[review] ‘Mini-Mech Mayhem’ é um dos multiplayers mais divertidos do Playstation VR

Desenvolvido pelo estúdio FuturLab, ‘Mini Mech Mayhem’ é mais um jogo exclusivo do Playstation VR. O game está todo em português e é uma ótima sugestão para quem está procurando um multiplayer divertido e diferente pra jogar com os amigos. O review a seguir foi feito no PS4 Pro.

Assista ao review do canal PSVR BRASIL:

‘Mini Mech Mayhem’ é uma mistura de jogo de tabuleiro e jogo de cartas em realidade virtual. Você controla um “mini mecha” em um tabuleiro quadriculado que parece um tabuleiro de xadrez. Seu objetivo é marcar três pontos, seja destruindo os outros mecas, seja coletando uma moeda.

Você pode mover seu “mecha” em quatro direções ou atirar em oito direções. Mas você não mexe diretamente nos bonecos. A ação ocorre em turnos e você precisa programar as suas ações todas de uma vez. É aí que começa a bagunça e a coisa fica divertida.

Você precisa tentar se antecipar aos inimigos, prevendo os movimentos deles, se quiser sair com a vitória. Mas aí entra outro fator que deixa tudo ainda mais caótico: as cartas de interceptação. Cada interceptação tem um efeito diferente, que pode te beneficiar e atrapalhar os adversários. Por exemplo, você pode jogar uma carta para fazer o adversario andar uma casa a mais e cair direto numa armadilha. Ou fazer a arma dele travar quando ele estiver tentando te acertar um tiro. São muitas as possibilidades e essa é a grande graça do jogo.

‘Mini Mech Mayhem’ é extremamente estratégico, mas ao mesmo tempo tem muita chance de tudo dar errado. Por isso ele é tão divertido. Com certeza vai ser melhor aproveitado jogando com os amigos. Você pode criar salas com outros três jogadores, mas não é obrigatório ter quatro para a partida começar. Dá para jogar um contra um, ou contra outros dois jogadores. Sempre cada um por si.

Também dá para enfrentar o computador em três níveis de dificuldade, mas não existe uma campanha propriamente dita. No lugar disso, o jogo traz um tutorial completo e 30 níveis extras que funcionam como desafios. Conforme vai jogando as partidas e completando desafios, você vai subindo de nível. A cada nível novo, você recebe um item aleatório pra customizar o visual do seu “mecha” e do seu avatar. As combinações são inúmeras e incluem também dancinhas e emotes.

O jogo tem uma sensação de presença muito bacana, transmitindo bem a impressão de que você está diante de outros jogadores. Você pode fazer gestos pros outros jogadores e conversar usando o microfone. Graficamente, está belíssimo, muito bem otimizado pro Playstation VR.

VALE A PENA?

‘Mini Mech Mayhem’ é perfeito pra quem busca um multiplayer pra jogar com os amigos e acredita que se divertir é muito mais importante do que vencer. O preço de lançamento ta bem atraente. Eu recomendo. Nota: 10/10.

Este review foi feito com copia digital gentilmente cedida pelo estúdio FuturLab.

[Review] ‘Falcon Age’ é uma aventura única no Playstation VR

‘Falcon Age’ é um jogo de aventura em primeira pessoa diferenciado. Nele, você assume o papel da jovem Ara, que adota um filhote de falcão enquanto está aprisionada por robôs em uma cela. Nesta história, os humanos foram dominados pelas máquinas e vivem acuados. O jogo é focado na história e na interação de Ara com os demais personagens que vão surgindo pelo caminho. Porém, os diálogos são todos em texto, sem dublagem. Você pode escolher as respostas, mas o mecanismo usado pra isso não funciona como deveria.

O grande charme do jogo, claro, é a sua relação com o falcão. Com a ajuda dele (na verdade “dela”, já que é uma fêmea), você vai enfrentar inimigos, caçar, coletar recursos ou mesmo desativar minas. A mecânica é simples e funciona bem. Cumprindo algumas missões, você recebe itens pra customizar o visual da ave. Alguns conferem habilidades especiais. E tem até brinquedinhos pra sua amigona. A única coisa que senti falta foi de acompanhar o crescimento do falcão. Quando o jogo começa, ela é apenas uma bolinha de penas e quando você percebe ela já virou uma ave de rapina adulta, linda e imponente. Acredito que faltou desenvolver melhor essa relação entre humano e animal.

O game tem um mapa relativamente extenso pros padrões do PSVR e você pode explorá-lo livremente pra coletar recursos, cumprir missões principais e secundárias ou participar de alguns mini-games. Os recursos servem pra você preparar receitas que dão boosts temporários. Mas você também pode vendê-los em troca da moeda do jogo, pra comprar itens mais úteis.

Você pode jogar usando dois Moves ou o Dualshock 4. Com os Moves, a imersão é maior e você pode acariciar a ave ou cumprimentá-la. Com o controle tradicional, vários truques são feitos apertando o quadrado. Com os Moves é melhor pra usar o bastão que você usa pra dar golpes, quebrar coisas e abrir portas.

As opções de conforto incluem teleporte e giro em graus. O jogo não possui localização pro Brasil – os textos, menus e legendas vêm em inglês. O menu não te dá a opção de alterar o idioma, mas se você mudar o idioma do seu console (nas configurações do sistema), poderá jogar em espanhol. Eu sempre dou essa dica porque nem todo mundo conhece essa artimanha e o espanhol é uma língua mais amigável pros brasileiros que não sabem inglês.

Exclusivo do PS4, ‘Falcon Age’ também pode ser jogado em tela plana, sem o Playstation VR. O menu principal te dá duas opções de jogo, sendo uma mais focada no combate. Na outra, o combate é “opcional”. O jogo tem gráficos bonitos, com um visual estilo cartoon. Nesse quesito, a única falha é a demora no carregamento de alguns elementos do cenário (principalmente da vegetação), que surgem do nada enquanto você caminha. Mas os gráficos são bem otimizados e não apresentam serrilhados ou borrões aparentes, com boa nitidez. Vale destacar que joguei no PS4 Pro.

Por fim, uma crítica ao mapa do jogo. Às vezes, ele marca um determinado objetivo da missão, mas você vai lá e o objetivo é em outro lugar – que você tem que descobrir onde é. Isso me confundiu um pouco.

VALE A PENA?

Ainda não terminei o game, mas gostei do que vi até agora. Joguei mais de 4 horas (me perdi algumas vezes) e acho que vale sim o preço que está sendo cobrado. Sem dúvida, é uma aventura única no Playstation VR. Quando zerar, atualizarei este review. Nota (temporária): 9,0.

Este review foi feito no PS4 Pro e PSVR, com midia digital gentilmente cedida pela Outerloop Games.

FICHA TÉCNICA
Jogo: Falcon Age
Estúdio: Outerloop Games
Gênero: Aventura em 1ª pessoa
Plataformas: PS4 e PSVR
Preço: R$ 61,50 (PS Store Brasil)
Data de lançamento: 9 de abril de 2019
Controles: Dois Moves ou Dualshock 4
Idiomas: Inglês / Espanhol (se você alterar o idioma do seu PS4 para Espanhol latino)

Confira aqui alguns gameplays de ‘Falcon Age’ no canal PSVR Brasil

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Não espere até amanhã: demo de ‘Eden-Tomorrow’ já está disponível na PSN da Austrália!

A demo de ‘Eden-Tomorrow’ já está disponível para download na PS Store da Austrália. A demo deve chegar amanhã nas Américas e Europa, mas quem tem uma conta australiana já pode testar a demonstração em primeira mão. O jogo ainda não tem data de lançamento.

Baixe aqui a demo de ‘Eden-Tomorrow’

Desenvolvido exclusivamente para o Playstation VR pelo estúdio Soul Pix, ‘Eden-Tomorrow’ é uma aventura de ficção científica que se passa em um planeta desconhecido. Inicialmente, seu lançamento estava previsto para a “primvavera de 2018”, mas já sabemos que isso não aconteceu.

De acordo com a descrição do game na PS Store Austrália, o game traz um recurso interessante: terá suporte ao Navigation Controller. Ou seja, quando for lançado, será o segundo jogo com suporte ao Navigation, já que, até agora, apenas o ‘Dream Match Tennis VR’ permite o uso do periférico criado originalmente para o PS3.

Ainda segundo a descrição, você pode jogar usando o Dualshock 4; ou o Move + Navigation; ou ainda o Dualshock 4 + Move.

Vamos testar em breve no canal PSVR Brasil. Inscreva-se no canal e fique ligado!

Assista ao trailer de ‘Eden-Tomorrow’

Demo gratuita de ‘Tetris Effect’ já está disponível na PS Store do Brasil. Baixe aqui!

Foi disponibilizada hoje na PS Store do Brasil a demo gratuita do jogo ‘Tetris Effect’ (Enhance Games), que será lançado no próximo dia 9 de novembro. Se você quiser testar o jogo em primeira mão, corra: a demo tem prazo de validade, que expira no dia 5 deste mês!

Clique aqui para baixar a demo!

Exclusivo do Playstation 4, ‘Tetris Effect’ é uma releitura do puzzle mais famoso de todos os tempos. A demo e o game completo poderão ser jogados tanto no Playstation VR quanto no PS4, nas telas convencionais, com resolução de 4K e 60fps.

O jogo já está em pré-venda, com 10% de desconto (válido até o dia 8 de novembro). O valor na pré-venda é de R$ 129,15, e o valor cheio, R$ 143,50.

[review] Impecável e divertidíssimo, ‘Astro Bot: Rescue Mission’ vai além de qualquer crítica

Lançado em 2016 no jogo gratuito ‘The Playroom VR’, o jogo de plataforma ‘Robots Rescue’ foi um dos minigames que mais chamaram a atenção dos jogadores do Playstation VR. Durante um bom tempo, os fãs de realidade virtual pediram por um jogo mais completo dos robozinhos. ‘Astro Bot: Rescue Mission’ é a resposta da Sony e do Japan Studio a esse pedido. E não poderia ser melhor. Estamos diante de um dos melhores jogos do Playstation VR, marcando o aniversário de dois anos do headset da Sony. O jogo é exclusivo do PSVR e o review a seguir foi feito usando um Playstation 4 Pro.

