[review] ‘Track Lab’ mistura quebra-cabeças e criação musical em realidade virtual

Puzzles estão entre os gêneros mais desafiadores dos games. Não à toa, eles aparecem de forma “disfarçada” em grandes sucessos dos vídeo-games, como as franquias ‘God of War’, ‘Uncharted’ e ‘Tomb Raider’, geralmente para quebrar o ritmo de ação frenético desses títulos e apresentar um desafio mais elaborado para o cérebro dos jogadores. Não é raro acontecer de um jogador ficar preso por alguns minutos (ou mesmo horas) em um único puzzle, apenas para descobrir que estava vendo as coisas pela perspectiva errada e a resposta estava ali, na sua cara. É este tipo de desafio que ‘Track Lab’, com um total de 96 quebra-cabeças, vem proporcionar. Desenvolvido pelo estúdio holandês Little Chicken, o jogo foi lançado no último dia 21, com exclusividade para o Playstation VR.

‘Track Lab’ tem uma proposta bem diferente de ‘Electronauts’, lançado na semana anterior, e qualquer comparação entre os dois não faz muito sentido. ‘Track Lab’ é o primeiro puzzle musical do PSVR, que já possui uma boa quantidade de jogos do gênero, cada um com suas mecânicas únicas. No game, você usa alguns elementos, chamados de “unidades óticas”, para direcionar o fluxo sonoro até o seu destino final [assista ao vídeo-review abaixo para entender melhor]. Para jogar, você usa um par de PS Moves. Não há suporte ao Dualshock 4.

Assista ao vídeo-review de ‘Track Lab’

As músicas vêm divididas em quatro estilos: “relaxante”, “energética”, “exótica” e “épica”. Cada estilo tem três níveis de dificuldade (fácil, normal e difícil) e cada nível é uma música diferente. Cada música é dividida em oito desafios e, conforme você vai resolvendo, vai adicionando um instrumento à música (incluindo bateria, guitarras, teclados, vocais, entre outros). Fazendo as contas, chegamos a 96 desafios, que vão aumentando de dificuldade conforme novas “unidades óticas” são adicionadas.

Para deixar a brincadeira ainda mais divertida, você pode mixar os instrumentos usando ferramentas como os Volume Sliders, Crossfader e Effect Matrix. Os nomes podem ser complicados, mas a interface é bem interativa e fácil de aprender. Pra isso, o jogo oferece um tutorial básico muito bem explicado. Os textos, totalmente, em português, também facilitam o aprendizado.

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CRIAÇÃO MUSICAL

Para os mais talentosos, ‘Track Lab’ também oferece um editor musical, na seção “Criação”. Nela, você pode remixar as músicas que já liberou no modo “Evolução” (dos puzzles) ou criar músicas do zero. Esse modo é mais difícil de dominar e será melhor aproveitado por quem já possui conhecimento musical, já que o jogo te dá total liberdade para criar com uma grande variedade de sons e instrumentos musicais. Creio que faz falta aí um tutorial mais aprofundado, específico para esta seção. No entanto, a qualquer momento, você pode apertar o botão Move para obter ajuda.

Visualmente, o jogo é muito bem apresentado, com um cenário virtual que cria uma imersão perfeita. O nível de nitidez do jogo também é digno de elogios, sem qualquer serrilhado ou borrão, problemas estes que costumam incomodar em jogos de RV. A trilha sonora é o prato principal do game e é bem variada, com estilos como hip-hop, rock, techno e mesmo canções que lembram jogos 8 bits.

O jogo é totalmente livre de enjoo de movimento (cinetose). Para os platinadores de plantão, ‘Track Lab’ tem troféu de platina. O valor de replay também fica por conta do modo criação e das interações que você pode fazer com as músicas, após desbloqueá-las.

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VEREDITO

‘Track Lab’ atende dois públicos – os fãs de puzzle e os jogadores que buscam uma ferramenta de criação musical intuitiva, com várias opções à disposição. Os puzzles são divertidos e oferecem um bom nível de desafio. O editor musical precisa de um tutorial mais aprofundado para se tornar mais acessível a um público maior. No entanto, acredito que o grande problema de ‘Track Lab’ seja o preço. Acredito que ele ficaria mais atraente com uns 40% a 50% de desconto. Nota: 8/10 [Bom]


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘Track Lab’
Estúdio: Little Chicken (http://www.littlechicken.nl/game/track-lab)
Gênero: Puzzle musical
Lançamento: 21 de agosto de 2018
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Preço: R$ 79,90 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store EUA)
Idioma: Português (interface)
Controles: Dois PS Moves
Espaço em disco: 699 MB
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito no PS4 Pro, com mídia digital cedida pela Sony do Brasil]

Leia também:
[review] ‘Electronauts’: nunca foi tão fácil se tornar um DJ de sucesso

Assista ao trailer de ‘Track Lab’

‘Track Lab’ é o único lançamento da semana que vem no Playstation VR

O aplicativo/experiência musical ‘Track Lab’ foi confirmado hoje como único lançamento previsto para a próxima semana, no Playstation VR. O game, que promete transformar qualquer pessoa em um DJ virtual, chega na terça-feira, 21, com exclusividade para o PSVR. Entre os lançamentos de games em tela plana (não-VR), destaque para ‘Guacamelee! 2’, ‘Brawlout’ e ‘F1 2018’, que chega no dia 24 de agosto.

Confira aqui a lista de todos os jogos previstos para a semana que vem

Desenvolvido pela Little Chicken Game Company, ‘Track Lab’ já está em pré-venda nas lojas online do Brasil (R$ 79,90), Estados Unidos (US$ 19,99), Europa (€ 19,99) e Reino Unido (£15.99). Quem comprar na pré-venda receberá um tema dinâmico do jogo, além de três avatars.

“‘Track Lab’ tem uma abordagem única para a criação musical, tornando essa atividade divertida e fácil para qualquer um criar faixas originais. O jogo leva a criação de música para além de simplesmente remixar ou apenas fingir ser um DJ, inspirando-se em ferramentas profissionais de ponta e tornando-as divertidas e acessíveis a todos”, afirma o diretor criativo do jogo, Tomas Sala, em artigo no PS Blog da Europa.

Tomas Sala explica também como funcionam as mecânicas básicas do game. “No jogo, você começa pegando amostras musicais e colocando-as no caminho de um ‘pulso’ ritmicamente sincronizado. Quando as amostras (samples) são atingidas pelo pulso, elas soam a sua batida. Basta combinar as amostras na grade cronometrada para formar loops e sequências e, desse jeito, você construiu uma batida matadora!”.

