[review] ‘Mini-Mech Mayhem’ é um dos multiplayers mais divertidos do Playstation VR

Desenvolvido pelo estúdio FuturLab, ‘Mini Mech Mayhem’ é mais um jogo exclusivo do Playstation VR. O game está todo em português e é uma ótima sugestão para quem está procurando um multiplayer divertido e diferente pra jogar com os amigos. O review a seguir foi feito no PS4 Pro.

Assista ao review do canal PSVR BRASIL:

‘Mini Mech Mayhem’ é uma mistura de jogo de tabuleiro e jogo de cartas em realidade virtual. Você controla um “mini mecha” em um tabuleiro quadriculado que parece um tabuleiro de xadrez. Seu objetivo é marcar três pontos, seja destruindo os outros mecas, seja coletando uma moeda.

Você pode mover seu “mecha” em quatro direções ou atirar em oito direções. Mas você não mexe diretamente nos bonecos. A ação ocorre em turnos e você precisa programar as suas ações todas de uma vez. É aí que começa a bagunça e a coisa fica divertida.

Você precisa tentar se antecipar aos inimigos, prevendo os movimentos deles, se quiser sair com a vitória. Mas aí entra outro fator que deixa tudo ainda mais caótico: as cartas de interceptação. Cada interceptação tem um efeito diferente, que pode te beneficiar e atrapalhar os adversários. Por exemplo, você pode jogar uma carta para fazer o adversario andar uma casa a mais e cair direto numa armadilha. Ou fazer a arma dele travar quando ele estiver tentando te acertar um tiro. São muitas as possibilidades e essa é a grande graça do jogo.

‘Mini Mech Mayhem’ é extremamente estratégico, mas ao mesmo tempo tem muita chance de tudo dar errado. Por isso ele é tão divertido. Com certeza vai ser melhor aproveitado jogando com os amigos. Você pode criar salas com outros três jogadores, mas não é obrigatório ter quatro para a partida começar. Dá para jogar um contra um, ou contra outros dois jogadores. Sempre cada um por si.

Também dá para enfrentar o computador em três níveis de dificuldade, mas não existe uma campanha propriamente dita. No lugar disso, o jogo traz um tutorial completo e 30 níveis extras que funcionam como desafios. Conforme vai jogando as partidas e completando desafios, você vai subindo de nível. A cada nível novo, você recebe um item aleatório pra customizar o visual do seu “mecha” e do seu avatar. As combinações são inúmeras e incluem também dancinhas e emotes.

O jogo tem uma sensação de presença muito bacana, transmitindo bem a impressão de que você está diante de outros jogadores. Você pode fazer gestos pros outros jogadores e conversar usando o microfone. Graficamente, está belíssimo, muito bem otimizado pro Playstation VR.

VALE A PENA?

‘Mini Mech Mayhem’ é perfeito pra quem busca um multiplayer pra jogar com os amigos e acredita que se divertir é muito mais importante do que vencer. O preço de lançamento ta bem atraente. Eu recomendo. Nota: 10/10.

Este review foi feito com copia digital gentilmente cedida pelo estúdio FuturLab.

[Review] ‘Falcon Age’ é uma aventura única no Playstation VR

‘Falcon Age’ é um jogo de aventura em primeira pessoa diferenciado. Nele, você assume o papel da jovem Ara, que adota um filhote de falcão enquanto está aprisionada por robôs em uma cela. Nesta história, os humanos foram dominados pelas máquinas e vivem acuados. O jogo é focado na história e na interação de Ara com os demais personagens que vão surgindo pelo caminho. Porém, os diálogos são todos em texto, sem dublagem. Você pode escolher as respostas, mas o mecanismo usado pra isso não funciona como deveria.

O grande charme do jogo, claro, é a sua relação com o falcão. Com a ajuda dele (na verdade “dela”, já que é uma fêmea), você vai enfrentar inimigos, caçar, coletar recursos ou mesmo desativar minas. A mecânica é simples e funciona bem. Cumprindo algumas missões, você recebe itens pra customizar o visual da ave. Alguns conferem habilidades especiais. E tem até brinquedinhos pra sua amigona. A única coisa que senti falta foi de acompanhar o crescimento do falcão. Quando o jogo começa, ela é apenas uma bolinha de penas e quando você percebe ela já virou uma ave de rapina adulta, linda e imponente. Acredito que faltou desenvolver melhor essa relação entre humano e animal.