Assista ao vídeo-review do canal PSVR Brasil:

HISTÓRIA

Com certeza, a história é o aspecto mais simples do game. Astro Bot e seus amigos robozinhos viviam numa boa até um alien gosmento aparecer e atacar a nave deles. Pra piorar, o vilão espalha as peças da nave em cinco planetas diferentes, junto com seus tripulantes. Caberá ao Astro Bot percorrer esses cinco mundos para resgatar seus amigos, recuperar as peças da nave e derrotar o vilão. Tudo isso com a sua ajuda. Vale salientar que o jogo está todo localizado para o português do Brasil, mas isso nem faria muita diferença, já que não há diálogos, os personagens se comunicam apenas com gritinhos e os tutoriais vêm em forma de vídeo.

VISUAL

‘Astro Bot’ tem um visual de encher os olhos. Tudo nesse mundo em miniatura é muito nítido, com uma definição perfeita para o atual estágio dos headsets de realidade virtual. O Japan Studio fez um trabalho magnífico em termos gráficos, com level design criativo, cenários variados e interativos, inimigos tão carismáticos quanto o protagonista e uma riqueza de detalhes encantadora. Menção especial à iluminação das fases: seu próprio controle pode fazer sombra dentro do jogo. As fases que se passam dentro d’água também dão um show à parte.

IMERSÃO

Ainda há quem ache que jogos de realidade virtual precisam ser em primeira pessoa para serem imersivos. Esse é um grande engano e ‘Astro Bot’ é mais uma prova disso. Você se sente dentro do jogo da mesma maneira que nos jogos em primeira pessoa. O jogo usa uma câmera fixa – onde você é a câmera. Várias vezes será preciso olhar para os lados, para baixo, para cima ou mesmo para trás, para procurar os robozinhos perdidos, camaleões que liberam desafios extras ou mesmo o caminho a seguir. O tracking funciona bem e você poderá até se esgueirar para encontrar o melhor ângulo de visão.

Além disso, você não controla apenas o robozinho. Enquanto jogador, você também tem uma presença ativa dentro do jogo. Alguns inimigos vão tentar te atingir e você terá que desviar. Se não conseguir se esquivar, poderá ficar com a visão cheia de gosma – ou mesmo estilhaçada. Você também vai usar a cabeça para destruir estruturas, cabecear bolas inimigas, entre outras coisas. Em fases com água, seu headset pode até ficar molhado. Um dos momentos mais mágicos é quando aparece uma flor que permite que você assopre suas pétalas. Como eles fizeram isso? Eu não sei. Provavelmente capturando o áudio do microfone ou da Playstation Câmera (eu não estava usando microfone quando isso aconteceu). Aliás, o áudio 3D do jogo também tem papel fundamental na imersão. A trilha e os efeitos sonoros são impecáveis, pontuando cada fase e momento dramático de maneira diferente. Alguns efeitos sonoros também saem do controle – infelizmente, não há opção para desativar essa funcionalidade.

CONTROLES

Você joga usando o Dualshock 4 – não há suporte a outros controles. Os comandos do Astro Bot são bem simples: um botão para pular, outro para dar socos. Aperte o pulo duas vezes para ativar um jato para planar e segure o soco para dar um golpe giratório que pode atingir vários inimigos. Mas, em alguns momentos, o jogador terá alguns comandos extras, usando o touchpad do Dualshock 4. Ele servirá para atirar ganchos com cordas para o robozinho se equilibrar, jogar água ou até estrelinhas ninja. Cada uma dessas “ferramentas” acrescenta uma nova camada de imersão e interatividade no gameplay. Às vezes, será exigido um nível bom de coordenação para controlar o robozinho e utilizar a ferramenta do controle ao mesmo tempo.

GAMEPLAY

‘Astro Bot’ é um jogo de plataforma – o melhor jogo de plataforma que você poderia imaginar. Aliás, espere sempre pelo inesperado. Apesar de serem lineares e geralmente seguirem para frente, as fases escondem vários segredos pelos cantos, o que nos dá bastante liberdade de exploração. Os inimigos têm uma boa variedade e quase todos morrem com apenas um golpe. Mas não os subestime: você também morre com apenas um golpe. Por sorte, cada fase tem uma boa quantidade de check-points, evitando que você tenha que repetir o level inteiro se errar um pulo ou ser atingido por um inimigo.

O jogo traz um total de 20 fases, distribuídas em cinco mundos. A campanha é para apenas um jogador e dura cerca de 6 a 8 horas. Em cada fase, você deve procurar por oito robozinhos perdidos, que às vezes surgem em lugares que parecem impossíveis de alcançar. Mas existem camas elásticas e outros recursos, como destruir paredes, que podem te ajudar. Não é necessário encontrar todos para fechar a fase, mas você terá que achar uma quantidade mínima de robôs para enfrentar o chefe daquele mundo. Cada mundo tem um chefão e o aumentativo não é à toa: os chefões são gigantescos, imponentes, ocupando quase todo seu campo de visão. As lutas contra eles são o maior desafio do jogo, especialmente o quinto chefe e o boss final. Os chefes têm ataques variados e ficam cada vez mais “apelões” quando sofrem dano. Nessas lutas, você só pode morrer duas vezes. Se morrer a terceira, terá que recomeçar.

FATOR REPLAY

‘Astro Bot’ tem apenas um nível de dificuldade, que vai crescendo a cada fase que você passa. Terminar todos os níveis encontrando todos os robozinhos e sem morrer nenhuma vez já é um desafio. Mas cada fase também traz um camaleão escondido, que desbloqueia um desafio extra. Os desafios consistem em terminar uma variante daquela fase dentro do menor tempo possível. Nesses desafios, você vai encontrar perigos que nem imagina. Durante a jogatina, você também encontrará em cada fase uma grande quantidade de moedas, que servem para desbloquear colecionáveis. Cem moedas equivalem a um tíquete para usar na sua máquina de catar colecionáveis, que fica dentro da Astro Ship. Dentro da nave, você interage com os membros da tripulação que já foram resgatados e pode brincar em cenários que reproduzem os mundos do jogo. Isso tudo proporciona um valor de replay grande ao game, especialmente para os caçadores de troféus, já que o game tem platina.


VALE A PENA?

‘Astro Bot’ é o jogo de plataforma que mais me impressionou desde o ‘Super Mario Bros’ do Nintendinho. Para muitos da minha geração, ‘Mario’ foi uma novidade incrível diante dos jogos até então bastante limitados do Atari. É exatamente essa sensação que ‘Astro Bot’ vem resgatar, mas não apenas de forma nostálgica. ‘Astro Bot’ oferece algo novo e não cansa de te surpreender. E faz isso de uma maneira que só a realidade virtual pode fazer. ‘Astro Bot’ é o jogo mais divertido do Playstation VR, com credenciais suficientes para encabeçar a lista de melhores jogos do PSVR até agora. Simplesmente, ele vai além de qualquer nota que eu possa dar. Nota: 11/10 [Imperdível].


Confira o gameplay dos dois primeiros mundos:

FICHA TÉCNICA
Título: ‘Astro Bot: Rescue Mission’
Gênero: Plataforma
Estúdio: Japan Studio/Sony
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Preço: R$ 149,90 (PS Store BR)
Idioma: Português
Controles suportados: apenas Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito no PS4 Pro, com mídia digital gentilmente cedida pela Sony]

Inscreva-se no canal PSVR Brasil e concorra a uma mídia digital de ‘Firewall Zero Hour’

O canal PSVR Brasil no YouTube atingiu a marca de 300 inscritos e, para comemorar, estamos realizando o sorteio de uma mídia digital do FPS tático ‘Firewall Zero Hour’, do estúdio First Contact Entertainment (a chave foi gentilmente cedida pela Sony do Brasil). Para anunciar o sorteio, fiz hoje uma live no canal com os membros do grupo Firewall Brasil no Whatsapp [o vídeo está logo abaixo].

Para participar do sorteio, basta cumprir um ou mais passos descritos na página da promoção. Quanto mais inscrições fizer, mais chances você tem de ganhar. O sorteio será realizado na próxima terça-feira, 11 de setembro de 2018. Para utilizar o prêmio, basta ter uma conta na Playstation Store do Brasil.

Clique aqui e participe do sorteio!

Muito obrigado a todos que se inscreveram no canal até agora! O apoio de vocês é fundamental para mantermos esse trabalho. Agora que adquiri uma internet de boa qualidade, teremos streamings diários no canal!

Assista à live de ‘Firewall Zero Hour’ – Especial dos 300 inscritos

[review] Terror espacial ‘The Persistence’ é o melhor jogo lançado para o PSVR neste ano

Desde que ‘Resident Evil 7: Biohazard’ foi lançado para o Playstation VR – e isso já tem mais de um ano – os amantes de first-person survivals (jogo de sobrevivência em primeira pessoa) vinham esperando um jogo com a mesma qualidade. Criado pelo estúdio britânico Firesprite (que já deixou sua marca em games como ‘The Playroom VR’ e na série ‘WipEout’), ‘The Persistence’ tem tudo para agradar os fãs do gênero – ou mesmo quem quer se aventurar nesse estilo de jogo pela primeira vez. Indo direto no ponto, ‘The Persistence’ é o melhor jogo lançado para o PSVR neste ano.

O jogo se passa no longínquo ano de 2521, dentro de uma nave chamada “Persistence”, que foi puxada por um buraco negro e encontra-se severamente danificada. Na pele da oficial de segurança Zimri Eder, seu trabalho será consertar a nave para tentar retornar à Terra, enquanto enfrenta vários tipos de aberrações. Ela é a única sobrevivente da nave e terá que contar com suas habilidades militares para sobreviver em um ambiente aterrorizante que lembra os excelentes ‘Dead Space’ e ‘Dead Space 2’, do Playstation 3.

O terror espacial ‘The Persistence’ é um first-person survival, mas não apenas isso. É também o primeiro jogo estilo “roguelike” do PSVR. E o que isso significa? Nesse tipo de jogo, originário dos RPGs, cada vez que morre, você tem que começar do início e o mapa se altera – o que inclui a disposição dos itens, inimigos, armas e suprimentos que você vai encontrar pelo caminho.

Sabe aquele negócio de decorar caminhos, aprender exatamente onde está a arma que você procura ou estar preparado para aquele “jump scare” que acontece sempre no mesmo lugar? Isso não existe em ‘The Persistence’. É tudo aleatório – ou procedural, como os estúdios preferem dizer. Isso confere um frescor adicional ao game a cada vez que você inicia a jogatina, além, é claro, de uma dose extra de tensão.

