Doom VFR já está disponível para download

O game Doom VFR (Bethesda/idSoftware) será lançado oficialmente amanhã, mas já está disponível para download na PSN EUA. O preço é de US$ 30,00.

Quem adquirir o game na pré-venda receberá de brinde dois temas para o PS4. Um deles é este que você está vendo na foto acima. O outro será liberado junto com o jogo.

Quem fizer o download poderá jogar a partir das 3 horas da madrugada (horário de Brasília) do dia 1º de dezembro). Mas é bom colocar para baixar logo. O arquivo total tem nada mais, nada menos do que 25GB. [Na minha internet pobretona de 10MB, o tempo de download estimado era de “suaves” 16 horas]

O JOGO

Doom VFR traz uma história paralela ao jogo de 2016, com campanha totalmente diferente da versão original. Você controla um sobrevivente cibernético que é ativado pela UAC para lutar contra a invasão demoníaca.

O jogo tem suporte para a aim controller, mas você também pode jogar no Dualshock 4 ou com dois PS Moves (há suporte para movimento livre ou teleporte).

Assista ao trailer oficial do jogo:

 

Inscreva-se grátis na beta fechada do shooter Alvo

Para os amantes de FPS que curtem um tiroteio PvP (player vs. player), um game estilo Call of Duty ou Counter-Strike ainda é um sonho no Playstation VR. Mas a produtora Mardonpol está preparando para 2018 o lançamento de um game que promete trazer isso para a realidade (sim, pra realidade virtual!). Trata-se de Alvo, descrito pela empresa como um shooter tático online e em VR, com suporte cross-plataform (ou seja, reunindo Oculus Rift e HTC Vive, além do PSVR).

O game está com inscrições abertas para sua beta fechada, que ainda não tem data para começar (nem mesmo o jogo tem um dia ou mesmo mês de lançamento fixado). Mas quem quiser se antecipar e conhecer o jogo em primeira mão, quando a beta for liberada, é só se inscrever no link abaixo e torcer para ser um dos selecionados.

Inscreva-se aqui na beta fechada

AIM CONTROLLER CONFIRMADA

Alvo terá suporte para a aim controller, periférico do PSVR que ainda tem poucos jogos suportados. A empresa afirma ainda que o jogo terá bots online para formar os times no caso de não haver jogadores suficientes online (prática por enquanto comum em jogos VR multiplayer).

O jogo terá os seguintes modos:

Search and Destroy: times de 5 contra 5 em que um lado tenta plantar uma bomba e o outro precisa defender os locais ou desarmar a bomba.

Free 4 All: Cada um por si. Sem times, sem piedade (“Só pode haver um”).

Domination: Modo baseado em capturar determinados pontos ao redor do mapa e segurá-los ao longo do tempo. A equipe com o maior número de pontos será a vencedora.

Assista ao trailer do jogo

Eve: Valkyrie – Warzone ganhará update gratuito em dezembro

O game multiplayer Eve: Valkyrie – Warzone (CCP) vai ganhar no dia 12 de dezembro um update gratuito, batizado de “Winter Update”, com novidades interessantes para os jogadores. A notícia foi publicada no site oficial do game (em inglês).

A primeira delas são as “custom matches” (partidas customizadas): agora você poderá definir que tipo de partida quer entrar. E poderá escolher também o mapa. Atualmente, você entra na sessão multiplayer e o jogo rotaciona aleatoriamente a partida e o mapa.

Falando em mapas, os desenvolvedores anunciaram a adição de mais um mapa, chamado de “Moon Refinery”. As batalhas vão se passar próximas a esta refinaria lunar e os criadores esperam que este mapa se torne um dos favoritos dos gamers.

Outra novidade é o “spectator mode” (modo espectador). Nele, você poderá assistir às partidas em andamento, em terceira pessoa. Haverá a opção de gravar vídeos nesse modo e produzir pequenos vídeos. Os desenvolvedores dizem que vão inclusive fazer concursos com os melhores vídeos. Alguém com talento de George Lucas aí?

Eve: Valkyrie – Warzone é uma das melhores experiências disponíveis no Playstation VR para quem curte naves e combate no espaço. Totalmente focado no multiplayer (até tem uma campanha single player, mas é bem rasinha), o jogo é “cross-plataform”, reunindo no mesmo servidor jogadores de PSVR, Oculus Rift e HTC Vive e também pode ser jogado em tela plana no PS4 e no PC.

Assista ao trailer do jogo

Rush of Blood continuará grátis em dezembro na PS Plus

A Sony confirmou hoje os jogos grátis de dezembro para os assinantes da Playstation Plus. Desta vez, não há nenhum jogo VR listado, mas o game Until Dawn: Rush of Blood continuará grátis, até o dia 2 de janeiro.

