[review] ‘Mini-Mech Mayhem’ é um dos multiplayers mais divertidos do Playstation VR

Desenvolvido pelo estúdio FuturLab, ‘Mini Mech Mayhem’ é mais um jogo exclusivo do Playstation VR. O game está todo em português e é uma ótima sugestão para quem está procurando um multiplayer divertido e diferente pra jogar com os amigos. O review a seguir foi feito no PS4 Pro.

Assista ao review do canal PSVR BRASIL:

‘Mini Mech Mayhem’ é uma mistura de jogo de tabuleiro e jogo de cartas em realidade virtual. Você controla um “mini mecha” em um tabuleiro quadriculado que parece um tabuleiro de xadrez. Seu objetivo é marcar três pontos, seja destruindo os outros mecas, seja coletando uma moeda.

Você pode mover seu “mecha” em quatro direções ou atirar em oito direções. Mas você não mexe diretamente nos bonecos. A ação ocorre em turnos e você precisa programar as suas ações todas de uma vez. É aí que começa a bagunça e a coisa fica divertida.

Você precisa tentar se antecipar aos inimigos, prevendo os movimentos deles, se quiser sair com a vitória. Mas aí entra outro fator que deixa tudo ainda mais caótico: as cartas de interceptação. Cada interceptação tem um efeito diferente, que pode te beneficiar e atrapalhar os adversários. Por exemplo, você pode jogar uma carta para fazer o adversario andar uma casa a mais e cair direto numa armadilha. Ou fazer a arma dele travar quando ele estiver tentando te acertar um tiro. São muitas as possibilidades e essa é a grande graça do jogo.

‘Mini Mech Mayhem’ é extremamente estratégico, mas ao mesmo tempo tem muita chance de tudo dar errado. Por isso ele é tão divertido. Com certeza vai ser melhor aproveitado jogando com os amigos. Você pode criar salas com outros três jogadores, mas não é obrigatório ter quatro para a partida começar. Dá para jogar um contra um, ou contra outros dois jogadores. Sempre cada um por si.

Também dá para enfrentar o computador em três níveis de dificuldade, mas não existe uma campanha propriamente dita. No lugar disso, o jogo traz um tutorial completo e 30 níveis extras que funcionam como desafios. Conforme vai jogando as partidas e completando desafios, você vai subindo de nível. A cada nível novo, você recebe um item aleatório pra customizar o visual do seu “mecha” e do seu avatar. As combinações são inúmeras e incluem também dancinhas e emotes.

O jogo tem uma sensação de presença muito bacana, transmitindo bem a impressão de que você está diante de outros jogadores. Você pode fazer gestos pros outros jogadores e conversar usando o microfone. Graficamente, está belíssimo, muito bem otimizado pro Playstation VR.

VALE A PENA?

‘Mini Mech Mayhem’ é perfeito pra quem busca um multiplayer pra jogar com os amigos e acredita que se divertir é muito mais importante do que vencer. O preço de lançamento ta bem atraente. Eu recomendo. Nota: 10/10.

Este review foi feito com copia digital gentilmente cedida pelo estúdio FuturLab.

[Review] ‘Falcon Age’ é uma aventura única no Playstation VR

‘Falcon Age’ é um jogo de aventura em primeira pessoa diferenciado. Nele, você assume o papel da jovem Ara, que adota um filhote de falcão enquanto está aprisionada por robôs em uma cela. Nesta história, os humanos foram dominados pelas máquinas e vivem acuados. O jogo é focado na história e na interação de Ara com os demais personagens que vão surgindo pelo caminho. Porém, os diálogos são todos em texto, sem dublagem. Você pode escolher as respostas, mas o mecanismo usado pra isso não funciona como deveria.

O grande charme do jogo, claro, é a sua relação com o falcão. Com a ajuda dele (na verdade “dela”, já que é uma fêmea), você vai enfrentar inimigos, caçar, coletar recursos ou mesmo desativar minas. A mecânica é simples e funciona bem. Cumprindo algumas missões, você recebe itens pra customizar o visual da ave. Alguns conferem habilidades especiais. E tem até brinquedinhos pra sua amigona. A única coisa que senti falta foi de acompanhar o crescimento do falcão. Quando o jogo começa, ela é apenas uma bolinha de penas e quando você percebe ela já virou uma ave de rapina adulta, linda e imponente. Acredito que faltou desenvolver melhor essa relação entre humano e animal.