Cada vez que você morre, você recomeça do início e perde todas as armas que conquistou até ali. Mas não perde tudo. Todas as células-troco (SC) que você coletou, além de chips fabricação (fab-chips), fichas de érebo e diagramas permanecem no seu inventário, assim como todos os upgrades que você fizer. Morrer, ao final das contas, não significa perder tudo. Você estará mais forte – e mais experiente – da próxima vez que enfrentar aquele inimigo que te matou.

O fato de ter que recomeçar quase do zero acrescenta um clima de tensão especial a um jogo que já é tenso – repleto de cenários escuros, barulhos que você não sabe de onde vêm e inimigos dos mais bizarros. Entre eles, merecem menção especial um gigante que pode te matar com apenas um único golpe, uma magricela que chora feito criança e um sujeito eletrificado que anda lentamente, mas parece ser imortal.

O game tem cinco objetivos principais. Se cumprir um objetivo, ele servirá de check-point. Ao morrer, você retorna para o último check-point. Um alívio para quem pensou que teria que terminar toda a campanha em uma única vida. Segundo os desenvolvedores, a campanha dura em torno de 8 horas, mas você vai passar disso tranquilamente. Eu, por exemplo, terminei em quase 15 horas, fazendo quase todos os upgrades possíveis.

Você joga usando o Dualshock 4. Não há suporte à Aim Controller nem aos PS Moves – os desenvolvedores descartaram totalmente o uso da Aim, mas avaliam implementar os Moves em um patch futuro. Mas, pelas características do jogo, posso dizer que o estúdio fez uma excelente escolha ao usar o DS4. Os controles funcionam perfeitamente, são bem responsivos e estão bem mapeados. Jogar com os atuais Moves, sem direcionais, me parece uma tarefa difícil demais pelo tipo de jogo que ‘The Persistence’ é.

A movimentação é livre, sem opção de teleporte. Na verdade, o jogo tem teleporte, mas é uma mecânica complementar da locomoção livre. Cada vez que você teleporta, gasta um pouco da sua barra de “matéria escura”. Jogar o game inteiro apenas com o teleporte parece para mim quase impossível, porque você também usa a matéria escura no supersentido – visão especial que mostra a localização dos inimigos mesmo através de paredes. Para ajudar a ver os inimigos nos cenários mais escuros, você pode acionar uma lanterna – que felizmente tem bateria infinita.

Para quem sente enjoo de movimento, o jogo tem várias opções para amenizar o problema. A locomoção é lenta e não há botão para correr, você pode colocar o giro em graus e adicionar um blinder (vinheta escura) para reduzir seu campo de visão.

Assista ao video-review de ‘The Persistence’

GAMEPLAY

A jogabilidade sofreu várias alterações em relação à demo lançada no ano passado. O escudo foi aprimorado, mas é importante você usar suas habilidades de “stealth” para surpreender os inimigos e não morrer à toa – principalmente no início. Você pode, por exemplo, se esgueirar entre dutos de ventilação para chegar nas costas do zumbi e atacá-lo com sua coletora de células-tronco.

A coletora é a sua principal arma do jogo. Você pode usá-la como uma arma corpo-a-corpo, mas ela é melhor aproveitada quando você ataca os inimigos por trás, enfia um gancho neles como se fosse um “taser” e coleta suas células-tronco – recurso indispensável para fazer upgrades.

Espalhadas pelas quatro plataformas da nave, você vai encontrar máquinas que fabricam armas. A moeda lá são os fab-chips, itens azuis que você junta por todos os cantos da nave. Cada máquina fabrica um tipo específico de arma – e são quatro máquinas ao todo: armas de corpo a corpo, armas de fogo, granadas e armas experimentais. As armas vêm com poucas balas e depois que você usa a máquina é preciso esperar um tempo para poder utilizá-la novamente.

Os variados tipos de armas possibilitam diferentes tipos de abordagem, permitindo que você molde seu próprio estilo de jogo. O arsenal inclui desde armas mais tradicionais, como pistolas e revólver às divertidas armas experimentais, que incluem uma espécie de gancho antigravitacional, um soro que te deixa furioso e invencível por alguns segundos e uma serra giratória que mata os inimigos instantaneamente. Outro recurso bem divertido é o soro de Hera, uma arma corpo a corpo que torna qualquer inimigo seu aliado, com um singelo coraçãozinho na cabeça. Mas não tente usar em mais de um inimigo ao mesmo tempo – inexplicavelmente, seus aliados brigam entre si.

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Aberrações como esta estão à sua espreita em ‘The Persistence’

UPGRADES

O jogo tem uma gama tão vasta de upgrades que é até difícil falar de todos. Você pode aprimorar todas as 17 armas, trajes, teleporte, matéria escura e até mesmo os seus clones. Então, para não confundir, vamos por partes.

Na sala principal do jogo (para onde você retorna após morrer), você pode fazer upgrades no seu clone – cada vez que você morre, um novo clone é impresso e os upgrades se mantêm. As melhorias no clone são quatro: silêncio (para se movimentar silenciosamente), dano corpo a corpo, matéria-escura (que você usa no supersentido e no teleporte) e vida (para aumentar sua vida máxima). Esses upgrades são feitos com as células-tronco que você coleta.

Durante o jogo, você coleta diagramas que caem (“dropam”) dos inimigos e que podem ser de quatro tipos: comuns (verdes), incomuns (azuis), raros (roxos) e épicos (amarelos). Cada diagrama é usado em uma máquina da sala principal do jogo para aprimorar um aspecto específico da sua personagem – traje (que dão vantagens variadas), teletransportador, coletora de células-tronco, campo de força e supersentido. Para fazer esses aprimoramentos você gasta fab-chips.

As armas também podem sofrer upgrades, que aumentam a quantidade de balas ou a duração dos seus efeitos. Esses upgrades gastam fichas de érebo (item amarelo). Você faz esses upgrades nas próprias máquinas que encontra pelo caminho. Aprimorar uma arma também aumenta o custo dela.

Assista ao vídeo ‘The Persistence’ – A Primeira Meia Hora

REPLAY SEM FIM

Uma reclamação constante – e até justa – dos jogadores de Playstation VR é que há uma grande quantidade de jogos de pouca duração e, às vezes, nenhum valor de replay. ‘The Persistence’ vai no caminho oposto e traz um valor de replay formidável, pelas suas próprias características de “roguelike”. O jogo envolve uma quantidade bem dosada de “grinding” (quando você precisa coletar itens e fazer upgrades para evoluir seu personagem e enfrentar inimigos mais difíceis).

Não há opção de alterar a dificuldade do jogo e a campanha principal tem um bom nível de desafio, especialmente na parte final de cada plataforma. Além dos cinco objetivos principais, tem algumas ações opcionais que você fazer para aprimorar seu personagem, como coletar caixotes de suprimentos (enfrentando uma série de inimigos para obter o prêmio) ou reunir objetos de membros da tripulação. Para se orientar, você pode usar um mapa que você leva consigo e marcar o seu destino.

Complementando o valor de replay, o estúdio Firesprite criou um aplicativo gratuito para smartphones (procure por “The Persistence”) em que até quatro amigos podem acompanhar o jogador de headset, ajudando-o ou atrapalhando-o. Os amigos podem, por exemplo, abrir ou fechar portas, congelar ou incitar inimigos, acender ou apagar as luzes, entre outras coisas. Em algumas situações, podem até decidir se o jogador vai encontrar bons ou maus itens na sala em que entrar. É uma experiência cooperativa (ou competitiva) única no Playstation VR – e talvez até no mundo dos games!

Após zerar o jogo, você destrava o modo survival. Não custa dizer, também, que o game tem três finais possíveis. Por fim, para os caçadores de troféu, o jogo é um belo desafio em busca de uma platina.

Visualmente, é um jogo muito bem definido, com cenários e modelos de inimigos impecáveis, resultando em um nível de imersão incrível. O áudio contribui para criar esse clima de terror, onde placas desabam do teto para te dar aquele susto onde você menos espera. O áudio do jogo está todo em inglês, com suporte a legendas em português do Brasil.

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Este é um exemplo de tela do app gratuito de ‘The Persistence’. Por ele, seus amigos podem jogar com você! 

VEREDITO

‘The Persistence’ é uma das melhores experiências disponíveis atualmente no Playstation VR. Você pode incluí-lo facilmente em qualquer top 10 do PSVR. É um legítimo representante do survival horror espacial e vale cada centavo que você pagar por ele. Estamos diante do melhor jogo lançado este ano para o headset do PS4. Nota: 10/10 [Excelente].


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘The Persistence’
Gênero: First-person survival
Estúdio: Firesprite (https://firesprite.com)
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Lançamento: 24 de julho de 2018
Preço: R$ 91,90 (PS Store Brasil) | US$ 29,99 (PS Store EUA)
Controle suportado: Dualshock 4
Idioma: Inglês (áudio) e português (legendas e interface)
Jogadores: 1 (offline) | 2-5 (com o aplicativo para celulares ‘The Persistence’)
Espaço em disco: 2,24 GB

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio Firesprite]

 

Sony divulga data de lançamento de ‘Astro Bot – Rescue Mission’ e novas informações do jogo

A Sony/Playstation postou hoje em seu canal oficial no YouTube um novo trailer de ‘Astro Bot – Rescue Mission’ e finalmente divulgou a informação que todos nós estávamos esperando: a data de lançamento! O jogo chega com exclusividade ao Playstation VR no dia 2 de outubro deste ano. Aparentemente, há uma pequena diferença de datas de lançamento, pois a Playstation Europa está divulgando o dia 3 de outubro.

‘Astro Bot’ é uma “versão estendida” de um jogo que fez muito sucesso no ‘The Playroom VR’. Agora, os jogadores terão uma campanha de cerca de 8 horas de duração, para resgatar os robozinhos de RV. O game é um legítimo jogo de plataforma, no melhor estilo ‘Super Mario’.

Assim como o ‘The Playroom VR’, o jogo foi desenvolvido pelo Japan Studio, que traz no currículo obras-primas como ‘Shadow of the Colossus’ e ‘The Last Guardian’, entre outros. “A aventura se estende por 26 fases que levam o gênero de plataforma a novos patamares com jogabilidade de 360 graus, chefes enormes, controles precisos e uma boa dose de desafio e humor!”, diz o diretor criativo Nicolas Doucet, em artigo publicado hoje no PS Blog.

