Demo gratuita de ‘Tetris Effect’ já está disponível na PS Store do Brasil. Baixe aqui!

Foi disponibilizada hoje na PS Store do Brasil a demo gratuita do jogo ‘Tetris Effect’ (Enhance Games), que será lançado no próximo dia 9 de novembro. Se você quiser testar o jogo em primeira mão, corra: a demo tem prazo de validade, que expira no dia 5 deste mês!

Clique aqui para baixar a demo!

Exclusivo do Playstation 4, ‘Tetris Effect’ é uma releitura do puzzle mais famoso de todos os tempos. A demo e o game completo poderão ser jogados tanto no Playstation VR quanto no PS4, nas telas convencionais, com resolução de 4K e 60fps.

O jogo já está em pré-venda, com 10% de desconto (válido até o dia 8 de novembro). O valor na pré-venda é de R$ 129,15, e o valor cheio, R$ 143,50.

[review] Com uma trama interessante, ‘Torn’ se perde em um gameplay repetitivo

Fundado há mais de 20 anos, o estúdio Aspyr Media tem se notabilizado por fazer ports para os PCs de franquias famosas, como ‘Call of Duty’, ‘Borderlands’ e ‘Bioshock’. Com esse know-how, o estúdio desenvolveu seu primeiro grande projeto de realidade virtual, ‘Torn’, lançado para Playstation VR, HTC Vive e Oculus Rift. O título se inspira assumidamente em séries como ‘Além da Imaginação’ e ‘Black Mirror’ para contar uma história recheada de mistério, com porções generosas de ficção científica e fantasia. O review a seguir foi feito no PSVR, usando o PS4 Pro.

Assista ao vídeo-review de ‘Torn’:

HISTÓRIA

O jogador entra na pele da blogueira Katherine Patterson, que encontra uma mansão abandonada no meio de uma floresta. O casarão pertence ao Dr. Lawrence Talbot, um cientista desaparecido há mais de 60 anos. Ela entra na mansão e se depara com uma luzinha que afirma ser o Dr. Talbot, agora sem corpo físico. Ele diz que está preso em uma estranha dimensão e sem lembranças do que aconteceu com ele. Caberá a Katherine desvendar o mistério por trás disso e, quem sabe, sair de lá com uma história incrível para contar em seu blog.

VISUAL E IMERSÃO

O visual tem um papel fundamental na imersão que os jogos de realidade virtual podem proporcionar. E ‘Torn’ falha um pouco na questão técnica, exibindo gráficos com serrilhados acima do normal, mesmo dentro de um estilo visual mais realista. Apesar dos ambientes serem muito bem trabalhados, tanto no exterior quanto dentro da mansão, é difícil fechar os olhos para os “serrotes”. Ainda assim, é algo superável, a partir do momento que você se envolve com a história, seus personagens e tenta conectar os fios dessa trama. O visual ganha contornos mais interessantes nos momentos em que você é transportado para uma outra dimensão, cercada de água por todos os lados. O jogo utiliza controles de movimento, proporcionando uma interação mais natural com as centenas de objetos espalhados pela mansão. A trilha sonora impecável, as atuações e os efeitos sonoros também ajudam a imergir o jogador nesse mundo.

Assista ao vídeo de gameplay de ‘Torn’

CONTROLES

No PSVR, só é possível jogar usando um par de Moves. Não há suporte ao Duashock 4. São três sistemas de movimentação: locomoção livre, teleporte e algo que fica no meio do caminho entre os dois, chamado de “dash”. Nele, você acompanha o movimento do seu corpo enquanto se teleporta. No movimento livre, você aperta o botão Move e se locomove na direção para a qual está olhando. Segurando o gatilho ao mesmo tempo, anda mais rápido. Mas não há como andar para trás.

O teleporte e o dash funcionam de maneira quase idêntica, mas o teleporte tradicional é mais indicado para quem sente enjoo de movimento. No entanto, o alcance desses teleportes é curto, obrigando o jogador a se teleportar várias vezes para cobrir distâncias maiores. O giro do corpo é feito em graus, sem opção de giro suave. Usando o teleporte, a chance de sentir cinetose é praticamente zero.

GAMEPLAY

Em termos de gameplay, o jogo consiste em resolver uma série de puzzles, espalhados pelos vários cômodos da mansão. No início, você pode demorar um pouco para entender como eles funcionam, mas depois percebe que esses quebra-cabeças são bem parecidos entre si. Alguns objetos da mansão possuem desenhos em sua base e você precisa encaixá-los em pontos específicos de um circuito. Para isso, você usará a Ferramenta Gravitacional, para carregar os objetos e colocá-los em seus devidos lugares.

Mas o nível de desafio é baixo – seu maior trabalho será encontrar esses objetos, já que são muitos espalhados em cada cômodo. Durante a tarefa, você precisará revirar praticamente todo o ambiente, criando uma verdadeira bagunça. Várias vezes me senti em um episódio daquela série Acumuladores Compulsivos, da TV a cabo. O fato é que poucos puzzles fogem a esse esquema. E você ainda contará com a ajuda da “luzinha”, que às vezes te diz o que é fazer mesmo que você não peça.

VALOR DE REPLAY

A campanha de ‘Torn’ dura em torno de 7 a 8 horas, dependendo da velocidade que você consegue resolver os quebra-cabeças. É uma duração bem acima da média dos jogos de Playstation VR, o que por si só já é um ponto positivo. O jogo possui troféus, não há platina. O valor de replay, portanto, é baixo. ‘Torn’ está todo em inglês, sem legendas em qualquer outro idioma, e sem suporte ao português.


VALE A PENA?

‘Torn’ possui uma história cativante, muito bem contada, que se vale do mistério e de elementos de ficção científica para prender o jogador. Mas é preciso saber inglês para aproveitá-la. O visual serrilhado incomoda e os gráficos parecem ter sido mal otimizados no Playstation VR, especialmente para um jogo que utiliza a Unreal Engine. No entanto, o ponto mais crítico do game são os puzzles, muito repetitivos e pouco desafiadores. Chego até a me questionar se são realmente puzzles. Da forma como está, ‘Torn’ vale muito mais por sua trama do que pelo gameplay. E também pelo desfecho, que vai além de qualquer coisa que você poderia imaginar. Nota: 7,5/10 [Bom]


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: Torn
Estúdio: Aspyr Media (https://www.aspyr.com/games/torn)
Gênero: Puzzle
Lançamento: 28 de agosto de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 91,90 (PS Store BR) | R$ 57,99 (Steam)
Idioma: Inglês (dublagem e interface)
Controles: Dois Moves
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito no Playstation VR + PS4 Pro, com mídia digital gentilmente cedida pela Aspyr Media]

Assista ao trailer de ‘Torn’ 

[review] ‘Track Lab’ mistura quebra-cabeças e criação musical em realidade virtual

Puzzles estão entre os gêneros mais desafiadores dos games. Não à toa, eles aparecem de forma “disfarçada” em grandes sucessos dos vídeo-games, como as franquias ‘God of War’, ‘Uncharted’ e ‘Tomb Raider’, geralmente para quebrar o ritmo de ação frenético desses títulos e apresentar um desafio mais elaborado para o cérebro dos jogadores. Não é raro acontecer de um jogador ficar preso por alguns minutos (ou mesmo horas) em um único puzzle, apenas para descobrir que estava vendo as coisas pela perspectiva errada e a resposta estava ali, na sua cara. É este tipo de desafio que ‘Track Lab’, com um total de 96 quebra-cabeças, vem proporcionar. Desenvolvido pelo estúdio holandês Little Chicken, o jogo foi lançado no último dia 21, com exclusividade para o Playstation VR.

