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[review] ‘Atividade Paranormal’ combina tensão e uma boa dose de sustos em RV

‘Atividade Paranormal’ é uma franquia de sucesso nos cinemas que se tornou famosa ao utilizar poucos recursos para contar a história de um casal atormentado por uma entidade maligna em sua residência. Usando gravações amadoras feitas pelo próprio casal, o filme se aproxima do espectador, que sente que ele próprio poderia estar vivendo aquela situação. Com todo o poder de imersão que a realidade virtual proporciona, o game ‘Atividade Paranormal: A Alma Perdida’ (ou ‘Paranormal Activity: The Lost Soul’ no original) coloca o jogador dentro de uma casa que poderia estar em qualquer um dos seis filmes da franquia.

Você já imaginou como é visitar uma casa mal-assombrada? Bom, ‘Atividade Paranormal’ faz todo o possível para te proporcionar o melhor “passeio” que você poderia imaginar. O clima de tensão no jogo é constante, em cada canto da casa. Os desenvolvedores do estúdio VRWERX (não me pergunte como se pronuncia isso) se empenharam em proporcionar muitos sustos ao jogador – e não economizaram nos “jump scares”. É, até o momento, um dos jogos mais assustadores do Playstation VR.

Você estará sozinho, em uma casa aparentemente “normal”, e aos poucos vai descobrindo que algo de muito sinistro aconteceu lá (não vou entrar em muitos detalhes para não dar “spoilers”, OK?). Como ocorre em muitos games de RV, o jogador vê apenas as suas mãos. E não possui reflexo no espelho. Uma dica: experimente tentar ver o seu rosto no espelho do banheiro, logo que entra na casa, para ver o que acontece.

Quando você entra na casa, vai se deparar com muitas portas fechadas. Seu objetivo será encontrar as chaves para abrir senão todas, mas uma boa parte delas. À la ‘Resident Evil’, algumas portas são marcadas com símbolos. Às vezes, quando você faz determinada ação, desencadeia a abertura de uma porta ou libera uma outra área do jogo. Isso pode ocorrer até de maneira aleatória, então é bom ficar atento.

Existem vários objetos espalhados pela casa e você pode interagir com uma grande quantidade deles. Alguns são úteis, outros não. Os objetos que lhe serão úteis podem ser guardados no seu inventário e serão determinantes para que você consiga terminar o game. Eles também ajudam a contar a história da família que vivia naquela casa e o que aconteceu ali.

No jogo, você não vai empunhar pistolas, escopetas ou sequer uma faca. Sua única “arma” será uma lanterna – e vai precisar procurar pilhas espalhadas pela casa, pois elas acabam rápido e a escuridão é constante no jogo. Aparentemente, construíram uma casa sem interruptores para ligar as luzes…

Em determinados momentos, será preciso resolver alguns puzzles – um deles envolvendo um pentagrama macabro. Em outro, é bem provável que você sinta calafrios diante do ambiente bizarro em que é colocado.

A jogatina dura em torno de uma a duas horas – dependendo aí da sua coragem de seguir em frente e da atenção que você dá aos detalhes, para descobrir como avançar no game.

Graficamente, o jogo é bastante realista, com ambientes, objetos e modelos de personagens bem feitos, apesar de algumas texturas de resolução mais baixa. As sombras e a iluminação (ou falta dela) contribuem bastante para transmitir um clima de tensão ao jogo. Como também é típico nos filmes de terror, o áudio tem papel preponderante para causar medo no jogador e é muito bem trabalhado.

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CONTROLES

O game pode ser jogado com o Dualshock 4 ou com um par de PS Moves. A imersão com certeza é maior com os Moves, mas a jogabilidade fica um pouco prejudicada pela confusão nos controles. O título tem um dos esquemas de controle mais esquisitos que já vi em um jogo – e leva um tempo até você entender como faz pra acessar seu inventário, pegar ou guardar itens, ou até mesmo se mover. Mas nada que um pouco de treino não resolva.

Seja qual for o controle que escolher, saiba que a movimentação é livre, sem opção de teleporte. Como é de praxe, isso pode causar enjoo de movimento em alguns jogadores, apesar da movimentação do jogador ser lenta (há a opção de correr, para os mais apressadinhos ou para aqueles sortudos que não têm problemas de enjoo).