O game tem um mapa relativamente extenso pros padrões do PSVR e você pode explorá-lo livremente pra coletar recursos, cumprir missões principais e secundárias ou participar de alguns mini-games. Os recursos servem pra você preparar receitas que dão boosts temporários. Mas você também pode vendê-los em troca da moeda do jogo, pra comprar itens mais úteis.

Você pode jogar usando dois Moves ou o Dualshock 4. Com os Moves, a imersão é maior e você pode acariciar a ave ou cumprimentá-la. Com o controle tradicional, vários truques são feitos apertando o quadrado. Com os Moves é melhor pra usar o bastão que você usa pra dar golpes, quebrar coisas e abrir portas.

As opções de conforto incluem teleporte e giro em graus. O jogo não possui localização pro Brasil – os textos, menus e legendas vêm em inglês. O menu não te dá a opção de alterar o idioma, mas se você mudar o idioma do seu console (nas configurações do sistema), poderá jogar em espanhol. Eu sempre dou essa dica porque nem todo mundo conhece essa artimanha e o espanhol é uma língua mais amigável pros brasileiros que não sabem inglês.

Exclusivo do PS4, ‘Falcon Age’ também pode ser jogado em tela plana, sem o Playstation VR. O menu principal te dá duas opções de jogo, sendo uma mais focada no combate. Na outra, o combate é “opcional”. O jogo tem gráficos bonitos, com um visual estilo cartoon. Nesse quesito, a única falha é a demora no carregamento de alguns elementos do cenário (principalmente da vegetação), que surgem do nada enquanto você caminha. Mas os gráficos são bem otimizados e não apresentam serrilhados ou borrões aparentes, com boa nitidez. Vale destacar que joguei no PS4 Pro.

Por fim, uma crítica ao mapa do jogo. Às vezes, ele marca um determinado objetivo da missão, mas você vai lá e o objetivo é em outro lugar – que você tem que descobrir onde é. Isso me confundiu um pouco.

VALE A PENA?

Ainda não terminei o game, mas gostei do que vi até agora. Joguei mais de 4 horas (me perdi algumas vezes) e acho que vale sim o preço que está sendo cobrado. Sem dúvida, é uma aventura única no Playstation VR. Quando zerar, atualizarei este review. Nota (temporária): 9,0.

Este review foi feito no PS4 Pro e PSVR, com midia digital gentilmente cedida pela Outerloop Games.

FICHA TÉCNICA
Jogo: Falcon Age
Estúdio: Outerloop Games
Gênero: Aventura em 1ª pessoa
Plataformas: PS4 e PSVR
Preço: R$ 61,50 (PS Store Brasil)
Data de lançamento: 9 de abril de 2019
Controles: Dois Moves ou Dualshock 4
Idiomas: Inglês / Espanhol (se você alterar o idioma do seu PS4 para Espanhol latino)

Confira aqui alguns gameplays de ‘Falcon Age’ no canal PSVR Brasil

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Não espere até amanhã: demo de ‘Eden-Tomorrow’ já está disponível na PSN da Austrália!

A demo de ‘Eden-Tomorrow’ já está disponível para download na PS Store da Austrália. A demo deve chegar amanhã nas Américas e Europa, mas quem tem uma conta australiana já pode testar a demonstração em primeira mão. O jogo ainda não tem data de lançamento.

Baixe aqui a demo de ‘Eden-Tomorrow’

Desenvolvido exclusivamente para o Playstation VR pelo estúdio Soul Pix, ‘Eden-Tomorrow’ é uma aventura de ficção científica que se passa em um planeta desconhecido. Inicialmente, seu lançamento estava previsto para a “primvavera de 2018”, mas já sabemos que isso não aconteceu.

De acordo com a descrição do game na PS Store Austrália, o game traz um recurso interessante: terá suporte ao Navigation Controller. Ou seja, quando for lançado, será o segundo jogo com suporte ao Navigation, já que, até agora, apenas o ‘Dream Match Tennis VR’ permite o uso do periférico criado originalmente para o PS3.

Ainda segundo a descrição, você pode jogar usando o Dualshock 4; ou o Move + Navigation; ou ainda o Dualshock 4 + Move.

Vamos testar em breve no canal PSVR Brasil. Inscreva-se no canal e fique ligado!

