[review] ‘The Exorcist: Legion VR’ te coloca frente a frente com o “coisa ruim”

Lançado há mais de quatro décadas, ‘O Exorcista’ é um dos filmes de terror mais icônicos de todos os tempos. A cena da menina Regan possuída pelo capeta girando a cabeça e vomitando gosma verde já foi vista e revista por milhões de espectadores do mundo todo. Tamanho sucesso resultou em várias sequências, adaptações, cópias e mesmo paródias dos rituais de exorcismo. Em 1990, foi lançado ‘O Exorcista III’, dirigido pelo próprio autor do livro, William Peter Blatty, ignorando completamente o desastre que foi o segundo filme da franquia. É neste terceiro longa-metragem que é baseado ‘The Exorcist: Legion VR’, desenvolvido pelo estúdio Wolf & Wood Interactive e publicado pela Fun Train.

‘Legion’ é uma referência direta à obra de mesmo nome de autoria de Blatty, que daria título ao terceiro filme da franquia, mas foi deixado de lado por questões comerciais, à época do lançamento. No entanto, vale reforçar que ‘The Exorcist: Legion VR’ não é uma adaptação direta do filme, mas traz alguns elementos que o conectam ao longa-metragem. No game, você é um cético detetive da polícia de Boston chamado para resolver uma série de crimes envoltos em rituais macabros.

O game está sendo lançado em cinco capítulos, sendo que os três primeiros chegam agora ao Playstation VR. Você pode adquiri-los individualmente ou em um conjunto, com um desconto especial. Neste review, analisaremos apenas os três primeiros capítulos, chamados de ‘First Rites’, ‘Idle Hands’ e ‘Skin Deep’.

Antes de mais nada, avisamos aos brasileiros que o jogo não tem localização para português. O game está todo em inglês, sem opções de legenda. Saber o idioma é importante para compreender a história, através de uma série de documentos escritos que você vai encontrar pelo caminho, além de gravações e falas. Mas não saber a língua estrangeira não vai te impedir de seguir em frente e se assustar.

E o jogo assusta bastante. Apesar de o filme no qual é baseado ser mais um suspense policial do que um terror propriamente dito, ‘Legion VR’ puxa mais para o gênero que consagrou o primeiro ‘O Exorcista’. Mas, inteligentemente, o game não apela para os jump scares (quer dizer, não muito). Os sustos estão lá, com certeza. Mas o que cria um clima de tensão (e mesmo de pânico) constante são os cenários escuros, os efeitos sonoros, os barulhos, a ambientação macabra dos locais por onde você passa…

Some-se a isso gráficos primorosos, que não são vistos com tanta frequência no PSVR e que contribuem para uma sensação de imersão fantástica. Tudo é muito real e as imagens são bem nítidas. Você consegue ler quase todos os textos com facilidade (a única exceção que faço é quanto a um livro de anotações, que contém várias informações importantes, mas você não consegue ler, de tão borradas que estão).

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AJUSTES E TUTORIAL

É importante ficar bem atento ao iniciar o game. Certifique-se de estar com o headset bem ajustado na cabeça, com os PS Moves (ou o Dualshock 4) nas mãos ao inicializa-lo. Isso porque o jogo pode identificar erroneamente sua altura e deixá-lo menor do que um anão. Caso isso aconteça, sugiro reiniciá-lo ou apagar o save – não encontrei forma de resolver o problema, já que o botão para resetar a visão (segurando o Options) não surte efeito.

Após ajustar a altura, o jogo te ensina as mecânicas básicas de movimentação e como utilizar o inventário. O jogo vem configurado com o uso de teleporte e giro em graus, mecânicas usadas para eliminar o enjoo de movimento (a famosa cinetose). Caso se sinta à vontade, você pode usar o smartphone localizado em seu inventário para selecionar o movimento livre e o giro livre.

Apesar de ser a forma preferida de locomoção da maioria dos jogadores, a movimentação livre tem alguns problemas no jogo. Houve algumas vezes em que fiquei preso em determinado elemento do cenário (uma cadeira, por exemplo) e só consegui sair depois que troquei a movimentação para o teleporte. Além disso, ela é lenta, mesmo escolhendo a maior velocidade disponível, e sempre que você se mexe aparece um “blinder” (uma vinheta que escurece todos os cantos da tela). Não há opção de tirá-lo, infelizmente.

Seja qual forma de locomoção você escolher, é preciso um certo tempo para se acostumar com os controles básicos. O jogo permite que você interaja com vários objetos espalhados pelos cenários. Alguns serão importantes para resolver os crimes, outros estão lá só para te distrair mesmo. Por causa disso, os PS Moves são a melhor escolha para jogar o game.

Para quem não tem os Moves, há a opção de jogar com o Dualshock 4. Desta maneira, sua mão esquerda fica fixa na altura da cintura e você controla a mão direita com o tracking do controle (se for canhoto, pode alterar esta opção no menu do smartphone).  Jogar com o controle não dá a mesma imersão dos Moves e te deixa “maneta”, já que só pode usar uma mão para segurar objetos e abrir gavetas, por exemplo. A única vantagem é a locomoção usando os direcionais.

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VAMOS POR PARTES

Cada um dos capítulos de ‘The Exorcist: Legion VR’ traz uma história única, que vai se entrelaçando uma às outras. Cada um dura em torno de 20 a 30 minutos, que pode parecer pouco, mas é o suficiente para te deixar com aquele “cagaço”. Você seleciona os capítulos a partir da sala de detetives da delegacia. E prepare-se para ficar frente a frente com o “coisa ruim”, o “capeta”, o “tinhoso”, o “sete-peles”, o “cramunhão”, o “capiroto”, o “mochila de criança” ou como você queira chamá-lo (você vai querer chamá-lo?).

No primeiro capítulo, ‘First Rites’, você vai investigar a invasão a uma igreja, que culmina com a morte do padre responsável pelo local. Seu trabalho é coletar pistas e objetos pessoais do religioso, que vão formando o seu “kit de exorcismo”. Entre os objetos, temos água benta, spray de sal, uma espécie de candeeiro para iluminar o caminho e, claro, uma cruz. Esses itens são as únicas armas que você terá no jogo.

No segundo capítulo, ‘Idle Hands’, você é chamado para investigar o que aconteceu com uma professora que foi parar em um manicômio depois de flertar com o oculto. Seu corpo é coberto por tatuagens e cabe a você descobrir o que fazer para ajudá-la.

O terceiro capítulo, ‘Skin Deep’, se passa em uma casa aparentemente normal. Um casal teve um bebê, que está sendo atormentado por uma entidade maligna. Você deve procurar itens pelo quarto para entender o que aconteceu ali.

Ficar preso sem saber o que fazer em um desses capítulos é normal. Comigo aconteceu algumas vezes. O jogo dá algumas pistas sonoras quando você pega objetos importantes, mas cabe a você procurar por eles. Além disso, uma ação sua pode servir de “gatilho” para que algo aconteça, como abrir uma porta, por exemplo.

No smartphone, há uma “dica” que diz que você pode usar o GPS para localizar seu próximo objetivo. Não encontrei esse GPS nem no smartphone, nem no relógio. A instrução diz pra você apertar “o botão”, sem dizer qual botão é. Se alguém descobrir, por favor, deixe nos comentários que atualizarei o review.

Em termos de fator replay, ‘The Exorcist’ não tem muito a oferecer. Há apenas um nível de dificuldade, mas você pode repetir os capítulos usando o menu (que fica na própria sala de detetives da delegacia). Um desafio extra é “completar o artefato” de cada capítulo. O jogo também tem troféus, mas não possui platina. Provavelmente, o melhor fator de replay do jogo seja chamar seus amigos para jogar e tomar uns bons sustos. =D

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VEREDITO

Com gráficos muito bem feitos e realistas, ‘The Exorcist: Legion VR’ cria uma atmosfera de terror fantástica e cumpre bem com seu objetivo. Há alguns poucos problemas técnicos, que podem ser contornados com updates futuros. Apesar de curtos, os capítulos são intensos e assustam de verdade. Pelo preço que é cobrado, acaba sendo justo. Se você está procurando um “intensivão” de terror, acabou de encontrar. Nota: 9/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘The Exorcist: Legion VR’ (capítulos 1 a 3)
Gênero: Terror
Estúdio: Wolf & Wood Interactive/Fun Train (www.exorcistlegion.com)
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift e HTC Vive
Data de lançamento: 19 de junho de 2018 (PSVR)
Preço: R$ 21,50 (por capítulo) ou R$ 91,90 (Série Completa, incluindo os capítulos 4 e 5, ainda não lançados)
Espaço em disco: 2,68 GB (capítulo 1) | 1 GB (capítulos 2 e 3 – cada)
Idioma: Inglês (áudio e interface) | Sem suporte ao português
Controles suportados: 2 PS Moves (recomendado) e Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

[Este review foi feito no PS4 Pro, com mídia digital cedida pela Wolf & Wood Interactive e Fun Train]

Assista ao trailer de ‘The Exorcist: Legion VR’ (capítulos 1 a 3)

[review] Quem não tem ‘Beat Saber’ caça com ‘Happy Drummer’

O Playstation VR ainda não dispõe de um título à altura de um ‘Guitar Hero’ ou um ‘Rock Band’, o que é uma pena para quem gosta de games musicais deste tipo. Enquanto o aguardadíssimo ‘Beat Saber’ não chega, alguns títulos tentam cumprir essa lacuna. Com ‘Happy Drummer’, o estúdio chinês Lusionsoft oferece uma experiência que, apesar de não contar com músicas conhecidas, não deixa de ser divertido.

Para jogar os antigos games musicais da era Playstation 3, você precisava comprar instrumentos de plástico que imitavam guitarras, baixos e baterias. Um kit completo do icônico ‘Rock Band Beatles’ ultrapassava facilmente a casa dos R$ 1 mil. Para jogar ‘Happy Drummer’, você precisa apenas de um par de PS Moves e, claro, do seu PSVR, que suponho que você já tenha. Já começou a ver vantagem, né?

No game, seus instrumentos são virtuais. Os PS Moves transformam-se nas baquetas, bem primitivas por sinal, feitas de osso e madeira. Em termos de tracking, não há o que reclamar. Os controles funcionam bem e respondem perfeitamente ao movimento das suas mãos. Segundo a página do jogo na PS Store, também é possível jogar com o Dualshock 4, mas confesso para vocês que não testei, porque não vejo sentido em jogar este título com controle.

O game possui três tambores básicos, em dois cenários diferentes (dia e noite). Os tambores mudam de acordo com o cenário, assim como a seleção musical. São quatro músicas para o dia e outras quatro para a noite. E cada música tem três níveis de dificuldade (“normal”, “hard” e “lunatic”). O jogo não possui uma campanha propriamente dita, mas você só consegue liberar a próxima música se receber pelo menos a nota “Good” na anterior.

Os tambores mudam um pouco de acordo com o cenário. No cenário diurno, o tambor do meio é uma espécie de bumbo (instrumento de percussão grande), que permite uma nota diferenciada, em que você bate na lateral. Aliás, falando em notas percussivas, o jogo possui três tipos: a nota básica (em forma de seta), que você usa apenas uma baqueta; a nota dupla (em forma de estrela), que você usa as duas baquetas no mesmo tambor); e a nota em que você bate na lateral (esta vem em forma de círculo) e é exclusiva do bumbo.

O cenário noturno não possui o bumbo, o que o torna um pouco mais fácil para iniciantes. Durante as músicas, em alguns trechos, sua visão gira para alcançar outros quatro tambores que estavam nas suas costas. São quatro tambores ao todo, feitos de osso ou pedra.

É importante ressaltar que cada tambor do jogo soa de maneira diferente, de acordo com a posição dele. O mesmo vale para as notas duplas e as notas “na beirada” do bumbo. ‘Happy Drummer’ possui ainda um modo para você tocar livremente, sem ter que obedecer a notas em posições específicas. Estranhamente, este modo vem com 12 músicas, quatro a mais do que as oito do modo principal.

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VISUAL

Os dois cenários de ‘Happy Drummer’ remetem a algum lugar perdido no tempo, com características marcadamente primitivas. Totens, estruturas de pedra e elementos naturais aparecem lado a lado de vários tipos de animais, pré-históricos ou não, e até um grego (!). No centro disso tudo, você e sua tribo de selvagens que gostam de curtir um som.

Nessa “balada”, quem comanda a festa é uma espécie de xamã (ou pajé, no bom português), que, lá do céu, atira as notas pra você. O seu “timing” de atingir as notas no tempo certo vai determinar sua nota final, mas o sistema de pontuação do jogo não é muito claro. No fim, você recebe sua nota e pode escrever seu nome ou desenhar o que quiser em uma tábua.

O jogo possui um estilo gráfico bem simples. Os modelos dos “tribalistas” são um pouco esquisitos – além de serem todos “gêmeos”, parece que lhes falta vida. Talvez eu tenha ficado com essa impressão porque eles são todos iguais mesmo, se movem de maneira estranha e estão sempre de óculos escuros. Seria uma homenagem a Carlinhos Brown? Ajayô!

Os cenários, em contrapartida, são bem desenhados, não possuem serrilhados visíveis e tudo é bem definido (destacando que testei o game no Playstation 4 Pro). Os animais também são bem desenhados e ajudam a dar mais vida ao game.

Faço uma ressalva quanto à disposição das notas. Elas são jogadas “no ar” e seguem apenas linhas imaginárias. Não há qualquer elemento gráfico que ajude você a identificar mais facilmente qual tambor você deve acionar. Fazendo uma comparação, no ‘Guitar Hero’, por exemplo, cada nota tem uma cor (verde, amarela, azul e assim por diante). Em ‘Happy Drummer’, a cor e a forma das notas mudam apenas de acordo com o seu tipo (a seta é branca ou rosa, a estrela é verde e o círculo, amarelo). Nas dificuldades mais altas, em que as notas vêm muito mais rápido, é muito comum se confundir.

Apesar de não ter canções conhecidas, o título possui músicas agradáveis de se tocar. Mas nada mais que isso. Cada música dura em torno de 2 minutos e usa elementos percussivos primitivos ao lado de instrumentos modernos, como o piano, por exemplo. Os efeitos sonoros replicam bem os sons da “vida real”, mas algumas coisas, estranhamente, não fazem barulho.

O jogo não tem suporte para o português, mas isso não vai atrapalhar quem não sabe inglês. A interface do game tenta evitar ao máximo o uso de palavras e as músicas, por exemplo, são identificadas por símbolos. As poucas palavras que você vai ler são expressões como “Good”, “Great”, “Try again”, assim como os três níveis de dificuldade. Isso, de certa forma, torna o jogo mais “universal”. Mas também gera um pouco de confusão na hora de entender os menus.

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VEREDITO

Para quem gosta de jogos musicais, ‘Happy Drummer’ é uma boa opção à ausência de títulos rítmicos mais esperados/sonhados pelos jogadores, como ‘Guitar Hero’, ‘Rock Band’ e ‘Beat Saber’, este ainda exclusivo do PCVR. O game da Lusionsoft possui um bom nível de desafio e diverte com suas músicas alegres. Apesar da pouca quantidade de canções, ainda assim possui um bom valor de replay, com três diferentes níveis de dificuldade. O tracking responde bem, o que é fundamental em um jogo deste tipo, que exige precisão nos movimentos. Eu gostaria de ver um pouco mais de variedade, mas o preço cobrado na PS Store me parece justo ao que está sendo oferecido. Nota: 7/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘Happy Drummer’
Estúdio: Lusionsoft (www.lusionsoft.com)
Gênero: Musical
Plataformas: Playstation VR (usada neste review) e HTC Vive
Data de lançamento (no Ocidente): 6 de fevereiro de 2018
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 885 MB
Idiomas: Inglês (sem suporte ao português)
Controles suportados: Dois PS Moves (recomendado) ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

[Este review foi feito usando o Playstation 4 Pro, com mídia digital cedida pelo estúdio Lusionsoft]

Quer uma segunda opinião? Confira o review do canal Moso PSVR:

Modo “battle royale” de ‘Rec Room’ entra em teste alpha nesta sexta-feira

Os jogos multiplayer em esquema de “battle royale” são a grande moda do momento no mundo dos games, com sucesso comprovado por títulos como ‘Battleground’, ‘Fortnite’ e ‘H1Z1’. Pois os headsets de realidade virtual, incluindo aí o Playstation VR (PSVR), vão ganhar seu primeiro “battle royale”, dentro do game gratuito ‘Rec Room’. O modo, batizado de ‘Rec Royale’, vai passar por uma fase de testes alpha que começa já nesta sexta-feira, 25, e vai até o próximo domingo, 27 de maio. A notícia foi divulgada pela própria desenvolvedora do game, Against Gravity, no blog oficial do Playstation.

O lançamento do modo ‘Rec Royale’ está marcado para o dia 7 de junho deste ano. ‘Rec Royale’ é uma DLC gratuita que vai reunir 16 jogadores em um mesmo lobby, em partidas no esquema “cada um por si”. Os jogadores estarão em uma espécie de parque ambiental e terão que procurar por suprimentos, como armas e munições, para vencer seus adversários. O último jogador de pé vence a partida.

No artigo para o PS Blog, Shawn Whiting, designer de comunidade da Against Gravity, conta que, assim como o game base o ‘Rec Royale’ é gratuito e não é necessário ter assinatura da PS Plus para jogar. “Os jogadores que fizerem o login com o PlayStation Plus receberão uma skin de rifle de paintball exclusiva, mas o ‘Rec Room’ não requer o PlayStation Plus”, explica Shawn.

O designer adianta ainda que quem quiser testar o novo modo durante a alpha precisa ter uma conta de ‘Rec Room’ registrada. “Gostaríamos muito de ouvir o feedback de vocês durante esta fase de testes públicos através do subreddit da ‘Rec Room’ e do servidor Discord”, destaca Shawn.