Com um kit de ferramentas intuitivo e amplo na ponta de seus dedos, todos os gêneros, como techno, hip-hop e rock, podem ser mixados para fazer sua faixa perfeita, segundo a sinopse oficial do jogo. Não é necessário ter experiência com música. Mas, se você precisar de uma mão para iniciar, o modo Evolver ensina padrões e construções musicais por meio da resolução de quebra-cabeças em diferentes gêneros musicais.

Assista ao trailer de ‘Track Lab’

[review] ‘Electronauts’: nunca foi tão fácil se tornar um DJ de sucesso

Loops, samples, pickups, BPM, EDM… Você pode não saber o significado de nenhuma dessas palavras e ainda assim se tornar um DJ dos bons com ‘Electronauts’, nova experiência/aplicativo de realidade virtual do estúdio Survios, desenvolvedor por trás dos excelentes ‘Raw Data’ e ‘Sprint Vector’. Trata-se de um aplicativo bastante intuitivo e que oferece uma vasta gama de ferramentas pra você se sentir o próprio David Ghetta.

‘Electronauts’ traz um total de 54 faixas – e por um precinho bem camarada, devo dizer. A lista de músicas (ou line-up, como os DJs preferem dizer) inclui nomes como The Chainsmokers, Tiesto, Steve Aoki, DJ Shadow, Zhu e muitos e muitos outros. Alguns compuseram músicas especialmente para o ‘Electronauts’, como é o caso de Coral Fusion, Goodhenry e Starbuck.

Se você não conhece música eletrônica, talvez nunca tenha ouvido falar deles. Mas são grandes expoentes da EDM (a “electronic dance music”) e atraem multidões a festivais e raves espalhadas pelo mundo. O bom é que são músicas boas de se ouvir e, principalmente, um material excelente para você interferir e criar suas próprias versões.

Para isso, você vai contar com uma “ajudinha”. Quer dizer, “ajudinha” não: é uma baita ajuda. ‘Electronauts’ foi construído com uma espécie de “autotunes” e por causa disso é bem difícil você fazer algo fora do ritmo ou que soe desagradável. O estúdio chama essa interface de Music Reality Engine.

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MAS É FÁCIL MESMO?

Quem já tem conhecimento prévio de música ou mesmo de remixagem vai tirar melhor proveito do aplicativo, mas a interface dele é tão intuitiva que o torna acessível a qualquer pessoa. O aplicativo oferece um breve tutorial e depois te deixa livre para criar. Devo ressaltar, porém, que este tutorial é breve demais, deixando de fora, por exemplo, explicações sobre como funciona o recurso de montar arranjos (“arrangement”). Percebendo isso, a Survios tem postado em seu canal no YouTube alguns vídeos com explicações adicionais, que incluirei no decorrer deste review.

Tutorial: como usar a ferramenta “arrange”

Cada música tem diferentes trechos (“tracks”), que iniciam sempre pela intro e incluem outras batidas, como break, groove, build, drop, trap, entre outras. Cada batida tem seus próprios acompanhamentos (“stems”), incluindo guitarras, baixo, bateria, palmas, teclados e por aí vai. Você pode alternar entre as tracks a hora que quiser, quantas vezes quiser.

Os instrumentos básicos do aplicativo são as orbs. A maioria das músicas têm dois conjuntos de orbs, que vêm agrupadas em 7. Usando os bastões que emulam os PS Moves, você pode tocar essas orbs como se fossem uma bateria. Também pode deixar uma sequência gravada e repeti-la quantas vezes quiser. O mesmo vale para uma espécie de harpa eletrônica.

Você também pode adicionar efeitos usando um conjunto de 5 granadas – cada uma soando diferente. Elas explodem no cenário e criam um efeito especial todo particular. Outra ferramenta em divertida é o cubo FX (ou “FX Cube”). Ele pode alterar a música de várias maneiras, como você pode conferir no vídeo abaixo:

Tutorial: como usar o FX Cube

FAZ UMA SELFIE AÍ!

‘Electronauts’ também é um aplicativo social e os desenvolvedores deram uma atenção especial ao aspecto visual. São diferentes cenários, onde sua pick-up virtual se transforma em uma nave sob seu comando numa verdadeira viagem musical pelo espaço. Você estará usando um traje de astronauta, com corpo completo – algo raro entre os games para realidade virtual.

Você pode utilizar uma câmera com pau de selfie para mudar a perspectiva pela qual seus espectadores vão te assistir. Inclusive, é esta a imagem que aparece na tela social da TV ou quando você faz uma transmissão pelo YouTube ou Facebook. Você também pode alterar as cores do ambiente, mudando também as cores do DJ.

Graficamente, é um aplicativo bonito, com visual nítido e interface clean. O jogo está todo em inglês (áudio e interface), sem opções de outros idiomas. Sobre o aspecto sonoro, não preciso falar mais nada, já que este é o prato principal do aplicativo.

Tutorial: usando as ferramentas básicas

E O QUE ‘ELECTRONAUTS’ NÃO TEM?

O aplicativo tem algumas lacunas, mais por questões técnicas, direitos autorais e limitações financeiras do que pela vontade de seus desenvolvedores, como eles deixaram claro em um bate-papo com usuários do Reddit, alguns dias atrás.

A versão para Playstation VR, por exemplo, ficou sem multiplayer online pela dificuldade do estúdio de encontrar um designer que trabalhe com a engine Unity no PSVR nesse ponto específico.

Outra coisa que o aplicativo não permite é importar suas próprias canções para remixá-las ou exportar aquilo que você criou. Mas, como os criadores disseram no bate-papo citado acima, isso está em discussão interna – e o aplicativo ainda deve receber muitas atualizações.

Aliás, o app está recebendo atualizações constantes, então certifique-se de fazer os updates antes de começar a jogar. No dia do lançamento, por exemplo, foram adicionadas oito músicas. Novas faixas e estilos musicais devem ser adicionadas em atualizações gratuitas.

Uma coisa que eu gostaria de ver é a possibilidade de alterar o BPM (batidas por minuto) das músicas, para deixa-las mais rápidas ou mais lentas. Também seria interessante se você pudesse misturar duas faixas, criando mash-ups. Mas, como os desenvolvedores deixaram claro, ‘Electronauts’ não é um aplicativo fechado – e podemos esperar muitas novidades nos próximos meses.

Confira um profissional em ação em ‘Electronauts’


VEREDITO

‘Electronauts’ é a melhor experiência musical disponível no Playstation VR. Não conheço muito o mercado de PCVR, mas creio que o mesmo se possa dizer do HTC Vive, Oculus Rift e Windows Mixed Reality. Não é um jogo – e talvez careça do aspecto competitivo presente em games musicais tradicionais, como ‘Guitar Hero’, ‘Rock Band’ e ‘Beat Saber’. Sua essência, de fato, se afasta da experiência de apertar botões ou executar ações no momento certo. Nele, você é livre para fazer o que quiser, na hora que quiser. Isso pode afastar um pouco quem espera algo mais “pré-definido”. No entanto, para todo mundo que gosta de música, é uma experiência imperdível. Nota: 10/10 [Imperdível].