O game tem um mapa relativamente extenso pros padrões do PSVR e você pode explorá-lo livremente pra coletar recursos, cumprir missões principais e secundárias ou participar de alguns mini-games. Os recursos servem pra você preparar receitas que dão boosts temporários. Mas você também pode vendê-los em troca da moeda do jogo, pra comprar itens mais úteis.

Você pode jogar usando dois Moves ou o Dualshock 4. Com os Moves, a imersão é maior e você pode acariciar a ave ou cumprimentá-la. Com o controle tradicional, vários truques são feitos apertando o quadrado. Com os Moves é melhor pra usar o bastão que você usa pra dar golpes, quebrar coisas e abrir portas.

As opções de conforto incluem teleporte e giro em graus. O jogo não possui localização pro Brasil – os textos, menus e legendas vêm em inglês. O menu não te dá a opção de alterar o idioma, mas se você mudar o idioma do seu console (nas configurações do sistema), poderá jogar em espanhol. Eu sempre dou essa dica porque nem todo mundo conhece essa artimanha e o espanhol é uma língua mais amigável pros brasileiros que não sabem inglês.

Exclusivo do PS4, ‘Falcon Age’ também pode ser jogado em tela plana, sem o Playstation VR. O menu principal te dá duas opções de jogo, sendo uma mais focada no combate. Na outra, o combate é “opcional”. O jogo tem gráficos bonitos, com um visual estilo cartoon. Nesse quesito, a única falha é a demora no carregamento de alguns elementos do cenário (principalmente da vegetação), que surgem do nada enquanto você caminha. Mas os gráficos são bem otimizados e não apresentam serrilhados ou borrões aparentes, com boa nitidez. Vale destacar que joguei no PS4 Pro.

Por fim, uma crítica ao mapa do jogo. Às vezes, ele marca um determinado objetivo da missão, mas você vai lá e o objetivo é em outro lugar – que você tem que descobrir onde é. Isso me confundiu um pouco.

VALE A PENA?

Ainda não terminei o game, mas gostei do que vi até agora. Joguei mais de 4 horas (me perdi algumas vezes) e acho que vale sim o preço que está sendo cobrado. Sem dúvida, é uma aventura única no Playstation VR. Quando zerar, atualizarei este review. Nota (temporária): 9,0.

Este review foi feito no PS4 Pro e PSVR, com midia digital gentilmente cedida pela Outerloop Games.

FICHA TÉCNICA
Jogo: Falcon Age
Estúdio: Outerloop Games
Gênero: Aventura em 1ª pessoa
Plataformas: PS4 e PSVR
Preço: R$ 61,50 (PS Store Brasil)
Data de lançamento: 9 de abril de 2019
Controles: Dois Moves ou Dualshock 4
Idiomas: Inglês / Espanhol (se você alterar o idioma do seu PS4 para Espanhol latino)

Confira aqui alguns gameplays de ‘Falcon Age’ no canal PSVR Brasil

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Missões VR de ‘Ace Combat 7’ trazem toda a emoção de pilotar um caça. Veja o review!

Quando foi anunciado, ‘Ace Combat 7: Skies Unknown’ seria um dos primeiros títulos exclusivos do Playstation VR, que ainda na época nem havia sido lançado. Depois de muito tempo de espera, finalmente pudemos colocar as mãos no game, em janeiro deste ano, mas muita coisa mudou do planejamento original.

Daquilo que seria uma campanha completa em VR, sobraram apenas três missões em realidade virtual. A experiência em si é fantástica – é sem dúvida a melhor sensação de voar e de pilotar um avião disponível atualmente no PSVR.

Mas, inevitavelmente, fica aquele sentimento de como seria incrível jogar a campanha completa em VR – e os modos multiplayer também –, se o “plano de voo” original tivesse sido mantido.

É fato que, depois de tantos anos de desenvolvimento – e percebendo que a realidade virtual ainda não atingiu o grande público – a gigante Bandai Namco não quis se arriscar e mirou mais no alto, tornando o game um jogo multiplataforma, para PS4, XBox One e PCs. As missões VR, por enquanto, ainda são exclusiva do PSVR, algo que irá mudar em janeiro do ano que vem.