‘Track Lab’ tem uma proposta bem diferente de ‘Electronauts’, lançado na semana anterior, e qualquer comparação entre os dois não faz muito sentido. ‘Track Lab’ é o primeiro puzzle musical do PSVR, que já possui uma boa quantidade de jogos do gênero, cada um com suas mecânicas únicas. No game, você usa alguns elementos, chamados de “unidades óticas”, para direcionar o fluxo sonoro até o seu destino final [assista ao vídeo-review abaixo para entender melhor]. Para jogar, você usa um par de PS Moves. Não há suporte ao Dualshock 4.

Assista ao vídeo-review de ‘Track Lab’

As músicas vêm divididas em quatro estilos: “relaxante”, “energética”, “exótica” e “épica”. Cada estilo tem três níveis de dificuldade (fácil, normal e difícil) e cada nível é uma música diferente. Cada música é dividida em oito desafios e, conforme você vai resolvendo, vai adicionando um instrumento à música (incluindo bateria, guitarras, teclados, vocais, entre outros). Fazendo as contas, chegamos a 96 desafios, que vão aumentando de dificuldade conforme novas “unidades óticas” são adicionadas.

Para deixar a brincadeira ainda mais divertida, você pode mixar os instrumentos usando ferramentas como os Volume Sliders, Crossfader e Effect Matrix. Os nomes podem ser complicados, mas a interface é bem interativa e fácil de aprender. Pra isso, o jogo oferece um tutorial básico muito bem explicado. Os textos, totalmente, em português, também facilitam o aprendizado.

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CRIAÇÃO MUSICAL

Para os mais talentosos, ‘Track Lab’ também oferece um editor musical, na seção “Criação”. Nela, você pode remixar as músicas que já liberou no modo “Evolução” (dos puzzles) ou criar músicas do zero. Esse modo é mais difícil de dominar e será melhor aproveitado por quem já possui conhecimento musical, já que o jogo te dá total liberdade para criar com uma grande variedade de sons e instrumentos musicais. Creio que faz falta aí um tutorial mais aprofundado, específico para esta seção. No entanto, a qualquer momento, você pode apertar o botão Move para obter ajuda.

Visualmente, o jogo é muito bem apresentado, com um cenário virtual que cria uma imersão perfeita. O nível de nitidez do jogo também é digno de elogios, sem qualquer serrilhado ou borrão, problemas estes que costumam incomodar em jogos de RV. A trilha sonora é o prato principal do game e é bem variada, com estilos como hip-hop, rock, techno e mesmo canções que lembram jogos 8 bits.

O jogo é totalmente livre de enjoo de movimento (cinetose). Para os platinadores de plantão, ‘Track Lab’ tem troféu de platina. O valor de replay também fica por conta do modo criação e das interações que você pode fazer com as músicas, após desbloqueá-las.

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VEREDITO

‘Track Lab’ atende dois públicos – os fãs de puzzle e os jogadores que buscam uma ferramenta de criação musical intuitiva, com várias opções à disposição. Os puzzles são divertidos e oferecem um bom nível de desafio. O editor musical precisa de um tutorial mais aprofundado para se tornar mais acessível a um público maior. No entanto, acredito que o grande problema de ‘Track Lab’ seja o preço. Acredito que ele ficaria mais atraente com uns 40% a 50% de desconto. Nota: 8/10 [Bom]


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘Track Lab’
Estúdio: Little Chicken (http://www.littlechicken.nl/game/track-lab)
Gênero: Puzzle musical
Lançamento: 21 de agosto de 2018
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Preço: R$ 79,90 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store EUA)
Idioma: Português (interface)
Controles: Dois PS Moves
Espaço em disco: 699 MB
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito no PS4 Pro, com mídia digital cedida pela Sony do Brasil]

Leia também:
[review] ‘Electronauts’: nunca foi tão fácil se tornar um DJ de sucesso

Assista ao trailer de ‘Track Lab’

Inspirado em ‘Tetris’, ‘PieceFall VR’ será lançado neste mês para o Playstation VR

O estúdio Steel Minions divulgou em seu Twitter oficial que vai lançar no próximo dia 31 de julho o puzzle ‘PieceFall VR’ para Playstation VR. O jogo é inspirado no clássico ‘Tetris’, mas em uma jogabilidade em três dimensões.

O jogo já possui uma versão para Playstation 4 (em tela plana), lançada em março de 2016. De acordo com a sinopse, ‘PieceFall VR’ é um puzzle geométrico situado num mundo abstrato flutuante. Complete puzzles de forma a construir estruturas e melhorar o mundo à tua volta. Desbloqueia bônus, ganha estrelas e maximiza a tua pontuação!

O estúdio também divulgou um gameplay que mostra como o game funciona. Assista abaixo.

Assista ao vídeo de gameplay de ‘PieceFall VR’

Inspirado em ‘Black Mirror’ e ‘Além da Imaginação’, ‘Torn’ chega ao PSVR em 28 de agosto

Foi revelada hoje a data de lançamento de ‘Torn’, descrito pela desenvolvedora Aspyr Media como um jogo de mistério e ficção científica sombrio. Segundo o estúdio, o game é  inspirado em séries como ‘The Twilight Zone’ (‘Além da Imaginação’ no Brasil) e ‘Black Mirror’.

O game será lançado para Playstation VR (PSVR) no dia 28 de agosto e já entrou em pré-venda na PS Store, com desconto promocional de 15%, saindo de R$ 91,90 por R$ 78,11 na PS Store BR (ou US$ 25,49 na PS Store EUA). Assinantes PS Plus ganham mais 5% de desconto. Para jogar, são necessários dois PS Moves.

