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[review] Bastante desafiador, ‘Rooms’ faz jus ao subtítulo ‘The Unsolvable Puzzle’

Lançado originalmente para os PCs em 2015, ‘Rooms: The Unsolvable Puzzle’ é um puzzle (obviamente), em que uma garotinha chamada Anne adentra nas gigantescas mansões de um criador de marionetes e acaba se perdendo. E como ela se perde! Ao todo, as mansões têm 144 cômodos, com um puzzle cada um, rendendo várias horas de gameplay. O título ganhou uma versão VR, que chega agora ao Playstation VR (PSVR), em um lançamento da PrismPlus Co. no Japão e HandMade Game na Coreia. O jogo não está disponível na PS Store do Brasil, mas pode ser encontrado nas lojas online dos Estados Unidos e Reino Unido.

Logo de cara, o que chama a atenção no game é a trilha sonora. Muito bem orquestrada, as músicas lembram aqueles filmes de Natal de fim de ano (mas também há outros temas, como um animado tango). Se fosse escolher uma só palavra pra descrever o aspecto visual do jogo, eu diria é que um game “singelo”. Tudo é muito bem trabalhado, desde os modelos dos bonecos, os cenários, o jardim em 3D em frente às mansões, em uma ambientação que remete a um singelo conto para crianças. Mas também há uma aura de mistério na história, daquelas que atiçam a curiosidade dos pequeninos.

Em termos de gameplay, ‘Rooms’ é essencialmente um jogo em 2D e esta versão VR não foge muito disso. Apesar de haver uma ambientação 3D no entorno, a visão da parte jogável é em 2D e lembra aqueles quebra-cabeças de brinquedo, em forma de quadrado, com vários quadradinhos dentro, em que você precisa movê-los, um de cada vez, para formar uma figura.

No jogo, seu objetivo é fazer a garotinha chegar à porta de saída de cada cômodo, movendo os módulos (quadrados) de cada compartimento. Você joga usando o Dualshock 4 e só pode mover o módulo em que a personagem se encontra. Com o analógico esquerdo, movimenta a menina e com os botões de face (xis, bola, quadrado e triângulo) move o módulo para os lados, para cima ou para baixo (apenas onde for possível).

Há várias barreiras pelo caminho e em alguns casos é preciso encontrar a chave para abrir um portão. Mas também há elementos espalhados pelos módulos para te ajudar a resolver os enigmas, como escadas, telefones e armários. Os telefones permitem que você se teleporte de um telefone para o outro (lembraram de ‘Matrix’? Eu também!). Os armários também são mágicos e invertem o conteúdo dos módulos. Por exemplo, se você está em um módulo sem escada, mas tem uma escada em um módulo com um armário, é só entrar no armário que eles trocarão de lugar.

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OLHA A BOMBA!

E também há perigos pelo caminho, como uma marionete que te explode se você encostar nela. Uma caixa de presente, daquelas com palhaço dentro que pula na sua cara, esconde uma bomba, que pode ser usada para destruir paredes frágeis. Aliás, as explosões criam efeitos 3D interessantes. Também é legal se aproximar dos personagens para vê-los mais de perto. Porém, não qualquer tipo de interação entre jogador e a personagem, a não ser a carinha desapontada que ela faz quando você tenta fazer algo que não é possível.

As primeiras fases do jogo são bem fáceis e servem de tutorial disfarçado. Conforme você avança, os quebra-cabeças vão ficando mais intrincados e novos elementos são adicionados, testando cada vez mais seus músculos cerebrais.

Ao todo, cada uma das quatro mansões tem 24 cômodos e para passar para o próximo você tem que obrigatoriamente finalizar o atual. Ou seja, não dá para pular, o que é uma pena. Apesar da dificuldade ser escalonada, houve ocasiões em que passei mais tempo tentando resolver um puzzle do que um outro, posterior.

Mas, se não dá para pular fases, você consegue pelo menos liberar a mansão seguinte antes de terminar a atual. Porém, isso só acontece quando você atinge pelo menos 3/4 da mansão (quando alcança o quarto de número 16).