Ele conta que as criações e sugestões dos jogadores de ‘Rec Room’ foram fundamentais para o desenvolvimento deste novo modo “battle royale”. “Essas salas criadas pelos jogadores, junto com o feedback persistente da comunidade, nos deram um sinal claro de que os jogadores estavam querendo muito algo como ‘Rec Royale’. Assim que o ‘Rec Royale’ for lançado, estará disponível para todos os jogadores para modificar e criar suas próprias salas personalizadas”, descreve.

‘Rec Room’ é cross-platform entre Playstation VR, Oculus Rift, HTC Vive e Windows Mixed Reality. O jogo pode ser baixado gratuitamente na PS Store. Para jogar, é obrigatório o uso de dois PS Moves.

[review] ‘MLB Home Run Derby VR’: nome demais para jogo de menos

Pra quem mora no país do futebol, as regras do beisebol parecem indecifráveis. O Pateta já tentou explicá-las pra gente de forma didática naquele desenho fantástico e vocês lembram a confusão que foi. Portanto, a parte boa é que você não precisa se preocupar com nenhuma dessas regras em ‘MLB Home Run Derby VR’. Mas a parte ruim também é essa, pois este é um jogo que você termina em uma tacada só.

O jogo consiste em você pegar um taco de beisebol e rebater uma série de bolas, em um intervalo de 1min30s, para alcançar a maior distância possível. E a maior distância possível, nesse caso, é quando a bola sai do estádio, o que os norte-americanos chamam de “home run”. E fim. É só isso. Acabou-se. Game over. Vai pra casa. Não está convencido? OK, vou tentar escrever mais um pouco sobre ele.

Home Run Derby é uma competição real que reúne todos os anos os oito melhores rebatedores de “home runs” da MLB (Major League Baseball, a liga americana de beisebol). Este torneio acontece antes do chamado “Jogo das Estrelas”, o All-Stars Game.

A intenção dos desenvolvedores, então, foi fazer você se sentir na pele de um desses astros. Mas ‘MLB Home Run Derby VR’ tem nome de mais para jogo de menos. Não há algo parecido com uma campanha. Você rebaterá bolas por 1min30s e acabou-se. No final, poderá comparar sua performance com demais rebatedores no placar de líderes (“leaderboards”, em inglês).

Você joga usando apenas um PS Move, que se transforma no taco de beisebol no ambiente virtual (o Move, aliás, é obrigatório para jogar o game). Os movimentos com o taco são bem precisos e não tive problemas de tracking. Você pode escolher se posicionar do lado esquerdo ou direito para rebater, dependendo do caso, se você é canhoto ou destro.

Se você se sentir confiante, pode optar pelo modo “pro” (profissional), que exigirá mais precisão da sua parte. No menu principal, você também pode optar por três estádios que receberam/receberão as edições de 2017, 2018 e 2019 do All-Star Game, o Marlins Park (Miami), Nationals Park (Washington) e Progressive Field (Cleveland).

Graficamente, o jogo é um pouco decepcionante. Há muito serrilhado e a imagem é um pouco embaçada, o que compromete a imersão dentro dos estádios. A parte sonora das rebatidas é bem fiel ao som real, mas a torcida fica repetindo o mesmo barulho, independente da sua performance com o taco. Os torcedores, aliás, são bonecos sem vida vindos diretamente de algum lugar do Playstation 2.

Em termos de enjoo de movimento, não há possibilidade alguma de você sentir “motion sickness”. O único enjoo que você vai ter é de repetir o mesmo movimento várias e várias vezes.

O jogo está todo em inglês, sem qualquer opção de legenda ou interface em português. Mas não há nada que impeça o jogador brasileiro de entender o game.

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VEREDITO

‘MLB Home Run Derby VR’ é um jogo de uma ação só. Os arremessadores são iguais e mandam as bolas do mesmo jeito. Talvez o título tenha um apelo maior para o público norte-americano, por tudo o que o beisebol representa para o país. Mas, para os brasileiros, não há atrativo suficiente que justifique o preço cobrado pelo game. Ainda que fosse a metade dele, eu ainda teria dúvidas se vale a pena. Por um quarto do preço seria mais justo. Isso não faz o jogo ser necessariamente ruim, mas é pouco conteúdo para o que está sendo cobrado por ele. Nota: 4,0/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘MLB Home Run Derby VR’
Estúdio: MLB Gaming & VR (www.mlb.com)
Gênero: Esporte
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift e HTC Vive
Data de lançamento: 26 de abril de 2018
Preço: R$ 61,50 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 933 MB
Controles suportados: apenas um PS Move
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio MLB Gaming & VR]

Assista ao trailer de ‘MLB Home Run Derby VR’

Novo jogo gratuito para VR será lançado em maio! Inscreva-se na beta

O estúdio Ratloop Games Canada abriu inscrições para a beta fechada do game gratuito ‘VRoom Kaboom’, que será lançado no próximo mês de maio. Assim como o game, a beta é gratuita, mas estará disponível somente para os headsets dos PCs – HTC Vive e Oculus Rift. O jogo é um multiplayer online que também estará disponível para o Playstation VR.

Clique aqui para se inscrever na beta fechada de ‘VRoom Kaboom’

O game mistura corridas com batalhas 1vs1, 2vs2 ou 3vs3, em algo que me lembra o clássico ‘Twisted Metal’. No entanto, há outros elementos em jogo, que envolvem muita estratégia. Pelas cenas do trailer (que traz imagens reais do jogo), a visão do jogador será em terceira pessoa, sem visão interna dos veículos. O título também poderá ser jogado em tela plana (não-VR), no PS4 e nos PCs.

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SOBRE O JOGO

[Texto traduzido do site oficial pelo meu amigo Google Translate, com correções minhas.]

‘VRoom Kaboom’ é um novo tipo de experiência de jogo. Um ‘Tower Rush’ com veículos, este jogo combina elementos de jogos de cartas colecionáveis, defesa de torre e batalhas online multiplayer. Construa um baralho de veículos e coloque-os na batalha contra outros jogadores online. Isso termina em destruição.

Com uma grande variedade de veículos, o ‘VRoom Kaboom’ é uma mistura louca de jogabilidade de ação emergente e escolhas táticas. Envolva-se em batalhas 1vs1, 2vs2 ou 3vs3 e até mesmo pegue as estradas no nosso modo VR cheio de recursos!

E, melhor ainda, escolha entre as nossas três facções jogáveis, cada uma contendo cartas únicas para colecionar, veículos para dirigir, ambientes para brincar e música para aproveitar!

CONVOQUE

Use estrategicamente cartas de seu baralho para convocar veículos e colocá-lo no campo de batalha. Construa defesas, como bloqueios de estrada, minas e torres para se defender do ataque do seu oponente. Não seja um novato, tente convocar vários veículos ao mesmo tempo!

DIRIJA

Dirija, pule, atire, atire e atinja seu caminho para a vitória! Com toneladas de habilidades únicas e física que salta aos olhos, dirigir seus veículos se torna uma experiência baseada em habilidades repleta de ação. É demais para lidar? Não se preocupe, seus veículos podem cuidar de si mesmos quando você não está no controle.

DESTRUA

Bata nos veículos do seu inimigo, exploda suas defesas e destrua seus tanques de petróleo para garantir a vitória. Em suma, abrace a raiva e sinta-se livre para dirigir de forma imprudente! Uma batalha de inteligência e habilidade, seja o primeiro a dominar seu oponente. Quanto mais rápido você for, mais danos você fará. Então use esse nitro!

Assista ao trailer de ‘VRoom Kaboom’

[review] ‘Super Amazeballs’ exige paciência e concentração do jogador

A realidade virtual se adapta a uma grande variedade de gêneros de jogos – e arrisco dizer que alguns só existem e só fazem sentido neste ambiente virtual. ‘Super Amazeballs’, do estúdio indie Braincells Productions, é um puzzle que se vale da imersão da RV para recriar uma experiência lúdica única, envolvendo uma boa dose de concentração.

O jogo me lembra um brinquedinho da época da infância, que tinha uma bolinha dentro e você tinha que atravessar um certo labirinto para depositá-la em um lugar específico, usando apenas a força da gravidade. Este é o mesmo conceito por trás de ‘Super Amazeballs’, que oferece um total de 25 desafios diferentes, que sobem gradualmente de dificuldade conforme você avança.

O game exige do jogador um bom nível de concentração, atenção, paciência e trabalha instintivamente conceitos básicos de física, sendo a força da gravidade e a velocidade as principais. Seu objetivo é levar uma bolinha de um ponto a outro, dentro de um circuito cheio de curvas, loopings, labirintos, pistas que viram de cabeça pra baixo e te deixam desorientado… Isso tudo sem deixar a bolinha cair.

E como fazer isso? Você não movimenta a bolinha diretamente. Voce usa os PS Moves para girar um globo que traz o circuito dentro. Os Moves são fielmente reproduzidos no ambiente virtual e os circuitos lembram pistas dos antigos autoramas, só que muito mais intrincadas. Não há suporte para o Dualshock 4.

As configurações trazem opções para você aumentar ou diminuir o tamanho das esferas (a propósito, elas é que são as “amazeballs” do título). Você pode mudar isso durante o jogo, na hora que quiser, o que é uma mão na roda caso você se sinta confuso.

Outra coisa que ajuda bastante o jogador são os checkpoints. Toda vez que você deixa a bolinha parada por alguns instantes, ela cria um checkpoint naquele lugar e se você derrubá-la, ela retornará daquele ponto. É uma facilidade a mais, em se tratando de um jogo que envolve muita tentativa e erro.

Mas, para você obter os três troféus (cumprindo os “challenges”) de cada fase, tem que terminar sem deixar a bola cair. Outro troféu envolve terminar a pista sem “roubar”. Sim, você pode roubar, se conseguir dar um “tilt” no globo e atirar a bola de um ponto para outro mais avançado, sem deixá-la cair. Quando faz isso, seu tempo é considerado um “dirty time”. Você avança de fase, mas não ganha o troféu.

Falando nisso, as pistas vêm todas bloqueadas, com exceção da primeira. Basta terminar uma para seguir para a próxima. As 25 fases estão distribuídas em cinco níveis de dificuldade: easy, normal, hard, extreme e tricky.

A trilha sonora consiste em faixas de música eletrônica, que te deixam acelerado e impelem a querer terminar o circuito rápido. Pessoalmente, não acho que seja o melhor tipo de trilha para este tipo de jogo. Mas você tem a opção de desligar a música e ouvir o que você quiser, no pen-drive ou no Spotify.

O áudio e efeitos sonoros reproduzem fielmente os sons que objetos como esses fariam na vida real. Graficamente, é um jogo simples, nada exuberante. Mas os gráficos cumprem com a sua função, sem problemas de serrilhado ou algo do tipo. A imagem é bem nítida e não presenciei bugs ou algo que atrapalhasse a jogatina.

O jogo está todo em inglês, mas não há nada que os brasileiros não possam entender ou possam ser prejudicados por não saber o idioma. O risco de enjoo de movimento é zero, já que se trata de um game estático.

Em termos de valor de replay, o título possui um modo hardcore que te obriga a iniciar a fase novamente se você derrubar a bolinha. Você também pode jogar as fases novamente se quiser diminuir o seu tempo ou cumprir os três desafios de cada fase. O jogo também tem os troféus da PSN, mas não possui platina. Há ainda um placar de líderes que mostra os melhores tempos de uma forma não muito usual: é um gráfico que compara sua performance com os demais jogadores.

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VEREDITO

‘Super Amazeballs’ é simples como um brinquedo infantil. Mas não se engane: há muito desafio no jogo, que sobe a cada fase nova que você passa. É um game que exige concentração e paciência, fazendo você pensar para executar movimentos que parecem impossíveis. O jogo vale exatamente o valor que está sendo cobrado por ele. Nota: 8/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Super Amazeballs’
Estúdio: Braincells Productions
Genero: Puzzle
Data de lançamento: 10 de abril de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 15,50 (PS Store Brasil) | US$ 4,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 261 MB
Controles suportados: Dois PS Moves
Idioma: Inglês (áudio e interface)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio Braincells Productions]

Assista ao trailer de ‘Super Amazeballs’

Multiplayer de ‘Archangel’ é anunciado apenas para os PCs e chega em junho

O estúdio Skydance Interactive acaba de lançar um teaser trailer de ‘Archangel: Hellfire’, um update com modos multiplayer para o game original lançado no ano passado para Playstation VR, Oculus Rift e HTC Vive. No entanto, o teaser traz uma informação nada agradável para os proprietários de um PSVR: não fala nada sobre a versão para o console da Sony. O update estará disponível no dia 28 de junho, no Vive e no Rift.

Interessante notar que, quando o game original foi lançado, em julho de 2017, ele chegou primeiro para o Playstation VR e só depois, em agosto, para os PCs. Agora, ainda não se sabe se a produtora resolveu inverter as coisas ou deixar o headset da Sony de lado. A revelação de gameplay de ‘Archangel: Hellfire’ será feita no dia 5 de maio e o update estará disponível em “early access” no dia 25 de maio. [Assim que eu tiver uma informação nova, atualizo este post.]

SINOPSE OFICIAL (TRADUZIDA POR MIM)

‘Archangel: Hellfire’ é uma atualização cheia de ação do jogo multiplayer para o premiado ‘Archangel’. ‘Archangel: Hellfire’ oferece intenso e explosivo combate off-rails em VR, adicionando dois novos modos de jogo, incluindo um modo Player vs. Ambiente (PvE) e, por demanda popular, um novíssimo modo Player vs. Player (PvP) juntamente com novos mapas, novas classes de mechas e muito mais. ‘Archangel: Hellfire’ estará disponível mundialmente em 28 de junho para HTC Vive e Oculus Rift.

Assista ao teaser trailer de ‘Archangel: Hellfire’

Saiba mais sobre ‘Beat Saber’, o game que todos os seus amigos querem jogar

[Post atualizado em 29/08/2018]

Você já deve ter visto este vídeo – ou até mesmo compartilhado com seus amigos. Nele, uma moça com dois sabres de luz nas mãos (!) destrói caixas azuis e vermelhas ao som de música eletrônica em um estilo de jogabilidade que lembra algo entre ‘Guitar Hero’ e ‘Dance Dance Revolution’. Pera, você ainda não viu esse vídeo? Tá aqui ó:

[Confira aqui nosso post mais recente: Dez coisas que você precisa saber sobre o aguardadíssimo ‘Beat Saber’]

 

Pois bem, continuando… Mesmo quem nunca colocou um headset de realidade virtual na cara ou sequer é fã de videogames está empolgado com o lançamento de ‘Beat Saber’. Isso é fato. O vídeo acima já foi visto mais de 100 milhões de vezes nas redes sociais e no Youtube, viralizando e fazendo do jogo um dos mais aguardados no mundo todo. A paixão nerd pelo universo ‘Star Wars’, aliada ao sucesso dos games rítmicos, talvez possa explicar tamanha expectativa.

Mas, para os detentores de um Playstation VR, será preciso esperar mais um pouco. O lançamento do jogo foi anunciado para o dia 1º de maio, mas, inicialmente, somente para Oculus Rift, HTC Vive e Windows MR, os principais headsets de RV dos PCs. A versão para PSVR foi confirmada em durante a E3 2018 e deve sair ainda este ano.

Assista ao vídeo especial sobre ‘Beat Saber’ no canal PSVR Brasil no Youtube:

O jogo começou a ser desenvolvido em 2016, por dois amigos que juntos fundaram o estúdio indie Hyperbolic Magnetism, na cidade de Praga, capital da República Tcheca. “Descobrimos que não há um grande jogo rítmico em RV. O jogo foi mostrado em muitos lugares e quase 700 pessoas já o experimentaram até agora. A resposta é extremamente positiva”, contam os desenvolvedores, Ján Ilavský e Vladimír Hrinčár, em texto para a imprensa no site oficial.

A equipe de desenvolvimento do jogo é mínima. Além da dupla de designers e programadores, os créditos do jogo contam ainda com Jaroslav Beck, responsável pela música e design de som. E só.

‘Beat Saber’ usa controles de movimento que vão se transformar em sabres de luz no ambiente virtual. Só pode ser jogado em realidade virtual e, apesar da velocidade frenética dos movimentos da “garota propaganda oficial” do game, ‘Beat Saber’ promete ser acessível a todos os jogadores. Provavelmente, haverá diferentes níveis de dificuldade, como é praxe em jogos rítmicos à la ‘Guitar Hero’ e ‘Rock Band’. “Qualquer um consegue entender os princípios básicos do game e jogá-lo em poucos segundos”, diz o estúdio.

A sinopse oficial do game, traduzida pelo meu amigo Google Translate e revisada por mim, é a seguinte: ‘Beat Saber’ é um jogo de ritmo único em VR, onde o seu objetivo é cortar as batidas (representadas por pequenos cubos) à medida que vão chegando até você. Cada batida indica qual sabre de luz você precisa usar e também a direção que você precisa acertar. O jogo pode ser facilmente descrito como um ‘mashup’ de ‘Guitar Hero’ e ‘Fruit Ninja’ em VR. Toda a música é composta para encaixar perfeitamente nos níveis, feitos à mão. Nosso objetivo é fazer com que os jogadores quase dancem, enquanto cortam todos os cubos e evitem obstáculos. Cada corte é fortemente acompanhado por ótimos efeitos sonoros e visuais para enfatizar o ritmo”.

O jogo também terá batalhas entre jogadores, como demonstrado em um outro vídeo, novamente com a “Beat Saber Girl”, cujo nome é Shuang, desafiando um outro carinha, o Cix. Abaixo, deixo mais uns vídeos do game. Agora, quando aquele seu amigo perguntar sobre esse jogo pela enésima vez, mande esse link pra ele, beleza?

[review] ‘Atividade Paranormal’ combina tensão e uma boa dose de sustos em RV

‘Atividade Paranormal’ é uma franquia de sucesso nos cinemas que se tornou famosa ao utilizar poucos recursos para contar a história de um casal atormentado por uma entidade maligna em sua residência. Usando gravações amadoras feitas pelo próprio casal, o filme se aproxima do espectador, que sente que ele próprio poderia estar vivendo aquela situação. Com todo o poder de imersão que a realidade virtual proporciona, o game ‘Atividade Paranormal: A Alma Perdida’ (ou ‘Paranormal Activity: The Lost Soul’ no original) coloca o jogador dentro de uma casa que poderia estar em qualquer um dos seis filmes da franquia.