‘Astro Bot – Rescue Mission’ vai estar disponível tanto em mídia digital quanto física. O preço é de R$ 149,90 (PS Store Brasil) ou US$ 39,99 (PS Store EUA). A pré-venda do game já começa hoje na PS Store. Quem comprar na pré-venda vai receber 4 avatars de Astro Bot, um tema dinâmico do jogo e a trilha sonora completa, em versão digital.

Assista ao novo trailer de ‘Astro Bot – Rescue Mission’

Estúdio japonês faz primeira live de ‘Firewall Zero Hour’ e mostra 23 minutos do jogo

O Japan Studio – primeiro estúdio de games da Sony – realizou hoje, em seu canal no YouTube, a primeira live do aguardadíssimo FPS tático ‘Firewall Zero Hour’. Em um talk-show todo em japonês com mais de duas horas de duração, a equipe do estúdio destacou também os games ‘Animal Force’ e ‘Stifled’. A parte dedicada à ‘Firewall’ ficou para o final e dura apenas 23 minutos. Mas é o suficiente para conferir uma partida inteira do game, além de outros detalhes.

O áudio está todo em japonês – inclusive do próprio jogo –, mas você pode ativar as legendas automáticas do YouTube para tentar entender. O trecho dedicado a ‘Firewall’ começa em 1h24min55s de vídeo [assista aqui]

Neste trecho, os apresentadores do talk-show comentam sobre os personagens (são 12 ao todo) e as opções de customização de armas. A jogatina mesmo começa em 1h38min40. ‘Firewall Zero Hour’ será lançado no dia 28 de agosto, com exclusividade para o Playstation VR. O game terá suporte à Aim Controller, mas também poderá ser jogado com o Dualshock 4.

Saiba mais sobre ‘Firewall Zero Hour’

Assista ao trailer do jogo

 

[review] Shooter chinês ‘The Walker’ exorciza demônios com tiros e espadadas

Esqueça aquela imagem do padre exorcista combatendo o demônio com o uso de crucifixo, água benta e muita oração. Em ‘The Walker’, o personagem principal (no caso, você) exorciza os demônios na base da bala e golpes de espada. O jogo, desenvolvido pelo estúdio Haymaker e publicado pela Winking Entertainment, faz parte do China Hero Project, ação da Sony que visa apoiar e localizar para o Ocidente uma série de jogos daquele país.

No game, que se passa na Xangai atual, você descobre ser o último herdeiro de uma longa linhagem de exorcistas que remonta à Dinastia Song (960 a 1279 d.C.). Você é convocado por um sujeito de capuz a expurgar o mal que está atacando a cidade, armado com um revólver, uma espada e dois talismãs mágicos.

Esse é o enredo básico de ‘The Walker’, que é tão divertido quanto um wave-shooter consegue ser. O jogo chama a atenção pelos gráficos bem realistas e pela atmosfera de tensão constante – alguns trechos podem ser bem assustadores. O fato de estar legendado em português de Portugal também é um ponto a ser levado em consideração pelos jogadores brasileiros. Há outras opções de idiomas, dependendo do idioma em que seu console está configurado, mas o áudio é sempre em chinês.

O ponto negativo é que ‘The Walker’ é um shooter em que você não anda, o que não deixa de ser irônico, considerando o nome do jogo. Não há nenhum tipo de movimentação dentro do game, mas você pode se movimentar fisicamente, andando um pouco para os lados para desviar de projéteis inimigos ou para frente para atacar com a espada, por exemplo. Você também pode se esquivar ou se abaixar, usando o tracking do headset. É uma mecânica que lembra outros shooters estáticos, como ‘SuperHot VR’ e ‘Blasters of the Universe’.

Confira abaixo como é o gameplay do jogo, no vídeo do canal PSVR Brasil

GAMEPLAY

‘The Walker’ possui um total de cinco fases, além de um breve tutorial e uma introdução. Em cada fase, seu objetivo será matar as ondas (“vagas”, no português de Portugal) de inimigos que vão aparecendo. Apesar de virem em grande quantidade, eles são de apenas três tipos: um magrelo rastejante que anda pelas paredes e parece o Gollum de ‘O Senhor dos Anéis’; um cavaleiro de espada e escudo que parece ter saído de ‘Dark Souls’; e um arqueiro, que parece com o cavaleiro, mas que fica te atirando flechas de longe.

Os inimigos, principalmente os “Golluns”, andam bem lentamente, sendo alvos fáceis para os seus tiros. Mas, se atingidos no corpo, eles aceleram e podem ficar mais agressivos. O cavaleiro usa um elmo que precisa se arrancado à bala para que você consiga um “headshot”. Os tiros na cabeça, aliás, são importantes para você conseguir a maior pontuação ao final de cada fase. A cada tiro acertado, aparece a pontuação na tela referente àquele disparo.

Se os inimigos são meio lerdos, seu arsenal também é limitado. Você começa apenas com um revólver, uma espada e dois talismãs (um de gelo e outro de choque). O revólver tem apenas seis balas no cartucho e só recarrega após você disparar a última bala. Faz falta aí um botão de recarregar para deixar o combate mais estratégico. A munição, por outro lado, é infinita.

Na mão direita, você aperta o botão Move para trocar para a espada – que é usada mais nos momentos de aperto, quando os inimigos se aproximam o suficiente. Com ela, você pode bloquear os ataques inimigos e até mesmo os projéteis. Na mão esquerda, você aciona os dois talismãs – gelo e choque. Você pega um deles e passa na arma que quer utilizar, aumentando o dano dos disparos ou golpes. No revólver, o talismã dura apenas dois disparos. Na espada, a duração parece ser por tempo.

Os inimigos vêm de todas as direções e você usa dois botões do PS Move para girar para os lados. A rotação é em 45° e não há qualquer opção para deixar giro livre ou diminuir o ângulo do giro. Aliás, o jogo não te dá nenhuma opção de nada. Nem existe menu. O mais próximo disso é a casa do protagonista, que funciona como um lobby onde você pode selecionar fases, verificar seu desempenho ou repetir fases anteriores. É possível jogar também com o Dualshock 4 também, mas não recomendo. Fiz apenas um teste e me pareceu muito truncado – como ocorre, invariavelmente, em quase todos os jogos desse tipo.

Durante o jogo, você enfrenta dois bosses que dão um pouco mais de variedade à jogatina. A primeira é a Mulher-Corvo, cuja aparência é bem bizarra e me lembra os monstros mais esquisitos de ‘Bayonetta’ e ‘Dante’s Inferno’. O combate contra ela é bem próximo e dinâmico – é o momento em que mais usei a espada. O boss final é um demônio grandalhão que fica jogando coisas na sua direção e você precisa se esquivar.

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QUESTÕES TÉCNICAS

Visualmente, ‘The Walker’ é um jogo muito bem trabalhado, bem nítido e sem grandes serrilhados ou borrados. O design das fases é interessante, com cenários variando entre ruas desertas, becos escuros e uma estação de metrô. Além dos monstros, há alguns humanos circulando por esses locais – mas eles parecem estar em um estado letárgico e não mostram muita reação ao que está acontecendo. Soa meio esquisito.

O áudio, em geral, funciona bem. Mas parece que faltou acrescentar som a alguns trechos, como quando uma mulher é atacada por um demônio e você não ouve um grito sequer. O primeiro boss, a tal Mulher-Corvo, também é meio muda. Acho que faltaram alguns efeitos sonoros para deixá-la mais assustadora.

VALE O REPLAY?

Contando do tutorial à última fase, ‘The Walker’ dura em torno de uma hora. Durante meu gameplay, só morri uma vez, no boss final (isso porque fiquei com preguiça de me levantar para esquivar dos trambolhos que ele atira). Depois de zerar, você libera a dificuldade 2 do jogo e um Modo Desafio (na televisão). Ah, depois de finalizar o jogo, cuidado para não selecionar a opção de voltar para o “capítulo 1” (na armadura) – ou você terá que fazer tudo de novo!

Na dificuldade 2 (assinalada por um ícone que parece um “A”), você terá à disposição uma submetralhadora com 25 balas no cartulho e uma espada gigante. Se suas armas são melhores, os inimigos também ficam mais fortes. E é aí que o jogo fica mais interessante. Os demônios ficam um pouco mais rápidos e são necessárias mais balas para matá-los.

Creio que ‘The Walker’ sofra do mesmo problema que outro shooter: ‘Mortal Blitz’. Ambos começam fáceis demais, têm poucas fases, e não há opção para aumentar a dificuldade logo de cara. No final das contas, parece uma maneira de aumentar a vida útil do jogo. Mas pelo menos em ‘The Walker’ você tem novas armas à disposição, o que confere mais variedade. Para os caçadores de troféus, fica avisado que o jogo possui 18 troféus (sendo 16 de bronze e 2 de prata), mas não possui platina.

Finalizo com o relato de um bug que ocorreu comigo: o “bug da tela preta”. Na primeira vez em que joguei, estava na quarta fase quando o jogo apresentou um erro e fechou inesperadamente. Quando tentei voltar, ele não passava de uma tela preta. Tentei recriar o banco de dados do PS4, não funcionou. Excluí o jogo e reinstalei, mas também não funcionou. Daí, iniciei o jogo usando outra conta e… não é que ele funcionou normalmente? Consegui ir até o final da dificuldade 1 e jogar a primeira fase na dificuldade 2. Porém, quando fui retomar o jogo, no dia seguinte, o “bug da tela preta” havia voltado. Daí desisti.

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VEREDITO

‘The Walker’ acerta no visual, na ambientação e em algumas mecânicas de gameplay, com o combate que utiliza armas de fogo e espada. Mas a ausência de qualquer locomoção dentro do jogo deixa as coisas menos dinâmicas. É muito triste ficar parado em um jogo que se chama ‘The Walker’. O preço de lançamento cobrado por ele parece ser um pouco excessivo em troca do conteúdo oferecido. NOTA: 7/10 [Bom]


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘The Walker’
Estúdio: Haymaker/Winking Entertainment (https://www.winkingworks.com/publishing/games/TheWalker_en.html)
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Data de lançamento: 3 de julho de 2018
Preço: R$ 71,50 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store US)
Controles utilizados: Dois PS Moves (recomendado) ou Dualshock 4
Idioma: legendas em português de Portugal (entre outros) e áudio em chinês
Jogadores: 1 (sem modo online)
Espaço em disco: 3,3 GB

[Este review foi feito no PS4 Pro, com mídia digital cedida pela Winking Entertainment]

Dez coisas que você precisa saber sobre o aguardadíssimo ‘The Persistence’

O FPS futurista ‘The Persistence’, da Firesprite Studios, é um dos games mais aguardados do momento no Playstation VR, desde que pudemos experimentar um pequeno trecho dele no Demo Disc 2 do PSVR, em novembro do ano passado. Exclusivo para o Playstation VR, o título será lançado no próximo dia 24 de julho e já está em pré-venda na loja online dos EUA, por US$ 29,99.