O jogo dá algumas indicações que te ajudam na resolução dos quebra-cabeças. A principal deles é a seguinte: cada módulo tem um fundo com desenho em preto e branco. Quando colocado na posição certa, esse fundo fica colorido, em tons de amarelo. Além disso, um contador mostra o número mínimo de movimentos que você precisa fazer para resolver o puzzle.

Entre as fases e na abertura, o jogo traz algumas cutscenes, em que é apresentada a história do criador de bonecos. Estas cenas são em 2D e você assiste como se estivesse em um cineminha. Apesar de não haver profundidade (tecnicamente falando), não deixa de ser interessante.

O jogo está todo em inglês e há opções para vários idiomas (infelizmente, o português não foi contemplado). Entre as opções, temos espanhol, francês e alemão. Saber uma dessas línguas é importante para entender melhor a história, mas não impedem o progresso do jogador.

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RATOS NO PORÃO

Se estiver achando as fases difíceis, saiba que algo ainda mais complicado aguarda você no porão. O aviso no menu é claro: os 48 níveis da parte debaixo da casa são para quem já dominou as fases de cima. Lá, não tem “colher de chá”. A dificuldade é elevada desde o primeiro nível, apesar de as mecânicas básicas serem as mesmas.

No porão, a garotinha usará trajes diferentes e terá algumas habilidades especiais. Na primeira mansão, por exemplo, ela poderá usar um telefone celular para se teleportar para um telefone fixo. Na segunda, a menina poderá colocar bombas onde quiser. No entanto, esses recursos são limitados e você precisa pensar bem antes de usá-los.

‘Rooms’ pode ser jogado tanto em VR quanto na tela plana. Ao iniciar o jogo, o sistema pede para você colocar o headset. Se você apertar na “bola”, o game inicializará na versão em tela plana. Sugiro você jogar das duas maneiras para perceber quanto o VR deixa as coisas bem mais interessantes.

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BUGS

‘Rooms: The Unsolvable Puzzle’ não está isento de problemas e relatarei aqui o que aconteceu durante meu gameplay. Em primeiro lugar, parece que o tracking do jogo se perde com frequência e você precisa resetar a câmera (segurando o botão Options) toda vez que termina uma fase ou volta para o menu principal. Isso é chato, mas é o menor dos problemas.

Em segundo lugar, pode ocorrer, em alguns momentos, de a tela ficar toda preta, como se estivesse carregando. Mas não é o caso: trata-se de um bug mesmo. Você precisará apertar alguns botões até voltar à tela de jogo. Pesquisando pela internet, vi que outros jogadores tiveram o mesmo problema.

O terceiro bug é um “crash” que acontecia toda vez que eu terminava a 5ª fase da 2ª mansão. O jogo fechava do nada e aparecia uma mensagem de erro do sistema PS4. Reiniciei o game várias vezes mas o “crash” se repetia. A solução foi reinstalar o game e o problema foi resolvido. Não sei se foi “exclusividade” minha ou se outros jogadores sofreram com isso.

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VEREDITO

‘Rooms’ faz jus ao subtítulo ‘The Unsolvable Puzzle’ (“O Quebra-cabeça Insolúvel”). É um dos puzzles mais difíceis que já joguei. Com 144 fases para jogar e nível de desafio bem elevado, o título vai deixar os fãs do gênero entretidos por várias horas. O componente VR dele é um tanto limitado – trata-se essencialmente de um jogo 2D. Além disso, vamos esperar que os bugs sejam corrigidos, porque o game é uma excelente pedida para quem gosta de desafiar o cérebro. Nota: 9/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘Rooms: The Unsolvable Puzzle’
Gênero: Puzzle
Estúdios: PrismPlus Co./HandMade Game (www.handmadegame.net/rooms2vr)
Data de lançamento: 19 de junho de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift)
Preço: US$ 13,99 (PS Store dos EUA) | £11,59 (PS Store do Reino Unido)
Idiomas: Inglês, espanhol, francês, alemão, entre outros (sem suporte ao português)
Espaço em disco: 1,13 GB
Controles: apenas Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

[Este review foi feito usando o PS4 Pro, com mídia digital cedida por PrismPlus Co. e HandMade Game]

Assista ao trailer de ‘Rooms: The Unsolvable Puzzle’

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