Você já imaginou como é visitar uma casa mal-assombrada? Bom, ‘Atividade Paranormal’ faz todo o possível para te proporcionar o melhor “passeio” que você poderia imaginar. O clima de tensão no jogo é constante, em cada canto da casa. Os desenvolvedores do estúdio VRWERX (não me pergunte como se pronuncia isso) se empenharam em proporcionar muitos sustos ao jogador – e não economizaram nos “jump scares”. É, até o momento, um dos jogos mais assustadores do Playstation VR.

Você estará sozinho, em uma casa aparentemente “normal”, e aos poucos vai descobrindo que algo de muito sinistro aconteceu lá (não vou entrar em muitos detalhes para não dar “spoilers”, OK?). Como ocorre em muitos games de RV, o jogador vê apenas as suas mãos. E não possui reflexo no espelho. Uma dica: experimente tentar ver o seu rosto no espelho do banheiro, logo que entra na casa, para ver o que acontece.

Quando você entra na casa, vai se deparar com muitas portas fechadas. Seu objetivo será encontrar as chaves para abrir senão todas, mas uma boa parte delas. À la ‘Resident Evil’, algumas portas são marcadas com símbolos. Às vezes, quando você faz determinada ação, desencadeia a abertura de uma porta ou libera uma outra área do jogo. Isso pode ocorrer até de maneira aleatória, então é bom ficar atento.

Existem vários objetos espalhados pela casa e você pode interagir com uma grande quantidade deles. Alguns são úteis, outros não. Os objetos que lhe serão úteis podem ser guardados no seu inventário e serão determinantes para que você consiga terminar o game. Eles também ajudam a contar a história da família que vivia naquela casa e o que aconteceu ali.

No jogo, você não vai empunhar pistolas, escopetas ou sequer uma faca. Sua única “arma” será uma lanterna – e vai precisar procurar pilhas espalhadas pela casa, pois elas acabam rápido e a escuridão é constante no jogo. Aparentemente, construíram uma casa sem interruptores para ligar as luzes…

Em determinados momentos, será preciso resolver alguns puzzles – um deles envolvendo um pentagrama macabro. Em outro, é bem provável que você sinta calafrios diante do ambiente bizarro em que é colocado.

A jogatina dura em torno de uma a duas horas – dependendo aí da sua coragem de seguir em frente e da atenção que você dá aos detalhes, para descobrir como avançar no game.

Graficamente, o jogo é bastante realista, com ambientes, objetos e modelos de personagens bem feitos, apesar de algumas texturas de resolução mais baixa. As sombras e a iluminação (ou falta dela) contribuem bastante para transmitir um clima de tensão ao jogo. Como também é típico nos filmes de terror, o áudio tem papel preponderante para causar medo no jogador e é muito bem trabalhado.

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CONTROLES

O game pode ser jogado com o Dualshock 4 ou com um par de PS Moves. A imersão com certeza é maior com os Moves, mas a jogabilidade fica um pouco prejudicada pela confusão nos controles. O título tem um dos esquemas de controle mais esquisitos que já vi em um jogo – e leva um tempo até você entender como faz pra acessar seu inventário, pegar ou guardar itens, ou até mesmo se mover. Mas nada que um pouco de treino não resolva.

Seja qual for o controle que escolher, saiba que a movimentação é livre, sem opção de teleporte. Como é de praxe, isso pode causar enjoo de movimento em alguns jogadores, apesar da movimentação do jogador ser lenta (há a opção de correr, para os mais apressadinhos ou para aqueles sortudos que não têm problemas de enjoo).

No menu inicial, há algumas opções para aumentar o conforto dos jogadores, como alterar o giro do corpo, colocando em ângulos de 30°, 45° ou 90° ou ainda giro suave (“smooth turning”), em diferentes velocidades. Pessoalmente, pra mim funciona melhor o giro suave na velocidade mais alta.

Uma coisa que atrapalha bastante é que suas mãos somem com frequência quando você tenta interagir com objetos em algumas superfícies. É um problema que chega a causar irritação quando você não consegue pegar um simples objeto.

Ressalto ainda, para os brasileiros, que o jogo está todo em inglês, sem opções de legendas ou textos em português. Não saber o idioma não atrapalhará o avanço no game, mas impedirá que o jogador entenda a história, já que uma parte é contada em anotações espalhadas pela casa.

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VALE O REPLAY?

Por se tratar de um jogo de terror cuja experiência está baseada nos sustos que você toma e em alguns puzzles que você resolve, o valor de replay do jogo seria quase nulo. No entanto, ao terminá-lo pela primeira vez você libera outros dois modos, Arcade e Hardcore. Eles não vão acrescentar muita coisa, mas impõem um desafio a mais, já que no Arcade você só pode morrer duas vezes e no Hardcore, nenhuma.

O maior valor de replay do jogo é tentar liberar o final alternativo (“alternate ending”), que inclui fazer algumas ações diferentes do gameplay normal, a começar por jogar o game no Hardcore. O jogo também tem troféu de platina e é relativamente fácil de conseguir.

O menu principal do game oferece vários save slots pra você escolher – opção básica que costuma ser esquecida por desenvolvedores de jogos para o PSVR. O jogo tem salvamento automático e um update acrescentou um ícone que mostra exatamente quando o jogo está sendo salvo.

No entanto, não há botão de pausa nem opção para voltar ao menu principal dentro do jogo. Você precisa fechar o game e reiniciar se quiser trocar de save, recomeçar a partida ou trocar as opções de conforto ou os controles.

Um update recente adicionou a opção de jogar o game em tela plana, usando o Dualshock 4. Mas os controles não ajudam muito e fica claro que o game foi feito para ser jogado em realidade virtual.

Em termos de custo x benefício, ‘Atividade Paranormal’ fica devendo um pouco, levando-se em conta o preço cheio de lançamento. Mas o jogo já chegou a ser vendido, em promoção, com 60% de desconto, o que torna o título imperdível.

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VEREDITO

A imersão, a ambientação, os efeitos sonoros, os gráficos bem construídos, tudo contribui para fazer de ‘Atividade Paranormal: A Alma Perdida’ um dos jogos mais aterrorizantes do PSVR. Os problemas com os controles são evidentes e são um dos pontos negativos do jogo, ao lado do preço, um pouco salgado. Ainda assim, é uma excelente pedida para os fãs do gênero e para proporcionar aquele susto nos seus amigos. Nota: 8,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: ‘Atividade Paranormal: A Alma Perdida’ (‘Paranormal Activity: The Lost Soul’)
Estúdio: VRWERX (www.vrwerx.com)
Gênero: Terror
Data de lançamento: 15 de agosto de 2017
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 107,50 (PS Store Brasil) | US$ 29,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 3,2 GB
Idioma: Inglês (áudio, interface e textos)
Controles suportados: Dois PS Moves (recomendado) ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital comprado por mim mesmo]

Assista ao trailer de ‘Atividade Paranormal: A Alma Perdida’

[review] Transforme-se em um Rambo de baixa resolução em ‘Operation Warcade’

Sempre acreditei que, em se tratando de Playstation VR, os gráficos vêm em segundo plano, em detrimento da imersão que a realidade virtual proporciona. No estágio atual, é economicamente inviável ter os dois. Por isso, geralmente os jogos de PSVR possuem qualidade gráfica abaixo do que se vê em jogos para PS4 em tela plana. Mas o shooter ‘Operation Warcade’ leva essa limitação ao extremo e traz os piores gráficos que você verá em um PSVR. Apesar disso, será que o jogo vale a pena? Vamos colocar o dedo na ferida, cauterizar com uma faca quente e tentar descobrir.

‘Operation Warcade’, do estúdio espanhol Ivanovich Games, é inspirado nos arcade shooters da década de 1980 e 1990, especialmente no game ‘Operation Wolf’. Neste jogo, lançado originalmente para os fliperamas em 1987, o jogador usava uma réplica de plástico de uma submetralhadora Uzi, com sensores de movimento semelhantes ao atual PS Move, para atirar em legiões e legiões de inimigos. Este game, por sua vez, é claramente inspirado nos filmes do Rambo, como fica mais que evidente na sua abertura, que copia a cena em que o personagem mais icônico de Sylvester Stallone prepara-se para a guerra.

A Ivanovich Games transporta essa ideia para os atuais headsets de realidade virtual de forma bastante fiel. Aliás, talvez fiel até demais. Revendo vídeos de ‘Operation Wolf’ no Youtube, fica claro o quanto o game da Ivanovich homenageia este game “trintão”. Mas isso, por si só, não chega a ser um problema, principalmente para os fãs de “on-rails shooters” (jogos de tiro em trilhos) como ‘Time Crises’, ‘Virtua Cop’ e afins.

‘Operation Warcade’ pode ser jogado de três formas: com um par de PS Moves, com a Aim Controller ou com o Dualshock 4. A experiência é diferente com cada um deles, mas fica melhor com os Moves ou a Aim. Você escolhe o tipo de controle logo na primeira tela do jogo e depois não é possível trocar, a não ser que você reinicie o game.

A diferença fundamental entre os controles é que com os PS Moves você irá usar uma Uzi em uma mão e granada na outra. Com a Aim Controller, terá um fuzil automático que parece um AR-15, com um lança-granadas acoplado. Com ele, é mais fácil atirar as granadas, já que elas seguem uma trajetória mais linear. Com o Move, leva um tempinho para pegar o jeito de atirar os explosivos.

Também é possível jogar com o Dualshock 4, mas fica um pouco mais difícil. A luz do controle torna-se a mira da Uzi e atirar granadas parece uma tarefa ainda mais complicada.

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NO FLIPERAMA

O menu principal do jogo se passa em um fliperama desses de shopping. Há várias máquinas espalhadas pelos cantos, alguns jogadores e, no centro, você no ‘Operation Warcade’ – que tem duas máquinas. A da direita é uma versão “clássica” na qual você atira na tela mesmo, à moda antiga, em apenas seis fases. Aviso: ela não aparece se você escolher jogar com a Aim Controller.

Na máquina da esquerda, está o prato principal do game. São ao todo 36 missões, divididas em seis operações, nas quais sua missão é matar soldados inimigos das mais variadas maneiras possíveis. É basicamente um simulador não licenciado de ‘Rambo’, com direito a arco com flechas explosivas, facas, lança-granadas, metralhadoras giratórias e muito mais.

Logo que inicia a primeira missão, você se dá conta do quanto os gráficos de ‘Operation Warcade’ são feios. O chão é feio, os prédios são feios, os veículos são feios, as árvores são feias, a água é ridiculamente feia… Eu não tinha visto gráficos tão feios assim desde o Playstation 2 – e acho que em termos técnicos o game está algo entre o PS1 e o PS2.

Tem algumas coisas que se salvam, é verdade. As armas que você empunha e sua própria mão são bem feitas. A ambientação no arcade também é acima da média do jogo, mas a ausência de vida nos jogadores do lugar chega a ser assustadora (às vezes, eles se aproximam para te aplaudir e é uma diversão a mais derrubá-los e vê-los se esperneando no chão igual a uma barata).

É aceitável dizer que o game tem gráficos tosquinhos porque homenageia jogos das décadas de 1980 e 1990? Acredito que não. Ser retrô não significa ser descuidado, muito pelo contrário. Acredito que isso se deva mais à limitação técnica própria de um estúdio indie. Mas se você conseguir passar por cima disso, terá em mãos um jogo bastante divertido, especialmente para quem está cansado de atirar em zumbis, robôs, aliens e outros monstros em realidade virtual (acredite, tem gente por aí que só se satisfaz se atirar em humanos. Então tá…)

FICHAS INFINITAS

Jogando com os moves, você empunha uma submetralhadora Uzi em uma mão e uma granada na outra. A munição é infinita (nem é preciso recarregar) e sua vida também. Pensando bem, não é muito diferente dos filmes do Rambo, não é mesmo? Ou alguém já viu o Rambo recarregar?

Você surge como se estivesse dentro da “tela” do game, em um espaço retangular com fundo preto. Esta tela vai se movendo para a direita, enquanto os inimigos vão aparecendo. Estes soldados são extremamente genéricos e a maioria não faz nada além de correr até parar para tentar atirar em você. Seu objetivo é claro: atire antes de levar chumbo.

Também surgem veículos inimigos, como blindados, helicópteros e lanchas, além de drones, lança-morteiros e um caça que dispara um míssil certeiro e mortal na sua direção. Para dizimá-los, o jogo te oferece, de tempos em tempos, um vasto arsenal. Você pode obter armas especiais, como escopetas, metralhadoras giratórias, lança-granadas, arco e flechas (alguns com flechas explosivas), um par de Uzis e até uma arma antigravidade, que você pode usar para tacar coisas nos inimigos. Também aparecem granadas especiais, com os efeitos mais diversos, como congelar os inimigos, fazê-los flutuar ou ativar um “bullet-time” à la ‘Matrix’.

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VOCÊ DENTRO DO JOGO

‘Operation Warcade’ oferece diversas maneiras de trazer mais variedade ao gameplay e faz isso de maneira bastante eficaz. Durante as missões, aparecem as chamadas “zonas de imersão”, que trazem você efetivamente para o jogo, com diversas possibilidades de combate. Você poderá empunhar diferentes armas, incluindo uma sniper. Em algumas, você irá subir em um helicóptero enquanto atira nos soldados inimigos lá debaixo ou estará a bordo de blindado, com um par de escopetas, para causar o máximo de estrago possível.

Essas zonas de imersão também permitem que você pilote alguns veículos, como carros, caças e helicópteros. Os controles das aeronaves são um tanto quanto confusos e são apresentados apenas em uma tela, sem maiores detalhes do que fazer. Já o controle dos veículos terrestres é bem mais simples e intuitivo: uma mão no volante e a outra na Uzi para meter bala à vontade ou atropelar quem estiver pelo caminho.

A transição para estas zonas de imersão é um pouco lenta (a tela fica preta por alguns segundos, até você ir ou voltar de lá), o que quebra um pouco com a ação frenética que o jogo busca proporcionar. A música também muda, dando mais emoção a estes trechos.
Aliás, falando da música, a trilha sonora do jogo é meio limitada. Ele te oferece dois estilos musicais (“epic” e “dance”), além da possibilidade de desligar a música. Esta terceira opção me parece a melhor, se você pretende passar algumas horas jogando. Você pode colocar sua própria playlist no pen-drive ou ouvir diretamente do Spotify, o que é uma mão na roda.

Em termos de efeitos sonoros, as vozes e gritos dos soldados lembram bem os jogos da era de 8 bits: são meio abafados e bastante limitados. Mas não chegam a atrapalhar. A reprodução do som das armas, por outro lado, é bem fiel.

Para os brasileiros, é importante destacar que o jogo possui opção de textos em português do Brasil – e são bem traduzidos (testei na versão da PS Store de Portugal, mas, de acordo com a produtora, não há diferença de localização entre as lojas).

MISSÕES E UPGRADES

Como disse, o jogo tem um total de 36 missões, divididas em seis operações diferentes. Salvo engano, o cenário dentro de cada operação é praticamente o mesmo – o que mudam são os inimigos, as zonas de imersão e as armas especiais que aparecem pelo caminho.

Em cada fase, você terá três objetivos a cumprir, que lhe concedem medalhas. Esses desafios (são 108 ao todo) consistem em ações como matar uma certa quantidade de inimigos, terminar a fase sem morrer, resgatar prisioneiros e muitas outras coisas. As medalhas que você ganha vão liberar as fases do jogo e upgrades para melhorar suas armas, granadas e armas especiais. Para liberar a última fase, são necessárias 90 medalhas. Ou seja, para zerar o jogo não basta terminar todas as fases (mesmo porque as vidas são infinitas, isso seria muito fácil). Você precisa cumprir os objetivos. Missão dada é missão cumprida, soldado.

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VEREDITO

‘Operation Warcade’ tem os piores gráficos já vistos no PSVR. Se é proposital ou não, eu não sei. O fato é que isso influencia negativamente na experiência. No entanto, quando conseguir passar por cima disso, você terá em mãos um shooter bastante divertido, variado e desafiador. Variedade que se estende ao uso da Aim Controller, periférico que ainda possui poucos títulos disponíveis. É um prato cheio para qualquer um que gosta de dar uns tiros em realidade virtual. Nota: 8,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Operation Warcade’
Estúdio: Ivanovich Games (www.ivanovichgames.com)
Gênero: Shooter (jogo de tiro)
Data de lançamento: 11 de abril de 2018
Plataformas: PSVR (usado neste review), HTC Vive, Oculus Rift e Windows MR.
Preço: R$ 61,50 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 2,04 GB
Idioma: Inglês (áudio) e português (textos)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers, Aim Controoler e Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Ivanovich Games]

Assista ao trailer de ‘Operation Warcade’

 

[review] ‘Island Time’: você sobreviveria 3 minutos em uma ilha deserta?

Para quem está acostumado às facilidades do mundo moderno, a ideia de sobreviver sozinho em uma ilha deserta parece um desafio um tanto assustador. O estúdio Flight School do excelente mas curto ‘Manifest 99’, transforma isso em piada no survival ‘Island Time VR’.

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O game é uma espécie de ‘O Náufrago’ em escala reduzida. Você se vê em uma ilha minúscula e precisa fazer todo o possível para sobreviver. E rápido: o tempo passa rápido nesta ilha. Então, é bom ficar sempre de olho no relógio (sim, você tem um relógio no pulso esquerdo que mostra o quanto ainda lhe resta de vida. Para morrer, basta ficar uns dois minutos sem comer.

No game, seu único objetivo é se manter vivo. Para isso, vai contar com os recursos já disponíveis na ilha e com alguns objetos dentro de uma caixa de madeira que aparece “magicamente”, de tempos em tempos. Seu único companheiro será o falante Carl the Crab, um caranguejo cuja dublagem é um dos pontos altos do game.