No título, o jogador entra na pele da blogueira Katherine Patterson, que descobre uma mansão abandonada no interior de uma floresta esquecida. A mansão, cheia de máquinas intrigantes e experimentos bizarros, era o lar do Dr. Lawrence Talbot, considerado desaparecido há mais de 64 anos. Patterson vê a oportunidade de ganhar milhões com a maior história da sua carreira. Mas, quando ela encontra o Dr. Talbot em pessoa, vivo, preso em uma estranha dimensão e sem corpo físico, Patterson percebe que estava enganada. Esta história iria mudar não só sua carreira, mas sua vida.

O jogador pode esperar vários puzzles para desvendar no game. ‘Torn’ começa como um jogo de raciocínio narrativo e se desenrola em uma trama sombria com foco em personagem na medida em que você descobre a verdade sobre Talbot e a nova dimensão, chamada “O Paralelo”. Lembre-se de tudo o que testemunhar, pois a verdade não passa de uma invenção da mente.

Assista ao trailer de ‘Torn’ 

Não compre o puzzle ’18 Floors’ sem antes ler este post

[Post atualizado em 12/07/2018]

O puzzle/terror ’18 Floors’, do estúdio chinês Winking Entertainment, está sendo alvo de uma polêmica no Reddit. Lançado na última terça-feira, 3, na PS Store das Américas e Europa, o título contém apenas dois dos seus 18 quebras-cabeças previstos, que funcionam em esquema de “escape room”. Isso até não seria problema se a descrição do jogo nas lojas online do Playstation deixasse essa informação clara para o jogador. Mas não deixa. E pior: para jogar os outros 16 puzzles você terá que pagar a mais por isso.

Na descrição do jogo na PS Store do Brasil, você lê o seguinte: “’18 Floors’ reúne 18 jornadas totalmente diferentes e fantásticas, todas interligadas”. E também: “O jogo é composto de inúmeras salas, com os cenários da Sala Fantasma e do Expresso Marinho”. Aparentemente, apenas estas duas salas estão disponíveis na atual versão do game, que no Brasil custa R$ 45,90.

O fato foi apontado pelo usuário do Reddit VRSinge, que possui um canal no YouTube. Em seu post, ele conta o seguinte: “Ontem, eu comprei ’18 Floors’ para fazer um vídeo para os meus espectadores. O jogo é ótimo. Mas na verdade descobri que há apenas dois níveis no jogo real. Então, cuidado!”.

VRSinge diz ainda que recebeu uma resposta do estúdio, que afirmou que houve uma falha na tradução da descrição do game, que a deixou “incompleta”: “Eu gostaria de me desculpar por este inconveniente, já que parece ter havido uma tradução incompleta do texto original da descrição do jogo que publicamos. Já contactamos a Sony para fazer as alterações necessárias. No que diz respeito aos novos níveis adicionais, eles sairão em breve este ano e haverá descontos quando forem lançados. Gostaríamos de expressar nossas maiores desculpas por este inconveniente causado a você e seus espectadores”, diz a nota.

Em meu primeiro post sobre o game aqui no blog, reproduzi um artigo, assinado pelo gerente sênior da Winking Entertainment, Henry Lee, em que ele afirma que ’18 Floors’ é “parte de uma série maior em planejamento” e “apresenta dois níveis e várias salas, cada uma com sua própria configuração única”. No entanto, essa informação ficou de fora da descrição final do jogo, causando confusão para os compradores. Por enquanto, também não sabemos quanto custarão os outros episódios do jogo.

Lançar jogos em episódios já se tornou uma tendência de mercado e grandes títulos já fizeram isso. No próprio PSVR, temos como exemplo o ‘The Exorcist: Legion VR’, que lançou recentemente seus três primeiros capítulos. Mas isso tem que ficar claro para o jogador no momento da compra. E, infelizmente, não foi o caso de ’18 Floors’.

[Quem deu o toque sobre o assunto foi o youtuber brasileiro Moso, do canal Moso PSVR. Valeu, Moso!]

ATUALIZAÇÃO DO POST:

A descrição do jogo foi devidamente corrigida na PS Store. Na loja online do Brasil, agora lê-se: “O primeiro episódio do jogo é composto por duas salas, as salas Phantom Room e Sea Express”. Na loja online dos Estados Unidos, temos: “The first episode of the game is comprised of two rooms, the Phantom Room and Sea Express stage”.

No entanto, acredito que ficaria mais claro  se alterassem também o próprio título do jogo, para algo como ’18 Floors – Episódio 1′.

Além de grande promoção, PS Store trouxe mais duas surpresas nesta semana

Além da promoção de Meio de Ano, que está fazendo a alegria de quem quer renovar seu estoque de jogos PSVR, a PS Store trouxe hoje mais duas surpresas para quem visitou a seção de Playstation VR da loja online. Dois novos online foram adicionados à biblioteca, que já se aproxima dos 300 títulos. São eles: ’18 Floors’ e ‘The Walker’.

’18 Floors’ e ‘The Walker’ foram desenvolvidos pelo estúdio Winking Entertainment, responsável pelo jogo de exploração especial ‘Unearthing Mars’. Os dois têm um pé no terror, mas de formas diferentes. Enquanto ’18 Floors’ é voltado para a resolução de quebra-cabeças para que você consiga escapar de locais fechados (os famosos “escape rooms”), ‘The Walker’ é um shooter, em que você usa tanto armas de fogo quanto uma espada.

’18 Floors’ custa R$ 45,90 (na PS Store do Brasil) ou US$ 14,99 (EUA), enquanto  ‘The Walker’ está sendo vendido a R$ 71,50 (Brasil) ou US$ 19,99 (EUA).

SAIBA MAIS SOBRE OS JOGOS

Henry Lee, gerente sênior da Winking Entertainment, publicou hoje um artigo na versão norte-americana do Playstation Blog em que dá detalhes sobre os dois títulos. Trago a seguir, logo após os trailers, uma versão traduzida deste artigo [ao final, tem o texto original, em inglês].

Assista ao trailer de ’18 Floors’

Assista ao trailer de ‘The Walker’

 

ARTIGO DO PLAYSTATION BLOG (TRADUZIDO POR MIM)

‘The Walker’ e 18 ‘Floors’: dois novos jogos para PSVR foram lançados hoje

Dois jogos PSVR muito diferentes estão sendo lançados hoje, ambos baseados em temas de terror do folclore chinês.

Por Henry Lee (Gerente sênior da Winking Entertainment)

Olá a todos! Como editor de títulos indie e VR, tenho o prazer de anunciar dois jogos com o melhor dos dois mundos, e estão disponíveis hoje como lançamentos da PlayStation Store.

‘The Walker’

‘The Walker’ é um jogo de tiro em primeira pessoa de “limpeza de zumbis”, ambientado na antiga Xangai. Você é o último herdeiro de uma longa linhagem de exorcistas. Você tem uma arma moderna à sua disposição, mas também pode optar pelo combate corpo a corpo, com uma espada em suas mãos.

