar para os lados. Nas fases de ação, isso não é problema, já que os inimigos nunca vêm por trás de você. Mas nas fases de “cutscene”, os botões para girar o corpo fazem falta, já que nelas você pode ir teleportando para explorar o cenário e às vezes pode se ver de costas para a PS Camera, o que pode gerar problemas de tracking.

Mas, se não há botões para girar, os desenvolvedores implementaram uma mecânica interessante: a esquiva. Movendo a cabeça rapidamente para o lado, você ativa a esquiva, que serve para escapar dos ataques adversários, principalmente dos bosses.

O game tem três níveis de dificuldade (easy, normal e hard) e ao terminar no easy você destrava um par de adagas e duas luvas mecânicas que atiram bolas de fogo. Mas elas não se mostram tão efetivas quanto as armas originais, o que é uma pena. Você destrava também a possibilidade de enfrentar somente os chefões, o que não vai acrescentar muito ao gameplay.

O menu principal do game promete ainda um modo “endless waveshooter”, que será lançado em breve (não sabemos quando). O título é todo falado em inglês, com legendas no mesmo idioma.

lunar stone 1


VEREDITO

No trailer, ‘Lunar Stone: Origin of Blood’ é lindo. Parece ser um ótimo jogo, com personagens pra você interagir, armas bacanas e muitos bosses. Mas, quando você joga, percebe que tem muita coisa faltando para se tornar uma experiência revelante. Adições futuras podem trazer mais emoção ao game, que, infelizmente, parece uma obra incompleta. Nota: 4/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Lunar Stone: Origin of Blood’
Estúdio: GQJoy, Zenox Production e Gamepoch (www.gamepoch.com)
Gênero: Shooter
Data de lançamento (ocidente): 21 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Tamanho do arquivo: 4,39 GB
Idioma: Inglês (áudio e legendas)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Gamepoch]

Assista ao trailer de ‘Lunar Stone: Origin of Blood’

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