No canal PSVR Brasil, fizemos um gameplay da melhor dessas missões VR, trazendo alguns comentários sobre o conteúdo VR do jogo.

Confira no vídeo abaixo – ah, e se ainda não é inscrito, inscreva-se no canal! Sua inscrição é muito importante pra ajudar o canal a alcançar voos maiores!

[review] ‘Assassin’s Creed Odyssey’ renova uma das franquias de maior sucesso dos games

Depois de mais de 140 horas jogando ‘Assassin’s Creed Odyssey’, meu mapa do jogo ainda estava cheio de áreas a descobrir e missões que ainda não cumpri. A Ubisoft fez um trabalho monumental para recriar o mundo grego, de ponta a ponta, como nenhum jogo havia feito antes na história dos games. Às vezes tenho a impressão que esse jogo nunca termina. E não termina mesmo: o estúdio está lançando atualizações constantes, com novos conteúdos e desafios, como o mais recente update, que subiu o level máximo de 50 pra 70.

Assista aqui ao vídeo review de ‘Assassin’s Creed Odyssey’

Há quem fale por aí que ‘Odyssey’ não é um legítimo ‘Assassin’s Creed’. Pra quem nunca foi muito fã da série, por exigir um certo nível de furtividade e paciência para eliminar os inimigos, ‘Odyssey’ é o melhor já lançado até hoje. A furtividade do assassino ainda está presente no jogo, mas se você preferir um estilo mais agressivo, terá um leque variado de armas, armaduras e habilidades pra enfrentar os inimigos no mano a mano.

Isso permite que o jogo seja acessível a todos os jogadores. E até quem não manja muito dos paranauês de se esconder para conseguir uma morte limpa vai se dar bem. Mesmo porque os guardas não estão tão espertos quanto antigamente. Talvez os fãs da série estranhem um pouco ver tantos soldados de costas ou parados, mas acredito que essa escolha se deu pra deixar o jogo mais acessível pros novatos.

‘Assassin’s Creed Odyssey’ tem um mapa gigantesco, que reproduz com riqueza de detalhes a Grécia Antiga dos tempos de Sócrates, Hipócrates, Heródoto, Péricles e muitos outros personagens históricos. A trama se passa em pleno período da Guerra do Peloponeso, conflito que colocou Atenas e Esparta frente a frente numa batalha sangrenta pelo domínio da Grécia.

Durante o gameplay, você ainda vai encontrar criaturas mitológicas e utilizar armas e armaduras que pertenceram a deuses e heróis lendários, como Hércules, Aquiles, Prometeu, Teseu, Artemis, Poseidon e muitos outros. De quebra, ainda terá um gostinho de controlar o rei Leônidas na famosa batalha dos 300. Seu personagem (Kassandra ou Alexios) é descendente do general espartano e usa a ponta da lança de Leônidas para praticar execuções pra lá de violentas.

‘Odyssey’ tem gráficos incríveis, controles bastante responsivos e jogabilidade irretocável. O áudio dá um show à parte – e se o sotaque da dublagem original te incomodar, você pode optar pelo áudio em português, que às vezes soa um pouco artificial, mas é competente na maior parte do tempo.

VALE A PENA?

‘Assassin’s Creed Odyssey’ desponta como um dos melhores jogos lançados neste ano. O jogo renova a série de uma maneira ainda mais profunda do que ‘Origins’, de 2017, adicionando novos elementos de jogabilidade que o transformam em um legítimo RPG de ação. Com isso, o game abre as portas para os novos jogadores conhecerem uma das franquias de maior sucesso de todos os tempos. Nota: 10/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: Assassin’s Creed Odyssey
Gênero: RPG de ação
Estúdio: Ubisoft
Plataformas: Playstation 4 (usada neste review), Xbox One e PCs
Idiomas: português (áudio e legendas) e inglês (original)
Preço: R$ 199,99 (PS Store BR)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com cópia digital gentilmente cedida pela Ubisoft]

[review] Impecável e divertidíssimo, ‘Astro Bot: Rescue Mission’ vai além de qualquer crítica

