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[review] ‘Homestar VR’ coloca um céu estrelado dentro do seu headset

Você já visitou um planetário? Tem curiosidade de saber mais sobre as estrelas e constelações? Gosta de ouvir sobre os mitos gregos que deram nome a estas constelações e, por consequência, batizaram todos os signos astrológicos do Ocidente? Se a resposta a algumas dessas perguntas foi positiva, você pode se interessar por ‘Homestar VR’, que foi lançado em dezembro do ano passado na PS Store do Japão e agora chega, em versão em inglês, para a América do Norte e Europa.

‘Homestar VR’ é um aplicativo criado pelo estúdio The Pocket Company e licenciado pela Sega Toys a partir de um equipamento, chamado de Homestar, que projeta um céu estrelado em qualquer ambiente da sua casa. O equipamento foi desenvolvido por pelo engenheiro japonês Takayuki Ohira e é um sucesso de vendas, com mais de 1,1 milhão de unidades comercializadas em todo o mundo.

Enquanto as versões do projetor Homestar exibem cerca de 60 mil estrelas, ‘Homestar VR’ se aproxima dos números de planetários reais, projetando cerca de 2,5 milhões de estrelas. Você pode pensar: “Ah, mas se for só pra olhar estrelas, eu vejo do quintal de casa”. Mas é bem assim. Nada se compara a observar o céu real, é verdade. No entanto, as condições climáticas, como a ausência de nuvens e até a umidade, são determinantes para que você possa observar bem as estrelas. Quem nunca se decepcionou ao tentar ver um eclipse diante de um céu nublado, por exemplo? É exatamente esta experiência de um “céu limpo” que o ‘Homestar VR’ visa proporcionar, com alguns recursos extras.

Assista ao review em vídeo de ‘Homestar VR’

O aplicativo possui três seções. A principal delas, ‘VR Celestial Planetarium’, recria o ambiente de um planetário. Você escolhe entre as quatro estações do ano para assistir a explicações sobre as constelações visíveis no céu durante cada época do ano. As explicações estão em inglês (ou japonês), sem opções de legendas em qualquer outro idioma. Saber esta língua estrangeira, portanto, é importante para aproveitar melhor a experiência.

Os desenhos das constelações vão surgindo um a um, enquanto a locutora vai fazendo algumas perguntas (retóricas, por sinal, já que você não tem como responder) e conta as lendas por trás das mais famosas constelações do universo. Destaque, claro, para as constelações que regem cada um dos 12 signos astrológicos do Ocidente. Infelizmente, há poucas informações em termos astronômicos – algo que, pelo menos eu, esperaria de um aplicativo como esse.

Nesta seção, você pode optar por observar o céu dentro de uma réplica virtual de um planetário (“Classic Planetarium Mode”) ou usar o modo “Full Celestial”, em que você se vê rodeado por estrelas de todos os lados. Conforme as constelações vão aparecendo, você precisa virar o pescoço ou mesmo permanecer com o queixo para cima durante um bom tempo, já que não há nenhum botão para virar a câmera. Como cada explicação dura cerca de 6 minutos, isso pode ser meio incômodo.

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OBSERVAÇÃO LIVRE

Em uma segunda seção do aplicativo, chamada de ‘Starry Sky Selection’, você pode escolher por observar o céu estrelado em sete lugares específicos espalhados pelo mundo, como a Ilha de Páscoa, no Chile, e o Monte Fuji, no Japão. Este modo permite que você troque a trilha sonora (são várias as opções de músicas relaxantes) ou mesmo desligue o áudio. Se quiser, você pode aumentar a velocidade com que o céu se move (em até 500x).

Mas a imersão nestes pontos turísticos fica meio prejudicada, porque os elementos dos cenários soam muito artificiais. A aparência deles é bem plana, como se fosse uma foto colada no cenário, com exceção de uma casinha inserida no Lake Tekapo, localizado na Nova Zelândia. Outros pontos turísticos são o Matterhorn ou Monte Cervino (nos Alpes Suíços), Uyuni Salt Lake (o maior deserto de sal do mundo, na Bolívia) e Mauana Kea (vulcão extinto no Havaí) e o Jasper National Park (no Canadá). Quatro deles você libera após assistir às quatro explicações do modo planetário.

O terceiro modo do aplicativo se chama ‘World Sky Time Travel’. Diante de um globo com jeitão de Google Earth, você pode escolher qualquer lugar do mundo para observar o céu naquele lugar. Mas não há qualquer cenário: é só você e o céu. Além disso, você pode escolher qualquer data entre 1901 e os dias atuais. Quer saber como estava o céu no dia do seu aniversário? A resposta estará lá. Nesse modo, você também pode trocar a trilha sonora e acelerar a velocidade de movimento do céu, além de marcar as constelações e planetas.

O aplicativo é totalmente livre de enjoo de movimento – você passa o tempo todo parado enquanto observa os corpos celestes. Para navegar entre os menus, usa o Dualshock 4. Graficamente, não há nada de muito fantástico e imersivo – mesmo porque o próprio PSVR tem as suas limitações para observação de objetos muito distantes. Isso, porém, não prejudica a experiência.

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VEREDITO

‘Homestar VR’ é um aplicativo de observação de estrelas. Não espere nada além disso. Não há opções para se aproximar mais das constelações, planetas ou algo do tipo. Não há muitas informações de caráter astronômico. Por mais apelo que tenha aos aficcionados pelo tema, isso representa uma limitação para o grande público. Observar um céu estrelado de 2,5 milhões de estrelas é maravilhoso. Mas a experiência em VR nem se compara à experiência real. NOTA: 6,5/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘Homestar VR’
Estúdio: The Pocket Company/Sega Toys
Gênero: Aplicativo
Plataformas: Playstation VR (usada neste review) e HTC Vive
Data de lançamento: 29 de junho de 2018
Preço: US$ 9,99 (PS Store EUA) | 16,99 EUR (PS Store Europa)
Idioma: Inglês e Japonês (áudio e interface – sem legendas)
Controles: Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)
Espaço em disco: 265 MB

[Este review foi feito usando um PS4 Pro, com mídia digital cedida pela The Pocket Company/Sega Toys]

Assista ao trailer de ‘Homestar VR’

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13 comentários sobre “[review] ‘Homestar VR’ coloca um céu estrelado dentro do seu headset

  1. Eduardo Silva

    Igual a experiência real, imagino que passe longe mesmo! Mas já é um ótimo meio de introduzir conhecimentos pelos games, criar o interesse pela astronomia, e claro, estimular a contemplação da natureza! Muito bom!

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