Manter-se vivo nesta ilha envolve atividades que seriam comuns em uma situação real, como pescar, colher frutos, acender uma fogueira e, claro, comer. Há ainda alguns elementos que fogem um pouco à realidade (não vou dizer para não estragar a surpresa) e combinam bem com o clima cômico do jogo.

Falando nisso, o humor é um dos trunfos de ‘Island Time’ e isso fica bem claro nas tiradas de Carl the Crab e nos próprios gráficos em estilo cartoon. Carl interage com você o tempo todo e, quando você morre, as falas dele vão mudando, o que torna a experiência mais divertida e menos repetitiva.

Aliás, a repetição é uma constante no jogo – e isso não é ruim. Você terá que repetir determinadas atividades várias vezes (e de forma acelerada) para sobreviver o máximo de tempo possível. Além disso, é provável que você morra muitas e muitas vezes – até entender o que fazer em cada situação e como evitar alguns perigos. De certa forma, o jogo lembra o filme ‘No Limite do Amanhã’, no qual o personagem de Tom Cruise morre várias e várias vezes e sempre volta a um determinado ponto.

Diante da difícil tarefa de não morrer, você mesmo representa um dos maiores perigos à sua sobrevivência. Ficar parado é sinônimo de morte certa, mas algumas ações também podem colocar um ponto final mais rápido em sua vida. Lembra quando seus pais diziam “Não brinque com o fogo?”. Pois é, fica a dica.

Para sobreviver, você pode confeccionar algumas ferramentas rudimentares, que vão te ajudar nas tarefas. Também pode confeccionar coisas inúteis – mas só vai descobrir tentando. E essa é uma das graças do jogo: é um game despojado, que não deve ser encarado com seriedade. Morrer não deve ser encarado como uma derrota, mas sim como uma oportunidade de aprendizado e diversão também. Morreu? Não leve tão a sério, é só um jogo!

O caráter descontraído do título também se reflete na ausência de objetivos do game. Não existem fases a passar, objetivos a cumprir ou pontos a atingir. Você só precisa ficar vivo o maior tempo possível. E talvez essa seja a maior falha do jogo, já que nós, jogadores, em geral queremos nos sentir desafiados.

Mas o jogo, apesar de não ter uma “campanha”, não deixa de ter desafios, expressos através dos troféus. São 20 ao todo (1 de platina, 8 de ouro, 7 de prata e 4 de bronze) e o mais difícil deles exige que você permaneça vivo por 20 minutos. Parece fácil, mas com o tempo os recursos vão rareando e os perigos aumentam cada vez mais, exigindo mais rapidez e organização da sua parte. Na minha opinião, transformar estes troféus em objetivos dentro do jogo seria uma forma de tornar o game mais dinâmico e desafiador.

Como já falei, o game se passa em uma ilha minúscula e você é incentivado a se mover para os lados dentro deste pequeno universo, usando o tracking do headset. No entanto, no Playstation VR isso não é uma boa ideia, já que temos apenas uma câmera (na nossa frente) e se movimentar demais pode colocar você fora da área de jogo, além de causar problemas de tracking. A solução é usar os botões de girar o corpo e estender os braços o máximo possível para alcançar os objetos.

O game é jogado com um par de PS Moves, que são obrigatórios, já que não há suporte ao controle tradicional. O título está todo em inglês, sem opção de legendas. Para quem não sabe nada do idioma, isso vai impedir de entender as piadas feitas pelo caranguejo Carl, mas não não será um problema para conseguir jogar.

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VEREDITO

‘Island Time VR’ é um game que traz diversão e humor para o survival, um gênero que costuma estar ligado a momentos de tensão ou até mesmo terror. Você precisa correr contra o tempo para tentar sobreviver em uma ilhota, com os parcos recursos que ela oferece. No entanto, existe uma certa ausência de desafios extras, pois seu único objetivo ali é sobreviver, sobreviver e sobreviver. Além disso, alguns problemas de tracking (especialmente no PSVR) podem dificultar a vida do jogador. Apesar disso, não deixa de ser um bom jogo. Nota: 8,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: ‘Island Time VR’
Estúdio: Flight School (http://islandtimevr.com)
Gênero: Survival (sobrevivência)
Data de lançamento: 3 de abril de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: US$ 14,99 (PS Store EUA) | Indisponível na PS Store Brasil
Tamanho do download: 480 MB
Controles suportados: Um par de PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Idioma: Inglês (áudio, sem legendas)
Jogadores: 1 (sem modo online)

Confira abaixo o vídeo “Cinco maneiras que você vai morrer em ‘Island Time'”

[review] Escolhas ruins estragam a diversão do RPG ‘Preta: Vendetta Rising’

Jogos em primeira pessoa temos aos montes nos atuais headsets de realidade virtual. Sem dúvida, esta perspectiva é perfeita para gerar a sensação de imersão que a RV proporciona. No entanto, alguns desenvolvedores estão mostrando que a perspectiva em terceira pessoa também rende resultados muito interessantes e imersivos também – ainda que em um universo em escala reduzida. É o caso de ‘Moss’, ‘Bloody Zombies’, ‘Theseus’ e agora ‘Preta: Vendetta Rising’.

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Desenvolvido pelo estúdio coreano Illion Interactive e distribuído pela YJM Games, ‘Preta’ é um RPG assumidamente inspirado em ‘Diablo’, ‘Dark Souls’ e ‘Monster Hunter’ e lançado originalmente para Oculus Rift e HTC Vive em julho de 2017. Podemos dizer, sem medo de errar, que ‘Preta: Vendetta Rising’ é o “único de sua espécie” no Playstation VR – afinal, são poucos os jogos em VR que podem se dar ao luxo de dizer que têm mais de 50 horas de duração. Isso, por si só, já é algo a comemorar. Mas algumas escolhas dos desenvolvedores tornaram o game cansativo, repetitivo e pouco recompensador. Vamos à análise, começando pelos pontos positivos.

Antes de mais nada, vamos à explicação sobre o nome ‘Preta’ – se você achou que tinha algo a ver com português, errou. Em sua página na Steam, os desenvolvedores explicam que “preta” é uma palavra em sânscrito (antiga língua falada na Índia, há milênios atrás), que significa “seres sobrenaturais que sofreram imensamente antes da morte e agora tornaram-se monstros devoradores de carne”. Na história, você escolhe entre três heróis para dizimar os pretas que estão ameaçando a paz do mundo de Akirion. São eles: o guerreiro Marcus, a assassina Alicia e a pequena maga Reina.

Como esperado, o game é jogado com o Dualshock 4. Nos botões de face, você tem um ataque básico para desferir combos e três magias/ataques especiais. O L2 é a defesa e no R2 fica a esquiva. Segurando o L1, você abre o menu de poções (na verdade, você começa apenas com um tipo de poção). Em cada quest, você pode levar até cinco poções de cada tipo (e elas se renovam sozinhas a cada nova missão).

O gameplay é bem divertido, se você gosta do estilo “hack and slash”. Não há barra de mana e cada magia/ataque especial tem o seu tempo de recuperação depois que você usa. Alguns inimigos (os maiores), quando estão com pouca vida, exibem um R1 em cima das suas cabeças, que permite você finalizá-los no melhor estilo ‘God of War’ e recuperar um pouco de vida. Conforme vai dizimando ‘pretas’, você enche uma barra de rage, que deixa seu personagem ainda mais poderoso por um curto período de tempo. Clicando no R3, você troca a câmera do jogo (são quatro disponíveis, incluindo uma visão em 1ª pessoa).

O jogo tem uma boa variedade de inimigos, que vão sendo introduzidos a cada fase nova. Os cenários são bem construídos, apesar de ficarem repetitivos com o tempo, mas ajudam bastante na imersão. As atuações e dublagens são convincentes. Quem joga RPG e está acostumado a procurar itens e baús escondidos por todo canto vai se decepcionar um pouco: não há nada a procurar pelo cenário, a não ser itens previstos em cada quest.

Falando das quests, elas são bem simples e rápidas – algumas duram em torno de 4 minutos. Antes de iniciar cada uma, você já sabe o que vai ganhar se cumprir o objetivo principal e quatro objetivos secundários. Os objetivos secundários envolvem coisas como não morrer mais que uma vez, usar menos do que cinco poções, ativar o modo rage menos de três vezes e por aí vai.

Você pega estas quests no acampamento, que funciona também como se fosse o menu do jogo. É lá que você irá distribuir os pontos de habilidade que ganhar, trocar suas armas e equipamentos, comprar itens ou adentrar no modo multiplayer do game. Sim, o jogo tem MP online para até 3 jogadores, mas é dedicado a jogadores com níveis mais elevados. Esse modo é chamado de “raid” (jornada) e o único desafio que encontrei foi etntar enfrentar, logo de cara, um monstro gigante com quatro vezes o meu nível. Ele me matava com apenas um golpe.

Assista ao vídeo-review de ‘Preta: Vendetta Rising’

JOGUE DE NOVO. DE NOVO. E DE NOVO!

E como é que você sobe de nível em ‘Preta: Vendetta Rising’? O game não tem XP (experiência). Em vez disso, tem CP (“combat points”), que você ganha equipando armas e peças de armadura. Aliás, não são peças de armadura propriamente ditas, já que a armadura funciona apenas como uma skin. São apetrechos como anéis, brincos, colares e cintos. Cada um desses itens tem um nível, que pode ser comum, incomum, raro, épico ou lendário. E um rank (1, 2 ou 3). Quanto maior o nível do equipamento ou arma, mais CP você ganha.

Em um RPG “normal”, você ganha armas e equipamentos conforme mata inimigos – ou encontra em baús, ou recebe após completar quests. Não estou dizendo que todos são assim, mas pelo menos uma boa parte é. Então, ‘Preta’ faz parte de uma exceção, em que você não terá seu esforço recompensado com uma arma ou equipamento de nível superior ao seu atual. Você vai ganhar uma receita (“recipe”) para levar até o ferreiro e forjar o equipamento. Moleza, não? Calma lá… Agora é que vem o duro golpe. Para forjar qualquer coisa (com exceção das poções), você precisará de (anote): seis diferentes materiais, em quantidades que variam de acordo com o nível do equipamento. Para completar, uma boa quantidade de ouro (porque o ferreiro não trabalha de graça, né?).

E é aí que mora o grande problema do jogo. Para conseguir estes itens, você precisará repetir as quests de novo e de novo, até ter tudo que precisa. Para forjar uma arma épica, por exemplo, eu precisei repetir uma missão oito vezes. Para forjar um equipamento lendário, foi necessário repetir quests 16 vezes – sendo que nem consegui as 33 mil moedas de ouro que o ferreiro mercenário pede de pagamento, porque as fontes para conseguir ouro são escassas. A quantidade de ouro que você ganha ao terminar uma quest é mínima.

Mas talvez você esteja pensando: “Mas não posso seguir o jogo normalmente e ir ganhando materiais conforme for passando de fase?”. É, este seria o ideal. Mas não é o que acontece. A cada quest nova, os inimigos sobem absurdamente de nível, deixando muito difícil você matar um inimigozinho sequer. Ou seja, o jogo te obriga a subir de nível de CP se quiser seguir adiante. E a única forma de fazer isso é repetindo as quests anteriores.

Daí que vem o grande questionamento: por que alguém iria conceber um jogo assim? E, ainda, achar que alguém, por livre e espontânea vontade, iria ficar repetindo as mesmas fases de novo e de novo pra conseguir uns míseros materiais? Tudo bem que “farming” faz parte de qualquer RPG. Mas ‘Preta: Vendetta Rising’ consegue tornar essa atividade extremamente repetitiva, pouco prazerosa e ainda menos recompensadora.

As maiores críticas em torno do game é que ele foi claramente concebido como um “pay to win” (ou seja, “pague para vencer”. Quando foi lançado, havia uma loja dentro do jogo em que você podia comprar vários tipos de materiais para forjar suas armas e equipamentos. Essa loja – não sei se vocês entenderam – usava dinheiro de verdade. E não era nada barato. Havia inclusive itens cosméticos que custavam cerca de dez dólares. Em agosto do ano passado, um update removeu esta loja, mas o problema ficou. A quantidade absurda de materiais de que você precisa para forjar qualquer coisa permanece a mesma, impedindo que você avance na história.

PRA FINALIZAR

Por algum motivo que eu desconheço, ‘Preta: Vendetta Rising’ só pode ser jogado se você estiver conectado à internet, mesmo que você esteja jogando sozinho, na campanha single player. E o jogo exige que você tenha assinatura da Playstation Plus.

Além disso, o game está todo em inglês, com legendas e áudio neste idioma. Não há opção para jogar em português. Ah, e não custa lembrar que atualmente há um bug que te obriga a colocar o idioma do seu console em inglês dos Estados Unidos, se não coisas estranhas vão acontecer.

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VEREDITO

Os desenvolvedores de ‘Preta: Vendetta Rising’ fizeram um excelente game, com bons gráficos, um gameplay bacana e uma proposta até agora única no Playstation VR. Mas conseguiram arruinar isso tudo com um sistema de evolução lento, que exige que você repita as mesmas fases várias e várias vezes. Você até se diverte bastante nas horas iniciais – e passei madrugadas inteiras jogando para ver até onde eu iria chegar. Mas me deparei com uma pergunta que ficou sem resposta: “Pra quê?”. Espero que um futuro update balanceie melhor as coisas – e, se vier, farei questão de atualizar este review. Nota: 6,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Preta: Vendetta Rising’
Estúdio: Illion Corp/YJM Games (http://illiongames.com)
Gênero: RPG em 3ª pessoa
Data de lançamento: 29 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: 19,99 (PS Store EUA) | Indisponível na PS Store Brasil
Tamanho do download: 5,04 GB
Idioma: Inglês (áudio e legendas)
Controles suportados: Dualshock 4
Jogadores: 1 (online) | 2-3 (modo multiplayer online). Para jogar o game, é obrigatório ter conexão à internet e assinatura da PS Plus

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela YJM Games]

Assista ao trailer de ‘Preta: Vendetta Rising’

[review] ‘Crisis on the Planet of the Apes’ supera qualquer expectativa

Jogos baseados em filmes sofrem com uma espécie de maldição, que vem desde que ‘ET’ foi lançado para o Atari, em 1982. Mais de três décadas depois, poucos games escaparam da sina de serem apenas caça-níqueis mal-feitos para ganhar uns trocados apostando exclusivamente na fama e no marketing que filmes de sucesso trazem consigo. No Playstation VR, salvo algumas exceções, a tônica tem sido a mesma. Mas ‘Crisis on the Planet of the Apes’ vem para mostrar que é possível fazer um game de qualidade inspirado em uma grande produção de Hollywood. O game surpreende positivamente, inclusive porque, quando se trata de algo baseado no cinema, você já coloca suas expectativas lá embaixo.

[Use the Google Translate button to read the text on your language]

‘Planeta dos Macacos’ é uma franquia cinematográfica levada às telas pela primeira vez em 1968, quando nem existiam videogames. Ganhou um reboot em 2011, com ares científicos que buscam explicar como os macacos tomaram conta do planeta. Os fatos que antecedem a ação do jogo, até eclodir a guerra entre humanos e símios, é contada rapidamente, no momento em que você é apresentado ao tutorial de movimentação do game. Cronologicamente, o game se passa entre o 1º e o 2º filmes da nova versão, cinco anos após o surto da “Gripe Símia”, que eliminou metade da humanidade e deixou os primatas mais inteligentes.

A locomoção (que exige um par de PS Moves) usa um sistema parecido com o de ‘Sprint Vector’ e funciona muito bem. Ela replica perfeitamente (até onde é possível) a maneira de andar dos primatas. Portanto, não se sinta um idiota se você curvar o corpo e começar a fazer macaquices. Esse efeito colateral é totalmente esperado. =D

Apesar de não usar teleporte, a movimentação no solo não é totalmente livre. Você só pode andar para pontos pré-determinados, nos quais aparece o contorno de um macaco. Isso, claro, tira a liberdade de movimento do jogador, mas também evita enjoo de movimento. Aliás, os desenvolvedores se mostraram atentos a este ponto, já que incluíram uma vinheta (sombra preta ao redor da tela) para evitar enjoo. No entanto, poderiam ter colocado opções no menu para tirar essa vinheta para jogadores que não tem esse problema. Outro problema é que não há botões para girar o corpo para a esquerda ou direita. Considerando que a câmera do Playstation só capta seus movimentos se você estiver de frente, temos um problema, Houston.

A movimentação também inclui escalar canos e paredes e se dependurar em todo tipo de estrutura. Paredes, canos e beiradas que podem ser escaladas são destacadas em azul, o que facilita a locomoção. Mas é bom manter uma certa distância entre os moves e o headset, senão você verá com frequência uma tela preta dizendo que você está “dentro” da parede ou algo do tipo. Também existe uma distância correta para agarrar as coisas – se você aproximar demais, ele não agarra.

“TIME CRISIS OF THE APES”

A segunda parte do gameplay do jogo é dedicada aos tiroteios. Armado com um fuzil automático (outras duas armas virão depois), você enfrentará soldados cuja inteligência artificial é meio torpe, mas não chega a atrapalhar. Mesmo porque eles podem aparecer de todos os lados, pegando você desprevenido.

Nestas partes, você usa um sistema de cobertura (cover) que funciona de maneira muito intuitiva. Existem varias áreas onde você pode se abrigar para escapar dos tiros adversários. A mecânica lembra ‘Time Crisis’, com a diferença que não se trata de um “on-rails shooter” (jogo de tiro em trilhos). Você continua se movendo para áreas pré-determinadas e tem a liberdade de escolher para onde vai.

A maneira como você guarda o fuzil e recarrega sua arma também é bastante intuitiva. As balas não são infinitas e é preciso ficar atento aos cartuchos espalhados pelo cenário. Se você ficar sem bala, é problema: não é possível voltar para coberturas anteriores. E como não há golpe corpo a corpo, a única saída será morrer e começar de novo.