No jogo, você está preso em uma nave onde membros da tripulação sofreram mutações, transformando-se em aberrações de todos os tipos. O game é um “rogue-like”, o que significa que, cada vez que você morre, as instalações da nave mudam, assim como a localização dos itens e armas que você vai encontrar. A tensão do game é constante e o medo de perder tudo o que se conquistou, também.

[Ainda não jogou? Experimente a demo no Demo Disc 2 do PSVR na PS Store Brasil]

[Se preferir, baixe apenas a demo do jogo na PS Store dos Estados Unidos]

Na última quarta-feira, 27, os desenvolvedores do game responderam uma série de dúvidas dos jogadores durante uma sessão de perguntas e respostas no Reddit. Participaram da “entrevista coletiva” o diretor do game, Stu Tilley, ao lado de Rob Sutton (artista principal), Alex Barnes (designer) e Tom Vernon (programador principal). Vale lembrar que alguns desses desenvolvedores trabalharam em ‘WipEout Omega Collection’, que ganhou suporte ao Playstation VR, tornando-se imediatamente um dos principais títulos do headset de realidade virtual do PS4.

Separei os melhores trechos dessa entrevista e trago abaixo as principais respostas dos desenvolvedores, em uma tradução feita por mim, com auxílio do nosso amigo de toda hora Google Translate (Lá no final, coloquei uma versão em inglês do conteúdo).

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Dez coisas que você precisa saber sobre ‘The Persistence’

1. Quanto tempo dura o jogo? Haverá opções de alterar a dificuldade?
⇒ Um “detonado” completo para alguém que está acostumado com jogos de RV e FPS é de cerca de 8 horas. Não haverá opções de dificuldade – é para ser difícil mesmo! Se você fizer upgrades o suficiente, vai se sair bem. Cada vida pode te levar mais adiante em direção ao seu objetivo – mesmo se você coletar apenas uma pequena quantidade de “células-tronco” (“stem cells”), tudo isso acrescenta! Todos os seus upgrades se acumulam no jogo. Eles são muito “persistentes”.

2. Haverá suporte para os PS Moves?
⇒ Construímos o jogo tendo o Dualshock 4 em mente e achamos que esta será a melhor experiência. Ele não terá o suporte ao Move Controller no dia do lançamento, mas poderemos analisar isso nos planos futuros. Estamos ouvindo o feedback!

3. O jogo vai ter suporte à Aim Controller?
⇒ Não, sinto muito.

4. Quantos tipos de inimigos existem? Como serão os controles?
⇒ São oito tipos diferentes de inimigos e variações de todos eles ao longo do jogo. O tiro será controlado pela cabeça. Demora algum tempo para se acostumar, mas é ótimo quando você consegue dominá-lo. Tivemos bastante trabalho para tornar o jogo o mais confortável possível para um FPS.

5. É possível ajustar a velocidade de giro e a caminhada? As opções de conforto podem ser desativadas?
⇒ A velocidade de giro é ajustável, sim. A velocidade de caminhada pode ser melhorada com upgrades no jogo, mas não é uma opção no menu, pois está intrinsicamente ligada ao equilíbrio do jogo. Existem vários esquemas de controle predefinidos e todas as opções de conforto podem ser desativadas.

6. Quantas armas diferentes existem? As armas são modificáveis ou personalizáveis?
⇒ Há 17 armas, além da sua fiel coletora de “células-tronco” [a primeira arma que você usa no jogo]. Todas elas podem receber upgrades!

7. Quanto o jogo melhorou desde a versão demo?
⇒ Tudo foi melhorado desde a demo – gráficos mais nítidos, modelos melhorados, maior densidade de texturas. Fizemos alterações no renderizador de modo a melhorar o “anti-aliasing” e os reflexos! O jogo melhorou significativamente. Mais foco em combate corpo a corpo, mais armas, história desenvolvida, missões, mais inimigos! Trabalhamos muito para garantir que cada jogada seja a mais exclusiva possível. O PS4 Pro terá gráficos mais nítidos, melhores sombras e isso estará disponível a partir do primeiro dia do lançamento.

8. Haverá um aplicativo para recursos de segunda tela?
⇒ Sim, o aplicativo Solex! É um aplicativo independente que será gratuito em dispositivos móveis quando o jogo for lançado. O companion app servirá como recurso de jogo cooperativo para até quatro amigos!

9. O que você ganhará ao concluir 100% do jogo? Desbloqueáveis? Final alternativo?
⇒ Um brilhante troféu de platina! Se você completar a missão final, você também terá um final “secreto”. E há um modo de sobrevivência desbloqueável se você terminar a campanha. A platina não é super-difícil, é definitivamente factível.

10. Haverá um lançamento em disco físico?
⇒ Sim. O lançamento da mídia física será no dia 25 de julho.

Assista ao novo trailer de ‘The Persistence’

Ten things you must know about ‘The Persistence’

1. How long is full playthrough? Is there a difficulty setting?
⇒ A full playthrough for someone who is comfortable with VR and FPS games is about 8 hours. No difficulty setting – it’s meant to be tough! If you level up enough you’ll be fine. Every life can inch you forward towards your goal – even if you only collect a small amount of stem cells, it all adds up! All your upgrades stack across the game… They’re very “persistent”.

2. Is there going to be support for Move Controllers?
⇒ We built the game with Dualshock 4 in mind and we think this will be the best experience – it won’t have Move Controller support day 1, but we might look at this in future plans. We are listening to feedback!

3. Will it support the Aim controller?
⇒ No, sorry.

4. How many enemy types are there? What are the controls like?
⇒ Eight distinct types and variants on all of them, across the game. It is head-controlled shooting. It takes some getting used to but feels great when you nail it. We’ve done a load of work to make the game feel as comfortable as possible for an FPS.

5. Can you adjust turn and walk speed? Are all comfort options able to be turned off?
⇒ Adjustable turn speed – yes! Walk speed can be upgraded in game but isn’t an option in the menu as it’s heavily tied to the balance of the game. There are multiple preset control schemes and all comfort options can be turned off.

6. How many different weapons are there? Are the weapons moddable/customizable?
⇒ There’s 17 weapons plus your trusty stem cell harvester – each of them can be upgraded!

7. How much did the game improve since the demo disc?
⇒ Everything has been improved upon since the demo – crisper graphics, improved models, higher texel density. We made changes deep down to the renderer so better anti-aliasing and reflections! The game has improved significantly since the demo. More focus on melee combat, more weapons, developed story, missions, more enemies! We’ve worked really hard to make sure each playthrough is as unique as possible. PS4 Pro is crisper graphics, better shadows and this will be in from day 1.

8. Will there be an app for second screen features?
⇒ Yes. The Solex app! It’s a standalone app which is free on mobile devices when the game launches. The companion app serves as coop gameplay for up to four friends!

9. What do you get for a 100% completion? Unlockables? Alternate ending?
⇒ A shiny platinum trophy! If you nail the final mission you get a “secret” ending as well. And there’s an unlockable survival mode if you finish the campaign. Platinum isn’t super hard, definitely doable.

10. Will there be a physical release?
⇒ Yep – physical release on 25th July.

 

‘Firewall Zero Hour’ ganha data de lançamento e entra em pré-venda

O estúdio First Contact Entertainment confirmou hoje a data de lançamento do FPS tático ‘Firewall Zero Hour’, que pretende ser uma espécie de ‘Rainbow Six Siege’ em realidade virtual. O lançamento oficial será no dia 28 de agosto deste ano, ou seja, daqui a exatos dois meses! O jogo entrou hoje em pré-venda na PS Store, custando R$ 149,90 na loja online do Brasil e US$ 39,99 na americana. O título é exclusivo do Playstation VR.

Focado exclusivamente no multiplayer competitivo, ‘Firewall Zero Hour’ trará disputas de quatro contra quatro, em um gameplay que exige bastante cooperação e estratégia entre os integrantes de cada grupo. Marcando a divulgação da data de lançamento, o estúdio lançou um novo trailer de gameplay, que você confere ao final deste post. Os gráficos estão incríveis e a jogabilidade também parece muito boa.

Porém, um detalhe negativo que chama a atenção no trailer é a movimentação lenta da caminhada. Em se tratando de um shooter tático, isso é até compreensível, mas a escolha deve ter se dado para tentar diminuir o enjoo de movimento. O game tem movimentação livre e pode ser jogado tanto com a Aim Controller quanto com o Dualshock 4.

PACOTE DE PRÉ-VENDA

O game entrou em pré-venda com um pacote especial contendo vários itens bônus exclusivos, incluindo um acesso antecipado à personagem ‘Texas’, também conhecida por Sarah Wells. Texas tem a habilidade única que a permite tomar menos dano de balas. Quem comprar em pré-venda também receberá quatro avatars.

Os itens incluídos no ‘Zero Hour pack’ são:
Character Camo Exclusivo
Trinket Exclusivo
Weapon Camo Exclusivo
Face Paint Camo Exclusivo
Velcro Patch Exclusivo
Pacote Extra de Cryptos
Double XP por 24 Hours
‘Texas’ Contractor Destravado

Assista ao trailer de ‘Firewall Zero Hour’

Estúdio lança novo trailer de ‘The Persistence’ – e está incrível! Assista

Faltando pouco mais de um mês para o lançamento, a Sony acaba de divulgar um novo trailer do terror espacial ‘The Persistence’, do estúdio Firesprite. E está incrível! O vídeo traz novos elementos de gameplay e novos inimigos, que não vimos na demo, lançada no ano passado e disponível na PS Store dos Estados Unidos. O título é exclusivo do Playstation VR.

O game se passa em uma nave espacial e lembra títulos como ‘Dead Space’ e ‘Alien’, mas faz parte do gênero “rogue-like”: ou seja, cada vez que você morre, as instalações da nave mudam, assim como os a localização dos itens e armas que você vai encontrar. Você joga usando o Dualshock 4.