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘Electronauts’
Gênero: Aplicativo/experiência musical
Estúdio: Survios (https://survios.com/electronauts)
Data de lançamento: 7 de agosto de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive, Oculus Rift e Windows Mixed Reality
Preço: R$ 61,50 *(PS Store Brasil) | US$ 19,99 * (PS Store EUA)
Controles suportados: Dois PS Moves
Idioma: inglês (áudio e interface – sem suporte a outros idiomas)
Jogadores: 1 (sem modo online)
Espaço em disco: 1,54 GB
* Membros PS Plus têm desconto de 20% até o dia 21 de agosto de 2018

[Este review foi feito no PS4 Pro, usando uma cópia digital gentilmente cedida pela Survios]

Com mais de 40 músicas, ‘Electronauts’ chega ao PSVR na próxima terça-feira

Esqueça ‘Beat Saber’, pelo menos por enquanto. O melhor e mais completo jogo musical para realidade virtual chega ao Playstation VR na próxima terça-feira, dia 7 de agosto. Estamos falando de ‘Electronauts’, do estúdio Survios, desenvolvedor por trás de ‘Raw Data’, ‘Sprint Vector’ e ‘Creed: Rise to Glory’ (este, ainda a ser lançado). Com mais de 40 canções, o game estará disponível para PSVR e PCVR (Oculus Rift e HTC Vive).

Hoje, a Survios divulgou o “line-up” (a relação de músicas e artistas, em bom português) do jogo e o conteúdo é impressionante. São mais de 40 músicas, de artistas renomados no mundo inteiro, como The Chainsmokers, Tiesto, Odezsa, Tokimonsta, Zhu e muitos outros.

A assessoria de imprensa da Survios nos enviou toneladas de informações sobre o jogo, além de uma press key – em breve, trarei o review aqui no blog, além de gameplays no nosso canal no YouTube. O estúdio também divulgou um vídeo com gameplay e tutorial do jogo [assista abaixo].

A seguir, trago a lista completa das músicas e as informações divulgadas hoje, em versão traduzida para o português (mais abaixo, reproduzirei o texto original, em inglês).

Line-up (relação de artistas e músicas)
The Chainsmokers – Roses (ft. ROZES)
Odesza – Say My Name (ft. Zyra)
Steve Aoki & Boehm – Back 2 You (ft. WALK THE MOON)
Tiesto & John Christian – I Like It Loud (ft. Marshall Masters & The Ultimate MC)
Zhu & Tame Impala – My Life
Zhu & Nero – Dreams
Zhu – Intoxicate
12th Planet – Let Me Help You (ft. Taylr Renee)
Netsky – Nobody
Dada Life – B Side Boogie, Higher Than The Sun, We Want Your Soul
Keys N Krates – Dum Dee Dum [Dim Mak Records]
Krewella & Yellow Claw – New World (ft. Vava)
Krewella – Alibi
Amp Live & Del The Funky Homosapien – Get Some of Dis
DJ Shadow – Bergshrund (ft. Nils Frahm)
3LAU – Touch (ft. Carly Paige)
Machinedrum – Angel Speak (ft. Melo-X), Do It 4 U (ft. Dawn Richard)
People Under The Stairs – Feels Good
Tipper – Lattice
TOKiMONSTA – Don’t Call Me (ft. Yuna), I Wish I Could (ft. Selah Sue)
Reid Speed & Frank Royal – Get Wet
Ahee – Liftoff
Bijou – Gotta Shine (ft. Germ) [Dim Mak Records]
Anevo – Can’t Stop (ft. Heather Sommer) [Dim Mak Records]
Krane & Quix – Next World [Dim Mak Records]
B-Sides & Swage – On The Floor [Dim Mak Records]
Gerald Le Funk vs. Subshock & Evangelos – 2BAE [Dim Mak Records]
Max Styler – Heartache (Taiki Nulight Remix), All Your Love [Dim Mak Records]
Riot Ten & Sirenz – Scream! [Dim Mak Records]
Fawks – Say You Like It (ft. Medicienne) [Dim Mak Records]
Taiki Nulight – Savvy [Dim Mak Records]
Jovian – Errbody
Madnap – Heat
Miknna – Trinity Ave, Us
5AM – Peel Back (ft. Wax Future)
Jamie Prado & Gregory Doveman – Young (Club Mix)
Coral Fusion – Klip [Survios original]
Goodhenry – Wonder Wobble [Survios original]
Starbuck – Mist [Survios original]

O QUE: Em breve será lançado no PS4 e nos PCs ‘Electronauts’, uma experiência imersiva de criação musical que possibilita que todos os amantes da música remixem, componham e executem músicas de qualidade. ‘Electronauts’ representa a próxima evolução em direção à música interativa e é impulsionado pelo Music Reality Engine, uma ferramente apenas possível em realidade virtual, que sem qualquer treinamento faz você se sentir como um músico de nível mundial instantaneamente. A Survios colaborou com os melhores artistas da música para experimentar a sensação de remixar suas músicas favoritas.

POR QUE: Depois de desenvolver o premiado jogo de ficção científica ‘Raw Data’ e o frenético jogo de corrida ‘Sprint Vector’, a Survios está inovando ainda mais com uma experiência de criação musical verdadeiramente inovadora. ‘Electronauts’ muda a forma como as pessoas interagem com a música, transformando os passivos amantes de música em criadores de música ativos. Esta nova tecnologia de núcleo, o Music Reality Engine, permite que qualquer pessoa realize e produza uma boa música que esteja sempre no tom e nunca saia o ritmo (devido à quantização).

QUANDO: terça-feira, 7 de agosto de 2018 às 16h (horário de Brasília)

ONDE: ‘Electronauts’ estará disponível no Steam e Oculus Home para HTC Vive e Oculus Rift custando US$ 19,99, e na Playstation Store para PSVR por US$ 17,99. Também está sendo lançado em arcades de realidade virtual em 38 países do mundo.

QUEM: Fundada em 2013, a Survios é um estúdio de realidade virtual (VR) líder de mercado dedicado a incentivar o desenvolvimento de software premium, publicação de jogos e entretenimento baseado em localização (LBE). Na Survios, construímos experiências de RV imersivas e conectadas com interatividade emergente e jogo visceral projetado para expandir a experiência humana e liberar nosso potencial criativo. A Survios alcança um público global por meio de seus jogos aclamados pela crítica, a maior rede de parceiros de arcade de realidade virtual do mundo, seu carro-chefe Survios Virtual Reality Arcade e atrações e diversões em RV com pilha completa. Para mais informações, visite http://www.survios.com.