Quando você morre, o jogo volta para um trecho anterior, não muito distante de onde você estava. Mas o checkpoint é ilusório: se você sair do jogo e voltar, terá que iniciar o capítulo de novo. A vida não se recupera: existe um certo limite de tiros que você pode levar. Sabe aquela manha de pegar uns tiros e esperar o tempo passar pra recuperar vida? Pois é, não vai rolar.

Existem três modos de dificuldade (easy, normal e hard) e para conseguir todos os troféus o jogo exige que você termine-o nos três. Falando nisso, o game também tem troféu de platina. O jogo é todo falado em inglês, sem opções de legenda em português.
Talvez a curta duração seja o maior defeito do jogo – dura algo em torno de uma hora e meia a duas horas, no máximo. Mas está na média dos jogos para realidade virtual e até acima da média considerando apenas os games baseados em franquias de sucesso no cinema.

Graficamente, o game é primoroso. Traz modelos bem feitos de humanos e símios, além de cenários bastante realistas. Vi apenas uma textura de baixa resolução no solo, mas dá pra deixar passar. Os serrilhados também são mínimos, dentro do esperado para o PSVR. O som é bem trabalhado e ajuda na imersão do jogo. No entanto, a ausência de música torna alguns trechos cansativos, com o barulho onipresente de um helicóptero. Vi comentários pela internet reclamando de constantes travamentos no jogo. Durante meu gameplay (jogando no PS4 Pro), este problema aconteceu apenas uma vez – e aí é preciso começar a fase tudo de novo. Esperamos que estes problemas possam ser corrigidos em patches futuros.

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VEREDITO

Numa só frase, posso garantir que ‘Crisis on the Planet of the Apes’ é um dos melhores jogos baseados em filmes que já joguei. Considerando a relação custo x benefício, o jogo é imperdível. Compactado em cerca de uma a duas horas, tem tudo o que um grande jogo precisa ter: bons personagens, gameplay divertido, gráficos bem feitos, história bem contada e muita imersão. Você se sente na pele daquele personagem e acaba reproduzindo instintivamente movimentos que já viu os macacos fazendo. O jogo não deixa de ter alguns defeitos, é verdade. Mas nada que tire o seu brilho. Nota: 9/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Crisis on the Planet of the Apes’ (‘Crise no Planeta dos Macacos’)
Estúdio: FoxNext VR Studio
Gênero: Ação/shooter
Data de lançamento: 3 de abril de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 45,90 (PS Store Brasil) | US$ 14,99 (PS Store EUA) *
Tamanho do download: 4,11 GB
Idioma: Inglês (áudio e legendas)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

* O jogo foi lançado com preço promocional, com desconto de 33% até o dia 17 de abril de 2018: R$ 30,75 (PS Store Brasil) | US$ 10,04 (PS Store EUA)

[Este review foi feito com jogo cedido pelo amigo Luciano Silva. Valeu, Luciano!]

Assista ao trailer de ‘Crisis on the Planet of the Apes’

[review] ‘Lunar Stone’ parece uma obra inacabada que precisava de mais tempo

Que tal um shooter onde você usa um trabuco maneiro e uma espada para destroçar vampiros, esqueletos e outros tipos de monstros? E ainda pode optar por um par de bestas automáticas ou luvas mecânicas que soltam bolas de fogo? Aparentemente, nada poderia dar errado em um game como esse, não é mesmo? No entanto, algo desandou em ‘Lunar Stone: Origin of Blood’ que transformou o jogo em uma experiência onde pouca coisa se aproveita.

O jogo é de todo ruim? Não exatamente. Mas ele peca no fundamental para qualquer jogo: o gameplay. São apenas cinco fases, sendo que apenas três delas têm algum tipo de ação. As outras duas assemelham-se a “cutscenes” jogáveis, ainda que não haja muita coisa o que fazer nelas.

Isso não seria problema se as outras três fases oferecessem algo consistente ao jogador. Mas não é o caso. Cada uma dessas fases dura em torno de cinco minutos (e o game todo vai durar em torno de 30 minutos, contando o tutorial e os loadings). Nas duas primeiras fases, você enfrenta alguns poucos inimigos e logo em seguida vem o boss. Na última, é só o chefão. E acabou-se.

Durante as fases de tiroteiro, você ficará totalmente estático, atirando e esperando que os inimigos venham até você para levarem espadadas. A inteligência artificial dos inimigos é nula – estão ali apenas para morrer mesmo. Eles não reagem a nada, nem quando são acertados (aliás, eles nem parecem sentir as balas). A inteligência de suas companheiras de batalha, por outro lado, também não se sobressai. Assim como você, elas ficam paradas tentando acertar os inimigos – que às vezes até as ignoram e passam direto por elas.

Falando delas, os designers parecem ter passado bastante tempo construindo suas formas voluptuosas e trajes provocantes, bem ao gosto adolescente. Mas a animação, a dublagem em inglês e o gestual delas são de causar risos (não há sincronia labial e às vezes elas nem abrem a boca pra falar).

A intenção com estas personagens parece ser proporcionar alguma profundidade e interatividade ao jogo, mas a trama tem um fiapo de história tão fraco que até agora eu não sei quem você é e o que está fazendo lá. Só sei que você precisa recuperar três cristais coloridos e evitar que eles caiam nas mãos de um vampiro. “O” Vampiro.

Em termos técnicos, o som e a trilha sonora não deixam a desejar (exceto a música dos créditos finais, que parece totalmente descontextualizada). Graficamente, o jogo também tem seus pontos positivos, com modelos e cenários bem construídos. Há, no entanto, algumas texturas em baixa resolução nas paredes.

Para jogar, você usa um par de PS Moves. Não há botões para girar para os lados. Nas fases de ação, isso não é problema, já que os inimigos nunca vêm por trás de você. Mas nas fases de “cutscene”, os botões para girar o corpo fazem falta, já que nelas você pode ir teleportando para explorar o cenário e às vezes pode se ver de costas para a PS Camera, o que pode gerar problemas de tracking.

Mas, se não há botões para girar, os desenvolvedores implementaram uma mecânica interessante: a esquiva. Movendo a cabeça rapidamente para o lado, você ativa a esquiva, que serve para escapar dos ataques adversários, principalmente dos bosses.

O game tem três níveis de dificuldade (easy, normal e hard) e ao terminar no easy você destrava um par de adagas e duas luvas mecânicas que atiram bolas de fogo. Mas elas não se mostram tão efetivas quanto as armas originais, o que é uma pena. Você destrava também a possibilidade de enfrentar somente os chefões, o que não vai acrescentar muito ao gameplay.

O menu principal do game promete ainda um modo “endless waveshooter”, que será lançado em breve (não sabemos quando). O título é todo falado em inglês, com legendas no mesmo idioma.

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VEREDITO

No trailer, ‘Lunar Stone: Origin of Blood’ é lindo. Parece ser um ótimo jogo, com personagens pra você interagir, armas bacanas e muitos bosses. Mas, quando você joga, percebe que tem muita coisa faltando para se tornar uma experiência revelante. Adições futuras podem trazer mais emoção ao game, que, infelizmente, parece uma obra incompleta. Nota: 4/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Lunar Stone: Origin of Blood’
Estúdio: GQJoy, Zenox Production e Gamepoch (www.gamepoch.com)
Gênero: Shooter
Data de lançamento (ocidente): 21 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Tamanho do arquivo: 4,39 GB
Idioma: Inglês (áudio e legendas)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Gamepoch]

Assista ao trailer de ‘Lunar Stone: Origin of Blood’

[review] Puzzle ‘Floor Plan’ oferece desafio e diversão dentro de um elevador

Os puzzles lançados até agora para o Playstation VR (PSVR) trazem experiências das mais diversas, em situações bastante diferentes. Em comum, o desafio de fazer você colocar seu cérebro pra funcionar e resolver enigmas cabulosos. Ainda que curto, ‘Floor Plan’, do estúdio indie norte-americano Turbo Button, oferece alguns momentos de diversão e resgata um gênero conhecido como “point and click” (aponte e clique), que fez (e ainda faz) muito sucesso nos PCs.

No game, você precisa recuperar as partes de um traje futurista, subindo e descendo de andar em um elevador. Isso mesmo: você vai passar o jogo inteiro dentro de um elevador, enquanto se depara com cenários os mais inusitados possíveis, que obviamente não poderiam coexistir em um prédio comum. Faz parte humor nonsense que permeia o jogo.

Em cada andar, você interage com diferentes figuras, para conseguir objetos que vão te ajudar a recuperar as partes do traje. Não vou dar muitos detalhes para não estragar sua jornada, mas é interessante notar como os cenários e personagens interagem entre si.
De dentro do elevador, é possível observar detalhadamente cada andar, usando o tracking do headset, para procurar pistas do que fazer. As partes “clicáveis” e “interagíveis” são marcadas em amarelo, o que facilita na sua busca. Para jogar, você pode usar o Dualshock 4 ou um par de PS Moves (que deixam a experiência mais imersiva).

Se você ficar travado em uma parte, pode pedir ajuda pelo interfone. Na primeira resposta, a voz do outro lado vai te dar uma dica um tanto quanto vaga. Se ainda assim você não conseguir resolver o quebra-cabeça, na segunda resposta ela vai praticamente resolver o enigma pra você, o que perde um pouco a graça do jogo. Considerando que você deve levar cerca de uma hora para terminá-lo, é bom evitar a “ajudazinha”, para valorizar mais o game. Mesmo porque não há nenhuma solução milaborante ou que não faça sentido. Mas às vezes é preciso procurar uma resposta menos ortodoxa.

Assim como a maioria dos puzzles, ‘Floor Plan’ tem valor de replay quase nulo, já que depois que você sabe a solução dos problemas o jogo deixa de ser desafiador. Mas ainda é possível jogar de novo para tentar conseguir os troféus. Não há platina, mas um dos troféus exige que você termine o jogo em apenas 10 minutos.

O jogo não está disponível em português, mas o menu oferece várias opções de idioma, inclusive espanhol, o que deixa a compreensão por parte dos brasileiros bem mais fácil. Mesmo porque não há muitos textos para ler – exceto as instruções que sua ajudante te passa. Aliás, a voz dela tem um efeito cômico, já que ela não fala em nenhum idioma conhecido – é mais ou menos como a voz da professora do Charlie Brown.

Em termos técnicos, o título é muito bem apresentado, com gráficos cartunescos bem polidos e modelos bem feitos. Os desenvolvedores atentaram para cada detalhe e criaram personagens que, se não são tão marcantes, são cativantes, cada um à sua maneira, e têm vida própria. As músicas combinam bem com o clima de cada ambiente (cada andar tem sua música, algumas lembrando típicas músicas de elevador).

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VEREDITO

Com um humor nonsense sem ser escrachado, ‘Floor Plan’ oferece um gameplay consistente e alguns desafios para quem gosta de quebra-cabeças. Não há nada que um ser humano comum não possa resolver – e é aí que mora a grande graça do jogo. Apesar de ser curto e não ter valor de replay, o título diverte na medida certa. Os desenvolvedores sabem o tamanho do jogo que entregaram e o game foi lançado com preço promocional * na PS Store. Nota: 9,0.

* ‘Floor Plan’ foi lançado com desconto de 20% para membros PS Plus, válido até o dia 3 de abril deste ano.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Floor Plan’
Estúdio: Turbo Button (www.turbo-button.com/floorplan)
Gênero: Puzzle
Data de lançamento: 20 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift, HTC Vive, Samsung Gear VR, Daydream e Windows MR
Preço: US$ 5,99 * (PS Store EUA) | Indisponível na PS Store BR
Tamanho do download: 338 MB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

* Até 3 de abril, o jogo tem 20% de desconto para membros PS Plus, saindo por US$ 4,79

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Turbo Button]

Assista ao trailer de ‘Floor Plan’

[review] Pegue suas baquetas virtuais e entre no ritmo de ‘Audio Beats’

Na era do PS2 e PS3, jogos musicais como ‘Guitar Hero’ e ‘Rock Band’ transformaram-se em uma febre, misturando grandes hits do rock, bandas lendárias e instrumentos de plástico. ‘Audio Beats’, desenvolvido pelo estúdio chinês Famiku e distribuído pela Gamepoch, é a primeira tentativa de trazer algo semelhante ao universo virtual do Playstation VR. A seguir, tentarei resumir os erros e acertos do game.

Em ‘Audio Beats’ (que aparece como ‘Batidas de Áudio’ na PS Store BR), seus PS Moves tornam-se baquetas virtuais, bastante futuristas por sinal. Aliás, logo no menu inicial é possível trocar a aparência das baquetas e transformá-los em baquetas laser estilo ‘Star Wars’. Você também pode mudar a aparência de várias coisas (mas entraremos nesse assunto mais adiante).

Em alguns aspectos, ‘Audio Beats’ é parecido com tocar bateria nos games das gerações passadas. A disposição dos quatro tambores e o esquema das notas que descem na sua direção são os mesmos que a gente vê em ‘Guitar Hero’ e similares.

Mas há algumas diferenças fundamentais: os quatros tambores virtuais soam da mesma forma, independente da posição deles. O que vai determinar o som que será emitido é o tipo de “nota” que será tocada. E elas vêm de três tipos. A mais comum é também a mais curta, depois tem uma “nota” longa e uma terceira que você precisa acertar o tambor na direção que ela aponta.

‘Audio Beats’ traz uma outra diferença. As músicas do game soam como um pop eletrônico, do tipo que se ouvia na franquia ‘Dance Dance Revolution’. E, diferente dos games musicais tradicionais, aqui as músicas já vêm “prontas”. Você vai interagir com ela e acrescentar alguns sons usando a bateria, mas a música já tem suas próprias batidas. Ou seja, se você errar, não vai ficar faltando nada (mas terá que ouvir um ruído irritante de campainha).

Cada faixa do game dura em torno de 3 minutos. Então, considerando que são apenas cinco músicas, em cerca de 15 minutos você já terá jogado tudo o que o game tem a oferecer. É pouco? É. Mas o título deixa em aberto a possibilidade de serem adicionadas novas músicas – só não sabemos quando.

Além disso, há três níveis de dificuldade para escolher (Basic, Advanced e Extreme), o que aumenta o fator de replay. Além disso, o jogo atribui notas ao seu desempenho, que vão de D a S – e buscar a melhor nota é um estímulo a mais para voltar a jogar.

Para não tornar a experiência tão repetitiva, você pode ajustar no menu principal os três tipos de sons que você produz com seus tambores, além da aparência das notas percussivas e o formato dos tambores. A quantidade não é muito grande, mas ajuda a dar mais variedade ao gameplay. A inclusão de modos diferentes de jogo, como um endless mode ou um modo história, poderia ser mais uma boa adição ao game.

Graficamente, o jogo não é nenhum arroubo técnico, mas cumpre o seu papel (afinal, o foco aqui é no áudio). Há apenas um cenário – se é que podemos chamar assim. Cores e algumas figuras geométricas vão surgindo conforme você acumula “combos”. Uma personagem sem nome surge na tela a cada 100 hits sem errar e as baquetas também vão mudando de cor.

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VEREDITO

‘Audio Beats’ tenta transportar para a atual geração de headsets de realidade virtual a emoção dos games musicais que marcaram uma geração de gamers. No entanto, a limitação na quantidade de faixas e algumas escolhas de gameplay (como aquela que deixa o som dos tambores todos iguais) impedem que o jogo atinja seu objetivo completamente. Vamos esperar que uma possível adição de novas músicas e futuros updates possa levar o jogo a um novo patamar. Nota: 6,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Audio Beats’ (‘Batidas de Áudio’)
Estúdio: Famiku/Gamepoch (https://www.gamepoch.com/game.html?id=9)
Gênero: Rítmico-musical
Data de lançamento: 20 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift e HTC Vive
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 153 MB
Idioma: Inglês
Controles suportados: Dois PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Gamepoch]

Assista ao trailer de ‘Audio Beats’

[review] Corra sem sair do lugar no ritmo do divertido ‘Run Dorothy Run’

Jogos musicais estão em alta no Playstation VR. Já existem boas opções no mercado, cada um com sua linguagem própria e seus atrativos únicos. Será que ‘Run Dorothy Run’, do estúdio canadense Virtro Entertainment, tem o que é preciso para garantir um lugar ao sol entre os lançamentos do estilo?

Como o nome do jogo sugere, ‘Run Dorothy Run’ é inspirado no livro ‘O Maravilhoso Mágico de Oz’, publicado por L. Frank Baum em 1900. Personagens e cenários da obra (composta na verdade por um total de 14 livros) desfilam pelas fases do game.

Você controla a Dorothy do título e é acompanhado por personagens que fazem parte deste universo de fábulas, incluindo um cãozinho, um macaco voador e uma cabeça verde voadora.

Ao todo, são 18 fases e você vai liberando uma por uma. Seu objetivo é coletar cristais com os bastões que você segura em cada mão. Estes bastões são “réplicas” dos PS Moves, que são obrigatórios para jogar o game.

O jogo funciona mais ou menos como um game musical estilo ‘Guitar Hero’: você precisa ficar atento ao timing de cada cristal, para atingi-lo na hora certa. A diferença aqui será o esforço físico. É preciso manter os braços levantados a maior parte do tempo, o que pode cansar os ombros depois de alguns minutos. Mas é uma experiência bem divertida e mesmo quem não gosta de dançar, como eu, vai se sentir um John Travolta nos ‘Embalos de Sábado à Noite’. Com uma trilha sonora animada e repleta de suingue, é impossível ficar parado.

No decorrer das fases, vão aparecendo alguns alguns itens especiais pra você pegar. O osso, por exemplo, faz com que o cachorro colete cristais extras. O macaco voador te ajuda abrindo portas. E a cabeça voadora… Bem, ela está lá mais para lhe passar instruções – e não para de falar.