Ainda não testou? Então confira por você mesmo. A demo de ‘The Persistence’ está disponível no Demo Disc 2 do PSVR e na PS Store dos EUA.

[Clique aqui para baixar a demo de ‘The Persistence’]

O lançamento está previsto para o dia 24 de julho deste ano. O jogo já está em pré-venda (na loja online dos EUA), por US$ 29,99.

Assista ao novo trailer de ‘The Persistence’

[review] Embarque no navio de ‘One Piece: Grand Cruise’

Criado em 1997, o mangá ‘One Piece’ virou um anime de sucesso dois anos depois, com episódios lançados todos os anos, até os dias de hoje. Ganhou também várias adaptações para os video games, incluindo quase todos os consoles da família Playstation, inclusive o PS1. Agora, pela primeira vez, chega ao Playstation VR, com ‘One Piece: Grand Cruise’, um game exclusivo do PSVR desenvolvido pela Bandai Namco. O jogo traz uma espécie de tour pelo navio de Monkey D. Luffy e sua trupe de piratas nada convencionais, chamados de Piratas do Chapéu de Palha.

No jogo, você é um marujo novato no navio de Luffy, cujo objetivo na vida é se tornar o rei dos piratas. Para isso, ele precisa encontrar o maior tesouro do mundo, o tal “one piece” do título. Totalmente falado em japonês, o jogo-experiência traz legendas em português do Brasil, o que permite a compreensão por parte dos brasileiros. É como você estivesse dentro de um dos episódios da série, mas o jogo não tem propriamente uma história. Você vai sendo apresentado aos personagens do anime, enquanto conhece algumas dependências do navio. O caracol Transponder Snail será seu guia dentro do navio Thousand Sunny.

O jogo é dividido em “cenas” e você é carregado de uma pra outra em um roteiro pré-definido. Não há muito espaço para interação e você fica o tempo todo parado. A exploração dos ambientes do navio é limitada ao que o jogo permite. Mas você pode interagir com alguns objetos e personagens usando os olhos. E não é só pra ver. Alguns objetos podem ser marcados com um círculo e se você mantiver os olhos neles por algum tempo, algo acontece. Se você ficar olhando para a Robin, por exemplo, ela dá uma risadinha, como se estivesse flertando com você.

Aliás, as duas personagens femininas são usadas como iscas pra atrair a ala masculina para o game. Em uma das cenas, a ruiva Nami se aproxima tanto de você que é impossível não olhar pros peitões dela, magicamente acomodados em um biquíni mínimo. Este é apenas um aperitivo da malícia contida em ‘One Piece’, misturada com uma certa dose de ingenuidade, tão recorrente nos animes e mangás.

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CONTROLES

Você pode jogar o game usando o Dualshock 4 ou um PS Move (sim, só um mesmo). Mas a maior parte do tempo o controle não será usado para nada, pois, como já disse, alguns comandos são feitos com o tracking do headset. O controle será usado realmente nas partes em que você batalha contra a Marinha ou um polvo gigante, chamado de Kraken, em cenas que encerram os dois capítulos do jogo. Ambos os controles funcionam bem.

Na cena da batalha contra a Marinha, você utilizará um canhão para atirar em objetos e balas de canhão disparadas pelos navios adversários e vai acumulando pontos com cada acerto. No início, achei que tivesse que tentar afundar os navios inimigos, mas esta missão será dos integrantes mais experientes da tripulação, como o próprio Luffy. Mas, no combate com o Kraken, aí sim você vai atirar no polvo gigante. Em algumas cenas, você pode escolher o personagem que fará determinada ação. É aquela cena em que o personagem mostra todo o seu poder.

O aspecto visual é onde o game mais se sobressai. O jogo possui gráficos em cell-shade que reproduzem fielmente os desenhos do anime, só que agora tudo aparece em 3D, criando uma imersão fantástica no mundo de ‘One Piece’. Pena que seja tudo tão curto.

A experiência inteira dura em torno uma hora. No menu principal, é possível repetir as cenas que você já viu ou selecionar novas. Às vezes, é preciso voltar pra primeira cena para escolher um “caminho” diferente. Isso dá um pouco de variedade a mais ao jogo, mas acaba deixando o gameplay repetitivo. O jogo também tem troféus, mas não possui platina.

Em termos de enjoo de movimento, apesar de estar em um navio, ‘One Piece’ é totalmente livre de cinetose, a tal “motion sickness”. Isso porque você não se move, então não tem como enjoar.

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VEREDITO

‘One Piece: Grand Cruise’ segue a linha de muitas franquias conhecidas quando desembarcam no PSVR pela primeira vez: oferecem uma experiência curta, com mecânicas facilmente assimiláveis, que funciona como introdução ao universo da realidade virtual. Para quem é fã, é fantástico entrar efetivamente no mundo daquela série, anime ou desenho que você acompanha há tanto tempo. Mas, no final, acaba ficando aquele gostinho de “quero mais”. No entanto, o preço que está sendo cobrado é justo pelo conteúdo oferecido. Nota: 7,0/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘One Piece: Grand Cruise’
Gênero: Jogo-experiência
Estúdio: Bandai Namco (www.bandainamcoent.com)
Plataformas: Playstation VR (exclusivo)
Data de lançamento: 22 de maio de 2018
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 796 MB
Idioma: Japonês (áudio) / Português do Brasil (legenda e interface)
Controles suportados: 1 PS Move ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio Bandai Namco]

Assista ao trailer de ‘One Piece: Grand Cruise’

Estúdio traz vários detalhes do shooter tático ‘Firewall Zero Hour’

Anunciado na Playstation Experience (PSX) do ano passado, o FPS tático ‘Firewall Zero Hour’ é um dos shooters mais aguardados do Playstation VR. Ainda não há uma data de lançamento oficial, mas o estúdio First Contact Entertainment, responsável pelo game, divulgou hoje uma série de informações sobre o título, que utilizará a Aim Controller em uma espécie de ‘Rainbow Six’ em realidade virtual.

O estúdio publicou hoje no PS Blog um FAQ (“frequently asked questions”) com as “respostas às perguntas mais frequentes sobre os modos de jogo, características e mais do shooter tático para PSVR”. No artigo, o produtor criativo Damoun Shabestari diz que os desenvolvedores estão “trabalhando bastante no jogo para que possam curtir ainda este ano”.

Exclusivo do Playstation VR, o game terá um sistema de progressão que dará XP e uma moeda chamada de Crypto a cada partida que você jogar. Com a Crypto, será possível comprar novos acessórios, equipamento e armas, em um arsenal que inclui rifles de assalto, submetralhadoras, espingardas e pistolas. As opções de customização parecem bastante interessantes e o jogador terá 12 diferentes personagens (contatos) para escolher, cada um com uma habilidade especial. “Cada um pode ser customizado com uma habilidade adicional e upgrades cosméticos”.

Além disso, o estúdio destaca que o game não terá uma campanha single player, mas terá modos para um jogador que permitirão você aprender as mecânicas básicas do jogo. Além disso, o texto enfatiza que todas as partidas online serão 4 contra 4, em nove mapas divididos em três regiões do mundo: Rússia, Reino Unido e Oriente Médio.

Assista ao trailer de ‘Firewall Zero Hour’

Confira a seguir o texto na íntegra, assinado por Damoun Shabestari, produtor criativo da First Contact Entertainment.

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FAQ: A First Contact Fala Sobre Firewall Zero Hour

Respostas às perguntas mais frequentes sobre os modos de jogo, características e mais do shooter tático para PS VR.

Fãs de ‘Firewall Zero Hour’: estamos trabalhando bastante no jogo para que possam curtir ainda este ano. Teremos mais para mostrar antes do lançamento, mas por enquanto gostaríamos de responder algumas das perguntas que vimos vocês perguntarem nas mídias sociais e nos fóruns recentemente.

O que é Firewall Zero Hour?
‘Firewall Zero Hour’ é um jogo tático de tiro em VR com equipes de 4 vs 4, onde os jogadores devem usar o trabalho em equipe, estratégia e um arsenal de equipamento para adquirir ou proteger dados sensíveis.
Em ‘Firewall Zero Hour’, duas equipes de mercenários (Atacantes e Defensores) são contratadas por um contato anônimo, ou para adquirir ou para proteger dados num laptop em locais exóticos pelo mundo afora.
O contato anônimo de cada equipe age como seu “olho nos céus”, e os guia com objetivos e informações durante cada partida. Sua única preocupação é com os dados que estão pagando bem para encontrar ou proteger.

Quais são minhas as opções de personagem/arma/equipamento?
‘Firewall Zero Hour’ possui uma variedade de armas, entre Rifles de Assalto, Submetralhadoras (SMGs), Espingardas e Pistolas.
Também oferecemos vários itens para modificar suas armas, além de equipamentos que melhoram suas armas e escolhas iniciais, que podem ser destravados através da progressão do seu personagem.
Também temos 12 contatos diferentes para escolher, cada um com sua habilidade especial. Cada um pode ser customizado com uma habilidade adicional e upgrades cosméticos.

Como é o progresso? Recebo dinheiro ou experiência?
Cada vez que completar uma partida em ‘Firewall Zero Hour’, você receberá XP e nossa moeda de jogo, Crypto, como recompensa pelos seus feitos. XP destrava novas armas, acessórios e equipamento. Você pode adquirir os itens que já destravou usando seu Crypto. Quanto mais jogar, mais irá destravar, e comprar.

Preciso de internet ou de uma assinatura /PS Plus para jogar ‘Firewall Zero Hour’?
‘Firewall Zero Hour’ requer uma conexão com a internet. Uma assinatura PS Plus só é necessária para os modos Multiplayer Training e Multiplayer Contract.

Eu escolho algum time/lado?
Não há lados em ‘Firewall’. Você aceita contratos e trabalha para qualquer um que pague seu preço.

Quantos mapas o jogo terá no lançamento?
Nove mapas, em três regiões do mundo: Rússia, Reino unido e Oriente Médio.

Como o jogo se beneficia do PS VR?
‘Firewall Zero Hour’ foi criado do zero para o PSVR – trabalhamos duro para ter certeza que a experiência que os jogadores terão em VR será imersiva, cativante e bastante única.
Aqui estão alguns exemplos de como isto é visto no jogo:
Ambientes 3D detalhados.
Personagens realísticos com animações realistas.
Jogabilidade divertida com controles precisos e locomoção intuitiva.
Um poderoso elemento social na comunicação e interação, feitas mais efetivas via som 3D e o microfone embutido do PSVR.
Jogando com a PlayStation Aim Controller, você terá um grau extra de imersão quando for mirar com sua arma virtual.
Por último, a comunicação com sua equipe é crucial em ‘Firewall Zero Hour’ — e sua chave para criar estratégias, sobreviver e completar seu Contrato.