Original text by Survios Press Relations
WHAT: Soon to be released on console and PC is Electronauts, an immersive music creation experience that empowers all music lovers to remix, compose, and perform great music. Electronauts represents the next evolution toward interactive music and is powered by the Music Reality Engine, a design only possible in VR, that without any training makes you feel like a world-class musician instantly. Survios has collaborated with top music artists to experience the sensation of remixing favorite songs:

WHY: After developing award-winning sci-fi VR game Raw Data and chart-topping adrenaline platformer Sprint Vector, Survios is innovating VR gaming further with a truly innovative music creation experience. Electronauts changes the way people interact with music, turning passive music lovers into active music creators. This new core technology, the Music Reality Engine, allows anyone to perform and produce great music that’s always on key and never skips a beat (due to quantization).

WHEN: Tuesday, August 7, 2018 at 12:00pm PST

WHERE: Electronauts will be available on Steam and Oculus Home for HTC Vive and Oculus Rift at $19.99, and Playstation Store for PS VR at $17.99. It’s also launching in VR arcades across 38 countries worldwide.

WHO: Founded in 2013, Survios is an industry-leading virtual reality (VR) studio dedicated to premium software development, game publishing, and location-based entertainment (LBE) initiatives. At Survios, we build connected, immersive VR experiences with emergent interactivity and visceral play designed to expand the human experience and unlock our creative potential. Survios reaches a global audience through its critically-acclaimed games, the world’s largest VR arcade partner network, its flagship Survios Virtual Reality Arcade, and full-stack VR attractions and amusements. For more information, visit http://www.survios.com.

Exclusivo do PSVR, ‘Track Lab’ promete transformar qualquer pessoa em um DJ virtual

O canal oficial do Playstation no YouTube postou hoje o trailer de ‘Track Lab’, game musical que promete transformar qualquer pessoa em um DJ virtual. Desenvolvido pela Little Chicken Game Company, o game teve data de lançamento confirmada para o dia 22 de agosto e já está em pré-venda nas lojas online do Brasil (R$ 79,90), Estados Unidos (US$ 19,99), Europa (€ 19,99) e Reino Unido (£15.99). Quem comprar na pré-venda receberá um tema dinâmico do jogo, além de três avatars.

‘Track Lab’ é um título exclusivo do Playstation VR e, até o momento, é o único do gênero no headset de realidade virtual da Sony. “‘Track Lab’ tem uma abordagem única para a criação musical, tornando essa atividade divertida e fácil para qualquer um criar faixas originais. O jogo leva a criação de música para além de simplesmente remixar ou apenas fingir ser um DJ, inspirando-se em ferramentas profissionais de ponta e tornando-as divertidas e acessíveis a todos”, afirma o diretor criativo Tomas Sala, em artigo no PS Blog da Europa.

Assista ao trailer de ‘Track Lab’

Tomas Sala explicou também como funcionam as mecânicas básicas do game. “No jogo, você começa pegando amostras musicais e colocando-as no caminho de um ‘pulso’ ritmicamente sincronizado. Quando as amostras (samples) são atingidas pelo pulso, elas soam a sua batida. Basta combinar as amostras na grade cronometrada para formar loops e sequências e, desse jeito, você construiu uma batida matadora!”.

Com um kit de ferramentas intuitivo e amplo na ponta de seus dedos, todos os gêneros, como techno, hip-hop e rock, podem ser mixados para fazer sua faixa perfeita, segundo a sinopse oficial do jogo. Não é necessário ter experiência com música. Mas, se você precisar de uma mão para iniciar, o modo Evolver ensina padrões e construções musicais por meio da resolução de quebra-cabeças em diferentes gêneros musicais.

‘Riff VR’ quer trazer experiência de ‘Rock Band’ para o Playstation VR. Confira!

No momento, o game musical ‘Beat Saber’ é um dos mais esperados pelos fãs de ‘Guitar Hero’ e ‘Rock Band’. E se eu te dissesse que tem um jogo de realidade virtual que se aproxima ainda mais da experiência que esses jogos proporcionam? Eu estou falando de ‘Riff VR’, que está sendo desenvolvido pelo estúdio Imex Media. O game já está disponível em acesso antecipado para HTC Vive e Oculus Rift. Em contato com o blog, o estúdio mostrou grande interesse de trazer o jogo para o Playstation VR. Ao que tudo indica, é só uma questão de tempo.

‘Riff’ é um jogo de realidade virtual e realidade aumentada em que o jogador pode tocar guitarra, bateria ou cantar sem precisar de qualquer instrumento, a não ser os controles de movimento de sua respectiva plataforma. Na versão atual, o game oferece um total de 20 músicas, de bandas como Kiss, Lynyrd Skynyrd, Poison e Europe [a lista completa você confere no final deste post].

Em resposta ao blog, os desenvolvedores confirmaram o interesse de trazer o jogo para o Playstation VR, o mais breve possível. “O PSVR é definitivamente algo que queremos no futuro, embora ainda não tenhamos uma data específica para isso. Nossa equipe está trabalhando atualmente nisso e em outros recursos para o jogo”, diz a nota enviada ao blog.

Como se trata de um estúdio independente, o aspecto financeiro é uma das barreiras que os desenvolvedores precisam quebrar para lançar o jogo no Playstation VR. “Só precisamos ganhar dinheiro suficiente para financiar o desenvolvimento do PSVR! Definitivamente, queremos estar no PSVR”, completa o Imex Media, com toda a sinceridade do mundo.

Atualmente, o jogo está em acesso antecipado na Steam, o que significa que ele ainda está em fase de desenvolvimento. E está com preço promocional, com 30% de desconto (de R$ 37,99 por R$ 26,59). O canal do game no YouTube traz alguns vídeos que mostram como será o gameplay.