Por enquanto, só consegue pegar o game de graça quem é assinante da Plus americana. Mas, de acordo com o Playstation Blog, oficial da Sony, o game será gratuito para membros dos Estados Unidos, Canadá e América Latina.

Como o lançamento oficial do Playstation VR (PSVR) no Brasil ocorrerá em alguma data de dezembro (ainda não confirmada), os brasileiros também devem ter acesso gratuito ao game pela Plus. É aguardar os próximos capítulos.

O JOGO

Lançado no ano passado, junto com o PSVR, Until Dawn: Rush of Blood é um spin-off do game de terror/suspense que conta a história de irmãs gêmeas desaparecidas em uma montanha. Em Rush of Blood, você está em um vagão dentro de uma montanha russa enquanto tem que enfrentar palhaços assassinos, fantasmas, aranhas e muitas outras criaturas bizarras. Sem dúvida, é um dos jogos mais divertidos do PSVR.

Confira abaixo os outros jogos grátis da Plus de dezembro.

PlayStation 4
Darksiders II: Deathnitive Edition
Kung Fu Panda Showdown of Legendary Legends

PlayStation 3
Syberia Collection
Xblaze Lost: Memories

PS Vita
Forma.8 (Cross-buy com o PS4)
Wanted Corp

Vale a pena jogar ‘Farpoint’ sem a Aim Controller?

Com a Aim Controller custando em torno de R$ 700,00 no Mercado Livre, muita gente deve estar se perguntando se vale a pena jogar o ‘Farpoint’ no Dualshock 4. Dos cinco títulos disponíveis atualmente para o periférico do Playstation VR (‘Arizona Sunshine’, ‘The Brookhaven Experiment’, ‘Dick Wilde’ e ‘DWVR’, além de ‘Farpoint’), o game da Impulse Gear é o único que não tem suporte para os PS Moves. E aí, o que fazer?

Leia também:
[guia] Vale a pena comprar a Aim Controller? Conheça os 12 jogos disponíveis

Pra tentar ajudar a todos que têm essa dúvida, testei o jogo com o Dualshock 4. Funciona de maneira totalmente diferente de ‘Resident Evil 7’, em que sua arma fica estática na sua frente e você controla a mira com a cabeça.

Em ‘Farpoint’, o Dualshock 4 “se transforma” na arma que você está segurando. Sua arma se movimenta na mesma direção que você movimenta o controle. E sua mira é a luz lateral do Dualshock 4, ao lado dos gatilhos. Assim como na Aim, você pode mirar levantando o controle na altura dos olhos para um disparo preciso. Basicamente, é isso.

E como é a experiência? Com certeza, não é a mesma coisa que usar a Aim Controller, já que o periférico te dá uma sensação muito maior de estar segurando uma arma, devido à sua anatomia. Mas você estará estragando sua experiência de jogar ‘Farpoint’ se usar o controle? Acredito que não. Você terá apenas que se acostumar com a mira.

‘Farpoint’ é um excelente jogo, um dos poucos FPS do PSVR que têm uma campanha sólida, em que você vai passando de fase com a sensação de estar progredindo na história, conhecendo novos cenários e inimigos, e não fica restrito a cenários fechados. E ainda tem um modo cooperativo e um novo modo PvP . Não deixe de jogar se não tiver a Aim Controller.

[Post atualizado em 02/08/2018]

Doom VFR chega nesta sexta-feira com legendas e dublagem em português

O jogo Doom VFR (Bethesda/id Software) será lançado nesta sexta-feira, 1º de dezembro, com legendas e dublagem em português do Brasil. Pelo menos é o que informa a Steam, loja virtual para PCs onde pode ser encontrada a versão para HTC Vive do game. A Steam detalha que o jogo tem interface, dublagem e legendas em português (Brasil), além de outros nove idiomas.
Na Playstation Store, não há nenhuma informação sobre o idioma do jogo para o PSVR, mas é bem provável que ele também tenha localização para o Brasil.
Há que se ressaltar que o jogo não está disponível na PSN Brasil. Você pode encontrá-lo na PSN EUA (ao preço de US$ 30,00), na PSN Europa (30,00 euros) ou na PSN Reino Unido/UK (20,00 libras). [Dica de amigo: pela cotação atual, comprar na PSN UK sai cerca de R$ 10,00 mais barato].
Porém, não sabemos qual destas versões terá localização em português BR, já que a versão da PSN EUA é a CUSA 09125 e a da Europa e Reino Unido é CUSA 09090. O CUSA é o código que identifica todos os jogos da Sony e as várias versões de um jogo (de acordo com o país a que se destinam) têm um CUSA diferente.