Graças ao poder dos talismãs chineses mágicos, você pode ativar buffs elementais em armas de longo ou curto alcance. Você pode derrubar monstros portadores de escudo com um tiro na cabeça de precisão, ou bloquear seus ataques de espada e contra-atacar com sua própria espada. Os talismãs também podem disparar projéteis mágicos que congelam ou dão choque nos inimigos.

Para criar os monstros mortos-vivos, a equipe de design combinou a estética oriental com a tradição moderna dos zumbis, resultando em soldados caminhantes de terracota e outras terríveis abominações.

Além dos estágios da história, o jogo também terá outros modos, como o modo Challenge e o modo Rampage, para que você possa continuar lutando mesmo depois de completar a história.

’18 Floors’

O segundo título é um jogo de realidade virtual chamado ’18 Floors’, com alguns quebra-cabeças e mecânicas para você descobrir e desvendar. Os jogadores são transportados para um espaço místico e agourento, onde devem completar os puzzles interconectados para escapar de cada sala fechada.

Parte de uma série maior em planejamento, este jogo apresenta dois níveis e várias salas, cada uma com sua própria configuração única.

’18 Floors’ é um jogo sobre a noção popular de 18 níveis do Inferno do folclore chinês. A equipe de desenvolvedores também acrescentou várias referências culturais chinesas, aumentando a atmosfera do jogo, sem ser um conhecimento essencial para resolver os enigmas.

Cada design de sala tem seu próprio caráter e sabor, já que a equipe de desenvolvimento queria dar aos jogadores a sensação de percorrer o tempo e o espaço. De um quarto elegantemente decorado do período da Renascença, a um trem ferroviário do Velho Mundo em alta velocidade através do oceano, cada cenário é uma parte fundamental do mistério que você está tentando resolver.

Estes dois títulos VR muito diferentes estão disponíveis hoje na Playstation Store. Espero que todos tenham a chance de conferi-los!



ORIGINAL ARTICLE – PLAYSTATION BLOG US

The Walker and 18 Floors: Two New PSVR Games Out Today

Two very different PSVR games are launching today, both based on horror themes from Chinese folklore.

Henry Lee (Senior Manager, Winking Entertainment)

Hi everyone! As a publisher of both indie and VR titles, I’m excited to announce two games that have the best of both these worlds, and are available today as PlayStation Store releases.

‘The Walker’

‘The Walker’ is a zombie-cleansing first-person shooter set in old Shanghai. You are the last remaining heir of a long line of exorcists. While you have a modern firearm at your disposal, you can also opt to go close-range with a sword in your hands.

Thanks to the power of magical Chinese talismans, you can activate elemental buffs on both long-ranged and close-ranged weapons. You can take down shield-wielding monsters with a precision headshot, or block their sword attacks and retaliate with your own sword. The talismans can also shoot out magical projectiles that freeze or shock your enemies.

For the undead monsters, the design team combined Eastern aesthetics with modern zombie lore, resulting in walking terracotta soldiers and other terrifying abominations.

In addition to the story stages, the game will also have other modes such as a Challenge mode and a Rampage mode, so you can continue fighting even after completing the story.

’18 Floors’

The second title is an atmospheric room-escape VR game called ’18 Floors’, featuring some mind-blowing puzzles and mechanics for you to discover and unravel. Players are transported to a mystic and foreboding space where they must complete interconnected puzzles to escape each sealed room.

Part of a planned larger series, this game features two levels and numerous rooms, each with their own unique setting.

’18 Floors’ is a play on the popular notion of 18 levels of Hell in Chinese folklore. The dev team added a number of Chinese cultural references as well, adding to the atmosphere of the game while not being essential knowledge for solving the puzzles.

Each room design has its own character and flavor, as the dev team wanted to give players the feel of traversing time and space. From an elegantly decorated room from the Renaissance period, to an Old World railroad train speeding across the ocean, each setting is a key part of the mystery you are trying to solve.

These two very different VR titles are available today at Playstation Store. I hope you’ll all have the chance to check them out!

Cansado de atirar em aliens e zumbis? Confira este shooter ambientado na 2a Guerra Mundial!

Ficção científica e realidade virtual casam com perfeição e este é um dos motivos pelos quais a esmagadora maioria dos shooters para Playstation VR são ambientados no futuro. Com isso, inimigos como aliens, robôs, zumbis, monstros, robôs aliens, monstros zumbis e outras variações passeiam livremente pelos cenários dos principais títulos para PSVR. Para quem gosta de jogos mais fincados no realismo ou de tramas com um pé na história, sobra um tanto de frustração.

Se você é uma dessas pessoas, não vou dizer que “seus problemas acabaram”, mas ainda há esperança. Recentemente, o estúdio polaco Monad Rock exibiu as primeiras imagens do game ‘Blunt Force’, que é ambientado na Segunda Guerra Mundial. Apesar de conter mais cutscenes do que gameplay, o teaser trailer tem imagens de fazer cair o queixo. Veja abaixo (e logo em seguida a gente continua):

Assista ao teaser trailer de ‘Blunt Force’

TIROS E QUEBRA-CABEÇAS

O game conta a história de Mark Bristol, roteirista que já trabalhou em vários títulos de ação de respeito em Hollywood (entre eles, ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’, ‘A Múmia’, ‘No Limite do Amanhã’) e mesmo nos vídeo-games (‘Doom’, ‘Battlefield 1’ e ‘Enemy Front’). Bristol vem colaborando com o Monad Rock no desenvolvimento do game.

Em seu site oficial, o estúdio diz que o ‘Blunt Force’ (cujo significado é “força bruta”) será lançado em episódios e que não será só tiroteio. “Prepare-se para se concentrar em quebra-cabeças em cidades europeias antes da Guerra ou abrir caminho contra obstáculos dinâmicos em tempo de real enquanto ajuda as tropas aliadas a mudar o curso da Segunda Guerra Mundial”, diz a sinopse, em tradução livre.

Na página do jogo na Steam, o Monad Rock traz mais algumas informações sobre o jogo, cujo lançamento está previsto para 2019, para Playstation VR, Oculus Rift, HTC Vive e Windows Mixed Reality. “É um jogo de ação que mistura de forma sedutora passado com o futuro. Uma história de tirar o fôlego inspirada na 2ª Guerra Mundial, combinada com as possibilidades da realidade virtual, para oferecer horas de entretenimento imersivo”, diz o texto.