Assista ao trailer de ‘Eden-Tomorrow’

Demo gratuita de ‘Tetris Effect’ já está disponível na PS Store do Brasil. Baixe aqui!

Foi disponibilizada hoje na PS Store do Brasil a demo gratuita do jogo ‘Tetris Effect’ (Enhance Games), que será lançado no próximo dia 9 de novembro. Se você quiser testar o jogo em primeira mão, corra: a demo tem prazo de validade, que expira no dia 5 deste mês!

Clique aqui para baixar a demo!

Exclusivo do Playstation 4, ‘Tetris Effect’ é uma releitura do puzzle mais famoso de todos os tempos. A demo e o game completo poderão ser jogados tanto no Playstation VR quanto no PS4, nas telas convencionais, com resolução de 4K e 60fps.

O jogo já está em pré-venda, com 10% de desconto (válido até o dia 8 de novembro). O valor na pré-venda é de R$ 129,15, e o valor cheio, R$ 143,50.

[review] Impecável e divertidíssimo, ‘Astro Bot: Rescue Mission’ vai além de qualquer crítica

Lançado em 2016 no jogo gratuito ‘The Playroom VR’, o jogo de plataforma ‘Robots Rescue’ foi um dos minigames que mais chamaram a atenção dos jogadores do Playstation VR. Durante um bom tempo, os fãs de realidade virtual pediram por um jogo mais completo dos robozinhos. ‘Astro Bot: Rescue Mission’ é a resposta da Sony e do Japan Studio a esse pedido. E não poderia ser melhor. Estamos diante de um dos melhores jogos do Playstation VR, marcando o aniversário de dois anos do headset da Sony. O jogo é exclusivo do PSVR e o review a seguir foi feito usando um Playstation 4 Pro.

Assista ao vídeo-review do canal PSVR Brasil:

HISTÓRIA

Com certeza, a história é o aspecto mais simples do game. Astro Bot e seus amigos robozinhos viviam numa boa até um alien gosmento aparecer e atacar a nave deles. Pra piorar, o vilão espalha as peças da nave em cinco planetas diferentes, junto com seus tripulantes. Caberá ao Astro Bot percorrer esses cinco mundos para resgatar seus amigos, recuperar as peças da nave e derrotar o vilão. Tudo isso com a sua ajuda. Vale salientar que o jogo está todo localizado para o português do Brasil, mas isso nem faria muita diferença, já que não há diálogos, os personagens se comunicam apenas com gritinhos e os tutoriais vêm em forma de vídeo.

VISUAL

‘Astro Bot’ tem um visual de encher os olhos. Tudo nesse mundo em miniatura é muito nítido, com uma definição perfeita para o atual estágio dos headsets de realidade virtual. O Japan Studio fez um trabalho magnífico em termos gráficos, com level design criativo, cenários variados e interativos, inimigos tão carismáticos quanto o protagonista e uma riqueza de detalhes encantadora. Menção especial à iluminação das fases: seu próprio controle pode fazer sombra dentro do jogo. As fases que se passam dentro d’água também dão um show à parte.

IMERSÃO

Ainda há quem ache que jogos de realidade virtual precisam ser em primeira pessoa para serem imersivos. Esse é um grande engano e ‘Astro Bot’ é mais uma prova disso. Você se sente dentro do jogo da mesma maneira que nos jogos em primeira pessoa. O jogo usa uma câmera fixa – onde você é a câmera. Várias vezes será preciso olhar para os lados, para baixo, para cima ou mesmo para trás, para procurar os robozinhos perdidos, camaleões que liberam desafios extras ou mesmo o caminho a seguir. O tracking funciona bem e você poderá até se esgueirar para encontrar o melhor ângulo de visão.

Além disso, você não controla apenas o robozinho. Enquanto jogador, você também tem uma presença ativa dentro do jogo. Alguns inimigos vão tentar te atingir e você terá que desviar. Se não conseguir se esquivar, poderá ficar com a visão cheia de gosma – ou mesmo estilhaçada. Você também vai usar a cabeça para destruir estruturas, cabecear bolas inimigas, entre outras coisas. Em fases com água, seu headset pode até ficar molhado. Um dos momentos mais mágicos é quando aparece uma flor que permite que você assopre suas pétalas. Como eles fizeram isso? Eu não sei. Provavelmente capturando o áudio do microfone ou da Playstation Câmera (eu não estava usando microfone quando isso aconteceu). Aliás, o áudio 3D do jogo também tem papel fundamental na imersão. A trilha e os efeitos sonoros são impecáveis, pontuando cada fase e momento dramático de maneira diferente. Alguns efeitos sonoros também saem do controle – infelizmente, não há opção para desativar essa funcionalidade.