Confira abaixo um dos vídeos de ‘Riff VR’

Veja o setlist de ‘Riff VR’
Deep Blue Something – “Breakfast at Tiffany’s”
Europe – “The Final Countdown”
Lynyrd Skynyrd – “Sweet Home Alabama”
Everclear – “Santa Monica”
Fall Out Boy – “Sugar, we’re going down”
Marcy Playground – “Sex & Candy”
Night Ranger – “Rock in America”
Poison – “Talk Dirty to Me”
Tesla – “Modern Day Cowboy”
The All-American Rejects – “Swing, Swing”
The James Gang – “Funk 49”
Grand Funk Railroad – “We’re an American Band”
Night Ranger – “Sister Christian”
The Music Explosion – “Little Bit O’Soul”
Joe Walsh – “Rocky Mountain Way”
Poison – “Nothin’ But a Good Time”
X Ambassadors – “Renegades”
3 Doors Down – “Kryptonite”
38 Special – “Hold on Loosely”

Dez coisas que você precisa saber sobre o aguardadíssimo ‘Beat Saber’

‘Beat Saber’ é, sem dúvida, um dos jogos mais aguardados do momento. Lançado em acesso antecipado em 1º de maio deste ano, para os PCVRs, o jogo rítmico-musical já foi confirmado oficialmente para o Playstation VR, durante a última E3. Porém, ainda não temos data de lançamento, o que deixa todos os jogadores ainda mais ansiosos.

Com seus vídeos de gameplay, que mistura ‘Star Wars’ e ‘Guitar Hero’, o título atraiu a atenção até de pessoas que não costumam jogar games. Os vídeos viralizaram nas redes sociais, obtendo milhões de acessos e tornando o game um sucesso instantâneo de vendas. Só no primeiro mês de lançamento na Steam, mais de 100 mil cópias foram vendidas.

Reuni a seguir as principais informações sobre o jogo, trazendo uma prévia do que podemos esperar dele quando ele finalmente for lançado. Confiram no vídeo abaixo, do canal PSVR Brasil no YouTube.

Assista ao vídeo especial – Tudo o que sabemos até agora sobre ‘Beat Saber’


Dez coisas que você precisa saber sobre ‘Beat Saber’

1. Quantas músicas tem o jogo? Vou poder jogar com a ‘Marcha Imperial’ do Darth Vader?
Em sua versão atual (não finalizada), ‘Beat Saber’ tem ao todo 10 músicas. A trilha sonora, inclusive, já está disponível no Spotify. Na E3 2018, os desenvolvedores mostraram uma canção extra, que não está disponível na versão para PCVR. O jogo não é um produto oficial da Disney (dona e proprietária da franquia ‘Star Wars’), nem adquiriu os direitos para usar suas músicas. Portanto, oficialmente, você não encontrará nenhuma música de ‘Star Wars’ no game. Nem o som característico dos sabres de luz.

2. Mas e as músicas que o pessoal do PCVR está jogando? Elas vão estar no PSVR?
No PC, o uso de mods permite a inserção de músicas customizadas em ‘Beat Saber’. Os mods foram criados pela comunidade e, como é de praxe, não poderão ser usados no PS4. É uma pena: atualmente, um site como o Scoresaber.com possui mais de 14 mil músicas (muitas delas repetidas, é verdade), customizadas pelos próprios jogadores. A maioria está no hard ou no expert. Há, inclusive, a ‘Marcha Imperial’ de Vader.

3. Então não poderemos criar músicas customizadas no PSVR?
Sim, mas de outra maneira. Os desenvolvedores estão criando uma ferramenta específica para isso, dentro do jogo. Esse, inclusive, é um dos motivos que devem estar atrasando o lançamento para o PSVR. Ainda não sabemos se as músicas customizadas no editor poderão ser compartilhadas online com os demais jogadores, mas é bem provável que sim.

4. Quando o jogo será lançado para o Playstation VR?
Esta é a dúvida de um milhão de dólares. Os desenvolvedores recebem esta pergunta todos os dias, em suas redes sociais. E se limitam a confirmar que o jogo virá para o PSVR, mas ainda não tem data de lançamento. Não há sequer um período previsto, só sabemos que será neste ano. O jeito é esperar.

5. Por que o jogo está demorando tanto para sair para o Playstation VR?
‘Beat Saber’ está sendo desenvolvido apenas por duas pessoas, os tchecos Ján Ilavský (game design, gráficos, música e programação) e Vladimír Hrinčár (programação, game design), do estúdio Hyperbolic Magnetism (que aparentemente mudou de nome para Beat Games no lançamento de ‘Beat Saber’). Eles iniciaram o projeto em 2016 e contrataram o músico Jaroslav Beck para fazer as canções do jogo. A versão lançada em 1º de maio deste ano para HTC Vive, Oculus Rift e Windows MR não está finalizada – é o que a Steam chama de “acesso antecipado” (“early access’). Como sabemos, a política da Sony é não lançar na PS Store jogos em acesso antecipado, salvo raríssimas exceções.

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Esta é “toda” a equipe responsável por ‘Beat Saber’: os tchecos Ján Ilavsky, Jaroslav Beck e Vladimír Hrinčár (da esq. para dir.)

6. Quem é esse tal Jaroslav Beck?
O tcheco Jaroslav Beck (não confundir com o cantor norte-americano Beck Hansen) é um dos compositores mais prestigiados da indústria de games na atualidade. O compositor e de designer de som já fez músicas para trailers, curtas-metragens e títulos como ‘Overwatch’, ‘Need for Speed: Payback’, ‘Call of Duty: WWII’, ‘Battlefield 1’, ‘Batman: Return to Arkham’, ‘Star Wars: Battlefront’, ‘StarCraft, e muitos outros. É um currículo invejável. Confira aqui alguns trabalhos dele.

7. O jogo é tão difícil quanto aparece nos vídeos?
Na dificuldade mais alta (extreme), sim. Muitos jogadores não conseguem sequer terminá-las. Mas há várias opções para reduzir a dificuldade para os jogadores iniciantes se familiarizarem mais com o jogo, até conseguirem encarar o modo mais frenético. Os níveis de dificuldade são quatro: fácil, médio, difícil e extremo. Além disso, há opção de usar apenas uma espada (ou seja, as caixas que você precisa destruir virão em apenas uma cor) ou retirar as setas das caixas (você poderá cortá-las em qualquer direção).

8. Não aguento mais esperar! Quero jogar ‘Beat Saber’ hoje! O que eu faço?
Se você tiver um computador/notebook com os requisitos mínimos do jogo, que aparecem na página da Steam, você pode tentar usar um programa como o Trinus PSVR, que permite usar o Playstation VR no PC. No entanto, não se trata de um produto oficial da Sony e ainda está em fase de testes, o que significa que ele pode apresentar algumas limitações. Aqui deixo o link para um vídeo no YouTube (em inglês) com tutorial de como fazê-lo.

9. O jogo tem modos competitivos? Vou poder enfrentar meus amigos?
Atualmente, o jogo tem um “party mode”, em que você pode jogar com os amigos localmente, revezando o headset, para comparar e ver quem pontua mais. Os desenvolvedores estão criando um modo competitivo online. Para isso, eles contrataram um membro da comunidade, que já estava desenvolvendo um mod multiplayer não-oficial. Quando for adicionado, esse modo multiplayer também terá avatars, para você customizar a aparência de seu personagem.