O JOGO
Doom VFR traz uma história paralela ao jogo de 2016, com campanha totalmente diferente da versão original.  Você controla um sobrevivente cibernético que é ativado pela UAC para lutar contra a invasão demoníaca.
O jogo tem suporte para a aim controller, mas você também pode jogar no Dualshock 4 ou com dois PS Moves (há suporte para movimento livre ou teleporte).

Confira o trailer do jogo: 

 

Novos mapas para o modo horda do Arizona Sunshine

Acaba de sair um update gratuito do Arizona Sunshine com dois novos mapas para o modo horda (horde mode).

O desafio agora é ainda melhor, já que a ação se passa em mapas maiores e os zumbis vêm de todas as direções. Um deles é dentro da mina, na mais completa escuridão. O outro é dentro de um armazém.

Mas antes de tirar a poeira da sua aim controller, coloque o arquivo para baixar: são 6GB!  Também é bom chamar os amigos pra jogar – assim como no primeiro modo horda, este também suporta até quatro jogadores online. Pronto pra estourar uns miolos de novo?

7 jogos VR completos (e de graça!) que você pode baixar agora mesmo

Além de uma penca de demos e experiências free, podemos encontrar na PSN alguns jogos completos e gratuitos para o Playstation VR (PSVR). E quem não gosta de um jogo de graça? Alguns deles são bem curtinhos, é verdade, e com certeza vão te deixar querendo mais. Listo a seguir, do melhor para o pior, os 7 jogos gratuitos para PSVR que você pode baixar agora mesmo na PSN EUA (e não adianta procurar na BR, porque não tem).

1. Rec Room
Vamos colocar em poucas palavras: Rec Room é tão bom, mas tão bom, que é difícil de acreditar que é gratuito. É a melhor experiência de interação social que você vai encontrar no VR – e me arrisco a dizer que, até, no mundo dos games. Funciona como um espaço de recreação com várias modalidades de esportes/jogos à disposição (lasertag e paintball são os preferidos da galera). Mas não é difícil encontrar grupos pelos corredores, apenas conversando ou fazendo zueira. Conforme você progride no jogo, vai ganhando XP, novos levels e presentinhos pra customizar seu avatar. Tudo de graça, sem pay-to-win nem loot boxes.

2. The Playroom VR
O destaque aqui vai pra interação com os amigos no sofá da sua sala. São 6 minigames, alguns para até 5 jogadores, que utilizam potencialidades do PSVR pouco exploradas pelas desenvolvedoras (que têm focado no single player ou no multiplayer online). É descrito como um presente da Sony para todos que compraram o PSVR e, de fato, é um belo presente. Se for chamar a turma pra jogar, é bom conseguir quatro controles.

3. Spider-man: Homecoming
Ok, o jogo é bem curto, mas como não se trata de uma demo, merece estar nesta lista. É um jogo promocional do filme de mesmo nome, que deixa os jogadores sonhando com um game mais longo do Cabeça de Teia.

4. Call of Duty: Advanced Warfare – Jackal Assault
O jogo traz uma única missão em VR do game de mesmo nome. Diferente do Star Wars Battlefront, você pode jogar mesmo que não tenha o jogo a ele atrelado. É uma ótima experiência de como é estar dentro de um caça que voa pelo espaço.

5. Ministerio del Tiempo
Espécie de jogo/experiência que mistura cenas com atores reais eum gameplay elementos de puzzle. Teria um pouco mais de desafio se a voz do seu aliado não ficasse dizendo pra você o tempo todo o que fazer.

6. Air Force Special Ops: Nightfall
Você já quis pular de para-quedas mas nunca teve coragem? Esse game, por enquanto, é o mais perto que você pode chegar. No entanto, os controles confusos podem estragar a experiência. Além disso, mesmo quando você acha que está acertando o salto, seu comandante encerra a simulação. É meio frustrante. Para piorar um pouco mais, não é difícil sentir enjoo neste game. Jogue por sua conta e risco.

7. Virzoom Arcade
Sinceramente, esse jogo só está nesta lista porque a proposta foi falar de todos os jogos grátis da PSN. Lançado junto com uma bicicleta ergométrica que serve de controle (!), Virzoom Arcade traz vários jogos com modalidades diferentes de corrida (ou de formas de “andar pra frente”), como ciclismo, fórmula 1 (em que o piloto é um cachorro), helicóptero e até um unicórnio de asas. Mas os gráficos ruins e o gameplay chato e repetitivo fazem você ansiar para que o game termine de uma vez. Aparentemente, o jogo só vale a pena es você comprar a bicicleta oficial dele, que supostamente influenciaria no gameplay de acordo com sua performance. Mas quem vai arriscar?

