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[review] ‘Virry VR: Wild Encounters’ te leva para um safári na África

‘Virry VR: Wild Encounters’ é o segundo título de uma franquia que tem um aspecto único entre as experiências disponíveis para o Playstation VR (PSVR): nele, você pode ficar frente a frente com animais selvagens da fauna africana, como elefantes, guepardo, hiena, babuínos, girafa, búfalo, além de um filhote de rinoceronte-negro, espécie considerada criticamente em perigo de extinção. E é esse o cerne principal de ‘Virry VR’: chamar a atenção dos jogadores para a questão ambiental e a preservação das espécies nativas da África.

‘Virry VR: Wild Encounters’ foi filmado em 2016, em um período de duas semanas, no Parque de Conservação da Vida Selvagem de Lewa, no Quênia. Uma equipe formada por 11 profissionais do estúdio Fountain Digital Labs usou câmeras especiais para capturar cerca de 25 horas de gravações.

O material resultou em imagens espetaculares e dois títulos para o PSVR: ‘Virry VR: Feel the Wild’, lançado em abril do ano passado, e agora este ‘Virry VR: Wild Encounters’, que chegou ao headset de realidade virtual do PS4 no último dia 24 de abril. Ambos têm mecânicas idênticas, mas o conteúdo é totalmente diferente.

Até onde consegui pesquisar, tecnicamente falando ‘Virry VR’ traz as melhores imagens já capturadas em 360º e voltadas para realidade virtual. Creio que o resultado só não seja melhor por limitações técnicas do próprio Playstation VR, que, como sabemos, possui resolução, por olho, inferior à de uma TV Full HD.

Mas são imagens superiores ao que se vê no YouTube, por exemplo, por dois fatores. O primeiro é que a qualidade dos vídeos do YouTube é afetada pela qualidade da sua internet. O segundo, mais importante ainda, é que os vídeos do ‘Virry VR’ foram feitos levando em conta que seriam exibidos em um headset de RV, ambiente propício ao enjoo de movimento. Por isso, uma boa parte das imagens é estática – ou melhor, a câmera fica estática, enquanto os animais se movem. Isso, por si só, leva a zero a possibilidade de você sentir enjoo de movimento, a tal “cinetose”.

virryVR

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Assim como no primeiro título, ‘Virry VR: Wild Encounters’ é narrado totalmente em inglês, sem opção de legendas em nenhum idioma. Sei que isso afasta um pouco quem não sabe o idioma, mas há opções para desligar a narração e aproveitar apenas o conteúdo visual. A narradora explica fatos relevantes sobre cada espécie e, de tempos em tempos, faz perguntas pra você em uma espécie de quiz. Se não quiser responder, este quiz também pode ser desligado.

Um dos aspectos mais interessantes do título é a possibilidade de alimentar os animais. A gente sabe que, em um safári tradicional, a primeira regra é “não alimente os animais”. Pois ‘Virry VR’ quebra esta regra, “com uma autorização especial”, e possibilita que, ao chacoalhar o Dualshock 4, você jogue alimentos para os bichos. Nessas horas, os animais vão ficar bem perto de você – e é difícil resistir à tentação de tentar acariciá-los. Infelizmente, isso não é possível.

Outro recurso de interatividade usa o reconhecimento de voz do microfone do PSVR. Nele, você pode chamar alguns dos animais pelo nome – e eles atendem!
Um outro recurso me deixou um pouco encucado. De tempos em tempos, o aplicativo pergunta como você se sente. Entre as opções, estão coisas como “feliz”, “estressado”, “relaxado”, “com raiva”, etc. Mas, independente da sua resposta, a experiência é a mesma. Ou seja, não entendo qual o objetivo desta pergunta.

‘Wild Encounters’ também traz uma experiência de arvorismo, na qual você se locomove (na verdade, se teleporta) sobre uma passarela elevada no meio das árvores, enquanto ouve uma música relaxante. O resultado fica aquém do esperado, pois, com a distância, a imagem perde muito a qualidade e algumas coisas ficam indecifráveis.

‘Wild Encounters’ traz ainda um recurso de câmeras ao vivo, que, assim como no primeiro título, não consegui utilizar. Ao selecionar esta opção, a tela não passa do “loading” – não sei se isso se deve à baixa qualidade da minha internet (cerca de 10MB/s).
Em termos de custo/benefício, ‘Wild Encounters’ fica devendo um pouco. O aplicativo foi lançado pelo dobro do preço do primeiro, ‘Feel the Wild’. E, considerando que são semelhantes (apesar de ter imagens totalmente inéditas), não vejo por que comprar este segundo se você não tem o primeiro. Além disso, não há muito valor de replay – a não ser para mostrar para seus amigos.

VEREDITO

‘Virry VR: Wild Encounters’ é uma experiência sem igual no PSVR. O aplicativo/documentário tenta te colocar dentro de um safári africano, mas algumas limitações técnicas, próprias do Playstation VR, impedem que haja uma experiência 100% imersiva. Às vezes, parece que falta profundidade nas imagens e você está diante de algo em 2D. O preço, um pouco salgado, é um fator extra que pode afastar os possíveis interessados. Se você já jogou o primeiro, vai encontrar mais do mesmo neste aqui. Nota: 7,5/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘Virry VR: Wild Encounters’
Estúdio: Fountain Digital Labs (http://virryvr.com)
Gênero: experiência em vídeo/documentário
Plataformas: Playstation VR (usado neste review), Oculus Rift e Gear VR
Data de lançamento: 24 de abril de 2018
Preço: R$ 61,50 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 4,32 GB
Controles suportados: apenas Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio Fountain Digital Labs]

Assista ao trailer de ‘Virry VR: Wild Encounters’

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