10. Quanto o jogo vai custar na PS Store?
A versão da Steam está sendo vendida por R$ 37,99. Quando for lançado em sua versão completa e finalizada, deve ficar na casa dos R$ 60,00. Usando a tabela de conversão louca da PS Store – e incluindo os impostos sobre os games – deve ficar no patamar dos R$ 90,00 a R$ 100,00. Mas isso, é claro, é apenas uma previsão. O valor oficial ainda não foi divulgado pelo estúdio.

[review] Quem não tem ‘Beat Saber’ caça com ‘Happy Drummer’

O Playstation VR ainda não dispõe de um título à altura de um ‘Guitar Hero’ ou um ‘Rock Band’, o que é uma pena para quem gosta de games musicais deste tipo. Enquanto o aguardadíssimo ‘Beat Saber’ não chega, alguns títulos tentam cumprir essa lacuna. Com ‘Happy Drummer’, o estúdio chinês Lusionsoft oferece uma experiência que, apesar de não contar com músicas conhecidas, não deixa de ser divertido.

Para jogar os antigos games musicais da era Playstation 3, você precisava comprar instrumentos de plástico que imitavam guitarras, baixos e baterias. Um kit completo do icônico ‘Rock Band Beatles’ ultrapassava facilmente a casa dos R$ 1 mil. Para jogar ‘Happy Drummer’, você precisa apenas de um par de PS Moves e, claro, do seu PSVR, que suponho que você já tenha. Já começou a ver vantagem, né?

No game, seus instrumentos são virtuais. Os PS Moves transformam-se nas baquetas, bem primitivas por sinal, feitas de osso e madeira. Em termos de tracking, não há o que reclamar. Os controles funcionam bem e respondem perfeitamente ao movimento das suas mãos. Segundo a página do jogo na PS Store, também é possível jogar com o Dualshock 4, mas confesso para vocês que não testei, porque não vejo sentido em jogar este título com controle.

O game possui três tambores básicos, em dois cenários diferentes (dia e noite). Os tambores mudam de acordo com o cenário, assim como a seleção musical. São quatro músicas para o dia e outras quatro para a noite. E cada música tem três níveis de dificuldade (“normal”, “hard” e “lunatic”). O jogo não possui uma campanha propriamente dita, mas você só consegue liberar a próxima música se receber pelo menos a nota “Good” na anterior.

Os tambores mudam um pouco de acordo com o cenário. No cenário diurno, o tambor do meio é uma espécie de bumbo (instrumento de percussão grande), que permite uma nota diferenciada, em que você bate na lateral. Aliás, falando em notas percussivas, o jogo possui três tipos: a nota básica (em forma de seta), que você usa apenas uma baqueta; a nota dupla (em forma de estrela), que você usa as duas baquetas no mesmo tambor); e a nota em que você bate na lateral (esta vem em forma de círculo) e é exclusiva do bumbo.

O cenário noturno não possui o bumbo, o que o torna um pouco mais fácil para iniciantes. Durante as músicas, em alguns trechos, sua visão gira para alcançar outros quatro tambores que estavam nas suas costas. São quatro tambores ao todo, feitos de osso ou pedra.

É importante ressaltar que cada tambor do jogo soa de maneira diferente, de acordo com a posição dele. O mesmo vale para as notas duplas e as notas “na beirada” do bumbo. ‘Happy Drummer’ possui ainda um modo para você tocar livremente, sem ter que obedecer a notas em posições específicas. Estranhamente, este modo vem com 12 músicas, quatro a mais do que as oito do modo principal.

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VISUAL

Os dois cenários de ‘Happy Drummer’ remetem a algum lugar perdido no tempo, com características marcadamente primitivas. Totens, estruturas de pedra e elementos naturais aparecem lado a lado de vários tipos de animais, pré-históricos ou não, e até um grego (!). No centro disso tudo, você e sua tribo de selvagens que gostam de curtir um som.

Nessa “balada”, quem comanda a festa é uma espécie de xamã (ou pajé, no bom português), que, lá do céu, atira as notas pra você. O seu “timing” de atingir as notas no tempo certo vai determinar sua nota final, mas o sistema de pontuação do jogo não é muito claro. No fim, você recebe sua nota e pode escrever seu nome ou desenhar o que quiser em uma tábua.

O jogo possui um estilo gráfico bem simples. Os modelos dos “tribalistas” são um pouco esquisitos – além de serem todos “gêmeos”, parece que lhes falta vida. Talvez eu tenha ficado com essa impressão porque eles são todos iguais mesmo, se movem de maneira estranha e estão sempre de óculos escuros. Seria uma homenagem a Carlinhos Brown? Ajayô!

Os cenários, em contrapartida, são bem desenhados, não possuem serrilhados visíveis e tudo é bem definido (destacando que testei o game no Playstation 4 Pro). Os animais também são bem desenhados e ajudam a dar mais vida ao game.

Faço uma ressalva quanto à disposição das notas. Elas são jogadas “no ar” e seguem apenas linhas imaginárias. Não há qualquer elemento gráfico que ajude você a identificar mais facilmente qual tambor você deve acionar. Fazendo uma comparação, no ‘Guitar Hero’, por exemplo, cada nota tem uma cor (verde, amarela, azul e assim por diante). Em ‘Happy Drummer’, a cor e a forma das notas mudam apenas de acordo com o seu tipo (a seta é branca ou rosa, a estrela é verde e o círculo, amarelo). Nas dificuldades mais altas, em que as notas vêm muito mais rápido, é muito comum se confundir.

Apesar de não ter canções conhecidas, o título possui músicas agradáveis de se tocar. Mas nada mais que isso. Cada música dura em torno de 2 minutos e usa elementos percussivos primitivos ao lado de instrumentos modernos, como o piano, por exemplo. Os efeitos sonoros replicam bem os sons da “vida real”, mas algumas coisas, estranhamente, não fazem barulho.

O jogo não tem suporte para o português, mas isso não vai atrapalhar quem não sabe inglês. A interface do game tenta evitar ao máximo o uso de palavras e as músicas, por exemplo, são identificadas por símbolos. As poucas palavras que você vai ler são expressões como “Good”, “Great”, “Try again”, assim como os três níveis de dificuldade. Isso, de certa forma, torna o jogo mais “universal”. Mas também gera um pouco de confusão na hora de entender os menus.