Há uma campanha para um jogador?
Não há nenhuma campanha tradicional para um jogador em ‘Firewall Zero Hour’. Nosso foco é garantir que o Contracts Mode (Multiplayer PVP competitivo) seja o mais balanceado e recompensador possível. Nossos modos Singleplayer e Multiplayer Training permitem receber XP, e treinar contra a máquina com todas as suas armas e equipamento, preparando para o Contracts Mode.

Quais os detalhes dos modos de Firewall Zero Hour?

Training Mode (Single Player PVE)
Teste e aprimore suas habilidades contra a máquina em 9 mapas. Receba XP para ajudá-lo no seu progresso multiplayer

Training Mode (Multiplayer PVE co-op)

Público: Junte-se a uma equipe de mercenários e enfrente um exército controlado pela máquina para receber XP
Privado: Crie uma partida fechada com 2 equipes de até 4 jogadores para completar objetivos (sem XP ou Crypto)

Contract Mode (PVP Multiplayer competitivo)
Público: Junte-se a uma equipe online de 4 jogadores ranqueados para completar objetivos, receber XP e Crypto
Privado: Crie uma partida privada com até 8 jogadores para completar objetivos (sem XP ou Crypto)

Ainda há muito mais por vir, e não vemos a hora de colocar nosso jogo nas mãos (e na cabeça) da comunidade PSVR!

[review] ‘CoolPaintr VR’ oferece um universo de possibilidades artísticas

Depois de refletir por um tempo, percebi que é impossível fazer um review de ‘CoolPaintr VR’ sem usar expressões como “liberte sua imaginação”, “deixe sua veia artística fluir”, “libere seu potencial” e outras coisas do tipo. “CoolPaintr”, do estúdio espanhol Wild Bit, é o primeiro aplicativo de desenho/pintura/escultura do Playstation VR. Sim, escultura também, porque você vai criar tudo em 3D. Interessou? Então vamos à análise.

Em primeiro lugar, é bom deixar claro: se você não sabe desenhar, não é este aplicativo, exclusivo do PSVR, que vai tornar você um Da Vinci. Mas ele te oferece uma grande quantidade de ferramentas que permitem você criar suas próprias obras. Ou seja, ele te dá a vara e a isca, mas não te ensina a pescar nem te dá o peixe.

O app reúne algumas opções de pincéis, cuja espessura você define com a pressão do dedo no gatilho do PS Move. Apesar de instintivo, esse movimento às vezes pode ser difícil de controlar. Seria muito bom se tivesse uma opção para “travar” a espessura do pincel.

Aliás, falando em controle, o aplicativo usa apenas um Playstation Move e também tem suporte ao Dualshock 4 (obviamente, não dá para usar a Aim Controller – acreditem, eu testei). Seria interessante se houvesse uma opção de usar dois PS Moves, que poderiam facilitar o acesso às ferramentas do jogo – que não são poucas. Em uma mão, poderia ficar o pincel e na outra, a paleta de cores – assim como faz um pintor da “vida real”. Aliás, o próprio “cartaz” do game vende uma ideia enganosa, ao mostrar uma modelo com o headset do PSVR fazendo arte com dois PS Moves.

A paleta de cores é bem diversificada e permite que você crie o tom de cor que quiser. No entanto, não é possível criar sua própria paleta de cores. Para reutilizar a mesma cor que selecionou, é preciso usar o conta-gotas.

Além dos tradicionais pincéis, ‘CoolPaintr VR’ traz ferramentas pra você criar formas pré-definidas, como esferas, cubos, cilindros e muitas outras formas poligonais. Pode também adicionar alguns efeitos animados, como flocos de neve, fogo e poeira. Enquanto alguns efeitos posicionam-se exatamente onde você os coloca, outros, como a poeira, preenchem o ambiente inteiro, criando um efeito 3D bem interessante.

O aplicativo também permite que você visualize grades para te ajudar a orientar seu desenho e fazer formas simétricas. Você também pode mover os desenhos e formas que criar, para onde quiser.

Falando em mover, o aplicativo permite que você exporte suas criações para o disco rígido ou dispositivo USB. O pen-drive também pode ser usado para você importar imagens para dentro do jogo e usá-las como referência em suas criações.

‘CoolPaintr’ tem a interface toda em português de Portugal, facilitando a vida dos brasileiros. Curiosamente, o app ocupa apenas 89 MB de espaço em disco. Sim, apenas oitenta e nove megas. O aplicativo não tem música, mas você pode ouvir sua própria playlist direto do USB ou do Spotify.

Graficamente, não há nada que deponha contra o aplicativo. Tudo é bem nítido e você consegue ver até as texturas das pinceladas, especialmente quando dá um zoom e consegue enxergar em detalhes as coisas que criou, bem de perto. Há também opções para você definir a cor de fundo da sua “tela” e deixar a experiência mais relaxante, entre outras coisas. Falando em tela, seria interessante ter uma opção de fazer obras em 2D, em um espaço mais limitado – como em uma tela mesmo.

CoolPaintr VR
Obra: “Bóris” | Crédito: Paula dos Anjos

VEREDITO

Para quem tem aptidões artísticas, ‘CoolPaintr VR’ é um prato cheio. É uma experiência divertida, intuitiva, imersiva e que pode ser também relaxante. Possui menus e funções simples, que são fáceis de aprender. Algumas adições, como a opção de “travar” a espessura do pincel, poderiam melhorar a experiência. Nota: 9,0/10.

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio Singular People. Um agradecimento especial à Paula dos Anjos, meu mozão que ajudou a fazer este review e desenhou a carinha do Bóris na foto acima]

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘CoolPaintr VR’
Gênero: Aplicativo
Estúdio: Singular People/WildBit Studios (www.wildbitstudios.com/games/coolpaintrvr)
Plataformas: Playstation VR (exclusivo)
Data de lançamento: 8 de maio de 2018
Preço: R$ 71,50 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 89MB
Idioma: português de Portugal
Controles suportados: 1 PS Move ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

Assista ao trailer de ‘CoolPaintr VR’

[review] ‘Statik’ te obriga a pensar dentro e fora da caixa

Vamos direto ao ponto: ‘Statik’, do estúdio sueco Tarsier, é um jogo fenomenal. Quase um ano após o seu lançamento, o game continua ostentando o posto de melhor puzzle disponível no Playstation VR. Mas o que faz esse título exclusivo do PSVR ser tão especial? Bom, se você já jogou a demo gratuita disponível no “demo disc 1” e na PS Store, deve ter uma ideia do que estou falando.

Aproveite: ‘Statik’ está em promoção esta semana, com até 60% de desconto

No jogo, se vê diante de uma engenhoca em forma de caixa que prende suas mãos e terá que descobrir sozinho os mecanismos que desativam o artefato. Cada puzzle é uma espécie de teste, acompanhado de perto por um cientista grisalho, chamado Dr. Ingen, que te passa (pouquíssimas) instruções.

Ao todo, são 10 puzzles, incluindo aí um puzzle intermediário que libera as próximas fases. Além disso, entre algumas fases, você passa por um teste psicológico em que, aparentemente, não há resposta errada.

Cada puzzle é único, totalmente diferente dos demais, e tem seus próprios mecanismos de desativação. Por várias vezes durante o gameplay, me vi diante de soluções que pareciam impossíveis. Apesar disso, consegui terminar o jogo em cerca de 4 horas. Mas é possível fazer em menos tempo, dependendo do seu nível de atenção, que precisa ser constante. Um detalhe pode ser vital.

Há uma aura de mistério que permeia todo o game, enfatizada especialmente pela estática (a “statik” do título) que te impede de ver o rosto do cientista que conduz os testes e o seu próprio rosto, no espelho. Mas não é só isso. Você não sabe quem é ou o que está fazendo ali. Só sabe que tem que participar dos testes.

Tem um fator que chega a ser engraçado e às vezes irritante, conferindo um pouco mais de tensão no jogo. De tempos em tempos, o cientista faz um barulho terrível ao “sorver” o seu café (ou seja lá o que tenha na sua caneca). É muita falta de consideração com quem está se concentrando para resolver um intrincado quebra-cabeças.

Para jogar o game, é necessário apenas um Dualshock 4, cujos botões vão simular os controles da caixa de detenção. Você vai usar todos os botões do controle e é bom conhecê-lo bem. Não há suporte aos PS Moves, muito menos à Aim Controller, obviamente.

A sensação de imersão no game é forte e você sente realmente que suas mãos estão presas no dispositivo. Você pode girar a caixa e observar cada um dos lados, para tentar decifrá-la e descobrir como desativá-la. Quer mais um pouco de imersão? Experimente prender ou atar seus pulsos enquanto joga. Será um estímulo a mais para conseguir decifrar o enigma rapidamente.

Há ainda um modo multiplayer local, no qual o segundo jogador utiliza um smartphone para passar instruções ao jogador que está com o headset. É bem interessante, pena que seja limitado a um único puzzle.

Graficamente, é um jogo bem bonito, com cenários, personagens e objetos bem construídos. O áudio também transmite na trilha sonora um certo desconforto, apesar das músicas soarem agradáveis. Os aparelhos dão pistas sonoras que ajudam a resolver os enigmas.

O jogo está todo em inglês, com legendas no mesmo idioma. Não há suporte ao português do Brasil, o que pode dificultar um pouco a compreensão da história, contada pelo próprio cientista e por gravações em uma secretária eletrônica.

REPLAY E FINAL ALTERNATIVO

O único ponto negativo do jogo – como é próprio de qualquer puzzle – está no fator de replay. Depois que você descobre o que fazer em cada teste, perde bastante a graça. Mas não totalmente: o game tem um final alternativo que você destrava ao realizar uma série de ações. Se o final normal já é intrigante, o encerramento alternativo consegue ser ainda mais.

Além disso, o game tem troféus, incluindo o de platina, o que também pode extender um pouco mais a sua vida útil do game.