Realidade virtual: mais uma modinha passageira?

Acaba de ser lançado no mercado brasileiro o Playstation VR (PSVR), headset de realidade virtual da Sony, que chegou há mais de um ano nos lares dos EUA, Japão (e praticamente do resto do mundo inteiro). Se por um lado já tem muita gente jogando com o PSVR no país, uma boa parte da comunidade gamer brasileira torce o nariz para esta tecnologia, alardeando que o equipamento não vale o investimento e não passa de mais uma modinha passageira. Se você pensa assim, sinto muito lhe informar que você está redondamente enganado. E vou explicar o porquê nos parágrafos a seguir, nos quais serão expostos e demolidos os principais argumentos/justificativas que as pessoas usam pra não comprar um PSVR.

1. “O PSVR não tem muitos jogos”
Realmente, se você procurar no mercado brasileiro, em mídia física, só vai achar Resident Evil 7 e Batman VR. Isso porque o PSVR não foi lançado oficialmente no Brasil, mas na PSN dos EUA e de outros países você encontra mais de 160 jogos, a maioria custando entre 10 e 20 dólares. O PSVR já tem mais jogos do que o Kinect e Playstation Move somados. E tem jogo de todos os tipos e pra todos os gostos. Survival horror, tiro, FPS, aventura, corrida, RPG, simuladores e por aí vai. E muitos outros estão chegando.

[Edit: a seção de PSVR foi aberta na PS Store do Brasil no dia 1o. de dezembro. No entanto, nem todos os jogos estão disponíveis]

2. “Ah, mas são todos jogos curtos, parecem uma demo”
De fato, alguns jogos são bem curtos, mas também existem experiências completas, nas quais você pode passar horas e horas jogando. O melhor exemplo é o recém-lançado Skyrim VR (a experiência mais completa e complexa do VR até agora). Mas também tem Resident Evil 7, Farpoint, Raw Data, Superhot, Arizona Sunshine, Battlezone, Until Dawn: Rush of Blood, Driveclub VR, além de jogos voltados para o multiplayer, com “infinitas” horas de diversão, como Eve Valkyrie, Sparc, Rec Room (gratuito e fenomenal), Rigs, Starblood Arena e por aí vai.

3. “A Sony vai acabar esquecendo isso daí, que nem fez com o PS Move e o PS Vita, e vai deixar os jogadores na mão”
Na história dos videogames, vimos vários periféricos surgirem, virarem modinha e depois sumirem, pra se tornar apenas motivo de piada no youtube ou de frustração pra quem comprou essas quinquilharias. Entre elas, as menções desonrosas vão para o Konami LaserScope (aquele do “fire!”), a Power Glove (dispensa apresentações) e o Sega Activator (a coisa mais bizarra e inútil que já vi na vida – uma tentativa pré-histórica de fazer um controle com sensor de movimento). Então, quem é esperto tem motivo de sobra para ficar cabreiro com relação ao PSVR. Mas, se você viu a transmissão da PGW (Paris Game Week), viu que a Sony está investindo pesado em realidade virtual e anunciou vários jogos, alguns belíssimos e com experiências únicas. E não é só a Sony: praticamente todas as grandes empresas de games (as chamadas “majors”) estão desenvolvendo produtos dentro dessa seara. Não sou a Mãe Dináh nem o pai Carlinho da Bahia pra fazer previsões, mas a tendência do setor mostra que, dentro de alguns anos, realidade virtual e o “modo tradicional” vão se equiparar em número de jogadores.

4. “Eu sou gamer das antigas, prefiro jogar no controle”
Olha, sinto muito. Essa é uma das maiores bobagens que você pode dizer. Não tenho nada contra o controle, inclusive vários jogos VR podem ser jogados com ele. E passei minha vida inteira jogando com controles. Mas o VR é uma experiência interativa de imersão e os controles de movimento, até agora, são a melhor ferramenta para interagir com esse mundo virtual. Existem pesquisas no sentido de fazer com que seu corpo inteiro possa interagir com a VR e será incrível quando você puder fazer isso.

