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[review] ‘To the Top’ te leva para o topo da realidade virtual

Sabe aquele momento em que você diz: “Esse jogo foi feito para a realidade virtual”? Pois é. Não há expressão que defina melhor ‘To the Top’ do que esta. ‘To the Top’ foi feito para a realidade virtual. Seria possível jogá-lo em tela plana? Dificilmente. Teria alguma graça? Nenhuma. ‘To the Top’ se vale dos recursos da RV para proporcionar uma liberdade poucas vezes vista no Playstation VR e no mundo dos games em geral. Podemos tentar defini-lo como uma mistura de jogo de plataforma, corrida, parkour e escalada, mas o jogo vai além disso.

Em ‘To the Top’, você é uma espécie de super-robô que está passando por um treinamento com o objetivo de prepará-lo para salvar vidas. Esse treinamento é feito em um ambiente virtual e consiste em cumprir uma série de percursos, usando apenas suas habilidades com as mãos. Falando na real, você se sente como um macaco, capaz de se pendurar em vários tipos de estruturas, em alturas que parecem não ter fim.

O conceito de “liberdade de movimento” é central no game, desenvolvido pelo estúdio Electric Hat Games e publicado pela Panic Button. Você sempre tem um ponto de partida e um ponto de chegada pré-definidos, mas a maneira como você vai cumprir esse percurso é você que vai definir.

Para isso, usando o Dualshock 4 ou um par de PS Moves (opção que eu recomendo), você pode interagir com as várias estruturas azuis do cenário, agarrando ou usando-as para pular. Pular (usando as duas mãos) te dá mais velocidade e permite que você alcance locais mais distantes, enquanto agarrar só com uma das mãos dá mais segurança.

Usando esses dois movimentos básicos, você vai tentar cumprir o percurso no menor tempo possível. Existem três faixas de tempo, que concedem uma espécie de medalha de acordo com seu desempenho (ouro, prata ou bronze). São estas “medalhas” que vão liberar as fases seguintes. Ou seja, para zerar o game não basta terminar as fases: é preciso conseguir bons tempos.

Além disso, você terá que encontrar os vários geomas (globos grandões fáceis de identificar) que ficam espalhados pelas fases. Se pegar todos, também ganha uma medalha. Uma quinta medalha é recebida ao pegar o geoma escondido de cada fase. Geralmente, ele aparece fora do circuito “normal” da fase e envolve uma habilidade extra para coletá-lo.

Obter as medalhas também permite que você desbloqueie vários itens para customizar a aparência do seu personagem. Você pode destravar novas máscaras, luvas e tronco do personagem. São mais de 30 opções de customização, que não interfere do gameplay, mas vai te deixar mais “na pinta” quando for encarar o multiplayer.

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NO TOPO DO MUNDO

Olhando de fora, os cenários de ‘To the Top’ parecem meio pobres e excessivamente coloridos. Mas, dentro do game, a sensação é outra. A escolha das cores facilita o entendimento por parte do jogador, que consegue identificar claramente por onde ir e com quais estruturas você pode interagir.

A imersão é fantástica e você se sente como se estivesse lá, a vários metros de altura, especialmente quando está pendurado em canos de um arranha-céu, por exemplo, ou escalando uma torre. Para os brasileiros, ‘To the Top’ traz uma vantagem extra, já que a interface e legendas estão todas em português do Brasil.

A trilha sonora é totalmente original e merece uma menção à parte. Bem animada, tem uma pegada que mistura música eletrônica e rock com levada oitentista. Recomendo aumentar o volume para curtir o percurso! Os efeitos sonoros também cumprem bem o seu papel – o som do pulo, por exemplo, me lembra o primeiro ‘Super Mario’, ainda na época do Nintendinho.

A duração do game depende bastante da performance do jogador. As primeiras fases podem ser completadas em menos de 10 ou 20 segundos, mas cumprir o menor tempo exige bastante treino. Ao todo, são 35 fases (levels), divididas em fácil, normal e difícil, além das fases bônus. A dificuldade vai aumentando a cada level e novos tipos de estruturas e elementos vão sendo adicionados, dando um ar de novidade a todo tempo. Para encarar tudo isso, você vai passar por um tutorial que explica bem as mecânicas básicas do jogo.

Completando o pacote, o título traz um multiplayer bem diversificado, em que você pode disputar com seus amigos quem consegue o menor tempo ou trabalhar juntos em um modo cooperativo, para cumprir o menor tempo possível. Para isso, pode posicionar algumas estruturas que não estavam no percurso original, dando uma vantagem extra ao corredor.

Em termos de enjoo de movimento, podemos dizer que ‘To the Top’ está quase que totalmente livre desse mal. Não digo “totalmente” porque sempre tem alguns jogadores que reagem negativamente a determinado tipo de mecânica. Mas o tipo de movimento usado pelo jogo contribui para que o enjoo seja quase zero.

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VEREDITO

Não tem como contestar: ‘To the Top’ entra imediatamente para a seleta lista de experiências obrigatórias no Playstation VR. Liberdade de movimento fantástica, trilha sonora inspirada, mecânicas simples e divertidas, imersão perfeita, nível de desafio bem balanceado e conteúdo suficiente para garantir muitas horas de gameplay. Quer mais o quê? Nota: 10/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘To the Top’
Gênero: Esportes/plataforma/corrida
Estúdio: Electric Hat Games/Panic Button (www.tothetopvr.com)
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift, HTC Vive, Windows Mixed Reality
Data de lançamento: 29 de maio de 2018 (PSVR)
Preço: R$ 71,50 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 2,27 GB
Idioma: Inglês (áudio) / Português do Brasil (legenda e interface)
Controles suportados: 2 PS Moves (recomendado) ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | 2-8 (online) | Para jogar online, é preciso ser membro da PS Plus

[Este review foi feito com mídia digital cedida pela Panic Button]

Assista ao trailer de ‘To the Top’

 

 

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