Respondendo a um usuário no YouTube, o estúdio afirma que o jogo terá dois sistemas de movimento: locomoção livre e teleporte. Provavelmente, pelas imagens exibidas no trailer, será jogado com um par de PS Moves. O suporte à Aim Controller, por enquanto, foi descartado:

“Estamos trabalhando duro para polir o jogo de todas as maneiras possíveis. Por enquanto, podemos dizer que estamos trabalhando em dois sistemas de movimento – movimento livre e teletransporte. Depende da escolha do usuário. A Aim Controller não está nos nossos planos agora. É um jogo de ação, não um shooter típico. Alguns ‘enigmas’ não poderiam ser resolvidos na Aim Controller”, diz o estúdio, seguido de uma carinha triste 😦 .

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Já pensou em atirar uma bala de canhão em um típico blindado da 2ª Guerra Mundial? Aqui você pode!

SINOPSE OFICIAL

‘Blunt Force’ é um jogo ambientado na Segunda Guerra Mundial que segue dois enredos paralelos – antes e durante a guerra. O primeiro revela os segredos do espião. O herói principal – Jean De Meyer – está trabalhando para o serviço de inteligência de Sua Majestade. Seu papel é se infiltrar e encontrar A Toupeira [um dispositivo explosivo mortal] dentro das estruturas locais. A tarefa não é fácil, toda conversa com “amigos” pode ser a última. Ele será forçado a resolver os enigmas, atuar em jogos mentais, conectar todos os pontos e descobrir quem é digno de sua confiança.

A segunda história explora os mesmos locais, mas alterados pelo dedo da guerra. Como soldado, lutando na Segunda Guerra Mundial, Jean encontra os pelotões nazistas. A brutalidade dos inimigos e a morte aguardando em cada esquina pode arruína sua mente. Ele precisa resolver antigos mistérios e descobrir a verdade.

O jogo tem dois modos – arcade e desafio (“challenge”). Isso se aplica aos dois tipos de jogabilidade, seja nos níveis pacíficos onde Jean resolve os quebra-cabeças, seja na guerra, onde o personagem principal usa um enorme arsenal de armas.

O modo arcade oferece muitas dicas nos trechos de puzzle. No entanto, se você se sentir confiante, pode escolher o modo desafio e enfrentar os enigmas sem qualquer ajuda. A experiência de tiro é uma das partes mais agradáveis de ‘Blunt Force’. Enquanto o modo arcade é bem simplificado, bastando focar na mira, no modo desafio a história é outra. A arma precisa ser segurada apropriadamente e até mesmo a operação de recargar será verdadeiro teste de habilidade. Entusiastas de mecânicas autênticas vão adorar.

[review] ‘Esper’ te transforma em um mutante com poderes psíquicos

Já pensou como seria ter os poderes telepáticos do Professor Charles Xavier, criador dos X-Men e um dos mutantes mais poderosos do universo Marvel? Ou da bela Jean Grey, uma das alunas mais extraordinárias do Professor X? No game ‘Esper’, do estúdio Coatsink, você pode sentir um gostinho de como seria ter poderes de telecinese. O jogo foi lançado originalmente para o Gear VR, em 2015, e acaba de chegar para o Playstation VR.

‘Esper’ se passa em uma realidade onde várias pessoas começaram a demonstrar poderes psíquicos e – adivinhe! – você é um deles. Por causa disso, o governo resolveu montar um programa, batizado de ESPR (daí vem o ‘Esper’ do título), para testar o alcance do poder psíquico destes indivíduos e o que cada um é capaz de fazer. Você, então, é convocado para participar destes testes e demonstrar que não representa perigo para os demais seres humanos.

No jogo, que é todo em primeira pessoa, você se vê diante de um escritório, aparentemente normal, contendo alguns objetos. Seu objetivo será erguer estes objetos e levá-los até determinado ponto, marcado por uma caixa com uma figura geométrica azul, que pode der um círculo ou um quadrado. No caminho, haverá vários obstáculos – com alguns, você pode interagir; em outros, é impossível mexer.

Para jogar, você usa o próprio tracking do headset do Playstation VR, o que dá uma imersão fantástica, passando a impressão que, de fato, o jogador tem poderes paranormais. É claro que, para funcionar, a mecânica precisaria de uma “ajudinha”: para segurar o objeto ou largar, você tem que acionar um botão do controle.

Então, falando em termos de controle, o game pode ser jogado tanto com o Dualshock 4 quanto com o PS Move. Os controles também são usados para aproximar ou afastar os objetos. E, se preferir, você pode optar por mover os objetos usando o tracking do Dualshock 4 ou do Move, alterando esta opção no menu.

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QUAL É A GRAÇA?

O game usa de humor o tempo todo, sempre duvidando da sua inteligência e da sua capacidade de resolver os quebra-cabeças. Um instrutor, identificado apenas como Geoff, acompanha os seus testes e é responsável por ótimas “tiradas” do título. Ele não aparece em cena, mas é uma grande figura do jogo. A sua atuação – se é que podemos chamar assim – é impecável. O jogo está todo em inglês, com opção de colocar legenda no mesmo idioma, o que ajuda quem não domina plenamente esta língua estrangeira.

‘Esper’ tem uma qualidade comparável a outros dois excelentes puzzles do PSVR – ‘Statik’ e ‘I Expect you to Die’. Assim como eles, não é um título tão difícil, mas rende ótimas horas de gameplay, com puzzles bem pensados que se encaixam perfeitamente no ambiente da realidade virtual. Portanto, é perfeito para o jogador casual – mesmo aquele que não é muito fã de puzzles.

Mas também não espere desafios baixos demais: ao todo, são 25 fases, começando com um tutorial onde você vai descobrindo o que pode e o que não pode fazer. A duração do jogo depende muito do “poder mental” de cada um, mas eu diria que dá em torno de 3 a 4 horas. O game possui troféu de platina, que é bem fácil de conseguir (se eu platinei, você também consegue). O fator de replay fica um tanto prejudicado, pois não há nada a fazer depois de finalizá-lo.

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GRÁFICOS

Visualmente, o jogo é bem trabalhado, a definição é boa, mas o cenário é um pouquinho granulado, se você olhar detalhadamente. Porém, durante o jogo, nem vai perceber isso. Os elementos do cenário, a ambientação e a própria trilha sonora remetem bem à década de 1970, período em que se passa a história.

Em termos de enjoo de movimento, o jogo é totalmente livre desse problema, já que você ficará o tempo todo parado, sentado em uma cadeira virtual. Aliás, nesse quesito, observei um pequeno problema: você não consegue se mover para tentar enxergar melhor os elementos do puzzle. Se você tentar sair do lugar ou mover a cabeça muito para frente, a tela começa a se escurecer, até que você não enxerga mais nada. Seus movimentos, portanto, ficam quase que restritos ao pescoço.


VEREDITO

‘Esper’ é, sem dúvida, um dos melhores puzzles disponíveis no Playstation VR. Seu nível de desafio se encaixa perfeitamente em uma plataforma marcada fortemente pela presença de jogadores casuais. Na PS Store, chegou com um preço bem camarada, mesmo porque se trata de um jogo lançado originalmente em 2015. Uma continuação, aliás, já foi lançada para os PCs e celulares. Esperamos que ela também venha para o PSVR. Nota: 9,5/10.