5. “Acho que eu vou passar mal jogando”
Quando a Sega tentou lançar o seu headset de RV para o Mega Drive, nos idos de 1993, 100% das pessoas que testaram o aparelho passaram mal e tiveram dores de cabeça. Resultado: o lançamento foi cancelado e o Sega VR, esquecido, após uma grande campanha de marketing em torno do produto. Com a tecnologia muitos dos problemas daquela época foram sanados, porque se descobriu que os jogos precisam de no mínimo 60fps para evitar enjoos de movimento mais graves. Mas é fato que eles ainda existem e isso varia muito de pessoa para pessoa, de jogo para jogo. Os jogos de movimentação livre são os que mais costumam gerar desconforto. Portanto, antes de comprar, é indicado você testar vários jogos antes.

6. “Os jogos do PSVR têm gráficos de PS2”
Olha, não sei em qual PS2 tunado você anda jogando… Mas, de fato, se você está procurando qualidade gráfica com resolução de 1080p, não vai encontrar, pelos menos não por enquanto. A imagem do PSVR não tem a mesma nitidez da tela plana e a resolução é de 960x1080p por olho. Porém, mais importante do que a qualidade gráfica é a imersão que os jogos proporcionam. Você fica literalmente dentro do jogo – não há “intermediário” entre você e o jogo. Quando você joga na sua televisão, você está olhando para uma tela. Quando você joga no PSVR, é como se não existisse tela. É difícil de explicar, só você testando para entender.

7. “É muito caro, vou ter que vender um rim pra comprar”
(Deixei esse assunto por último por ser o mais sensível e porque cada um sabe o que faz com seu dinheiro)
Não sei quanto custa um rim no mercado negro, mas acredito que seja mais do que R$ 1.800,00 (Se parcelar os R$ 1.800,00 do PSVR em 10x, você vai pagar R$ 180,00 por mês, menos do que se paga por um jogo lançamento). R$ 1.800,00 é o preço médio que se paga pelo headset + câmera (configuração mínima que você precisa pra jogar). É mais ou menos o preço de um PS4 Pro – e tem muita gente preferindo comprar o Pro do que o PSVR. Mas não se engane. O VR é um “console” que oferece uma experiência de jogo muito mais incrível do que desfrutar de uns poucos games em 4K – aliás, pra aproveitar bem o seu Pro você terá que comprar uma TV 4K e os menores modelos custam de R$ 2 mil pra cima. Na Black Friday americana, o PSVR + câmera e o jogo Gran Turismo está saindo por 300 dólares. Mas aqui é outra realidade, onde você paga 72% de imposto sobre games.

Como bônus, o PSVR ainda te dá a possibilidade de jogar com a TV desligada ou ligada em outro canal. Sabe quando sua esposa/namorada quer assistir à novela ou àquela série de menina e você tá a fim de jogar mas só tem uma TV em casa? Pois é. O PSVR permite que você jogue enquanto ela se diverte vendo o que quer que seja. Maaaaaaaaas… é bem provável que ela queira jogar também. Mesmo pessoas que não curtem videogames se encantam pelo VR, pela experiência que ele proporciona.

Se depois de ler isso tudo (se é que alguém leu), você não se convenceu de que o PSVR vale à pena, só te peço uma coisa: não seja um “hater”, não seja um babaca. Cada um tem os seus motivos para não gostar de algo, mas sair por aí comentando que não presta sem nem ter testado é coisa de otário.

Star Wars, X-Burgers e Realidade Virtual

Minha primeira “experiência” com realidade virtual foi nos idos de 1995 (não lembro bem o ano, só lembro que eu não tinha boletos pra pagar), em uma feira de tecnologia q aconteceu aqui em Belém (PA), “com os mais novos e modernos equipamentos de computação que você possa imaginar”. Lá tinha um estande onde você podia experimentar uns óculos de RV conectados a um PC. Mesmo sendo um caboco cabreiro com essas novidades matreiras, resolvi testar, afinal era de graça e “de graça” é a expressão preferida de todo adolescente.

Daí coloquei o trambolho na cabeça. Ele tinha duas telas de “cristal líquido” (hoje a gente chama isso de LCD) dentro do aparelho. Eram telas minúsculas, que não cobriam toda a minha visão. E se eu virasse a cabeça para o lado, ia continuar vendo a mesma coisa, não tinha imersão. Era o mesmo que jogar com a tv colada na sua cara (a única diferença era que naquela altura a tv lá de casa ainda era de tubo). E o que dizer do jogo? Era pra ser um Star Wars, mas não vi Jedi nenhum, nem R2D2, nem nada. Era um troço azulado indistinguível. Quando tirei os óculos, o cara me perguntou o que achei. Daí eu pensei: “Você tá de zuêra, né? Isso aqui é realidade virtual? Prefiro jogar meu Doom”. Mas respondi: “Obrigado, foi muito legal”. Daí o cara disse que essa era a tecnologia do futuro (sim, já falavam isso em 1995) e tinha muito a melhorar. Ô se tinha!!