Além dos power-ups, também aparecem alguns perigos nas fases, como lobos, corvos, objetos atirados na sua direção e até macacos voadores gigantes. Você tem uma barra de vida e se for atingido várias vezes, pode ser o fim da sua jornada. Mas, conforme vai recolhendo cristais, você recupera a vida. Pegar vários cristais em sequência também aumenta o seu multiplicador, o que vai garantir mais pontos ao final da fase.

Em cada fase, é possível obter notas que vão de 1 a 5 estrelas, dependendo do seu desempenho. E é possível jogar em três niveis de dificuldade (fácil, normal e difícil). Cada nível de dificuldade a mais acrescenta maiores desafios, que vão exigir mais agilidade e malabarismos da parte do jogador.

É importante destacar que o tracking dos controles funciona perfeitamente. Os gráficos em estilo cartoon não chagam a ser um deleite visual, mas combinam bem com a proposta de diversão do game. O áudio é sensacional e, aliado à ótima dublagem dos personagens, dá um charme especial ao game.

Falando em áudio, avisamos aos brasileiros que não há legendas ou qualquer outra localização para o português do Brasil. No entanto, isso não deve ser problema para aproveitar o jogo em sua plenitude.

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VEREDITO

‘Run Dorothy Run’ é mais uma excelente adição ao universo dos games rítmico-musicais do PSVR, com uma sonoridade cativante formada por músicas compostas especialmente para o game. Se você gosta de música, de games musicais ou de balançar o esqueleto, ‘Run Dorothy Run’ é uma excelente pedida. Nota: 9,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Run Dorothy Run’
Estúdio: Virtro Entertainment (https://www.virtro.ca)
Gênero: Rítmico-musical
Data de lançamento: 20 de fevereiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift e HTC Vive
Preço: US$ 19,99 (PS Store EUA) | Indisponível na PS Store BR
Tamanho do download: 1,46 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Virtro Entertainment]

Assista ao trailer de ‘Run Dorothy Run’

[escolha do editor] ‘Blasters of the Universe’ mostra que ainda é possível inovar no gênero shooter

Eu não sabia até começar a pesquisar para fazer esse review, mas “bullet hell” é um subgênero de um gênero de games chamado “shoot’em up” (os famosos “jogos de navinha”, como a gente chama no Brasil, bem comuns nos anos 1990). Dentro desse gênero, os “bullet hells” são jogos de nave em 2D com visão aérea ou lateral que se caracterizam pela quantidade absurda de tiros simultâneos na tela. Do jogador, espera-se destreza para desviar da infinidade de tiros inimigos, enquanto tenta acertar os seus. O estúdio canadense Secret Location partiu desse princípio para criar ‘Blasters of the Universe’, que ganhou o subtítulo apropriado de “VR Bullet Hell”.

Trata-se de um estilo de jogo até agora único para o Playstation VR. O título adapta a ideia central de um “bullet hell” em um wave shooter em 1ª pessoa que exige do jogador certas “habilidades acrobáticas” para escapar dos tiros adversários enquanto atira em uma boa variedade de criaturas inimigas. Equipado com um escudo e uma arma totalmente customizáveis, você estará na pele de um jogador com o objetivo de derrotar o imbatível vilão Grand Master Alwyn, rei dos arcades de “bullet hell” (a voz e a atuação do personagem merecem uma menção especial e são muito bem feitas).

São apenas quatro fases – e aqui antecipo a principal crítica negativa ao jogo: ele é extremamente curto. Mas possui dois níveis de dificuldade e recomendo altamente você começar com o casual para depois partir para o “hell”. Outros dois modos – endless e challenge mode – estendem um pouco mais a vida útil do game. Os cenários são bastante coloridos (mas não são confusos), repletos de neon – e não é incomum você achar que está em um programa do Sílvio Santos.

Em cada fase, você terá cinco vidas (coraçõezinhos!) para resistir a ondas e ondas de inimigos. Cada inimigo tem um padrão de tiros, que geralmente vêm agrupados em formas geométricas. Cada fase termina com uma boss battle, que vai testar um pouco mais sua atenção. Para jogar você vai precisar se movimentar bastante, andando para os lados ou se esquivando. Os tiros inimigos só acertam se atingirem sua cabeça e o escudo só deve ser usado em último caso, já que não suporta muitos tiros e pode te deixar na mão na hora que você mais precisa.

Aqui faço um pequeno adendo: as fases não são tão longas – duram em torno de 5 minutos, dependendo da sua habilidade de dizimar inimigos. Talvez por causa disso, não há checkpoint no meio delas – nem mesmo antes dos chefes. Se perder todas as vidas, é game over e tem que começar a fase de novo. Nas dificuldades mais elevadas, o número de balas vindo na sua direção ao mesmo tempo aumenta exponencialmente. É quando você descobre o significado da expressão “bullet hell”.

Para jogar, são obrigatórios dois PS Move Controllers. Com uma mão você usa o escudo e recarrega a arma. Com a outra, usa a arma propriamente dita. Não há suporte a outros controles, como o Dualshock 4 ou à Aim Controller. O tracking funciona bem e não tive nenhum problema durante meu gameplay.

Para os brasileiros, fica aquele aviso de sempre: o jogo está totalmente em inglês, sem legendas ou qualquer localização em português. Talvez isso não permita que você entenda uma piada aqui ou ali, mas não vai impedir sua diversão.

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CUSTOMIZAÇÃO

‘Blasters of the Universe’ traz a maior opção de customização de armas já vista no PSVR – batendo de frente com shooters em tela plana. Não existem modelos fixos de armas – esqueça os padrões de pistola, fuzil automático ou escopeta. É você que vai definir o tipo de arma que terá em mãos em cada estágio. Atenção: escolha bem as peças, porque não é possível trocar no meio de uma fase.

Usando várias peças que você destrava conforme avança nas fases, você vai definir o tipo de tiro, a capacidade do carregador, o padrão dos tiros, a velocidade de disparo, além de bônus especiais. Algumas peças são bem mais úteis que outros, é verdade, e tem certas peças que podem deixar sua arma bem OP (“overpowered”), na medida pra encarar outros modos de jogo, como o endless e o challenge mode, além do hell mode.

Também é possível escolher entre uma grande variedade de escudos. A única customização que senti falta foi a de trocar a cor da arma ou mesmo diferentes skins.
O interessante no game é que, mesmo que você não passe de fase, pode ganhar novas peças para customizar sua arma e torná-la mais eficiente contra aquele boss que te matou da última vez. Isso permite que você crie novas combinações de armas e descubra aquela que funciona melhor contra determinado tipo de inimigo.

VEREDITO

‘Blasters of the Universe’ é um excelente shooter, com uma proposta diferente das que vimos até aqui no PSVR. É divertido e desafiador na medida certa, usando de maneira inteligente os recursos que a realidade virtual tem a oferecer em um estilo de jogo que tinha tudo para permanecer no limbo dos jogos 2D. Seu único pecado é, definitivamente, a curta duração. Mas isso não chega a ser um grande problema, já que o estúdio está cobrando um preço justo pelo jogo que entregou. Nota: 9,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: Blasters of the Universe
Estúdio: Secret Location/Archiact (www.blastersoftheuniverse.com)
Gênero: Shooter
Data de lançamento: 27 de fevereiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift, HTC Vive e Windows MR
Preço: R$ 45,90 (PS Store Brasil)
Tamanho do download: 4,19 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Um par de Playstation Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4 ou Aim Controller)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Secret Location]

Assista ao trailer de ‘Blasters of the Universe’ para PSVR

[escolha do editor] Torne-se um arqueiro cibernético para salvar o mundo em ‘Apex Construct’

Com cerca de 200 jogos já lançados, o Playstation VR ainda carece de games de ação com uma narrativa mais sólida, em que você se sente progredindo tanto na história quanto como em suas habilidades. ‘Apex Construct’, do estúdio sueco Fast Travel Games, vem suprir esta lacuna e o faz de maneira bastante eficiente. Estamos diante de um jogo em primeira pessoa que foge da mecânica estática de boa parte dos shooters para PSVR. E isso já faz uma boa diferença.

Em meus reviews, evito dar muitos detalhes das histórias dos jogos de PSVR, porque muitos deles têm um enredo tão curto que qualquer coisa que eu disser vai acabar estragando a experiência do jogador. Claro que há algumas exceções – e ‘Apex Construct’ é uma delas.

É certo que o primeiro jogo do estúdio sueco não traz uma trama tão intrincada e cheia de personagens como ‘Skyrim VR’, mas o game tem história suficiente para manter o jogador interessado e intrigado para descobrir o que aconteceu naquele mundo pós-apocalíptico. Sim, é disso que ‘Apex Construct’ se trata: uma história de ficção científica muito bem construída.

O jogador acorda nas dependências de uma empresa chamada Cygnia, que está sob escombros. Você então é contactado por uma inteligência artificial chamada Fathr, que diz que você é o último ser humano vivo e precisa ajudá-lo em uma missão da qual depende o destino da humanidade. E não será fácil: você vai se deparar com criaturas robóticas espalhados por vários cantos, cujo único objetivo é exterminar você.

Para combatê-las, você usará um arco e flechas high-tech. O arco funciona muito bem (tracking perfeito, física irreparável) e vem armado com um escudo, que você pode usar para se defender dos projéteis que os inimigos atiram. E como atiram! Os bichos são muito espertos e se movem o tempo todo. Para escapar dos tiros adversários, você também pode se esquivar usando o tracking do headset.

Aproveitando que entramos nesse assunto, vamos falar sobre a movimentação do jogo e abordar aquela velha pergunta dos jogadores de VR (“dá enjoo?”). Existem duas opções de movimentação: teleporte e movimentação livre. Você pode optar por usar apenas uma delas ou usá-las de forma complementar, ao mesmo tempo. No entanto, para chegar a algumas partes altas, você obrigatoriamente terá que usar o teleporte, já que, assim como no ‘Doom VFR’, não há pulo.

Como se sabe, o teleporte é isento de enjoo. Já a movimentação livre pode afetar algumas pessoas. Além disso, o giro de corpo também pode dar tontura ou enjoo em alguns jogadores, já que não há opção de girar em graus (sempre a melhor opção para quem quer “evitar a fadiga”.

UPGRADES

‘Apex Construct’ também te permite melhorar seu arco, seus três tipos de flechas e seu escudo, usando uma espécie de moeda chamada RP. Você ganha RP matando inimigos e coletando este item. No entanto, o RP coletado só será seu se você não morrer. Morreu? Perde tudo o que coletou naquela fase (a não ser as RPs escondidas pelos cenários em forma de “secrets”). E aí é que mora a grande dificuldade de fazer upgrades no jogo.

(Quero fazer um parênteses aqui, que vai servir de dica pra quem for jogar. Durante meu gameplay, eu tive que fazer uma coisa que os jogadores de RPG conhecem bem mas que eu nunca tinha feito até agora no PSVR: “farming” (é quando você para de avançar no jogo simplesmente para coletar determinado item que você precisa). Fiquei farmando RP por horas, em uma fase chamada “Reminiscence”, na qual aparecem quatro inimigos logo no início e cada um te dá 200 RP. Depois de matá-los, é só voltar para o seu esconderijo e repetir o processo. Depois, encontrei no Youtube um vídeo com farming infinito de RP que usa um exploit do jogo – uma espécie de bug. É injusto? É. Mas o jogo também não te dá muitas opções quando te rouba toda a RP que você conquistou ao morrer. Para quem estiver interessado, o link é este, amiguinhos.)

Apex2

MUNDO LIVRE S.A.

‘Apex Construct’ não é um jogo de mundo aberto, mas permite que você revisite fases e áreas por onde já passou usando um teleportador em seu esconderijo. Retornar a essas áreas é importante para coletar segredos, RP ou mesmo descobrir trechos da história, já que algumas portas exigem que você tenha um determinado nível de acesso usando cartões de segurança (exatamente como os que a gente vê em empresas).

Além disso, outras portas só serão abertas se você conseguir a senha delas, que você digitará em um terminal. As primeiras são bem fáceis de achar e estão disponíveis em pranchetas próximas ao terminal. Outras vão exigir um pouco mais de raciocínio e o uso de computadores que rodam um programa idêntico ao finado DOS. Você terá inclusive que operar o teclado usando suas mãos virtuais e digitar comandos como “dir” e “open” (quem já usou um 386 ou um 486 terá boas lembranças disso).

Os computadores espalhados pelo jogo também trazem registros do que aconteceu na empresa momentos antes da catástrofe que dizimou os humanos. No jogo, este evento é chamado de “The Shift”, que, entre outras traduções, pode ser compreendido como “A Troca” (coincidência ou não, “shift” é o nome de uma das teclas do computador). Entrando nessa seara, é preciso avisar aos brasileiros que o jogo está todo em inglês e não há opções de legenda em português. Saber inglês, portanto, será fundamental para a compreensão da história.

Graficamente, ‘Apex Construct’ causa um deslumbramento inicial, com gráficos bem polidos, acima da média para o Playstation VR, e escolhas de design interessantes, que puxam para o realismo. No entanto, a textura de algumas paredes deixa a desejar, mostrando alguns borrões. Aos poucos, você vai percebendo que os cenários são um tanto repetitivos, já que o game se passa dentro da empresa que ocasionou a catástrofe. Mas nada disso tira a magia do jogo. O som, a música e a dublagem dos personagens são irretocáveis.

VEREDITO

‘Apex Construct’ é um prato cheio para amantes de ficção científica e games de ação e exploração. O título alia combates com arco e flecha contra inimigos que têm a mania de se mover o tempo todo, alguns puzzles, uma história intrigante e personagens cativantes. Não há muita variedade de inimigos nem de cenários, mas o que temos é suficiente para garantir pelo menos cinco horas de gameplay e fazer de ‘Apex Construct’ um dos melhores jogos de ação para o PSVR disponíveis no mercado. Nota: 9,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: Apex Construct
Estúdio: Fast Travel Games (www.fasttravelgames.com)
Gênero: Ação
Data de lançamento: 20 de fevereiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift, HTC Vive e Windows MR (a versão do PC será lançada em 20 de março de 2018).
Preço: R$ 91,90 (PS Store Brasil)
Tamanho do download: 3,26 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Um par de Playstation Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Fast Travel Games]

Assista ao trailer de ‘Apex Construct’

 

 

 

[review] Em ‘Drunkn Bar Fight’, a festa e a zoeira nunca terminam

É zoeira que você quer? É zoeira que você vai ter. Com ‘Drunkn Bar Fight’, o estúdio The Munky toma para si a máxima “The zuêra never ends” para criar um game divertido, no qual seu único objetivo é espancar desconhecidos em um bar. Aleatoriamente. Sem mais, nem menos.

Vamos deixar uma coisa clara logo de início. O jogo é tosco? É. Talvez de propósito, talvez por falta de tempo e investimento. Mas o game tem o que é preciso para divertir, desde que você ache divertido entrar no soco com alguém que não te fez absolutamente nada.

Isso porque ‘Drunkn Bar Fight’ não tem história, não tem “save game”, não tem nem menu. Você começa o jogo diante de três bares e caminha usando os Move Controllers para entrar no bar escolhido. Para os desatentos que nem eu, aviso logo que o elevador da direita também é a entrada de um bar – que na verdade é ambientado em uma festa na varanda de um luxuoso apartamento. Os outros dois são bares tradicionais mesmo.

Entrando lá, você pode beber o que quiser – vários tipos de bebidas vão estar espalhadas pelo ambiente. No entanto, no Playstation VR a bebida não vai influenciar o gameplay (nem para o bem, nem para o mal). Também pode trocar a música na jukebox em cima do balcão. Na hora que se sentir pronto, é só atacar o carinha do lado e começar a briga. Assim, sem mais nem por quê.

Os controles para golpear funcionam bem. Você vai usar os Move Controllers para socar e pegar os mais variados objetos para atacar os adversários – bancos, tacos de baseball, tacos de bilhar, bancos, garrafas, guitarras, extintores de incêndio e até dardos. O arsenal é bastante variado e você é único que tem acesso a eles (os inimigos nunca se armam). Ah, e você também pode mostrar o dedo do meio pros adversários (o famoso “cotoco”). A reação dos inimigos a cada golpe, que cambaleiam como se fossem bonecos de posto, combina bem com a proposta do jogo.

Ainda falando dos controles, um patch posterior ao lançamento introduziu a opção de girar o corpo usando botões do Move. Foi uma adição importante, mas ainda sinto falta de opções para graduar o giro para deixá-lo mais rápido, já que é comum ficar cercado por adversários.

Falando nisso, conforme você avança em cada bar, vai enfrentando uma quantidade maior de inimigos, mas que só alcança o máximo de quatro. Particularmente, eu queria ver uma porradaria generalizada, com 10, 20 bebuns, como a gente via nos filmes do Van Damme. Além disso, os inimigos não brigam entre si (apesar de se esbarrarem). Seria lindo ver todo mundo se espancando em uma maçaroca indecifrável.

Os modelos de “bonecos” não são muito variados, mas incluem várias classes e brigões, como motoqueiros, badboys, asiáticos, seguranças, irlandeses, engravatados, mocinhas marrentas, marombeiros, entre outros (alguns deles deveriam estar no singular, já que só têm um modelo de boneco). O som, em geral, não decepciona e tem uma trilha musical bacana. Mas as palmas de “pessoas fantasmas” quando você vence a briga sempre soam estranho para mim. Aliás, o fato de não haver outras pessoas no bar além de você e os adversários também é esquisito.

MULTIPLAYER LOCAL

Se já funciona bem como um simulador de briga de bar, ‘Drunkn Bar Fight’ também tem característica que está em falta nos games para PSVR (e para o PS4 de maneira geral): o multiplayer local. Sim, é possível brigar contra até quatro amigos, que usarão Dualshocks 4. Trata-se de uma funcionalidade um tanto quanto escondida no game, já que não aparece no menu (quer dizer, nem tem menu).