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INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘Esper’
Estúdio: Coatsink (https://coatsink.com/games/esper/)
Gênero: Puzzle
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift, Samsung Gear VR , Oculus Go, Xiaomi Mi, HTC Vive e Microsoft Mixed Reality
Data de lançamento: 29 de junho de 2018 (PSVR)
Preço: R$ 27,90 (PS Store Brasil) | US$ 8,99 (PS Store EUA)
Idioma: inglês (áudio, interface e legendas)
Controles: Dualshock 4 ou 1 PS Move Controller
Jogadores: 1 (sem modo online)
Espaço em disco: 516 MB

[Este review foi feito usando um PS4 Pro, com mídia digital cedida pelo estúdio Coatsink]

Assista ao trailer de ‘Esper’

Dois novos conteúdos VR foram adicionados à Playstation Store. Conheça!

Dois novos conteúdos para Playstation VR foram lançados hoje na PS Store: o puzzle
‘Esper’ (Coatsink Software) e a experiência ‘Homestar VR’ (The Pocket Company). Os reviews dos dois já estão disponíveis aqui no blog. ‘Esper’ pode ser encontrado na loja online do Brasil, ao precinho camarada de R$ 27,90 (ou US$ 8,99 na loja americana). Já ‘Homestar VR’ não está disponível na loja brasileira, mas pode ser conferido na PS Store dos Estados Unidos por US$ 9,99.

Confira o review de ‘Esper’

Confira o review de ‘Homestar VR’

‘Esper’ é um puzzle fantástico, com 25 fases e cerca de 3 a 4 horas de gameplay. Você é uma espécie de mutante com poderes de telecinese que está passando por uma série de testes. Divertido sem ser frustante, o jogo foi lançado originalmente para PCVR (já teve inclusive uma continuação) e agora chega ao Playstation VR. Ele está todo em inglês (com legendas no mesmo idioma) e pode ser jogado com o Dualshock 4 ou um PS Move. E o melhor: você pode controlar os objetos com o poder da sua mente! Melhor dizendo, com o tracking do headset. 😀

Já ‘Homestar VR’ é um aplicativo/experiência VR de observação das estrelas. Com foco educativo, o aplicativo funciona como um planetário em realidade virtual. Não espere ver os planetas de perto ou detalhes dos corpos celestes. Ele mostra as constelações de acordo com a estação do ano e o significado por trás de cada uma delas. Ele está em inglês, sem opção de legendas.

Assista ao trailer de ‘Esper’

Assista ao trailer de ‘Homestar VR’

‘Pinball FX2 VR’ recebe DLC inspirada em três sucessos de Hollywood

A PS Store recebeu hoje dois novos conteúdos para Playstation VR. O game ‘Esper’ ainda não deu as caras, mas estrearam hoje na loja online do Brasil o puzzle ‘Salary Man Escape’ (Oasis Games), que já estava previsto para chegar hoje, e uma nova DLC do game ‘Pinball FX2 VR’ (Zen Studios), batizada de ‘Universal Classics Pinball’.

A DLC é inspirada em três grandes sucessos de Hollywood: ‘De Volta para o Futuro’, ‘ET, o Extraterrestre’ e ‘Tubarão’. O valor é de R$ 61,50. Para jogar, é necessário ter o jogo base, ‘Pinball FX2 VR’, que custa R$ 45,90.

Aparentemente, trata-se apenas de um pinball em realidade virtual. Mas há todo um cenário interativo em volta, que reage às suas ações no game. Não se assuste se o ET aparecer do seu lado, falando “Hoooome”, ou um tubarão pular bem na sua cara. Você joga usando o Dualshock 4. [Confira a DLC na página da PS Store BR]

FUGINDO DO TRABALHO

‘Salary Man Escape’ é um jogo de quebra-cabeça, em que você precisa ajudar um trabalhador descontente a escapar de sua vida monótona. De acordo com a descrição, o jogo oferece mais de 8 horas de gameplay, com 6 capítulos e 78 níveis. Cada capítulo adiciona uma nova mecânica de quebra-cabeça à mistura, tornando a progressão cada vez mais complexa e desafiadora.

O jogo custa R$ 61,50, mas está sendo lançado com desconto promocional de 20%, saindo por R$ 49,20. O desconto é válido até o dia 10 de julho deste ano. Você joga usando o Dualshock 4 ou um PS Move. [Confira o jogo na página da PS Store BR]

Assista ao trailer da DLC ‘Universal Classics Pinball’, do game ‘Pinball FX2 VR’

Assista ao trailer de ‘Salary Man Escape’

Conheça os dois novos jogos para PSVR que saem nesta semana

O Playstation Blog, publicação oficial da Sony, confirmou hoje o lançamento de dois novos jogos para o Playstation VR (PSVR). No post semanal The Drop (que aliás já não “dropava” há duas semanas), a Sony anunciou os puzzles ‘Esper’ e ‘Salary Man Escape’, ambos para o dia 26, próxima terça-feira.

Parecem ser duas experiências de quebra-cabeça bem diferentes. Enquanto ‘Salary Man Escape’ é um puzzle de plataforma que lembra algo como ‘Moss’ e ‘Along Togheter’, ‘Esper’ é jogado em primeira pessoa, mais na linha de ‘I Expect You To Die’ e ‘Floor Plan’.

Como os dois foram relacionados pelo  PS Blog do Brasil, é bem provável que eles estejam disponíveis na PS Store nacional. Confiram a seguir as sinopses oficiais e os trailers dos dos jogos.

Esper

Como um dos poucos cidadãos capazes de mover objetos com sua mente, você foi alistado pelo governo para passar por uma série de testes e provar que pode controlar seus poderes.

Salary Man Escape

‘Salary Man Escape’ é um game VR de puzzles de física satírico e divertido, onde o jogador deve usar sua habilidade para ajudar o desapontado Salaryman a escapar de sua vida.

[review] Como resistir à fofura arrebatadora de ‘Moss’?

Por mais jogador hardcore que você seja, do tipo que gosta de ver balas voando, cabeças explodindo e tripas sendo dilaceradas, não há quem não se encante diante de Quill, a ratinha protagonista de ‘Moss’. É, sinceramente, o jogo mais lindo que já joguei, nestes quase 30 anos de “indústria vital”. Títulos em tela plana como ‘God of War’, ‘Uncharted’ e ‘Horizon: Zero Dawn’, podem ter visuais incríveis, mas nada se compara a você entrar efetivamente no jogo e enxergar tudo como se estivesse ali, frente a frente com esta encantadora ratinha.