Passam-se mais de duas décadas. Tô eu de férias em casa, em junho deste ano, quando finalmente resolvo conhecer a Studio Games (sem merchant, o Artur Figueiredo não me pagou nada pra citar o nome do belíssimo empreendimento gamer dele), que tinha inaugurado há mais de um mês, perto da minha casa. Não tinha ido lá antes porque achava que eles não tinham nada a me oferecer que eu já não tivesse em casa. Jogos? Tenho vários. Não vou pagar pra jogar uma horinha. Daí inauguraram uma lanchonete. Pronto, me convenceram. Fui lá e enchi o bucho. Em seguida, fui conhecer o espaço de realidade virtual deles.

Fica no subsolo, ao lado dos cock-pits de jogos de corrida. Fui andando como quem não quer nada, só pra observar os tontos jogando (sim, todo mundo que coloca esses óculos fica parecendo tonto). O espaço tem quatro headsets de realidade virtual, da marca/modelo Oculus Rift, que funcionam conectados a um computador (tem que ser um bom computador, diga-se de passagem). Me vendo caminhar sorrateiramente pelo lugar, a moça perguntou se eu queria testar. Daí perguntei se pagava alguma coisa. Ela disse: “Não, pra testar é de graça”. Vejam que ela falou as palavras mágicas. Como recusar?

Coloquei o headset, ela me deu algumas instruções e me colocou numa experiência de montanha-russa. A demonstração começa dentro de uma caverna. Comecei a olhar pras paredes e pensar: “Sério isso? Dá pra ver as paredes?”. Sim, é um ambiente totalmente em 360º. Você olha para todas as direções, como se estivesse lá. O passeio de montanha-russa nem foi tão intenso, sabe? Eu balançava que nem um boneco de posto cada vez que o troço subia e descia e quase chamo o Hugo (lembrem que eu tinha enchido o bucho com um baita x-burguer e batatas fritas). Quando terminou, pensei: “Preciso ter um negócio desses pra mim”. Agradeci, disse que voltava outro dia, e fui correndo pra casa pesquisar na internet se tinha algo assim pro Playstation 4.

Daí, descobri que a Sony tinha lançado no mercado, há quase um ano, o Playstation VR. Acho que eu já até tinha ouvido falar dele antes, mas não dei bola, por causa da minha experiência lá atrás com o “Stá uó”. O preço não era nada convidativo – custa mais do que o próprio PS4. Eu tava até cogitando de comprar o recém-lançado Nintendo Switch, ou guardar pra pegar o X-Box One X, mas resolvi investir no PSVR. E que belo investimento!

Hoje, tenho mais de 30 jogos para o PSVR e dificilmente ligo o PS4 pra jogar na tela da TV.
Assim como os outros headsets de realidade virtual disponíveis no mercado, o PSVR oferece um tipo de imersão nunca antes proporcionada no mundo dos games. Quando você joga na tv, você olha pra uma tela e seu personagem está lá. Quando joga no VR, você joga como se não tivesse uma tela. Você É o personagem. Tudo é mostrado pra você na proporção real, 1×1. E o headset é bem confortável, muitas vezes você esquece que está com esse trambolho na cabeça.

A variedade de jogos é bem grande e atende todos os gostos. São jogos de ficção científica, onde você chega num planeta inóspito e é atacado por umas aranhas do demônio; jogos de tiro, em que você anda numa montanha-russa e é atacado por palhaços do demônio; jogos de terror, em que você tem explorar uma casa mal-assombrada e é atacado pelos demônios do demônio… Tem ainda robôs (do demônio), tanques (do demônio), fantasmas (do demônio), naves (do demônio), ursos do demônio (do demônio)… E pra aniquilar todos esses demônios você não usa os controles tradicionais. Vários jogos têm suporte ao Playstation Move, um controle de movimento que imita o movimento das suas mãos.

Pra encerrar, descobri que tenho poucos problemas com enjoo de movimento causado pelo VR e pude jogar tranquilamente qualquer game que testei até hoje. Posso fazer looping em uma nave, dar cambalhota, correr, pular e pilotar mecas e carros de Fórmula 1 que não vou sentir nada. Agora, com a coleção de jogos que tenho em casa, nunca mais voltei na Studio Games. A não ser pra comer X-burger.