Para o segundo jogador entrar, basta começar a usar o controle que ele estará no comando de um dos adversários. Simples assim. A tela social passará para uma visão em 3ª pessoa, facilitando a vida de quem está jogando pela TV. Este modo segue exatamente a sistemática do single player e quem joga nos controles não pode pegar os objetos/armas espalhados pelo bar. E nem brigar entre si. Ou seja, é todo mundo contra o espertinho do headset.

VEREDITO

‘The Drunkn Bar Fight’ é um jogo descompromissado, que reproduz de maneira cômica, em “ambiente controlado”, algo que na “vida real” não seria nada engraçado. O game te permite fazer coisas que pessoas normais não fazem, como dar um soco na nuca de um desavisado que está de costas pra você ou entrar no mano a mano com uma mulher – a atitude mais abominável e covarde para um homem, aqui do lado de fora. No entanto, falta um pouco de profundidade e polimento ao jogo, mas acho que seria exigir demais de um título como esse. Pelo preço que custa, ele vale quanto pesa. Nota: 8,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: Drunkn Bar Fight
Estúdio: The Munky (https://www.themunky.com/project)
Gênero: Simulador de briga de bar
Data de lançamento: 13 de fevereiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive, Oculus Rift e Windows MR
Preço: R$ 36,90 (PS Store Brasil)
Tamanho do download: 897 MB
Idioma: Inglês
Controles suportados: Um par de Playstation Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 a 5 (offline) / Sem modo online

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela The Munky]

Assista ao trailer de ‘Drunkn Bar Fight’

[review] ‘Knockout League’: um longo e suado caminho até o cinturão mundial

‘Knockout League’ é o primeiro simulador de boxe para o Playstation VR (PSVR) – e antes de mais nada quero dizer que no geral é um ótimo jogo. Mas confesso que demorei a postar este review por um motivo um tanto embaraçoso: o jogo é difícil pra cacete! Por mais que eu tente, não consigo passar da quarta fase. Então, vocês vão me desculpar, mas este review vai ficar um tanto quanto incompleto, já que nem sonho em chegar ao último adversário – que imagino ser um polvo com uma luva em cada tentáculo. Só de imaginar ter que enfrentá-lo, já bate a canseira.

E basicamente é disso que ‘Knockout League’ se trata: um jogo onde você vai suar, meu amigo. E às vezes esse suor não será recompensador, infelizmente. Porque você pode sair derrotado quando soar o gongo. Mas será que sou eu que sou “arregão”? Bom, vamos às estatísticas: de acordo com os troféus da PSN, 89% dos jogadores venceram a primeira luta – que é bem simples, aliás. No entanto, apenas 40% terminaram o primeiro circuito do jogo, o “Pro Champ”, composto pelos 3 primeiros adversários. E somente 3% completaram o circuito seguinte, “Superstar Circuit”, composto por outros 3 adversários. Nesse meio, está este que vos fala. Pode ser só uma curiosidade, mas ninguém platinou o jogo até agora. Isso mesmo, ninguém.

Então, eu diria que a dificuldade é o principal problema de ‘Knockout League’ (talvez o único). No geral, o título do estúdio Grab Games é muito bem polido. Gráficos bonitos em estilo cartoon, som e música excepcionais, lembrando o clássico “Rocky” e um treinador engraçado e simpático que te ensina tudo o que você precisa para sair vencedor dentro dos ringues. Além dos tutoriais básicos, o jogo oferece modos de treino bem interessantes, onde você poderá testar seus reflexos em exercícios que às vezes lembram os treinos tradicionais das academias de boxe e às vezes não são nada ortodoxos.

Para jogar, você precisará de um par de Move Controllers (o Dualshock 4 não é suportado), que vão se transformar em suas luvas de boxe. A sensação de estar segurando luvas é bem real, só faltava um pouco de peso (mas claro que isso é impossível na etapa atual da RV). Dentro do ringue, você ficará o tempo todo estático. É possível se movimentar para os lados usando seus pés e o adversário vai te acompanhar, mas isso tem um certo limite imposto pela câmera do PSVR e a área de jogo.

Diferente do boxe real, as lutas de ‘Knockout League’ são compostas por um único round de seis minutos. Para vencer, você precisa derrubar o adversário três vezes. Barras de vida em cada corner mostram quanto sobra de vida pra você e para o adversário. E é aí que mora um dos problemas do jogo no quesito dificuldade: com quatro socos, o adversário te derruba (o famoso ‘knock down’). Para você conseguir derrubar os adversários do 2º circuito, vai penar, meu amigo. Contando por alto, será preciso acertar uns 30 socos para derrubá-lo uma vez. Considerando que você tem que derrubar o maldito três vezes, fica só “um pouco” desnivelado, não acham?

Mas esse não é o único problema. Para acertar o adversário, você precisa contragolpear, porque se tentar socar antes dele, ele irá bloquear. Então, a mecânica em geral é basicamente esta: espere seu adversário socar, defenda (ou esquive) e depois soque-o na cara, quando ele abrir a guarda. Mas nem sempre será assim tão simples. Às vezes é muito difícil prever de onde vem o golpe e para onde ele vai. Alguns adversários “telegrafram” bastante (nas artes marciais, “telegrafar” significa mostrar, involuntariamente, qual o golpe que você está desferindo). Mas contra outros você só aprenderá com o tempo, depois de apanhar muito.

A variedade de adversários vai aumentando a cada combate e as habilidades deles também. Enquanto isso, você utilizará apenas seus socos (que efetivamente não terão muita diferença, independente se são jabs, diretos, ganchos ou cruzados), além de bloqueios e esquivas.

Por fim, há algo importante que o público brasileiro precisa estar ciente: o jogo está todo em inglês, sem opções de legendas ou áudio em português. E saber pelo menos algumas palavras em inglês será importante para entender o que o seu instrutor está falando e as dicas que são dadas antes de cada luta.

VEREDITO

Como eu disse lá no início, ‘Knockout League’ é um ótimo jogo. É uma pena ser tão difícil. Poderiam ter incluído um easy mode, diminuindo o número de vezes que você tem que acertar o adversário até levá-lo ao chão. Mas não tem. Então, torna-se bastante cansativo (o uso de ar condicionado é quase que obrigatório e ainda assim seu headset estará molhado de suor no final da luta). Acaba se tornando um jogo em que você tem que “aproveitar o caminho” em vez de ficar ansiando pelo destino final. E aprender que será preciso levar muito na cara até conquistar o topo do boxe mundial. Nota: 8,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: Knockout League
Estúdio: Grab Games(www.knockoutleaguevr.com)
Gênero: Simulador de boxe
Data de lançamento: 13 de fevereiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive, Oculus Rift e Windows MR
Preço: US$ 29,99 (PS Store EUA) [Não disponível na PS Store Brasil]
Tamanho do download: 3,94 GB
Idioma: Inglês (aúdio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Um par de Playstation Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Grab Games]

Assista ao trailer de lançamento de ‘Knockout League’

[review] Divirta-se com fichas infinitas em ‘The Pierhead Arcade’

E se você tivesse fichas infinitas naquelas máquinas de parque de diversão (ou shopping centers), o que você faria? Passaria horas brincando até conseguir todos os prêmios? Bom, esta é mais ou menos a proposta de ‘The Pierhead Arcade’, game desenvolvido pelo estúdio canadense Archiact Interactive, que também já lançou ‘Waddle Home’ para PSVR, entre outros games VR em outras plataformas.

‘The Pierhead Arcade’ traz um total de 16 jogos/máquinas, que vão desde boliche, boxe e basquete a uma grande quantidade de jogos que envolvem acertar bolas de diferentes tamanhos no lugar certo. Para quem gosta de atirar, o game tem duas galerias – uma com revólver (de munição infinita) e outra com escopeta (na qual é preciso usar uma das mãos para recarregar). De acordo com o desempenho nos games, você ganha tíquetes e, somando vários desses tíquetes, você pode pegar seus prêmios na cabine central.

Para jogar, é obrigatório ter um par de Move Controllers (não há suporte ao Dualshock 4). A movimentação do jogo se dá através de teleporte e os comandos são bastante simples. No entanto, para girar o corpo, os desenvolvedores optaram por criar uma bússola, que na minha opinião não funciona tão bem como deveria e deixa o jogador meio desorientado.

Em geral, a física do jogo funciona bem, especialmente no basquete e em outros games de arremessar bolas. No entanto, parece que no boliche ela deixa um pouco a desejar, já que a bola não faz curva nem pega efeito.

Como disse lá em cima, você tem fichas infinitas no jogo, todos os brinquedos estão liberados desde o início e você pode passar o tempo que quiser em cada um deles. Mesmo porque você estará completamente só no jogo e não precisa dividir as máquinas com ninguém. Aliás, talvez esse seja um dos defeitos do game. Ele é totalmente single player e você se vê em um ambiente sem nenhuma viva alma por perto. Não existe interação com outros jogadores – a não ser pelos placares de líderes – cuja pontuação você nunca conseguirá chegar perto, acredite.

Também não há NPCs (pra quem não é nerd, NPC significa “non-player character”, ou personagem não controlável). Por um lado isso é bom, se nos lembrarmos do chato que não sai do seu pé em ‘Carnival Games VR’, um jogo com proposta semelhante à de ‘Pierhead Arcede’. Por outro, a ausência do “elemento humano” pode deixar o jogo um tanto monótono – e é provável que você se sinta num arcade fantasma no meio do nada.

VEREDITO

‘The Pierhead Arcade’ é, sem dúvidas, um jogo despretensioso. Os gráficos são bem trabalhados, o som é OK e os controles não chegam a prejudicar (desde que você se acostume com a bússola). É uma boa opção para descontrair as crianças ou os amigos durante uma festa. No entanto, a inclusão de um multiplayer online (nos moldes de ‘Sports Bar VR’) poderia deixar a jogatina mais interessante. Nota: 7,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: The Pierhead Arcade
Estúdio: Archiact (www.archiactvr.com)
Gênero: Arcade, simulador
Data de lançamento: 30 de janeiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 45,90 (PS Store Brasil) | US$ 14,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 496 MB
Idioma: Inglês
Controles suportados: Um par de Playstation Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Archiact]

Assista ao trailer de lançamento de ‘The Pierhead Arcade’

[review] ‘Cold Iron’ testa se você tem nervos de aço em um game inovador

Após mais de um ano de lançamento, o Playstation VR já está bem povoado de shooters, dos mais variados tipos e com as mais distintas temáticas. A Catch & Release vem trazer uma nova abordagem ao gênero com ‘Cold Iron’, que ela batizou de “puzzle shooter”. O game pretende fazer o jogador pensar antes de sair atirando e geralmente consegue. No entanto, alguns problemas impedem que o jogo torne-se um título com o selo de indispensável.

[To read in your language, use the Google Translate button, on the right side (on PCs) or below the text (on smartphones and tablets)]

Para criar um jogo que foge dos clichês dos shooters atuais, a Catch & Release parte de um dos maiores clichês dos filmes de faroeste: você é um pistoleiro do Velho Oeste cujo pai foi morto por bandidos. Para se vingar, você utilizará a própria arma do seu pai: a tal “Cold Iron” do título. Trata-se de um revólver aparentemente comum, mas que mostra ser amaldiçoado e sussurra no seu ouvido quando você está prestes a liquidar um adversário.

Depois de um breve tutorial onde você aprende a apertar o gatilho, vêm os três primeiros adversários. Passar por eles é bem fácil. Você precisa sacar seu revólver e atingir seu adversário mais rápido do que ele. E, para jogar, será preciso apenas de um Playstation Move (o Dualshock 4 não é suportado). A mecânica funciona muito bem.

Em cada duelo, você terá que vencer cinco rodadas contra cada um dos adversários para sair ganhador. “Headshots” (“bullseyes”) rendem muitos pontos extras e ajudam você a conseguir troféus de ouro (além dos troféus da PSN, aqui os troféus ficam representados fisicamente, no menu principal do jogo). Conseguir todos os troféus é uma árdua tarefa e até agora ninguém conseguiu platinar o jogo. Um deles exige que você termine o game sem morrer e outro, que colecione todos os troféus de ouro.

Apesar de ser bem curto – são apenas oito adversários no total –, ‘Cold Iron’ apresenta um nível de dificuldade que chega a ser frustrante, principalmente a partir do terceiro mundo. Lá, a primeira adversária é uma sniper, que se esconde por um vasto cenário em uma cidade devastada. Não seria tão difícil passar por ela se não fosse uma falha técnica: ‘Cold Iron’ tem gráficos bastante serrilhados, além de fracos, sendo bem sincero. Enxergar uma sniper a uma longa distância e acertar um tiro nela torna-se uma tarefa dificílima, principalmente no PS4 normal. É o mesmo problema que se observa em ‘Farpoint’ (Impulse Gear), por exemplo.

No entanto, jogando no PS4 Pro, não tive muitos problemas para passar dela. Os adversários mais difíceis vêm em seguida. Um deles é um homem com uma cobertura metálica que te impede de enxergá-lo completamente. Você só vê a cabeça dele se movendo antes de atirar. Na última rodada contra ele, você terá apenas uma pista sonora para adivinhar onde ele está e atirar. E coisas piores vêm depois disso. Para piorar, se você for derrotado em um duelo, terá que voltar para o início daquele “mundo”.

Ao final de cada “mundo”, vem uma fase bônus que beira o nonsense: melancias são atiradas de dentro de barris e você terá que atirar nelas para marcar pontos. Pontos esses que não servem para nada, a não ser ganhar mais alguns troféus. Ou seja, é apenas um momento para aliviar a tensão do jogo.

Aliás, quando se trata de tensão, ‘Cold Iron’ é um prato cheio. A narrativa é conduzida por um locutor identificado apenas como “The Gunsmith (“O Armeiro”), em uma voz grave e sotaque típico do Velho Oeste. O Catch & Release faz um trabalho excepcional no que se refere à narrativa, mesmo com poucos recursos e cutscenes com fundo preto e uns poucos desenhos (sobre isso, um adendo aos brasileiros: o jogo é todo em inglês, sem opções de legendas).

Mas o momento de maior tensão é aquele antes de sacar sua arma. Você só pode fazer isso após ouvir o sino e se “queimar” o sinal, perde a rodada. Enquanto espera, a música fica mais baixa e você pode ouvir o bater do coração do seu personagem – e o PS Move vibra junto com ele. Ou seja, é preciso ter sangue frio nessas horas.

VEREDITO

‘Cold Iron’ traz alguns problemas gráficos e algumas limitações, como a ausência quase que total de vida nos quatro mundos do jogo (tirando você, seu adversário e uma galinha). Isso por si só não seria um grande problema, já que o gameplay de fato é divertido e desafiador. Ele te coloca para duelar com as mais variadas criaturas e cumpre com sua proposta de inovar dentro do gênero de shooters. Mas a curta duração do game, somada a um nível de dificuldade que chega a ser frustrante e irritante, nos impede de dar uma nota mais alta para o jogo. Nota: 7,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: Cold Iron
Estúdio: Catch & Release (www.catchandrelea.se)
Gênero: Puzzle shooter
Data de lançamento: 30 de janeiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: US$ 19,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 2,22 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Apenas um Playstation Move Controller (sem suporte ao Dualshock 4)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Catch & Release]

Assista ao trailer de lançamento de ‘Cold Iron’

 

 

 

[review] Resista a hordas infindáveis de inimigos em ‘Out of Ammo’

Misturar elementos de jogo de estratégia em tempo real com FPS (first-person shooter) parece uma boa ideia para acabar com a repetitividade do gênero de shooters, comuns entre os headsets de realidade virtual. Foi pensando nisso que a RocketWerkz criou ‘Out of Ammo’, que acaba de ser lançado para o Playstation VR em uma parceria com a Zen Studios, conhecida por outros títulos VR, com ‘CastleStorm’ e os jogos da série ‘Zen Pinball’.

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O jogo tem dois modos, totalmente independentes: “survival” (sobrevivência) e “missions” (missões). O survival é o modo principal de ‘Out of Ammo’. Depois de um tutorial que explica os comandos do jogo, você poderá escolher entre oito mapas, onde sua missão será defender sua base contra infinitas (sim, infinitas) ondas de inimigos. Seu objetivo é simplesmente manter sua tropa viva, durante o maior tempo que puder.

Para isso, como comandante da tropa a partir de uma visão aérea, terá que posicionar estruturas como barricadas e torres de vigilância de maneira estratégica, designando soldados para ocupar cada uma delas. Em tese, não é nada complexo, já que você não terá que correr atrás de recursos como em outros jogos de estratégia. Os recursos, assim como os soldados aliados, chegarão de tempos em tempos, de helicóptero. Inclusive engenheiros e médicos, que vão ajudar a manter as suas estruturas e a sua tropa de pé, respectivamente.

Enquanto isso, os inimigos, devidamente caracterizados com turbantes brancos de terroristas, vêm atacar sua base. As primeiras hordas são bem tranquilas, mas vão ficando cada vez mais difíceis com a inclusão de snipers, soldados com lança-foguetes e os malditos e resistentes tanques. Para acabar com as ameaças mais duronas, você poderá utilizar “ataques especiais”, que você ganha conforme vai matando inimigos.

Além disso, na hora que quiser, você pode sair do “modo comandante” e tomar o lugar de qualquer soldado no campo de batalha. E isso será imprescindível se quiser vencer algumas batalhas, já que a inteligência artificial da sua tropa é péssima, ao contrário da tropa inimiga, que ataca sem dó. Enquanto não forem designados para um posto, os seus soldados ficarão com “zZz” na cabeça e eles estarão praticamente dormindo.

Ao assumir o posto de um soldado (seguindo aquele velho ditado que diz “se você quer bem feito, faça você mesmo”), você estará em 1ª pessoa e usará a arma que o soldado estiver utilizando, o que inclui pistolas, fuzis automáticos, snipers, lança-foguetes, metralhadoras e granadas (de sobremesa).