Lançado em 2016 no jogo gratuito ‘The Playroom VR’, o jogo de plataforma ‘Robots Rescue’ foi um dos minigames que mais chamaram a atenção dos jogadores do Playstation VR. Durante um bom tempo, os fãs de realidade virtual pediram por um jogo mais completo dos robozinhos. ‘Astro Bot: Rescue Mission’ é a resposta da Sony e do Japan Studio a esse pedido. E não poderia ser melhor. Estamos diante de um dos melhores jogos do Playstation VR, marcando o aniversário de dois anos do headset da Sony. O jogo é exclusivo do PSVR e o review a seguir foi feito usando um Playstation 4 Pro.

Assista ao vídeo-review do canal PSVR Brasil:

HISTÓRIA

Com certeza, a história é o aspecto mais simples do game. Astro Bot e seus amigos robozinhos viviam numa boa até um alien gosmento aparecer e atacar a nave deles. Pra piorar, o vilão espalha as peças da nave em cinco planetas diferentes, junto com seus tripulantes. Caberá ao Astro Bot percorrer esses cinco mundos para resgatar seus amigos, recuperar as peças da nave e derrotar o vilão. Tudo isso com a sua ajuda. Vale salientar que o jogo está todo localizado para o português do Brasil, mas isso nem faria muita diferença, já que não há diálogos, os personagens se comunicam apenas com gritinhos e os tutoriais vêm em forma de vídeo.

VISUAL

‘Astro Bot’ tem um visual de encher os olhos. Tudo nesse mundo em miniatura é muito nítido, com uma definição perfeita para o atual estágio dos headsets de realidade virtual. O Japan Studio fez um trabalho magnífico em termos gráficos, com level design criativo, cenários variados e interativos, inimigos tão carismáticos quanto o protagonista e uma riqueza de detalhes encantadora. Menção especial à iluminação das fases: seu próprio controle pode fazer sombra dentro do jogo. As fases que se passam dentro d’água também dão um show à parte.

IMERSÃO

Ainda há quem ache que jogos de realidade virtual precisam ser em primeira pessoa para serem imersivos. Esse é um grande engano e ‘Astro Bot’ é mais uma prova disso. Você se sente dentro do jogo da mesma maneira que nos jogos em primeira pessoa. O jogo usa uma câmera fixa – onde você é a câmera. Várias vezes será preciso olhar para os lados, para baixo, para cima ou mesmo para trás, para procurar os robozinhos perdidos, camaleões que liberam desafios extras ou mesmo o caminho a seguir. O tracking funciona bem e você poderá até se esgueirar para encontrar o melhor ângulo de visão.

Além disso, você não controla apenas o robozinho. Enquanto jogador, você também tem uma presença ativa dentro do jogo. Alguns inimigos vão tentar te atingir e você terá que desviar. Se não conseguir se esquivar, poderá ficar com a visão cheia de gosma – ou mesmo estilhaçada. Você também vai usar a cabeça para destruir estruturas, cabecear bolas inimigas, entre outras coisas. Em fases com água, seu headset pode até ficar molhado. Um dos momentos mais mágicos é quando aparece uma flor que permite que você assopre suas pétalas. Como eles fizeram isso? Eu não sei. Provavelmente capturando o áudio do microfone ou da Playstation Câmera (eu não estava usando microfone quando isso aconteceu). Aliás, o áudio 3D do jogo também tem papel fundamental na imersão. A trilha e os efeitos sonoros são impecáveis, pontuando cada fase e momento dramático de maneira diferente. Alguns efeitos sonoros também saem do controle – infelizmente, não há opção para desativar essa funcionalidade.

CONTROLES

Você joga usando o Dualshock 4 – não há suporte a outros controles. Os comandos do Astro Bot são bem simples: um botão para pular, outro para dar socos. Aperte o pulo duas vezes para ativar um jato para planar e segure o soco para dar um golpe giratório que pode atingir vários inimigos. Mas, em alguns momentos, o jogador terá alguns comandos extras, usando o touchpad do Dualshock 4. Ele servirá para atirar ganchos com cordas para o robozinho se equilibrar, jogar água ou até estrelinhas ninja. Cada uma dessas “ferramentas” acrescenta uma nova camada de imersão e interatividade no gameplay. Às vezes, será exigido um nível bom de coordenação para controlar o robozinho e utilizar a ferramenta do controle ao mesmo tempo.