CONTROLES

Você joga usando o Dualshock 4 – não há suporte a outros controles. Os comandos do Astro Bot são bem simples: um botão para pular, outro para dar socos. Aperte o pulo duas vezes para ativar um jato para planar e segure o soco para dar um golpe giratório que pode atingir vários inimigos. Mas, em alguns momentos, o jogador terá alguns comandos extras, usando o touchpad do Dualshock 4. Ele servirá para atirar ganchos com cordas para o robozinho se equilibrar, jogar água ou até estrelinhas ninja. Cada uma dessas “ferramentas” acrescenta uma nova camada de imersão e interatividade no gameplay. Às vezes, será exigido um nível bom de coordenação para controlar o robozinho e utilizar a ferramenta do controle ao mesmo tempo.

GAMEPLAY

‘Astro Bot’ é um jogo de plataforma – o melhor jogo de plataforma que você poderia imaginar. Aliás, espere sempre pelo inesperado. Apesar de serem lineares e geralmente seguirem para frente, as fases escondem vários segredos pelos cantos, o que nos dá bastante liberdade de exploração. Os inimigos têm uma boa variedade e quase todos morrem com apenas um golpe. Mas não os subestime: você também morre com apenas um golpe. Por sorte, cada fase tem uma boa quantidade de check-points, evitando que você tenha que repetir o level inteiro se errar um pulo ou ser atingido por um inimigo.

O jogo traz um total de 20 fases, distribuídas em cinco mundos. A campanha é para apenas um jogador e dura cerca de 6 a 8 horas. Em cada fase, você deve procurar por oito robozinhos perdidos, que às vezes surgem em lugares que parecem impossíveis de alcançar. Mas existem camas elásticas e outros recursos, como destruir paredes, que podem te ajudar. Não é necessário encontrar todos para fechar a fase, mas você terá que achar uma quantidade mínima de robôs para enfrentar o chefe daquele mundo. Cada mundo tem um chefão e o aumentativo não é à toa: os chefões são gigantescos, imponentes, ocupando quase todo seu campo de visão. As lutas contra eles são o maior desafio do jogo, especialmente o quinto chefe e o boss final. Os chefes têm ataques variados e ficam cada vez mais “apelões” quando sofrem dano. Nessas lutas, você só pode morrer duas vezes. Se morrer a terceira, terá que recomeçar.

FATOR REPLAY

‘Astro Bot’ tem apenas um nível de dificuldade, que vai crescendo a cada fase que você passa. Terminar todos os níveis encontrando todos os robozinhos e sem morrer nenhuma vez já é um desafio. Mas cada fase também traz um camaleão escondido, que desbloqueia um desafio extra. Os desafios consistem em terminar uma variante daquela fase dentro do menor tempo possível. Nesses desafios, você vai encontrar perigos que nem imagina. Durante a jogatina, você também encontrará em cada fase uma grande quantidade de moedas, que servem para desbloquear colecionáveis. Cem moedas equivalem a um tíquete para usar na sua máquina de catar colecionáveis, que fica dentro da Astro Ship. Dentro da nave, você interage com os membros da tripulação que já foram resgatados e pode brincar em cenários que reproduzem os mundos do jogo. Isso tudo proporciona um valor de replay grande ao game, especialmente para os caçadores de troféus, já que o game tem platina.


VALE A PENA?

‘Astro Bot’ é o jogo de plataforma que mais me impressionou desde o ‘Super Mario Bros’ do Nintendinho. Para muitos da minha geração, ‘Mario’ foi uma novidade incrível diante dos jogos até então bastante limitados do Atari. É exatamente essa sensação que ‘Astro Bot’ vem resgatar, mas não apenas de forma nostálgica. ‘Astro Bot’ oferece algo novo e não cansa de te surpreender. E faz isso de uma maneira que só a realidade virtual pode fazer. ‘Astro Bot’ é o jogo mais divertido do Playstation VR, com credenciais suficientes para encabeçar a lista de melhores jogos do PSVR até agora. Simplesmente, ele vai além de qualquer nota que eu possa dar. Nota: 11/10 [Imperdível].