(Foto: Arizona Sunshine – o primeiro game de verdade que joguei no VR)

Skyrim VR – Um review honesto

‘The Elder Scrolls: Skyrim VR’ foi lançado no último dia 17 de novembro e muita gente está querendo saber se vale a pena investir US$ 60,00 (cerca de R$ 200,00) no jogo. Em poucas palavras, e para ir direto no ponto, digo que vale. Sim, vale cada centavo. Mas é preciso levar em conta alguns pontos, que tentarei abordar a seguir, deixando claro que eu nunca havia jogado ‘Skyrim’ antes e escrevo justamente para pessoas como eu.

Em primeiro lugar, vamos falar do visual. ‘Skyrim’ é um jogo de 2011, lançado para o PS3, e que foi portado para o PSVR sem atualizações gráficas relevantes. Portanto, você deve ter em mente que o game possui gráficos de seis anos atrás, excelentes para a época, mas que não se comparam a um ‘Resident Evil 7’, por exemplo. No entanto, se os gráficos podem decepcionar de início, o que realmente vai importar em um jogo VR é a imersão – e isso ‘Skyrim VR’ tem de sobra.

É então que temos que analisar o segundo ponto essencial sobre o jogo. ‘Skyrim VR’ é um RPG, o gênero de games mais complexo que existe. E isso pode ser ruim por um lado, mas incrivelmente fascinante por outro. É ruim porque tem tanta coisa pra você aprender, tantas técnicas a dominar, tantas armas para adquirir! E fascinante pelos mesmos motivos. Não existe, até o momento, experiência de realidade virtual mais completa do que jogar ‘Skyrim’. E não estou falando apenas do PSVR – mas de todas as plataformas de VR existentes. Até o momento, as produtoras de games têm nos oferecido experiências mais ou menos curtas para o PSVR – algumas, extremamente curtas e até irrelevantes. Várias delas podem ser bem divertidas – mas sempre terão uma limitação aqui ou ali, seja de conteúdo, seja de mecânicas e gameplay.

‘Skyrim VR’ vem na linha oposta e oferece possibilidades quase infinitas. Só o jogo principal tem mais de 100 horas de duração e a versão VR acompanha todas as DLCs lançadas até hoje, o que soma outras 100 horas de jogo. Fora que existe uma variedade grande de estilos de combate – você pode preferir jogar apenas como um guerreiro, ou usar uma espada e magia, ou apenas magia, ou mesmo um arco e flecha…

MENUS TERRÍVEIS

Creio que o ponto negativo do game sejam os menus. Navegar entre eles com os moves não é nada fácil, leva um tempo para se acostumar. Você percebe claramente que eles não foram adaptados para a linguagem da RV. Outra crítica vai para o áudio. Ao contrário do que faz parecer a propaganda do game (aquela onde o dragão invade a sala do jogador), o jogo não tem áudio 3D.

Sobre os controles, usar os moves é bastante simples e intuitivo. Funciona muito bem, sem precisar do (malfadado) teleporte. Basta pressionar o “move button” da mão esquerda e direcionar para onde você quer ir. No entanto, encontrei dificuldade para usar o arco e flecha. Parece ser uma arma mais difícil de dominar.

Ainda estou bem no início da minha jornada no mundo do game. Mas já deu para perceber que o jogo vai proporcionar muitas horas de diversão. Muita coisa para descobrir e muitos calabouços a lootear! Vejo vocês em Skyrim!

Não precisamos de moves novos

Desde que o Playstation VR (PSVR) foi lançado, e isso já tem um ano, a gente vem se queixando de que a Sony deu um tiro no pé ao reaproveitar os “move controllers” do PS3 como controles oficiais de seu novo headset. E as reclamações são pertinentes – eu mesmo já reclamei pra caramba. A ausência de direcionais é o principal motivo das nossas queixas. Mas, recentemente, alguns jogos mostraram que os direcionais já não fazem falta no move. Como assim? Bem, vamos aos fatos.

Quando os moves foram lançados (nos idos de 2010!), eles vinham acompanhados do infame “navigation controller”, que vinha com direcionais (um analógico e um digital) e servia somente para fazer seu personagem andar (nos jogos onde isso era permitido), já que eles são desprovidos do sensor de movimento (aquela bolinha colorida que faz o move parecer um sorvete).

Pois bem. Justamente por não ter esse sensor é que os “navigations” foram ignorados pelo headset de realidade virtual da Sony e os jogos não têm suporte para ele. Isso, logo de cara, reduziu drasticamente as possibilidades de movimentação nos jogos do PSVR. A movimentação, em geral, ficou restrita ao teleporte (que ninguém gosta mas tem uma razão plausível de existir) ou às vezes nem isso. Em uma grande parte dos jogos que usam os moves, você fica o tempo todo parado, feito um poste. Assim, as desenvolvedoras de jogos para o PSVR nos apresentaram “sete categorias” de games considerando a movimentação com os moves. São eles:

1. Jogos sem movimentação alguma (você fica completamente estático). Exemplos: ‘The Brookhaven Experiment’, ‘Pixel Gear’, ‘Sneaky Bears’, ‘Eve: Gunjack’.