GAMEPLAY

‘Astro Bot’ é um jogo de plataforma – o melhor jogo de plataforma que você poderia imaginar. Aliás, espere sempre pelo inesperado. Apesar de serem lineares e geralmente seguirem para frente, as fases escondem vários segredos pelos cantos, o que nos dá bastante liberdade de exploração. Os inimigos têm uma boa variedade e quase todos morrem com apenas um golpe. Mas não os subestime: você também morre com apenas um golpe. Por sorte, cada fase tem uma boa quantidade de check-points, evitando que você tenha que repetir o level inteiro se errar um pulo ou ser atingido por um inimigo.

O jogo traz um total de 20 fases, distribuídas em cinco mundos. A campanha é para apenas um jogador e dura cerca de 6 a 8 horas. Em cada fase, você deve procurar por oito robozinhos perdidos, que às vezes surgem em lugares que parecem impossíveis de alcançar. Mas existem camas elásticas e outros recursos, como destruir paredes, que podem te ajudar. Não é necessário encontrar todos para fechar a fase, mas você terá que achar uma quantidade mínima de robôs para enfrentar o chefe daquele mundo. Cada mundo tem um chefão e o aumentativo não é à toa: os chefões são gigantescos, imponentes, ocupando quase todo seu campo de visão. As lutas contra eles são o maior desafio do jogo, especialmente o quinto chefe e o boss final. Os chefes têm ataques variados e ficam cada vez mais “apelões” quando sofrem dano. Nessas lutas, você só pode morrer duas vezes. Se morrer a terceira, terá que recomeçar.

FATOR REPLAY

‘Astro Bot’ tem apenas um nível de dificuldade, que vai crescendo a cada fase que você passa. Terminar todos os níveis encontrando todos os robozinhos e sem morrer nenhuma vez já é um desafio. Mas cada fase também traz um camaleão escondido, que desbloqueia um desafio extra. Os desafios consistem em terminar uma variante daquela fase dentro do menor tempo possível. Nesses desafios, você vai encontrar perigos que nem imagina. Durante a jogatina, você também encontrará em cada fase uma grande quantidade de moedas, que servem para desbloquear colecionáveis. Cem moedas equivalem a um tíquete para usar na sua máquina de catar colecionáveis, que fica dentro da Astro Ship. Dentro da nave, você interage com os membros da tripulação que já foram resgatados e pode brincar em cenários que reproduzem os mundos do jogo. Isso tudo proporciona um valor de replay grande ao game, especialmente para os caçadores de troféus, já que o game tem platina.


VALE A PENA?

‘Astro Bot’ é o jogo de plataforma que mais me impressionou desde o ‘Super Mario Bros’ do Nintendinho. Para muitos da minha geração, ‘Mario’ foi uma novidade incrível diante dos jogos até então bastante limitados do Atari. É exatamente essa sensação que ‘Astro Bot’ vem resgatar, mas não apenas de forma nostálgica. ‘Astro Bot’ oferece algo novo e não cansa de te surpreender. E faz isso de uma maneira que só a realidade virtual pode fazer. ‘Astro Bot’ é o jogo mais divertido do Playstation VR, com credenciais suficientes para encabeçar a lista de melhores jogos do PSVR até agora. Simplesmente, ele vai além de qualquer nota que eu possa dar. Nota: 11/10 [Imperdível].


Confira o gameplay dos dois primeiros mundos:

FICHA TÉCNICA
Título: ‘Astro Bot: Rescue Mission’
Gênero: Plataforma
Estúdio: Japan Studio/Sony
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Preço: R$ 149,90 (PS Store BR)
Idioma: Português
Controles suportados: apenas Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito no PS4 Pro, com mídia digital gentilmente cedida pela Sony]

[review] ‘Creed: Rise to Glory’ acerta em cheio e traz experiência de boxe imperdível

O simulador de boxe ‘Creed: Rise to Glory’ é o quarto jogo de realidade virtual da Survios. Os games anteriores, ‘Raw Data’, ‘Sprint Vector’ e ‘Electronauts’, já puseram a Survios em um patamar de excelência no mundo da realidade virtual. Desta vez, os desenvolvedores colocaram seu talento a serviço de uma franquia de sucesso nos cinemas, que tem o boxe como prato principal. O review a seguir foi feito no Playstation VR, usando o PS4 Pro. O jogo também está disponível para HTC Vive e Oculus Rift.