Confira o gameplay dos dois primeiros mundos:

FICHA TÉCNICA
Título: ‘Astro Bot: Rescue Mission’
Gênero: Plataforma
Estúdio: Japan Studio/Sony
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Preço: R$ 149,90 (PS Store BR)
Idioma: Português
Controles suportados: apenas Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito no PS4 Pro, com mídia digital gentilmente cedida pela Sony]

Inscreva-se no canal PSVR Brasil e concorra a uma mídia digital de ‘Firewall Zero Hour’

O canal PSVR Brasil no YouTube atingiu a marca de 300 inscritos e, para comemorar, estamos realizando o sorteio de uma mídia digital do FPS tático ‘Firewall Zero Hour’, do estúdio First Contact Entertainment (a chave foi gentilmente cedida pela Sony do Brasil). Para anunciar o sorteio, fiz hoje uma live no canal com os membros do grupo Firewall Brasil no Whatsapp [o vídeo está logo abaixo].

Para participar do sorteio, basta cumprir um ou mais passos descritos na página da promoção. Quanto mais inscrições fizer, mais chances você tem de ganhar. O sorteio será realizado na próxima terça-feira, 11 de setembro de 2018. Para utilizar o prêmio, basta ter uma conta na Playstation Store do Brasil.

Clique aqui e participe do sorteio!

Muito obrigado a todos que se inscreveram no canal até agora! O apoio de vocês é fundamental para mantermos esse trabalho. Agora que adquiri uma internet de boa qualidade, teremos streamings diários no canal!

Assista à live de ‘Firewall Zero Hour’ – Especial dos 300 inscritos

[review] Terror espacial ‘The Persistence’ é o melhor jogo lançado para o PSVR neste ano

Desde que ‘Resident Evil 7: Biohazard’ foi lançado para o Playstation VR – e isso já tem mais de um ano – os amantes de first-person survivals (jogo de sobrevivência em primeira pessoa) vinham esperando um jogo com a mesma qualidade. Criado pelo estúdio britânico Firesprite (que já deixou sua marca em games como ‘The Playroom VR’ e na série ‘WipEout’), ‘The Persistence’ tem tudo para agradar os fãs do gênero – ou mesmo quem quer se aventurar nesse estilo de jogo pela primeira vez. Indo direto no ponto, ‘The Persistence’ é o melhor jogo lançado para o PSVR neste ano.

O jogo se passa no longínquo ano de 2521, dentro de uma nave chamada “Persistence”, que foi puxada por um buraco negro e encontra-se severamente danificada. Na pele da oficial de segurança Zimri Eder, seu trabalho será consertar a nave para tentar retornar à Terra, enquanto enfrenta vários tipos de aberrações. Ela é a única sobrevivente da nave e terá que contar com suas habilidades militares para sobreviver em um ambiente aterrorizante que lembra os excelentes ‘Dead Space’ e ‘Dead Space 2’, do Playstation 3.

O terror espacial ‘The Persistence’ é um first-person survival, mas não apenas isso. É também o primeiro jogo estilo “roguelike” do PSVR. E o que isso significa? Nesse tipo de jogo, originário dos RPGs, cada vez que morre, você tem que começar do início e o mapa se altera – o que inclui a disposição dos itens, inimigos, armas e suprimentos que você vai encontrar pelo caminho.

Sabe aquele negócio de decorar caminhos, aprender exatamente onde está a arma que você procura ou estar preparado para aquele “jump scare” que acontece sempre no mesmo lugar? Isso não existe em ‘The Persistence’. É tudo aleatório – ou procedural, como os estúdios preferem dizer. Isso confere um frescor adicional ao game a cada vez que você inicia a jogatina, além, é claro, de uma dose extra de tensão.

Cada vez que você morre, você recomeça do início e perde todas as armas que conquistou até ali. Mas não perde tudo. Todas as células-troco (SC) que você coletou, além de chips fabricação (fab-chips), fichas de érebo e diagramas permanecem no seu inventário, assim como todos os upgrades que você fizer. Morrer, ao final das contas, não significa perder tudo. Você estará mais forte – e mais experiente – da próxima vez que enfrentar aquele inimigo que te matou.