2. Jogos com “ilusão de movimento” (são os chamado “on-rails shooters” – não é você que se movimenta, mas sim o cenário que te carrega, como se você estivesse sobre trilhos). Exemplos: ‘Until Dawn: Rush of Blood’, ‘Archangel’, ‘Dexed’.

3. Jogos em que você fica parado, mas existe uma determinada área em que você pode se locomover sem usar os moves (o jogo responde ao movimento real do seu corpo). Exemplos: ‘Superhot’, ‘Sparc’.

4. Jogos que só suportam o teleporte e você só pode se movimentar para áreas pré-determinadas. Exemplos: ‘Batman VR’, ‘Ancient Amulator’, ‘Mortal Blitz’.

5. Jogos que só suportam o teleporte, mas você pode se movimentar para onde quiser. Exemplos: ‘Smashbox Arena’, ‘The Assembly’, ‘Unearthing Mars’.

6. Jogos que só suportam movimento livre. Exemplos: ‘Windlands’, ‘Paranormal Activity’.

7. Jogos que suportam movimento livre e teleporte. Exemplos: ‘Skyrim VR’, ‘Arizona Sunshine’, ‘Raw Data’.

Há, ainda, os jogos que optaram pelo Dualshock 4 e não têm suporte ao move (‘Resident Evil 7’, ‘Rigs’, ‘Battlezone’, ‘Eve: Valkyrie’, ‘Dying: Reborn’). Mas não vamos falar deles agora. Também não vamos falar do ‘Farpoint’, que só suporta a Aim Controller e o Dualshock 4.

Vamos falar aqui dos jogos que tiveram a audácia de colocar movimentação livre usando os moves. Mas antes, uma palavrinha sobre o teleporte: ele existe não para você ter raiva do VR, mas sim para evitar o desconforto de movimento. Só isso. Muita gente passa mal com a movimentação livre e o teleporte é a opção mais segura para evitar o enjoo. Se você, como eu, não passa mal, meus parabéns! Você pode se considerar uma pessoa de sorte.

Agora, voltemos aos jogos de movimentação livre. Dos jogos que testei, alguns deles têm uma movimentação muito confusa, você não sabe qual botão apertar, o personagem não responde bem… Resumindo: é uma configuração porca. O maior exemplo que tenho para dar é o ‘Paranormal Activity’. Quem jogou o game é capaz de lembrar agora como se movimenta? Tenho certeza que não. São tantos botões a apertar, e em mãos diferentes, que acho que o programador estava fugindo de um fantasma quando configurou isso. Os controles do ‘Windlands’ são igualmente difíceis de dominar.

Mas uma luz no fim começou a surgir. Com ‘Raw Dat’a e, agora, ‘Skyrim VR’, você se movimenta para onde quiser apertando apenas um botão! Um botão! Mas como é que é isso? O move tem um botãozão, que você aciona com o dedão, chamado de… “move button”! É o botão do movimento! Parecia tão óbvio, não?

A Survios, produtora do ‘Raw Data’, e a Bethesda, do ‘Skyrim VR’, designaram esse botão (vamos chamar de M) para acionar o movimento do seu personagem no jogo. Se você aperta o M e direciona o move (da mão esquerda) pra frente, seu personagem anda pra frente. Se você direciona pro lado e pressiona o M, anda pro lado que direcionou. Se direcionar pra trás (próximo da sua cabeça) e aperta o M, o personagem anda pra trás. Pronto! Problema resolvido. Direcionais pra quê?

Da minha experiência com esses dois jogos (o Arizona tem algo semelhante, mas usando o X), posso dizer que é a melhor solução apresentada até hoje. E olha que identifiquei ali em cima sete tipos diferentes de movimentação. Existem, no entanto algumas limitações. Por exemplo, no ‘Skyrim VR’: se você quiser andar pra trás e se defender com o escudo na mão esquerda, não vai conseguir fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Andar e atirar uma flecha ao mesmo tempo? Nem sonhando… Só se você for o Legolas.

Apesar destas limitações, vamos esperar que o sucesso do ‘Skyrim VR’ torne essa movimentação padrão nos jogos com o move. Aliás, a Sony deveria baixar uma portaria exigindo que todas as desenvolvedoras a adotem. Quanto mais padronização houver, melhor para o jogador se acostumar com esse tipo de movimento. E todos ganham.