Assista ao vídeo-review do canal PSVR Brasil:

HISTÓRIA

‘Creed: Rise to Glory’ é baseado no filme ‘Creed: Nascido para Lutar’, de 2015. O longa-metragem é o sétimo da franquia ‘Rocky’ e representa um recomeço para ela. No filme, o jovem boxeador Adonis Creed descobre ser filho de Apollo Creed, ex-adversário de Rocky Balboa e que se tornou um grande amigo do personagem de Sylvester Stallone.
O jogo segue os mesmos passos do filme, mas sem a parte do drama. ‘Creed’ é focado apenas na ação, sem qualquer cutscene ou algo do tipo. No jogo, você vai calçar as luvas de Adonis Creed, enquanto se prepara para seu maior desafio na carreira: enfrentar o campeão mundial Ricky “Pretty” Conlan. No caminho até lá, vai encarar desde um adversário amador que não venceu uma luta sequer, um segurança de boate e um campeão com 38 vitórias no cartel, sendo 36 por nocaute. E vai ter como treinador o próprio Rocky Balboa, dublado por Stallone. O jogo está todo em inglês, sem suporte a outros idiomas ou legendas. Mas isso não será um problema para quem não souber o idioma.

VISUAL E IMERSÃO

‘Creed’ tem ótimos gráficos, mesmo que não seja possível compará-los aos triplo A da atual geração. Mas é um visual agradável, puxando mais para o realismo do que para o cartoon. As animações são bem feitas, assim como os efeitos sonoros e a trilha, encabeçada pelo clássico tema de ‘Rocky’. Tudo isso contribui para fazer o jogador se sentir na pele de Creed. E não é só isso: você controla um avatar de corpo inteiro. Ou seja, não é só um par de luvas flutuando no ar. Isso faz uma tremenda diferença, já que no jogo você É Adonis Creed. Além disso, o jogo reproduz de maneira fiel as mecânicas de uma luta de boxe real – até onde isso é possível.

CONTROLES

O jogo utiliza um par de Moves (não há suporte ao Dualshock 4). Os controles funcionam como as suas luvas, que você utilizará para dar jabs, diretos, cruzados e ganchos. Também é possível bloquear os ataques adversários ou esquivar deles, usando o tracking do headset. Os Moves também tem botões para girar para os lados, usando apenas o giro em graus. O jogo tem ainda uma mecânica para caminhar parecida com a de ‘Sprint Vector’: segure o botão Move e balance os braços para a frente. Para andar pra trás, coloque os braços atrás, segure os botões Moves e faça o movimento inverso. Bem intuitivo. Tem ainda um terceiro movimento para os lados, girando os Moves como se estivesse suingando. Tudo isso é bem explicado dentro do jogo, com vídeos que mostram um modelo executando os movimentos.

GAMEPLAY

É no gameplay que ‘Creed’ se sobressai. No Career Mode, você vai enfrentar sete adversários, em lutas que duram em torno de cinco minutos. Fazendo as contas friamente, pode parecer pouco, mas isso é um engano. Cada combate consome bastante energia e vai colocar você pra suar. Fazer uma pausa para descansar entre elas é altamente recomendado. Fora que o jogo tem três níveis de dificuldade e os adversários ficam mais duros e dão mais dano nas dificuldades mais altas.

Antes de cada luta, você passa por um treino que vai determinar seu nível de “stamina” para o combate. Níveis mais altos de stamina permitem que você dê mais socos antes de cansar. E é preciso ficar bem atento a isso: se você cansar, seus socos ficam mais fracos e mais lentos. O jogo tem outras mecânicas interessantes, como a esquiva: ao desviar de um golpe no momento certo, seu adversário fica em câmera lenta e você ganha um tempinho extra para contra-atacar. Ao ser golpeado em cheio, você fica tonto, e precisa ajustar os Moves para a posição do seu avatar. Por fim, ao ser derrubado, você literalmente sai do corpo e precisa correr em direção a ele antes que a contagem chegue a 10.