O fato de ter que recomeçar quase do zero acrescenta um clima de tensão especial a um jogo que já é tenso – repleto de cenários escuros, barulhos que você não sabe de onde vêm e inimigos dos mais bizarros. Entre eles, merecem menção especial um gigante que pode te matar com apenas um único golpe, uma magricela que chora feito criança e um sujeito eletrificado que anda lentamente, mas parece ser imortal.

O game tem cinco objetivos principais. Se cumprir um objetivo, ele servirá de check-point. Ao morrer, você retorna para o último check-point. Um alívio para quem pensou que teria que terminar toda a campanha em uma única vida. Segundo os desenvolvedores, a campanha dura em torno de 8 horas, mas você vai passar disso tranquilamente. Eu, por exemplo, terminei em quase 15 horas, fazendo quase todos os upgrades possíveis.

Você joga usando o Dualshock 4. Não há suporte à Aim Controller nem aos PS Moves – os desenvolvedores descartaram totalmente o uso da Aim, mas avaliam implementar os Moves em um patch futuro. Mas, pelas características do jogo, posso dizer que o estúdio fez uma excelente escolha ao usar o DS4. Os controles funcionam perfeitamente, são bem responsivos e estão bem mapeados. Jogar com os atuais Moves, sem direcionais, me parece uma tarefa difícil demais pelo tipo de jogo que ‘The Persistence’ é.

A movimentação é livre, sem opção de teleporte. Na verdade, o jogo tem teleporte, mas é uma mecânica complementar da locomoção livre. Cada vez que você teleporta, gasta um pouco da sua barra de “matéria escura”. Jogar o game inteiro apenas com o teleporte parece para mim quase impossível, porque você também usa a matéria escura no supersentido – visão especial que mostra a localização dos inimigos mesmo através de paredes. Para ajudar a ver os inimigos nos cenários mais escuros, você pode acionar uma lanterna – que felizmente tem bateria infinita.

Para quem sente enjoo de movimento, o jogo tem várias opções para amenizar o problema. A locomoção é lenta e não há botão para correr, você pode colocar o giro em graus e adicionar um blinder (vinheta escura) para reduzir seu campo de visão.

Assista ao video-review de ‘The Persistence’

GAMEPLAY

A jogabilidade sofreu várias alterações em relação à demo lançada no ano passado. O escudo foi aprimorado, mas é importante você usar suas habilidades de “stealth” para surpreender os inimigos e não morrer à toa – principalmente no início. Você pode, por exemplo, se esgueirar entre dutos de ventilação para chegar nas costas do zumbi e atacá-lo com sua coletora de células-tronco.

A coletora é a sua principal arma do jogo. Você pode usá-la como uma arma corpo-a-corpo, mas ela é melhor aproveitada quando você ataca os inimigos por trás, enfia um gancho neles como se fosse um “taser” e coleta suas células-tronco – recurso indispensável para fazer upgrades.

Espalhadas pelas quatro plataformas da nave, você vai encontrar máquinas que fabricam armas. A moeda lá são os fab-chips, itens azuis que você junta por todos os cantos da nave. Cada máquina fabrica um tipo específico de arma – e são quatro máquinas ao todo: armas de corpo a corpo, armas de fogo, granadas e armas experimentais. As armas vêm com poucas balas e depois que você usa a máquina é preciso esperar um tempo para poder utilizá-la novamente.

Os variados tipos de armas possibilitam diferentes tipos de abordagem, permitindo que você molde seu próprio estilo de jogo. O arsenal inclui desde armas mais tradicionais, como pistolas e revólver às divertidas armas experimentais, que incluem uma espécie de gancho antigravitacional, um soro que te deixa furioso e invencível por alguns segundos e uma serra giratória que mata os inimigos instantaneamente. Outro recurso bem divertido é o soro de Hera, uma arma corpo a corpo que torna qualquer inimigo seu aliado, com um singelo coraçãozinho na cabeça. Mas não tente usar em mais de um inimigo ao mesmo tempo – inexplicavelmente, seus aliados brigam entre si.

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Aberrações como esta estão à sua espreita em ‘The Persistence’

UPGRADES

O jogo tem uma gama tão vasta de upgrades que é até difícil falar de todos. Você pode aprimorar todas as 17 armas, trajes, teleporte, matéria escura e até mesmo os seus clones. Então, para não confundir, vamos por partes.