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VEREDITO

Para quem gosta de jogos musicais, ‘Happy Drummer’ é uma boa opção à ausência de títulos rítmicos mais esperados/sonhados pelos jogadores, como ‘Guitar Hero’, ‘Rock Band’ e ‘Beat Saber’, este ainda exclusivo do PCVR. O game da Lusionsoft possui um bom nível de desafio e diverte com suas músicas alegres. Apesar da pouca quantidade de canções, ainda assim possui um bom valor de replay, com três diferentes níveis de dificuldade. O tracking responde bem, o que é fundamental em um jogo deste tipo, que exige precisão nos movimentos. Eu gostaria de ver um pouco mais de variedade, mas o preço cobrado na PS Store me parece justo ao que está sendo oferecido. Nota: 7/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘Happy Drummer’
Estúdio: Lusionsoft (www.lusionsoft.com)
Gênero: Musical
Plataformas: Playstation VR (usada neste review) e HTC Vive
Data de lançamento (no Ocidente): 6 de fevereiro de 2018
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 885 MB
Idiomas: Inglês (sem suporte ao português)
Controles suportados: Dois PS Moves (recomendado) ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

[Este review foi feito usando o Playstation 4 Pro, com mídia digital cedida pelo estúdio Lusionsoft]

Quer uma segunda opinião? Confira o review do canal Moso PSVR:

Saiba mais sobre ‘Beat Saber’, o game que todos os seus amigos querem jogar

[Post atualizado em 29/08/2018]

Você já deve ter visto este vídeo – ou até mesmo compartilhado com seus amigos. Nele, uma moça com dois sabres de luz nas mãos (!) destrói caixas azuis e vermelhas ao som de música eletrônica em um estilo de jogabilidade que lembra algo entre ‘Guitar Hero’ e ‘Dance Dance Revolution’. Pera, você ainda não viu esse vídeo? Tá aqui ó:

[Confira aqui nosso post mais recente: Dez coisas que você precisa saber sobre o aguardadíssimo ‘Beat Saber’]

 

Pois bem, continuando… Mesmo quem nunca colocou um headset de realidade virtual na cara ou sequer é fã de videogames está empolgado com o lançamento de ‘Beat Saber’. Isso é fato. O vídeo acima já foi visto mais de 100 milhões de vezes nas redes sociais e no Youtube, viralizando e fazendo do jogo um dos mais aguardados no mundo todo. A paixão nerd pelo universo ‘Star Wars’, aliada ao sucesso dos games rítmicos, talvez possa explicar tamanha expectativa.

Mas, para os detentores de um Playstation VR, será preciso esperar mais um pouco. O lançamento do jogo foi anunciado para o dia 1º de maio, mas, inicialmente, somente para Oculus Rift, HTC Vive e Windows MR, os principais headsets de RV dos PCs. A versão para PSVR foi confirmada em durante a E3 2018 e deve sair ainda este ano.

Assista ao vídeo especial sobre ‘Beat Saber’ no canal PSVR Brasil no Youtube:

O jogo começou a ser desenvolvido em 2016, por dois amigos que juntos fundaram o estúdio indie Hyperbolic Magnetism, na cidade de Praga, capital da República Tcheca. “Descobrimos que não há um grande jogo rítmico em RV. O jogo foi mostrado em muitos lugares e quase 700 pessoas já o experimentaram até agora. A resposta é extremamente positiva”, contam os desenvolvedores, Ján Ilavský e Vladimír Hrinčár, em texto para a imprensa no site oficial.

A equipe de desenvolvimento do jogo é mínima. Além da dupla de designers e programadores, os créditos do jogo contam ainda com Jaroslav Beck, responsável pela música e design de som. E só.

‘Beat Saber’ usa controles de movimento que vão se transformar em sabres de luz no ambiente virtual. Só pode ser jogado em realidade virtual e, apesar da velocidade frenética dos movimentos da “garota propaganda oficial” do game, ‘Beat Saber’ promete ser acessível a todos os jogadores. Provavelmente, haverá diferentes níveis de dificuldade, como é praxe em jogos rítmicos à la ‘Guitar Hero’ e ‘Rock Band’. “Qualquer um consegue entender os princípios básicos do game e jogá-lo em poucos segundos”, diz o estúdio.

A sinopse oficial do game, traduzida pelo meu amigo Google Translate e revisada por mim, é a seguinte: ‘Beat Saber’ é um jogo de ritmo único em VR, onde o seu objetivo é cortar as batidas (representadas por pequenos cubos) à medida que vão chegando até você. Cada batida indica qual sabre de luz você precisa usar e também a direção que você precisa acertar. O jogo pode ser facilmente descrito como um ‘mashup’ de ‘Guitar Hero’ e ‘Fruit Ninja’ em VR. Toda a música é composta para encaixar perfeitamente nos níveis, feitos à mão. Nosso objetivo é fazer com que os jogadores quase dancem, enquanto cortam todos os cubos e evitem obstáculos. Cada corte é fortemente acompanhado por ótimos efeitos sonoros e visuais para enfatizar o ritmo”.

O jogo também terá batalhas entre jogadores, como demonstrado em um outro vídeo, novamente com a “Beat Saber Girl”, cujo nome é Shuang, desafiando um outro carinha, o Cix. Abaixo, deixo mais uns vídeos do game. Agora, quando aquele seu amigo perguntar sobre esse jogo pela enésima vez, mande esse link pra ele, beleza?

[review] Pegue suas baquetas virtuais e entre no ritmo de ‘Audio Beats’

Na era do PS2 e PS3, jogos musicais como ‘Guitar Hero’ e ‘Rock Band’ transformaram-se em uma febre, misturando grandes hits do rock, bandas lendárias e instrumentos de plástico. ‘Audio Beats’, desenvolvido pelo estúdio chinês Famiku e distribuído pela Gamepoch, é a primeira tentativa de trazer algo semelhante ao universo virtual do Playstation VR. A seguir, tentarei resumir os erros e acertos do game.

Em ‘Audio Beats’ (que aparece como ‘Batidas de Áudio’ na PS Store BR), seus PS Moves tornam-se baquetas virtuais, bastante futuristas por sinal. Aliás, logo no menu inicial é possível trocar a aparência das baquetas e transformá-los em baquetas laser estilo ‘Star Wars’. Você também pode mudar a aparência de várias coisas (mas entraremos nesse assunto mais adiante).

Em alguns aspectos, ‘Audio Beats’ é parecido com tocar bateria nos games das gerações passadas. A disposição dos quatro tambores e o esquema das notas que descem na sua direção são os mesmos que a gente vê em ‘Guitar Hero’ e similares.

Mas há algumas diferenças fundamentais: os quatros tambores virtuais soam da mesma forma, independente da posição deles. O que vai determinar o som que será emitido é o tipo de “nota” que será tocada. E elas vêm de três tipos. A mais comum é também a mais curta, depois tem uma “nota” longa e uma terceira que você precisa acertar o tambor na direção que ela aponta.