MULTIPLAYER

Completando o pacote, ‘Creed’ tem um modo multiplayer online. No PVP, você pode convidar os amigos para o combate ou entrar na sala pública para enfrentar jogadores do mundo todo. Nesse modo, são nove lutadores para escolher: os sete da campanha principal, além de Adonis Creed e Rocky Balboa, no auge da sua juventude. Os lutadores não são diferentes apenas no visual. Cada um tem algumas características ligeiramente distintas dos demais. Alguns têm mais força, enquanto outros têm melhor resistência. Outros têm todas as habilidades equilibradas.

Assista ao vídeo do modo PVP de ‘Creed’ que fizemos junto com o canal Moso PSVR:

VALOR DE REPLAY

Além do PVP e do Career Mode, ‘Creed’ também tem um Free Mode, em que você pode enfrentar qualquer adversário, na dificuldade que quiser e escolhendo o lutador que preferir. Também pode usar a academia para treinar livremente em um dos aparelhos, e comparar seus resultados com os amigos e o placar mundial. Importante destacar também que o jogo tem troféu de platina. E, em termos de enjoo de movimento, não vi nada no game que pudesse causar cinetose.


VALE A PENA?

Jogos baseados em filmes tendem a se tornar caça-níqueis, mas não é o caso de ‘Creed’. Lançado quase três anos depois do primeiro filme e a cerca de dois meses do lançamento do segundo, ‘Creed’ se vale apenas do nome da franquia para oferecer um gameplay consistente, que cumpre bem a tarefa de simular uma luta de boxe em realidade virtual. Suas mecânicas são inteligentes e transmitem, a sensação de estar num ringue real, até onde é possível. O Playstation VR ainda possui poucos jogos de luta no estilo “mano a mano”, mas será muito difícil um oponente superar ‘Creed’. Nota: 10/10 [Excelente].


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: Creed: Rise to Glory
Gênero: Simulador de boxe
Estúdio: Survios
Preço: R$ 107,50 (PS Store BR) | R$ 57,99 (Steam)
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Data de lançamento: 25 de setembro de 2018
Controles suportados: Dois Moves
Idioma: inglês (áudio e interface)
Jogadores: 1 (off-line) | 2 (online)

[Este review foi feito no Playstation VR + PS4 Pro, com mídia digital gentilmente cedida pela Survios]

[review] Com uma trama interessante, ‘Torn’ se perde em um gameplay repetitivo

Fundado há mais de 20 anos, o estúdio Aspyr Media tem se notabilizado por fazer ports para os PCs de franquias famosas, como ‘Call of Duty’, ‘Borderlands’ e ‘Bioshock’. Com esse know-how, o estúdio desenvolveu seu primeiro grande projeto de realidade virtual, ‘Torn’, lançado para Playstation VR, HTC Vive e Oculus Rift. O título se inspira assumidamente em séries como ‘Além da Imaginação’ e ‘Black Mirror’ para contar uma história recheada de mistério, com porções generosas de ficção científica e fantasia. O review a seguir foi feito no PSVR, usando o PS4 Pro.

Assista ao vídeo-review de ‘Torn’:

HISTÓRIA

O jogador entra na pele da blogueira Katherine Patterson, que encontra uma mansão abandonada no meio de uma floresta. O casarão pertence ao Dr. Lawrence Talbot, um cientista desaparecido há mais de 60 anos. Ela entra na mansão e se depara com uma luzinha que afirma ser o Dr. Talbot, agora sem corpo físico. Ele diz que está preso em uma estranha dimensão e sem lembranças do que aconteceu com ele. Caberá a Katherine desvendar o mistério por trás disso e, quem sabe, sair de lá com uma história incrível para contar em seu blog.