Na sala principal do jogo (para onde você retorna após morrer), você pode fazer upgrades no seu clone – cada vez que você morre, um novo clone é impresso e os upgrades se mantêm. As melhorias no clone são quatro: silêncio (para se movimentar silenciosamente), dano corpo a corpo, matéria-escura (que você usa no supersentido e no teleporte) e vida (para aumentar sua vida máxima). Esses upgrades são feitos com as células-tronco que você coleta.

Durante o jogo, você coleta diagramas que caem (“dropam”) dos inimigos e que podem ser de quatro tipos: comuns (verdes), incomuns (azuis), raros (roxos) e épicos (amarelos). Cada diagrama é usado em uma máquina da sala principal do jogo para aprimorar um aspecto específico da sua personagem – traje (que dão vantagens variadas), teletransportador, coletora de células-tronco, campo de força e supersentido. Para fazer esses aprimoramentos você gasta fab-chips.

As armas também podem sofrer upgrades, que aumentam a quantidade de balas ou a duração dos seus efeitos. Esses upgrades gastam fichas de érebo (item amarelo). Você faz esses upgrades nas próprias máquinas que encontra pelo caminho. Aprimorar uma arma também aumenta o custo dela.

Assista ao vídeo ‘The Persistence’ – A Primeira Meia Hora

REPLAY SEM FIM

Uma reclamação constante – e até justa – dos jogadores de Playstation VR é que há uma grande quantidade de jogos de pouca duração e, às vezes, nenhum valor de replay. ‘The Persistence’ vai no caminho oposto e traz um valor de replay formidável, pelas suas próprias características de “roguelike”. O jogo envolve uma quantidade bem dosada de “grinding” (quando você precisa coletar itens e fazer upgrades para evoluir seu personagem e enfrentar inimigos mais difíceis).

Não há opção de alterar a dificuldade do jogo e a campanha principal tem um bom nível de desafio, especialmente na parte final de cada plataforma. Além dos cinco objetivos principais, tem algumas ações opcionais que você fazer para aprimorar seu personagem, como coletar caixotes de suprimentos (enfrentando uma série de inimigos para obter o prêmio) ou reunir objetos de membros da tripulação. Para se orientar, você pode usar um mapa que você leva consigo e marcar o seu destino.

Complementando o valor de replay, o estúdio Firesprite criou um aplicativo gratuito para smartphones (procure por “The Persistence”) em que até quatro amigos podem acompanhar o jogador de headset, ajudando-o ou atrapalhando-o. Os amigos podem, por exemplo, abrir ou fechar portas, congelar ou incitar inimigos, acender ou apagar as luzes, entre outras coisas. Em algumas situações, podem até decidir se o jogador vai encontrar bons ou maus itens na sala em que entrar. É uma experiência cooperativa (ou competitiva) única no Playstation VR – e talvez até no mundo dos games!

Após zerar o jogo, você destrava o modo survival. Não custa dizer, também, que o game tem três finais possíveis. Por fim, para os caçadores de troféu, o jogo é um belo desafio em busca de uma platina.

Visualmente, é um jogo muito bem definido, com cenários e modelos de inimigos impecáveis, resultando em um nível de imersão incrível. O áudio contribui para criar esse clima de terror, onde placas desabam do teto para te dar aquele susto onde você menos espera. O áudio do jogo está todo em inglês, com suporte a legendas em português do Brasil.

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Este é um exemplo de tela do app gratuito de ‘The Persistence’. Por ele, seus amigos podem jogar com você! 

VEREDITO

‘The Persistence’ é uma das melhores experiências disponíveis atualmente no Playstation VR. Você pode incluí-lo facilmente em qualquer top 10 do PSVR. É um legítimo representante do survival horror espacial e vale cada centavo que você pagar por ele. Estamos diante do melhor jogo lançado este ano para o headset do PS4. Nota: 10/10 [Excelente].


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘The Persistence’
Gênero: First-person survival
Estúdio: Firesprite (https://firesprite.com)
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Lançamento: 24 de julho de 2018
Preço: R$ 91,90 (PS Store Brasil) | US$ 29,99 (PS Store EUA)
Controle suportado: Dualshock 4
Idioma: Inglês (áudio) e português (legendas e interface)
Jogadores: 1 (offline) | 2-5 (com o aplicativo para celulares ‘The Persistence’)
Espaço em disco: 2,24 GB

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio Firesprite]