No menu inicial, há algumas opções para aumentar o conforto dos jogadores, como alterar o giro do corpo, colocando em ângulos de 30°, 45° ou 90° ou ainda giro suave (“smooth turning”), em diferentes velocidades. Pessoalmente, pra mim funciona melhor o giro suave na velocidade mais alta.

Uma coisa que atrapalha bastante é que suas mãos somem com frequência quando você tenta interagir com objetos em algumas superfícies. É um problema que chega a causar irritação quando você não consegue pegar um simples objeto.

Ressalto ainda, para os brasileiros, que o jogo está todo em inglês, sem opções de legendas ou textos em português. Não saber o idioma não atrapalhará o avanço no game, mas impedirá que o jogador entenda a história, já que uma parte é contada em anotações espalhadas pela casa.

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VALE O REPLAY?

Por se tratar de um jogo de terror cuja experiência está baseada nos sustos que você toma e em alguns puzzles que você resolve, o valor de replay do jogo seria quase nulo. No entanto, ao terminá-lo pela primeira vez você libera outros dois modos, Arcade e Hardcore. Eles não vão acrescentar muita coisa, mas impõem um desafio a mais, já que no Arcade você só pode morrer duas vezes e no Hardcore, nenhuma.

O maior valor de replay do jogo é tentar liberar o final alternativo (“alternate ending”), que inclui fazer algumas ações diferentes do gameplay normal, a começar por jogar o game no Hardcore. O jogo também tem troféu de platina e é relativamente fácil de conseguir.

O menu principal do game oferece vários save slots pra você escolher – opção básica que costuma ser esquecida por desenvolvedores de jogos para o PSVR. O jogo tem salvamento automático e um update acrescentou um ícone que mostra exatamente quando o jogo está sendo salvo.

No entanto, não há botão de pausa nem opção para voltar ao menu principal dentro do jogo. Você precisa fechar o game e reiniciar se quiser trocar de save, recomeçar a partida ou trocar as opções de conforto ou os controles.

Um update recente adicionou a opção de jogar o game em tela plana, usando o Dualshock 4. Mas os controles não ajudam muito e fica claro que o game foi feito para ser jogado em realidade virtual.

Em termos de custo x benefício, ‘Atividade Paranormal’ fica devendo um pouco, levando-se em conta o preço cheio de lançamento. Mas o jogo já chegou a ser vendido, em promoção, com 60% de desconto, o que torna o título imperdível.

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VEREDITO

A imersão, a ambientação, os efeitos sonoros, os gráficos bem construídos, tudo contribui para fazer de ‘Atividade Paranormal: A Alma Perdida’ um dos jogos mais aterrorizantes do PSVR. Os problemas com os controles são evidentes e são um dos pontos negativos do jogo, ao lado do preço, um pouco salgado. Ainda assim, é uma excelente pedida para os fãs do gênero e para proporcionar aquele susto nos seus amigos. Nota: 8,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: ‘Atividade Paranormal: A Alma Perdida’ (‘Paranormal Activity: The Lost Soul’)
Estúdio: VRWERX (www.vrwerx.com)
Gênero: Terror
Data de lançamento: 15 de agosto de 2017
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 107,50 (PS Store Brasil) | US$ 29,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 3,2 GB
Idioma: Inglês (áudio, interface e textos)
Controles suportados: Dois PS Moves (recomendado) ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital comprado por mim mesmo]

Assista ao trailer de ‘Atividade Paranormal: A Alma Perdida’

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Um comentário sobre “[review] ‘Atividade Paranormal’ combina tensão e uma boa dose de sustos em RV

  1. Andrea

    Muito boa saga! Eu acho que essa saga é boa. Um dos meus fimes preferidos de terror também é Sobrenatural A Ultima Chave. A verdade gostei desse filme porque tem um grande elenco e uma história muito interessante. A historia é impressionante no elenco de Sobrenatural. A atriz princal fez uma grande química com todo o elenco, vai além dos seus limites e se entrego ao personagem. Recomendo o filme. É uma historia que vale a pena ver.

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