Misturando puzzle, jogo de plataforma e ação, ‘Moss’ tem um campanha sólida, de 3 a 4 horas de duração, que vai te deixar tão encantado que você vai torcer para que não acabe. Nesta aventura, você controla um ser com aparência mística identificado apenas como Leitor. Na cena inicial, você está em uma biblioteca diante de um belo livro em capa dura, chamado de ‘Moss’. Ao folhear o livro, usando o tracking do Dualshock 4, você acompanhará as aventuras da ratinha Quill, narradas por uma voz feminina que parece uma mãe contando histórias para os seus pimpolhos antes de dormir. A narradora também faz as falas dos personagens e muda a entonação de acordo com cada um.

É quando surge em cena a pequena Quill, com um charme inigualável e uma presença marcante. Parece realmente que ela está viva, ali, diante dos seus olhos. A ratinha é uma simpatia só e interage com você como se realmente estivesse te vendo. E aí você descobre que não controla só o Leitor, mas também a ratinha, usando os comandos tradicionais do Dualshock 4.

Ou seja, em ‘Moss’ você controla dois personagens ao mesmo tempo. E você também funciona como a câmera do jogo. A imagem aparece estática e vai passando de cena em cena, conforme você avança. Em cada um desses quadros, você pode mudar seu ângulo de visão para enxergar melhor detalhes do cenário ou se aproximar bastante da protagonista. A vontade de tocá-la é irresistível. E você pode fazer isso, de maneira virtual! Basta levar até ela o círculo brilhante que funciona como o seu veículo de interação com o mundo e pressionar um dos gatilhos do Dualshock 4. Isso vai causar cócegas na fofinha.

Existem outras formas em que você pode interagir diretamente com a Quill. Às vezes, quando você resolve um puzzle, a ratinha levanta a mão para você bater (o famoso “toca aqui” ou “high-five”, para os americanos). Durante os combates, você pode colocar a bola brilhante sobre ela e pressionar o gatilho para curar a pequeninha.

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UM MUNDO EM MINIATURA

A aventura de ‘Moss’ se passa em um mundo em miniatura, com um visual de encher os olhos, que nos coloca em uma perspectiva semelhante à das crianças naquele clássico da Sessão da Tarde ‘Querida, Encolhi as Crianças’.

Tudo ao redor de Quill é gigantesco e é maravilhoso observar como os desenvolvedores se ativeram aos mínimos detalhes, criando um universo ao redor daquilo que seria a “cena principal” do jogo, especialmente nos cenários ao ar livre. Na floresta, por exemplo, vemos cervos “gigantes” caminhando ali ao lado da pequena vila de casinhas dos roedores.

A paz desses camondongos é quebrada quando um mal começa a ameaçar a todos esses pequenos seres, com criaturas feitas de metal. O tio de Quill, Argus, parte para enfrentá-los mas acaba sendo vencido. E é então que a ratinha, armada apenas com uma espadinha, resolve partir em uma jornada para salvá-lo, tendo você como principal aliado.

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PUZZLES, SALTOS E COMBATES

A conexão entre o Leitor e Quill será fundamental nos três principais elementos do gameplay. Em cada cena, haverá barreiras impedindo o progresso da ratinha e caberá a você “limpar o caminho”. Usando o círculo brilhante, você interage com estruturas de metal, arrastando, girando ou puxando essas coisas.

Você também poderá ajudá-la nos combates, com o poder de congelar inimigos, controlá-los, fazer com que explodam ou até mesmo que ataquem os outros. A variedade de inimigos não é muito grande – e todos, com exceção do “chefão” que ficamos conhecendo no trailer – são do mesmo tamanho de Quill. Estes inimigos também são usados para resolver alguns puzzles, o que deixa esses quebra-cabeças mais intrincados e interessantes.

O terceiro elemento do gameplay são os desafios de pular, em estilo jogo de plataforma. Eles aparecem mais timidamente, mas o terço final do game exige uma coordenação mais afiada. Dentro dessa seara, destaco a luta contra o chefe final, muito bem orquestrada.

Falando em “orquestra”, a trilha sonora do game é primorosa, assim como toda a parte de áudio do jogo. Tem coisa mais maravilhosa do que ouvir uma ratinha diminuta gritando “iá!”? Em boa parte do tempo, a música cessa, e você pode ouvir os passinhos dela enquanto corre em direção a mais um desafio.

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DE NOVO?

Apesar de divertida, a aventura de Quill não tem muito fator de replay. Depois que você resolve os puzzles da primeira vez, na segunda já sabe o que fazer. E os combates são bem básicos, usando apenas um tipo de arma e um único botão de ataque (a ratinha também pode se esquivar).

Além disso, há apenas um nível de dificuldade – mas creio que a adição de um hard mode não ia acrescentar muita coisa, a não ser que deixasse os puzzles mais intrincados e mexesse também no combate. Acho que o maior fator de replay fica por conta dos colecionáveis que você encontra pelo caminho, em forma de páginas perdidas de um livro e de uma espécie de poeira mágica colorida, que você coleta ao destruir objetos do cenário. Caso queira repetir algum trecho, é só selecionar um capítulo específico no menu do jogo.

Para os caçadores de troféus, ‘Moss’ tem platina, que pode ser obtida em um único gameplay. Mas, para isso, é preciso de atenção redobrada, já que os colecionáveis geralmente se escondem em lugares que não fazem parte do trajeto “normal” da protagonista. Recomendo que você jogue sentado e, quando precisar, se levante para poder observar certas estruturas mais altas. Há certos lugares onde Quill pode entrar e fica um pouco escondida. Você pode tentar observar por dentro para ver melhor o caminho a seguir.

O jogo está todo em inglês, com narração, interface e legendas nesse idioma. Há suporte para outras línguas, como espanhol e francês, mas não português, infelizmente. Mas isso não impede os brasileiros de curtir a história e o game. Não sabe nenhum desses idiomas? Faça como as crianças e olhe apenas as “figuras”. Todo o jogo é fartamente ilustrado.

‘Moss’ tem defeitos? Bom, além da relativamente curta duração, só vejo um: nas transições entre o jogo e as cenas em que você aparece na biblioteca, os desenvolvedores optaram por usar um branco que, em realidade, quase machuca os seus olhos, de tão intenso. Não sei se a intenção era mesmo de cegar, mas recomendo cerrar os olhos nessa hora.

Recentemente, o jogo ganhou uma atualização com melhorias gráficas para o PS4 Pro. Mas, sinceramente, não consegui notar diferenças, pois o game já era lindo de fábrica. Se você ainda não testou, a demo do jogo está disponível na Demo Disc 2 do Playstation VR, que você pode baixar usando o link abaixo.

