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[review] ‘Super Amazeballs’ exige paciência e concentração do jogador

A realidade virtual se adapta a uma grande variedade de gêneros de jogos – e arrisco dizer que alguns só existem e só fazem sentido neste ambiente virtual. ‘Super Amazeballs’, do estúdio indie Braincells Productions, é um puzzle que se vale da imersão da RV para recriar uma experiência lúdica única, envolvendo uma boa dose de concentração.

O jogo me lembra um brinquedinho da época da infância, que tinha uma bolinha dentro e você tinha que atravessar um certo labirinto para depositá-la em um lugar específico, usando apenas a força da gravidade. Este é o mesmo conceito por trás de ‘Super Amazeballs’, que oferece um total de 25 desafios diferentes, que sobem gradualmente de dificuldade conforme você avança.

O game exige do jogador um bom nível de concentração, atenção, paciência e trabalha instintivamente conceitos básicos de física, sendo a força da gravidade e a velocidade as principais. Seu objetivo é levar uma bolinha de um ponto a outro, dentro de um circuito cheio de curvas, loopings, labirintos, pistas que viram de cabeça pra baixo e te deixam desorientado… Isso tudo sem deixar a bolinha cair.

E como fazer isso? Você não movimenta a bolinha diretamente. Voce usa os PS Moves para girar um globo que traz o circuito dentro. Os Moves são fielmente reproduzidos no ambiente virtual e os circuitos lembram pistas dos antigos autoramas, só que muito mais intrincadas. Não há suporte para o Dualshock 4.

As configurações trazem opções para você aumentar ou diminuir o tamanho das esferas (a propósito, elas é que são as “amazeballs” do título). Você pode mudar isso durante o jogo, na hora que quiser, o que é uma mão na roda caso você se sinta confuso.

Outra coisa que ajuda bastante o jogador são os checkpoints. Toda vez que você deixa a bolinha parada por alguns instantes, ela cria um checkpoint naquele lugar e se você derrubá-la, ela retornará daquele ponto. É uma facilidade a mais, em se tratando de um jogo que envolve muita tentativa e erro.

Mas, para você obter os três troféus (cumprindo os “challenges”) de cada fase, tem que terminar sem deixar a bola cair. Outro troféu envolve terminar a pista sem “roubar”. Sim, você pode roubar, se conseguir dar um “tilt” no globo e atirar a bola de um ponto para outro mais avançado, sem deixá-la cair. Quando faz isso, seu tempo é considerado um “dirty time”. Você avança de fase, mas não ganha o troféu.

Falando nisso, as pistas vêm todas bloqueadas, com exceção da primeira. Basta terminar uma para seguir para a próxima. As 25 fases estão distribuídas em cinco níveis de dificuldade: easy, normal, hard, extreme e tricky.

A trilha sonora consiste em faixas de música eletrônica, que te deixam acelerado e impelem a querer terminar o circuito rápido. Pessoalmente, não acho que seja o melhor tipo de trilha para este tipo de jogo. Mas você tem a opção de desligar a música e ouvir o que você quiser, no pen-drive ou no Spotify.

O áudio e efeitos sonoros reproduzem fielmente os sons que objetos como esses fariam na vida real. Graficamente, é um jogo simples, nada exuberante. Mas os gráficos cumprem com a sua função, sem problemas de serrilhado ou algo do tipo. A imagem é bem nítida e não presenciei bugs ou algo que atrapalhasse a jogatina.

O jogo está todo em inglês, mas não há nada que os brasileiros não possam entender ou possam ser prejudicados por não saber o idioma. O risco de enjoo de movimento é zero, já que se trata de um game estático.

Em termos de valor de replay, o título possui um modo hardcore que te obriga a iniciar a fase novamente se você derrubar a bolinha. Você também pode jogar as fases novamente se quiser diminuir o seu tempo ou cumprir os três desafios de cada fase. O jogo também tem os troféus da PSN, mas não possui platina. Há ainda um placar de líderes que mostra os melhores tempos de uma forma não muito usual: é um gráfico que compara sua performance com os demais jogadores.

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VEREDITO

‘Super Amazeballs’ é simples como um brinquedo infantil. Mas não se engane: há muito desafio no jogo, que sobe a cada fase nova que você passa. É um game que exige concentração e paciência, fazendo você pensar para executar movimentos que parecem impossíveis. O jogo vale exatamente o valor que está sendo cobrado por ele. Nota: 8/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Super Amazeballs’
Estúdio: Braincells Productions
Genero: Puzzle
Data de lançamento: 10 de abril de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 15,50 (PS Store Brasil) | US$ 4,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 261 MB
Controles suportados: Dois PS Moves
Idioma: Inglês (áudio e interface)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio Braincells Productions]

Assista ao trailer de ‘Super Amazeballs’

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