VISUAL E IMERSÃO

O visual tem um papel fundamental na imersão que os jogos de realidade virtual podem proporcionar. E ‘Torn’ falha um pouco na questão técnica, exibindo gráficos com serrilhados acima do normal, mesmo dentro de um estilo visual mais realista. Apesar dos ambientes serem muito bem trabalhados, tanto no exterior quanto dentro da mansão, é difícil fechar os olhos para os “serrotes”. Ainda assim, é algo superável, a partir do momento que você se envolve com a história, seus personagens e tenta conectar os fios dessa trama. O visual ganha contornos mais interessantes nos momentos em que você é transportado para uma outra dimensão, cercada de água por todos os lados. O jogo utiliza controles de movimento, proporcionando uma interação mais natural com as centenas de objetos espalhados pela mansão. A trilha sonora impecável, as atuações e os efeitos sonoros também ajudam a imergir o jogador nesse mundo.

Assista ao vídeo de gameplay de ‘Torn’

CONTROLES

No PSVR, só é possível jogar usando um par de Moves. Não há suporte ao Duashock 4. São três sistemas de movimentação: locomoção livre, teleporte e algo que fica no meio do caminho entre os dois, chamado de “dash”. Nele, você acompanha o movimento do seu corpo enquanto se teleporta. No movimento livre, você aperta o botão Move e se locomove na direção para a qual está olhando. Segurando o gatilho ao mesmo tempo, anda mais rápido. Mas não há como andar para trás.

O teleporte e o dash funcionam de maneira quase idêntica, mas o teleporte tradicional é mais indicado para quem sente enjoo de movimento. No entanto, o alcance desses teleportes é curto, obrigando o jogador a se teleportar várias vezes para cobrir distâncias maiores. O giro do corpo é feito em graus, sem opção de giro suave. Usando o teleporte, a chance de sentir cinetose é praticamente zero.

GAMEPLAY

Em termos de gameplay, o jogo consiste em resolver uma série de puzzles, espalhados pelos vários cômodos da mansão. No início, você pode demorar um pouco para entender como eles funcionam, mas depois percebe que esses quebra-cabeças são bem parecidos entre si. Alguns objetos da mansão possuem desenhos em sua base e você precisa encaixá-los em pontos específicos de um circuito. Para isso, você usará a Ferramenta Gravitacional, para carregar os objetos e colocá-los em seus devidos lugares.

Mas o nível de desafio é baixo – seu maior trabalho será encontrar esses objetos, já que são muitos espalhados em cada cômodo. Durante a tarefa, você precisará revirar praticamente todo o ambiente, criando uma verdadeira bagunça. Várias vezes me senti em um episódio daquela série Acumuladores Compulsivos, da TV a cabo. O fato é que poucos puzzles fogem a esse esquema. E você ainda contará com a ajuda da “luzinha”, que às vezes te diz o que é fazer mesmo que você não peça.

VALOR DE REPLAY

A campanha de ‘Torn’ dura em torno de 7 a 8 horas, dependendo da velocidade que você consegue resolver os quebra-cabeças. É uma duração bem acima da média dos jogos de Playstation VR, o que por si só já é um ponto positivo. O jogo possui troféus, não há platina. O valor de replay, portanto, é baixo. ‘Torn’ está todo em inglês, sem legendas em qualquer outro idioma, e sem suporte ao português.


VALE A PENA?

‘Torn’ possui uma história cativante, muito bem contada, que se vale do mistério e de elementos de ficção científica para prender o jogador. Mas é preciso saber inglês para aproveitá-la. O visual serrilhado incomoda e os gráficos parecem ter sido mal otimizados no Playstation VR, especialmente para um jogo que utiliza a Unreal Engine. No entanto, o ponto mais crítico do game são os puzzles, muito repetitivos e pouco desafiadores. Chego até a me questionar se são realmente puzzles. Da forma como está, ‘Torn’ vale muito mais por sua trama do que pelo gameplay. E também pelo desfecho, que vai além de qualquer coisa que você poderia imaginar. Nota: 7,5/10 [Bom]


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: Torn
Estúdio: Aspyr Media (https://www.aspyr.com/games/torn)
Gênero: Puzzle
Lançamento: 28 de agosto de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 91,90 (PS Store BR) | R$ 57,99 (Steam)
Idioma: Inglês (dublagem e interface)
Controles: Dois Moves
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito no Playstation VR + PS4 Pro, com mídia digital gentilmente cedida pela Aspyr Media]

Assista ao trailer de ‘Torn’