E aqui é preciso ressaltar um dos pontos mais legais de ‘Out of Ammo’. Diferente da maioria dos shooters, este game, como o próprio título deixa claro, não tem munição infinita. E a interação com a arma na hora de recarregá-la é bem interessante. Cada arma tem sua mecânica distinta de recarregar e algumas são bastante trabalhosas. Isso faz com que você evite desperdiçar munição e faça cada tiro valer a pena. A respeito disso, vamos falar sobre os controles: para jogar, é obrigatório ter dois Playstation Moves. O Dualshock 4 não é suportado, nem a Aim Controller.

O jogo fica mais interessante com o multiplayer cooperativo para até quatro jogadores. No modo survival, todos podem atuar como comandantes ou soldados. É um reforço importante se quiser sobreviver à maior quantidade de inimigos possível. Também é possível cooperar nas missões e vamos falar sobre elas agora.

Ao todo, são apenas três missões e não existe “modo comandante” nelas. Na primeira delas, você assume o posto de um sniper e terá que ajudar soldados a se defender dos inimigos em um ponto de extração. Na segunda, invadirá um apartamento armado com uma escopeta e terá que extrair dados de um computador enquanto sobrevive a hordas de inimigos. Na terceira e última, você é o sobrevivente de uma queda de helicóptero e terá que – isso mesmo – resistir a hordas de inimigos enquanto aguarda para ser resgatado. Estará armado apenas com uma pistola e terá que arrumar munição espalhada pelo cenário.

PONTOS FRACOS

Se o meu review acabasse aqui, teríamos talvez você ficasse com a impressão de que ‘Out of Ammo’ é um jogo excelente, sem falhas. Mas é preciso falar dos problemas dele. A começar pelos gráficos. O conceito visual ao estilo “Minecraft” até poderia funcionar bem, se a resolução não fosse ruim, com serrilhados que incomodam mesmo em um Playstation 4 Pro.

Ao atirar com uma sniper, você percebe o quanto a resolução do jogo precisa ser melhorada. E também como o tracking é falho, com sua mira e sua mão tremendo de uma maneira que talvez até se assemelhe com a dificuldade de atirar com uma sniper real. A sensibilidade excessiva dos controles também incomoda no “modo comandante”, quando você tenta dar ordens e não consegue. Além disso, é preciso um certo tempo para se acostumar com os comandos de virar para o lado esquerdo pressionando um determinado botão no move esquerdo e o mesmo botão no controle direito para virar para a direita.

Sobre a parte sonora, a ausência total de música no “lobby” do jogo (que funciona como um acampamento de tiro) causa um certo estranhamento. Mas os efeitos sonoros e a música, em geral, são bons. Para os brasileiros, infelizmente, não há nenhum tipo de localização em português.

No entanto, o ponto que mais incomoda em ‘Out of Ammo’ é a ausência total de qualquer senso de progressão. Ele não tem um modo história, não existe uma campanha. Logo de cara, todos os oito mapas já vêm liberados para você escolher livremente entre eles. Dessa maneira, o jogo não oferece nenhum tipo de desafio ou recompensa ao jogador. Não existem objetivos a serem cumpridos, nem upgrades, novas armas ou equipamentos que você possa ganhar. Trata-se apenas de conseguir o maior número de baixas para figurar em um ranking mundial.

Cada mapa, cada missão, está totalmente desvinculado um do outro – e a existência de créditos finais ao final de cada um deles deixa isso bem explícito. Aliás, ao falhar em uma missão não há a opção “tentar novamente”. Você terá que ir para o menu principal e escolhê-la de novo.

Por fim, tenho que falar de algo que me incomoda não apenas em ‘Out of Ammo’, mas em vários jogos: trailers “meramente ilustrativos” (para não dizer “mentirosos”). Algumas das imagens que você vê abaixo, no trailer oficial de lançamento do jogo, com o soldadinho se preparando como se fosse o Rambo, são apenas ilustrativas e não estão no jogo. Poderiam ter sido usadas como uma abertura ou uma cutscene, mas não há nada deste tipo em ‘Out of Ammo’.

VEREDITO

‘Out of Ammo’ traz um conceito até então inédito entre os shooters de PSVR. Não fosse pela baixa resolução que chega a atrapalhar o gameplay, alguns controles confusos e ausência de objetivos (que fosse algo além de matar hordas infindáveis de inimigos), teríamos um ótimo jogo. A ausência de uma campanha é algo, inclusive, que foi consertada na sequência do game, ‘Out of Ammo: Death Drive’, lançada em agosto do ano passado para HTC Vive e Oculus Rift. Enfim, a RocketWerkz tem um bom material em mãos. Com alguns ajustes, poderia fazer de ‘Out of Ammo’ uma experiência muito mais divertida e prazerosa. Nota: 6,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: Out of Ammo
Estúdio: RocketWerkz/Zen Studios (https://blog.zenstudios.com/?page_id=7420)
Gênero: Shooter e estratégia em tempo real
Data de lançamento: 30 de janeiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 45,90 (PS Store BR) | US$ 14,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 1,45 GB
Idioma: Inglês (áudio, legendas e textos)
Controles suportados: Dois Playstation Move Controllers

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Zen Studios]

Assista ao trailer de lançamento do jogo

Beta fechada de ‘Sprint Vector’ começa nesta sexta-feira, 19

O estúdio Survios divulgou hoje que a beta fechada do game de corrida/parkour ‘Sprint Vector’ começa nesta sexta-feira, 19. No entanto, será voltada apenas para o PC (HTC Vive e Oculus Rift). Em texto divulgado em seu site oficial, o estúdio não dá informação alguma sobre a beta no Playstation VR (PSVR).

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Entrei em contato com a empresa para obter detalhes sobre a beta no PSVR e me informaram que a beta será apenas para os headsets de realidade virtual dos PCs: “Infelizmente, a beta é apenas para PC (Vive e Oculus). Desculpe-nos pela confusão!” [Original text: “Unfortunately, the beta is only for PC (Vive and Oculus). Apologies for the confusion!”]

De antemão, já sabíamos que a realização de betas no PS4 é sempre mais complicada do que nos PCs (apenas grandes empresas conseguem fazer isso).

A beta fechada será realizada nos PCs de 19 a 28 de janeiro. Se você tem um Vive ou um Rift, ainda há tempo de se inscrever. Clique aqui para saber mais.

O game ainda não tem data exata de lançamento, mas está programado para o primeiro trimestre deste ano (Q1 2018). A realização da beta é um indício de que o lançamento está bem próximo.

[Post atualizado em 16/1/2017, às 19h37]

‘Apex Construct’ será lançado em 20 de fevereiro. Assista ao trailer!

O ano de 2018 não começou muito bem para o Playstation VR. O único jogo lançado até agora no Ocidente foi a segunda parte do caça-níqueis ‘Ghostbusters is Hiring’. ‘Happy Drummer’, anunciado para o dia 11, até agora não deu as caras e ‘Anamorphine’, que chegaria nesta terça-feira, 16, foi adiado para o “final do inverno ou início da primavera” (ou seja, final do 1º trimestre).

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Apesar desse começo de ano morno, as notícias boas começam a chegar. O estúdio sueco Fast Travel Games divulgou que seu primeiro título, ‘Apex Construct’, será lançado no dia 20 de fevereiro para o PSVR. Aliás, o título também terá versões para Oculus Vive, HTC Rift e Windows MR, mas estas chegarão apenas um mês depois, em 20 de março.

Revelado na PGW 2017, ‘Apex Construct’ é um shooter em que você utiliza um arco e flecha futurista em vez de pistolas ou fuzis. “‘Apex Construct é um título de ação/aventura feito do zero para VR que acreditamos elevará o nível no que se trata de experiências de VR extensas e cativantes. Se ambienta em um futuro pós-apocalíptico destruído mas belo, repleto de robôs implacáveis, onde duas IAs poderosas estão travadas em um longo conflito. Como o último humano restante, você explorará esse mundo e usará sua inteligência e habilidade de combate para sobreviver, enquanto descobre porque quase toda vida orgânica foi extinta”, explica Erik Odeldahl, diretor criativo da Fast Travel Games, ao Playstation Blog.

“‘Apex Construct’ é jogado em primeira pessoa. Você controlará ambas as mãos usando controles PS Move: você pega coisas, se move livremente no mundo com teleporte transparente, luta com um arco aprimorável e bloqueia ataques com seu escudo enquanto arremessa granadas. O mundo tem segredos para serem descobertos, que te permitem ganhar níveis para o equipamento em sua base. De lá, você pode rejogar qualquer missão para encontrar segredos que pode ter perdido na primeira vez. Exploração é uma parte grande de ‘Apex Construct’, e tentamos criar um mundo profundo e misterioso que você vai querer ficar para se maravilhar com todos os detalhes escondidos”, comenta Erik Odeldahl.

Fundado em 2016, o estúdio sueco Fast Travel Games traz nomes que trabalharam em grandes estúdios e títulos AAA, como a Dice, EA e Rovio. ‘Apex Construct’ já está está disponível para pré-venda nas lojas PS Stores da Europa e Reino Unido (não encontrei na PSN do Brasil nem na dos Estados Unidos). Na pré-venda, está sendo oferecido desconto de 20% para membros da PS Plus. O valor com desconto é de 23,99 euros na PS Store da Europa e 19,99 libras na PS Store do Reino Unido.

Assista ao trailer de ‘Apex Construct’

Com suporte à Aim, ‘The Perfect Sniper VR’ será lançado ainda este mês

O estúdio canadense SinnStudio informou ontem, em sua conta no Discord, que a beta de ‘The Perfect Sniper VR’ já foi encerrada e o game deve ser lançado ainda este mês, para Playstation VR, Oculus Rift e HTC Vive. No PSVR, o game terá suporte à Aim Controller e aos PS Moves.

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“‘The Perfect Sniper’ está programado para lançamento via SteamVR em 15 de janeiro de 2018! As versões Oculus Store, Viveport e PSVR seguirão logo após. Em relação ao PSVR em particular, precisaremos de cerca de uma semana para transferir o jogo com a compatibilidade para move e aim controller. Em seguida, será disponibilizado para que vocês joguem. Obrigado novamente às mais de 250 pessoas que participaram da versão beta, seu feedbeck nos ajudaram a fazer um jogo melhor! Estamos felizes em lhes dar acesso a todos os nossos futuros títulos. Mais sobre isso em breve”, diz o texto do SinnStudio [leia a nota original, em inglês, ao final deste post].

Com bonecos quadradões lembrando um pouco o game ‘Minecraft’, mas com bastante polimento visual, ‘The Perfect Sniper’ terá suporte à aim controller e se passa em uma cidade controlada pelos mafiosos da família Romano.

“Políticos corruptos e agências policiais não fazem nada para detê-los. Torne-se o campeão moralmente ambíguo que esta cidade precisa como um sniper na realidade virtual”, diz o resumo do jogo, no site oficial do estúdio.

Read the original note by SinnStudio:

“The Perfect Sniper is scheduled for release via SteamVR on January 15th, 2018! The Oculus Store, Viveport and PSVR versions will follow shortly after. Regarding PSVR in particular, we’ll need about a week to port the game over with move + aim compatibility; it will then be pushed through for you guys to play. Thanks again to the 250+ people who participated in the beta, your feedback has helped us make a better game! We’re happy to give you access to all of our future titles. More on this soon”.

Assista ao trailer do jogo:

Jogo de faroeste chega no final deste mês para o PSVR. Assista ao trailer!

A Sony/Playstation divulgou hoje em seu canal oficial do Youtube o trailer do jogo de faroeste ‘Cold Iron’, do estúdio Catch & Release. O game será lançado no dia 30 deste mês e se apresenta como “o primeiro puzzle shooter de realidade virtual do mundo”. Não sei bem o que eles quiseram dizer com isso, mesmo porque o trailer traz poucas imagens do jogo, mas talvez tenham se esquecido de ‘SuperHot’. É esperar para ver.

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Em seu site oficial, os desenvolvedores citam algumas referências para a concepção do game: “É uma experiência que combina o gameplay contra chefes de ‘Cuphead’, a estética ocidental de ‘Red Dead Redemption’ e a magia e o mistério de ‘The Dark Tower'”. O game também será lançado para Oculus Rift e HTC Vive.

Assista ao trailer do jogo

 

Nove jogos que não vão deixar sua Aim Controller pegar poeira em 2018

A Aim Controller foi lançada em maio deste ano e ainda são poucos os jogos com suporte a este magnífico periférico do Playstation VR (PSVR). Tão poucos que é possível citar de cabeça: ‘Farpoint’, ‘Arizona Sunshine’, ‘Doom VFR’, ‘The Brookhaven Experiment’, ‘Dick Wilde’, ‘DWVR’ e ‘Special Delivery’ (sim, este jogo de entrega de jornais também suporta o controle, por mais estranho que isso pareça). Se sua Aim Controller está empoeirando, largada em cima da estante por falta de uso, saiba que uma série de lançamentos não vai deixar isso acontecer de novo em 2018.

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O suporte ao periférico do PSVR já foi confirmado para nove jogos – e mais dois estão sendo cogitados pelos desenvolvedores. Do nove títulos confirmados, quatro são focados no multiplayer online PVP (player vs. player). É o caso de ‘Firewall: Zero Hour’ (First Contact Entertainment), ‘Alvo’ (Mardonpol) e ‘ZerOKilled’ (VR Visio), que seguem uma linha parecida, buscando trazer o FPS tático, ao estilo de ‘Counter-Strike’ e ‘Rainbow Six’, para o Playstation VR.

‘Shadowcore’, por sua vez, foca mais em habilidades de personagens, se assemelhando mais a ‘Overwatch’ ou ‘Destiny’, mas com uma pegada cyberpunk. Dos quatro, apenas ‘Firewall’ será exclusivo do PSVR. ‘Alvo’, ‘ZerOKilled’ e ‘Shadowcore’ apostam no cross-platform e também serão disponibilizados no HTC Vive e Oculus Rift.

Entre todos os lançamentos, o único que já tem uma data para vir ao mundo é ‘Bravo Team’ (Supermassive Games), um FPS com uma campanha focada no cooperativo entre dois jogadores. O game estava previsto para ser lançado agora em dezembro, mas foi adiado para 6 de março de 2018. O estúdio justificou o adiamento afirmando que o objetivo era garantir que o time de desenvolvimento tivesse o tempo necessário para fazer deste jogo “o mais divertido possível para os jogadores”.

Não sabemos exatamente o que eles quiseram dizer com isso, mas testes mostraram descontentamento dos jogadores com relação à movimentação adotada pelo game. Em vez de se mover livremente, como em um FPS comum, os jogadores só poderiam se mover de uma cobertura (“cover”) para outra, como se fosse um teleporte disfarçado. Será que os desenvolvedores resolveram mudar isso e adiaram o jogo? Ou será que resolveram incluir um modo PVP, dado que a campanha principal teria apenas duas horas, sem muito valor de replay? O título será exclusivo do PSVR e haverá, inclusive, um bundle do jogo com a Aim Controller. É esperar para ver.

Também fazem parte da lista de jogos com suporte à Aim ‘Rom Extraction’ (First Contact), ‘The Perfect Sniper VR’ (SinnStudio), ‘ChromaGun’ (Pixel Maniacs) e ‘Dimension Hunter’ (Pocket Money). Todos eles são focados no single player. Para outros dois títulos, a Aim Controller é uma possibilidade: ‘Atomic Heart’ (Mundfish) e ‘Seeking Dawn’ (Multiverse).

Agora vamos deixar de papo furado e vamos conferir estes jogos. Separei a seguir os trailers oficiais dos games, que mostram o que podemos esperar de cada um deles. Também estou deixando links para as betas fechadas de dois jogos.

1. Bravo Team (Supermassive)

2. Alvo (Mardonpol)

Inscreva-se aqui na beta de ‘Alvo’

3. Firewall: Zero Hour (First Contact Entertainment)

4. ZerOKilled (VR Visio)

Inscreva-se aqui na beta de ‘ZerOKilled’

5. Shadowcore (Serebrum Lab)

6. Rom Extraction (First Contact Entertainment)

7. The Perfect Sniper VR (SinnStudio)

8. ChromaGun (Pixel Maniacs) *

* O jogo já foi lançado e receberá update para PSVR em breve

9. Dimension Hunter (Pocket Money)

10. Atomic Heart (Mundfish) *

* Suporte à Aim Controller não confirmado

11. Seeking Dawn (Multiverse) *

* Suporte à Aim Controller não confirmado

Inscreva-se grátis na beta fechada do FPS tático ‘ZerOKilled’

O ano de 2018 vem recheado de lançamentos focados no multiplayer PVP (player vs. player) e o que é melhor: com suporte à Aim Controller. Um destes jogos que vem sendo aguardados com ansiedade por nós jogadores é ‘ZerOKilled’ (anteriormente chamado de ‘Special Forces’), do estúdio polonês VR Visio Games. O game está com inscrições abertas para sua beta, que ainda não tem data para acontecer.

Clique aqui e inscreva-se na beta de ‘ZerOKilled’

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‘ZerOKilled’ é um FPS (first-person shooter) tático que reunirá jogadores de Playstation VR, HTC Vive, Oculus Rift e Windows MR em sistema de “cross-platform”. O site oficial do jogo não traz nenhuma informação sobre o título, mas a página do game na Steam apresenta ‘ZerOKilled’ como um “um shooter tático multiplayer em VR, onde você pode enfrentar outros jogadores em simulações virtuais como um verdadeiro ‘Mergulhador de PVP’, ou realizar operações especiais enquanto toma controle dos Pawns – corpos artificialmente aprimorados”, diz o texto.

Os desenvolvedores afirmam ainda que o jogo proporciona “uma jogabilidade imersiva sem os pontos fracos de muitos títulos similares”. Eles destacam que o jogo não utilizará nenhum método de teleporte – “nada de oponentes teleportando de surpresa nas suas costas!”.

Além de uma variedade de armas, ‘ZerOKilled’ terá vários “equipamentos que tornam o combate tático. Sete tipos de granadas, sensores de movimento, câmeras de mão e todas as outras ferramentas que as forças especiais utilizam”. Os desenvolvedores dizem ainda que o título terá vários modos multiplayer, sem detalhar quais.

Assista ao trailer de ‘ZerOKilled’