‘Audio Beats’ traz uma outra diferença. As músicas do game soam como um pop eletrônico, do tipo que se ouvia na franquia ‘Dance Dance Revolution’. E, diferente dos games musicais tradicionais, aqui as músicas já vêm “prontas”. Você vai interagir com ela e acrescentar alguns sons usando a bateria, mas a música já tem suas próprias batidas. Ou seja, se você errar, não vai ficar faltando nada (mas terá que ouvir um ruído irritante de campainha).

Cada faixa do game dura em torno de 3 minutos. Então, considerando que são apenas cinco músicas, em cerca de 15 minutos você já terá jogado tudo o que o game tem a oferecer. É pouco? É. Mas o título deixa em aberto a possibilidade de serem adicionadas novas músicas – só não sabemos quando.

Além disso, há três níveis de dificuldade para escolher (Basic, Advanced e Extreme), o que aumenta o fator de replay. Além disso, o jogo atribui notas ao seu desempenho, que vão de D a S – e buscar a melhor nota é um estímulo a mais para voltar a jogar.

Para não tornar a experiência tão repetitiva, você pode ajustar no menu principal os três tipos de sons que você produz com seus tambores, além da aparência das notas percussivas e o formato dos tambores. A quantidade não é muito grande, mas ajuda a dar mais variedade ao gameplay. A inclusão de modos diferentes de jogo, como um endless mode ou um modo história, poderia ser mais uma boa adição ao game.

Graficamente, o jogo não é nenhum arroubo técnico, mas cumpre o seu papel (afinal, o foco aqui é no áudio). Há apenas um cenário – se é que podemos chamar assim. Cores e algumas figuras geométricas vão surgindo conforme você acumula “combos”. Uma personagem sem nome surge na tela a cada 100 hits sem errar e as baquetas também vão mudando de cor.

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VEREDITO

‘Audio Beats’ tenta transportar para a atual geração de headsets de realidade virtual a emoção dos games musicais que marcaram uma geração de gamers. No entanto, a limitação na quantidade de faixas e algumas escolhas de gameplay (como aquela que deixa o som dos tambores todos iguais) impedem que o jogo atinja seu objetivo completamente. Vamos esperar que uma possível adição de novas músicas e futuros updates possa levar o jogo a um novo patamar. Nota: 6,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Audio Beats’ (‘Batidas de Áudio’)
Estúdio: Famiku/Gamepoch (https://www.gamepoch.com/game.html?id=9)
Gênero: Rítmico-musical
Data de lançamento: 20 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift e HTC Vive
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 153 MB
Idioma: Inglês
Controles suportados: Dois PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Gamepoch]

Assista ao trailer de ‘Audio Beats’

[review] Corra sem sair do lugar no ritmo do divertido ‘Run Dorothy Run’

Jogos musicais estão em alta no Playstation VR. Já existem boas opções no mercado, cada um com sua linguagem própria e seus atrativos únicos. Será que ‘Run Dorothy Run’, do estúdio canadense Virtro Entertainment, tem o que é preciso para garantir um lugar ao sol entre os lançamentos do estilo?

Como o nome do jogo sugere, ‘Run Dorothy Run’ é inspirado no livro ‘O Maravilhoso Mágico de Oz’, publicado por L. Frank Baum em 1900. Personagens e cenários da obra (composta na verdade por um total de 14 livros) desfilam pelas fases do game.

Você controla a Dorothy do título e é acompanhado por personagens que fazem parte deste universo de fábulas, incluindo um cãozinho, um macaco voador e uma cabeça verde voadora.

Ao todo, são 18 fases e você vai liberando uma por uma. Seu objetivo é coletar cristais com os bastões que você segura em cada mão. Estes bastões são “réplicas” dos PS Moves, que são obrigatórios para jogar o game.

O jogo funciona mais ou menos como um game musical estilo ‘Guitar Hero’: você precisa ficar atento ao timing de cada cristal, para atingi-lo na hora certa. A diferença aqui será o esforço físico. É preciso manter os braços levantados a maior parte do tempo, o que pode cansar os ombros depois de alguns minutos. Mas é uma experiência bem divertida e mesmo quem não gosta de dançar, como eu, vai se sentir um John Travolta nos ‘Embalos de Sábado à Noite’. Com uma trilha sonora animada e repleta de suingue, é impossível ficar parado.

No decorrer das fases, vão aparecendo alguns alguns itens especiais pra você pegar. O osso, por exemplo, faz com que o cachorro colete cristais extras. O macaco voador te ajuda abrindo portas. E a cabeça voadora… Bem, ela está lá mais para lhe passar instruções – e não para de falar.

Além dos power-ups, também aparecem alguns perigos nas fases, como lobos, corvos, objetos atirados na sua direção e até macacos voadores gigantes. Você tem uma barra de vida e se for atingido várias vezes, pode ser o fim da sua jornada. Mas, conforme vai recolhendo cristais, você recupera a vida. Pegar vários cristais em sequência também aumenta o seu multiplicador, o que vai garantir mais pontos ao final da fase.

Em cada fase, é possível obter notas que vão de 1 a 5 estrelas, dependendo do seu desempenho. E é possível jogar em três niveis de dificuldade (fácil, normal e difícil). Cada nível de dificuldade a mais acrescenta maiores desafios, que vão exigir mais agilidade e malabarismos da parte do jogador.

É importante destacar que o tracking dos controles funciona perfeitamente. Os gráficos em estilo cartoon não chagam a ser um deleite visual, mas combinam bem com a proposta de diversão do game. O áudio é sensacional e, aliado à ótima dublagem dos personagens, dá um charme especial ao game.

Falando em áudio, avisamos aos brasileiros que não há legendas ou qualquer outra localização para o português do Brasil. No entanto, isso não deve ser problema para aproveitar o jogo em sua plenitude.

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VEREDITO

‘Run Dorothy Run’ é mais uma excelente adição ao universo dos games rítmico-musicais do PSVR, com uma sonoridade cativante formada por músicas compostas especialmente para o game. Se você gosta de música, de games musicais ou de balançar o esqueleto, ‘Run Dorothy Run’ é uma excelente pedida. Nota: 9,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Run Dorothy Run’
Estúdio: Virtro Entertainment (https://www.virtro.ca)
Gênero: Rítmico-musical
Data de lançamento: 20 de fevereiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift e HTC Vive
Preço: US$ 19,99 (PS Store EUA) | Indisponível na PS Store BR
Tamanho do download: 1,46 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Virtro Entertainment]

Assista ao trailer de ‘Run Dorothy Run’