VEREDITO

‘Statik’ é um puzzle original, inteligente, com roteiro bem construído e graficamente bonito, que só faz sentido se jogado em RV. Você pode até não gostar deste tipo de jogo, mas as qualidades dele são evidentes. Não há nada que o deprecie. É uma experiência desafiadora que qualquer jogador deveria experimentar. Ele te obriga a pensar dentro e fora da caixa. Nota: 10/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Statik’
Estúdio: Tarsier Studios (http://tarsier.se/ourwork/statik)
Gênero: Puzzle
Data de lançamento: 24 de abril de 2017
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Preço: R$ 61,50 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 1,17 GB
Jogadores: 1 (campanha principal) | 2 (cooperativo local, com uso de smartphone)
Idioma: Inglês (áudio, legendas e interface)
Controle suportado: Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital adquirido por mim mesmo]

Assista ao trailer de ‘Statik’

‘WipEout Omega Collection’ passa a ser vendido pela metade do preço

Desde que recebeu o suporte para o Playstation VR, no final de março, ‘WipEout Omega Collection’ tornou-se um dos games preferidos entre os jogadores, com justa razão. É de longe o melhor jogo de corrida disponível no headset de realidade virtual da Sony e uma das melhores experiências do PSVR.

Recentemente, não sei precisar quando, a Sony decidiu reduzir o preço do game, que estava R$ 129,90 na Playstation Store do Brasil e agora passou a custar R$ 79,90. E não se trata de promoção: é redução definitiva de preço mesmo. Na PS Store dos EUA, o corte no preço é ainda maior, passando de US$ 39,99 para US$ 19,99 – ou seja, uma redução de 50%!

O anúncio de que o game teria suporte ao VR foi feito pela Sony em dezembro do ano passado – e vários gamers aproveitaram as promoções realizadas de lá para cá para garantir o game em sua biblioteca e esperar pela atualização. Na última promoção, por exemplo, o game estava sendo vendido por R$ 51,60 na PS Store BR e US$ 15,99 na PS Store EUA. Como quem avisa amigo é, eu avisei aqui no blog.

TRÊS EM UM

‘WipEout’ é uma franquia de corrida futurista de sucesso da Sony, com versões lançadas para PS3, PS Vita e PS4. Lançado em junho do ano passado, ‘WipEout Omega Collection’ reúne todo o conteúdo de ‘WipEout HD’, ‘WipEout HD Fury’ e ‘WipEout 2048’, aprimorado para o PS4 Pro. Você pode jogar tanto no modo single player quanto no multiplayer online. E tá cheio de gente jogando!

Todos os três games podem ser jogados na íntegra com o headset de realidade virtual do PS4 e a imersão é incrível. Você tem toda a visão interna do cockpit e do seu veículo. A sensação de velocidade do game também é única, com vários loopings e saltos. Talvez não seja muito recomendado para quem sente enjoo de movimento (só testando para saber), mas o game tem uma série de opções que podem diminuir a cinetose. Como eu gosto de emoção, eu desativo todas. =D

Clique aqui para conferir o game na página da PS Store

Assista ao trailer de lançamento do suporte ao VR

 

 

‘The Inpatient’: um filme interativo sem muita interação

O gênero de jogos que parecem um filme interativo não é novidade no mundo dos games. A primeira lembrança que tenho desse tipo de jogo é o excelente ‘Heavy Rain’ (Quantic Dream/Sony), de 2010, ainda no Playstation 3. O estúdio Supermassive Games, bancado pela Sony, tomou para si este gênero e já lançou ‘Until Dawn’, ‘Hidden Agenda’ e, agora, ‘The Inpatient’, o primeiro em realidade virtual e exclusivo do Playstation VR (PSVR). Mas será que o game faz jus a este gênero e consegue entregar um experiência interessante ao jogador? Vamos tentar responder isso nesta análise.

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Em primeiro lugar, a história. ‘The Inpatient’ é uma “prequel” de ‘Until Dawn’ que se passa nos anos 1950, décadas antes dos acontecimentos do primeiro jogo da Supermassive. Mas as ligações entre os dois jogos estão lá, algumas mais óbvias, outras mais sutis. O jogo se passa no sanatório Blackwood, onde os personagens de ‘Until Dawn’ vão parar para se esconder. Você é um paciente do local que perdeu a memória. Logo no início do jogo, pode escolher o sexo do seu personagem e o tom de pele, o que pode conferir mais imersão ao gameplay.

Como já deu para perceber, o título é um game de terror. Então, prepare-se para levar alguns sustos (os famosos “jump scaries”) no decorrer da história. Alguns deles são bastante aleatórios e vêm quando você menos espera. A ambientação, a escuridão e a falta de memória do seu personagem contribuem para criar esta atmosfera de terror psicológico. Quanto ao aspecto visual, ‘The Inpatient’ não fica devendo em nada. Gráficos muito bem definidos, atuações convincentes, som e música são perfeitos.

Ressalte-se ainda, para o público brasileiro, que o jogo é todo dublado em português (com opção de incluir legendas), o que facilita o entendimento da história. Somado à mecânica inovadora de você usar o microfone do seu PSVR para responder às perguntas dos seus interlocutores e a imersão ganha um novo patamar na história do Playstation VR. É verdade que a mecânica às vezes não funciona – você diz a resposta e é ignorado pelo jogo.

A PARTE RUIM…

O primeiro baque que levei no meu gameplay foi na jogabilidade. Joguei com os Playstation Moves (há a opção de jogar com o Dualshock 4) e levei um tempo até me acostumar. Os controles do jogo se restringem a quatro botões (dois em cada move) e não funcionam tão bem quanto no ‘Skyrim VR’. A personagem anda de forma extremamente lenta, inclusive em situações de perigo real. A explicação é óbvia: trata-se de um recurso para evitar o enjoo de movimento (“motion sickness”), já que o game não tem opção de movimentação através de teleporte. Mas, depois de um tempo, você acaba se acostumando com os controles.

DURAÇÃO

Um questionamento comum em relação aos jogos em RV é quanto à duração. E ‘The Inpatient’ não foge da regra geral de que tais jogos são bem mais curtos do que os de “tela plana”. Para finalizá-lo, levei 2h15. Mas há um certo valor de replay, já que você pode terminar a história de várias maneiras diferentes, de acordo com as escolhas que fizer durante o jogo. Se quiser platiná-lo, vai levar cerca de 10 horas, já que é necessário jogá-lo mais de uma vez. Um dos troféus, talvez o mais difícil, exige que você encontre todos os objetos que desencadeiam as lembranças do seu personagem, espalhadas pelos cenários.

A sensação que tive ao terminar o jogo é que ele é muito bom no início até um pouco mais da metade. No trecho final, faltando cerca de 40 minutos, ele se transforma em um “simulador de caminhadas”. Você apenas caminha pelos cenários e há pouca interatividade. Acaba ficando até chato. Evitando ao máximo dar “spoilers”, posso dizer que, na minha opinião, os desenvolvedores erraram muito em suas escolhas no trecho final do jogo. Poderiam ter incluído elementos de “survival horror”, mas não. Decidiram manter o caráter de filme interativo do game, mas fica claro que nesta parte não há muito o que fazer (apesar de algumas ações serem determinantes para o desfecho da história).

É de se esperar que um filme/jogo de terror tenha um clima de tensão crescente, deixando seus espectadores/jogadores apavorados no final. Não é o que acontece em ‘The Inpatient’, infelizmente. Acho que o clímax do jogo está lá no início, nos primeiros sustos. No final, os personagens agem com uma calma que não cabe na situação em que estão vivendo. E isso contribui para que você também ande por aí como se estivesse passeando no parque.

VEREDITO

Em ‘The Inpatient’, seu personagem assume um papel extremamente passivo. Sabe aqueles filmes de terror em que o personagem “mosca morta”, que você não dá nada, acaba sobrevivendo no final? Este é o seu personagem em ‘The Inpatient’ (isso se você escolher um dos dois caminhos principais da trama). Além disso, há pouca interatividade – ou seja, pouca coisa para fazer dentro de um jogo que faz parte do gênero “filme interativo”. Por outro lado, a parte gráfica, o áudio e a imersão são inquestionáveis. Mas é pouco para um título que tem a própria Sony por trás. Como jogo, ‘The Inpatient’ é um filme apenas mediano. Nota: 7,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: ‘The Inpatient’
Estúdio: Supermassive Games/Sony (www.supermassivegames.com/games/the-inpatient)
Gênero: Filme interativo
Data de lançamento: 23 de janeiro de 2018
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Preço: R$ 149,99 (PS Store BR) | US$ 39,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 20 GB (total)
Idiomas disponíveis: Português e inglês (áudio e legendas), entre outros
Controles suportados: 2 Playstation Move Controllers (recomendado) ou Dualshock 4

Assista ao trailer de lançamento do jogo

Totalmente em português, ‘The Inpatient’ chega durante a madrugada

Finalmente, depois de um longo e tenebroso inverno, poderemos colocar as mãos no terror psicológico ‘The Inpatient’ (Supermassive Games/Sony), que já está disponível para download e pode ser jogado a partir das 3 horas da madrugada (horário de Brasília). Criado pelos desenvolvedores de ‘Until Dawn’, ‘The Inpatient’ seria lançado em 21 de novembro, mas tivemos que esperar mais dois meses para conferir o game. O jogo é exclusivo do Playstation VR (PSVR).

Como não estou aguentando o hype, vou fazer uma live no meu canal no Twitch assim que o jogo for liberado e pretendo jogar até terminar. Quem puder me acompanhar e quiser dar aquele apoio moral está convidado!

De acordo com a Supermassive, o jogo está totalmente dublado em português do Brasil, apesar de não ter sido disponibilizado na PS Store do nosso país. “Se você comprar a versão dos Estados Unidos, ele vem com áudio e texto em português”, disse o estúdio, em uma curta resposta ao blog.

O fato de estar em português fará toda a diferença no game, já que você irá literalmente falar com os personagens do game. Ele tem um recurso em que você usará o microfone do seu PSVR para conversar com os personagens do jogo, escolhendo entre frases específicas. Isso promete aumentar de maneira nunca antes vista a imersão no PSVR.

Para jogar, você pode optar entre os PS Moves (recomendado) ou Dualshock 4. O jogo está disponível em pré-venda na PS Store dos EUA, ao preço de US$ 39,99. Quem comprar na pré-venda ganha como brinde um conjunto de quatro avatares do game. O game ocupa 20 GB no seu HD.

Confira vídeo promocional do jogo: