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[review] ‘Island Time’: você sobreviveria 3 minutos em uma ilha deserta?

Para quem está acostumado às facilidades do mundo moderno, a ideia de sobreviver sozinho em uma ilha deserta parece um desafio um tanto assustador. O estúdio Flight School do excelente mas curto ‘Manifest 99’, transforma isso em piada no survival ‘Island Time VR’.

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O game é uma espécie de ‘O Náufrago’ em escala reduzida. Você se vê em uma ilha minúscula e precisa fazer todo o possível para sobreviver. E rápido: o tempo passa rápido nesta ilha. Então, é bom ficar sempre de olho no relógio (sim, você tem um relógio no pulso esquerdo que mostra o quanto ainda lhe resta de vida. Para morrer, basta ficar uns dois minutos sem comer.

No game, seu único objetivo é se manter vivo. Para isso, vai contar com os recursos já disponíveis na ilha e com alguns objetos dentro de uma caixa de madeira que aparece “magicamente”, de tempos em tempos. Seu único companheiro será o falante Carl the Crab, um caranguejo cuja dublagem é um dos pontos altos do game.

Manter-se vivo nesta ilha envolve atividades que seriam comuns em uma situação real, como pescar, colher frutos, acender uma fogueira e, claro, comer. Há ainda alguns elementos que fogem um pouco à realidade (não vou dizer para não estragar a surpresa) e combinam bem com o clima cômico do jogo.

Falando nisso, o humor é um dos trunfos de ‘Island Time’ e isso fica bem claro nas tiradas de Carl the Crab e nos próprios gráficos em estilo cartoon. Carl interage com você o tempo todo e, quando você morre, as falas dele vão mudando, o que torna a experiência mais divertida e menos repetitiva.

Aliás, a repetição é uma constante no jogo – e isso não é ruim. Você terá que repetir determinadas atividades várias vezes (e de forma acelerada) para sobreviver o máximo de tempo possível. Além disso, é provável que você morra muitas e muitas vezes – até entender o que fazer em cada situação e como evitar alguns perigos. De certa forma, o jogo lembra o filme ‘No Limite do Amanhã’, no qual o personagem de Tom Cruise morre várias e várias vezes e sempre volta a um determinado ponto.

Diante da difícil tarefa de não morrer, você mesmo representa um dos maiores perigos à sua sobrevivência. Ficar parado é sinônimo de morte certa, mas algumas ações também podem colocar um ponto final mais rápido em sua vida. Lembra quando seus pais diziam “Não brinque com o fogo?”. Pois é, fica a dica.

Para sobreviver, você pode confeccionar algumas ferramentas rudimentares, que vão te ajudar nas tarefas. Também pode confeccionar coisas inúteis – mas só vai descobrir tentando. E essa é uma das graças do jogo: é um game despojado, que não deve ser encarado com seriedade. Morrer não deve ser encarado como uma derrota, mas sim como uma oportunidade de aprendizado e diversão também. Morreu? Não leve tão a sério, é só um jogo!

O caráter descontraído do título também se reflete na ausência de objetivos do game. Não existem fases a passar, objetivos a cumprir ou pontos a atingir. Você só precisa ficar vivo o maior tempo possível. E talvez essa seja a maior falha do jogo, já que nós, jogadores, em geral queremos nos sentir desafiados.

Mas o jogo, apesar de não ter uma “campanha”, não deixa de ter desafios, expressos através dos troféus. São 20 ao todo (1 de platina, 8 de ouro, 7 de prata e 4 de bronze) e o mais difícil deles exige que você permaneça vivo por 20 minutos. Parece fácil, mas com o tempo os recursos vão rareando e os perigos aumentam cada vez mais, exigindo mais rapidez e organização da sua parte. Na minha opinião, transformar estes troféus em objetivos dentro do jogo seria uma forma de tornar o game mais dinâmico e desafiador.

Como já falei, o game se passa em uma ilha minúscula e você é incentivado a se mover para os lados dentro deste pequeno universo, usando o tracking do headset. No entanto, no Playstation VR isso não é uma boa ideia, já que temos apenas uma câmera (na nossa frente) e se movimentar demais pode colocar você fora da área de jogo, além de causar problemas de tracking. A solução é usar os botões de girar o corpo e estender os braços o máximo possível para alcançar os objetos.

O game é jogado com um par de PS Moves, que são obrigatórios, já que não há suporte ao controle tradicional. O título está todo em inglês, sem opção de legendas. Para quem não sabe nada do idioma, isso vai impedir de entender as piadas feitas pelo caranguejo Carl, mas não não será um problema para conseguir jogar.

island time2

VEREDITO

‘Island Time VR’ é um game que traz diversão e humor para o survival, um gênero que costuma estar ligado a momentos de tensão ou até mesmo terror. Você precisa correr contra o tempo para tentar sobreviver em uma ilhota, com os parcos recursos que ela oferece. No entanto, existe uma certa ausência de desafios extras, pois seu único objetivo ali é sobreviver, sobreviver e sobreviver. Além disso, alguns problemas de tracking (especialmente no PSVR) podem dificultar a vida do jogador. Apesar disso, não deixa de ser um bom jogo. Nota: 8,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: ‘Island Time VR’
Estúdio: Flight School (http://islandtimevr.com)
Gênero: Survival (sobrevivência)
Data de lançamento: 3 de abril de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: US$ 14,99 (PS Store EUA) | Indisponível na PS Store Brasil
Tamanho do download: 480 MB
Controles suportados: Um par de PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Idioma: Inglês (áudio, sem legendas)
Jogadores: 1 (sem modo online)

Confira abaixo o vídeo “Cinco maneiras que você vai morrer em ‘Island Time'”

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