[Baixe aqui o Demo Disc 2 do PSVR, com ‘Moss’ incluso]

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VEREDITO

Engana-se quem pensa que ‘Moss’ é um jogo para crianças. O game é um dos melhores títulos já lançados para o PSVR e possui todos os atributos para atrair o interesse de jogadores de todas as idades. Entrar no pequeno e singelo mundo de Quill é uma experiência de encher os olhos, capaz de provocar um sentimento de ternura no mais marmanjo dos jogadores. O jogo deixa claramente no ar que uma continuação vem por aí. Vamos ficar esperando. Nota: 10/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘Moss’
Gênero: Aventura em 3ª pessoa/puzzle
Estúdio: Polyarc (www.polyarcgames.com)
Data de lançamento: 27 de fevereiro de 2018 (PSVR) | 7 de junho de 2018 (HTC Vive e Oculus Rift)
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 91,90 (PS Store do Brasil) | US$ 29,99 (PS Store dos EUA)
Idiomas: Inglês, espanhol, francês, entre outros (áudio, legendas e interface) | Sem suporte ao português
Espaço em disco: 6,35 GB
Controles: apenas Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

[Este review foi feito usando o PS4 Pro, com mídia digital cedida pelo amigo Luciano Silva. Valeu, Luciano!]

Assista ao trailer de ‘Moss’

[review] Bastante desafiador, ‘Rooms’ faz jus ao subtítulo ‘The Unsolvable Puzzle’

Lançado originalmente para os PCs em 2015, ‘Rooms: The Unsolvable Puzzle’ é um puzzle (obviamente), em que uma garotinha chamada Anne adentra nas gigantescas mansões de um criador de marionetes e acaba se perdendo. E como ela se perde! Ao todo, as mansões têm 144 cômodos, com um puzzle cada um, rendendo várias horas de gameplay. O título ganhou uma versão VR, que chega agora ao Playstation VR (PSVR), em um lançamento da PrismPlus Co. no Japão e HandMade Game na Coreia. O jogo não está disponível na PS Store do Brasil, mas pode ser encontrado nas lojas online dos Estados Unidos e Reino Unido.

Logo de cara, o que chama a atenção no game é a trilha sonora. Muito bem orquestrada, as músicas lembram aqueles filmes de Natal de fim de ano (mas também há outros temas, como um animado tango). Se fosse escolher uma só palavra pra descrever o aspecto visual do jogo, eu diria é que um game “singelo”. Tudo é muito bem trabalhado, desde os modelos dos bonecos, os cenários, o jardim em 3D em frente às mansões, em uma ambientação que remete a um singelo conto para crianças. Mas também há uma aura de mistério na história, daquelas que atiçam a curiosidade dos pequeninos.

Em termos de gameplay, ‘Rooms’ é essencialmente um jogo em 2D e esta versão VR não foge muito disso. Apesar de haver uma ambientação 3D no entorno, a visão da parte jogável é em 2D e lembra aqueles quebra-cabeças de brinquedo, em forma de quadrado, com vários quadradinhos dentro, em que você precisa movê-los, um de cada vez, para formar uma figura.

No jogo, seu objetivo é fazer a garotinha chegar à porta de saída de cada cômodo, movendo os módulos (quadrados) de cada compartimento. Você joga usando o Dualshock 4 e só pode mover o módulo em que a personagem se encontra. Com o analógico esquerdo, movimenta a menina e com os botões de face (xis, bola, quadrado e triângulo) move o módulo para os lados, para cima ou para baixo (apenas onde for possível).

Há várias barreiras pelo caminho e em alguns casos é preciso encontrar a chave para abrir um portão. Mas também há elementos espalhados pelos módulos para te ajudar a resolver os enigmas, como escadas, telefones e armários. Os telefones permitem que você se teleporte de um telefone para o outro (lembraram de ‘Matrix’? Eu também!). Os armários também são mágicos e invertem o conteúdo dos módulos. Por exemplo, se você está em um módulo sem escada, mas tem uma escada em um módulo com um armário, é só entrar no armário que eles trocarão de lugar.

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OLHA A BOMBA!

E também há perigos pelo caminho, como uma marionete que te explode se você encostar nela. Uma caixa de presente, daquelas com palhaço dentro que pula na sua cara, esconde uma bomba, que pode ser usada para destruir paredes frágeis. Aliás, as explosões criam efeitos 3D interessantes. Também é legal se aproximar dos personagens para vê-los mais de perto. Porém, não qualquer tipo de interação entre jogador e a personagem, a não ser a carinha desapontada que ela faz quando você tenta fazer algo que não é possível.

As primeiras fases do jogo são bem fáceis e servem de tutorial disfarçado. Conforme você avança, os quebra-cabeças vão ficando mais intrincados e novos elementos são adicionados, testando cada vez mais seus músculos cerebrais.

Ao todo, cada uma das quatro mansões tem 24 cômodos e para passar para o próximo você tem que obrigatoriamente finalizar o atual. Ou seja, não dá para pular, o que é uma pena. Apesar da dificuldade ser escalonada, houve ocasiões em que passei mais tempo tentando resolver um puzzle do que um outro, posterior.

Mas, se não dá para pular fases, você consegue pelo menos liberar a mansão seguinte antes de terminar a atual. Porém, isso só acontece quando você atinge pelo menos 3/4 da mansão (quando alcança o quarto de número 16).

O jogo dá algumas indicações que te ajudam na resolução dos quebra-cabeças. A principal deles é a seguinte: cada módulo tem um fundo com desenho em preto e branco. Quando colocado na posição certa, esse fundo fica colorido, em tons de amarelo. Além disso, um contador mostra o número mínimo de movimentos que você precisa fazer para resolver o puzzle.

Entre as fases e na abertura, o jogo traz algumas cutscenes, em que é apresentada a história do criador de bonecos. Estas cenas são em 2D e você assiste como se estivesse em um cineminha. Apesar de não haver profundidade (tecnicamente falando), não deixa de ser interessante.

O jogo está todo em inglês e há opções para vários idiomas (infelizmente, o português não foi contemplado). Entre as opções, temos espanhol, francês e alemão. Saber uma dessas línguas é importante para entender melhor a história, mas não impedem o progresso do jogador.

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RATOS NO PORÃO

Se estiver achando as fases difíceis, saiba que algo ainda mais complicado aguarda você no porão. O aviso no menu é claro: os 48 níveis da parte debaixo da casa são para quem já dominou as fases de cima. Lá, não tem “colher de chá”. A dificuldade é elevada desde o primeiro nível, apesar de as mecânicas básicas serem as mesmas.

No porão, a garotinha usará trajes diferentes e terá algumas habilidades especiais. Na primeira mansão, por exemplo, ela poderá usar um telefone celular para se teleportar para um telefone fixo. Na segunda, a menina poderá colocar bombas onde quiser. No entanto, esses recursos são limitados e você precisa pensar bem antes de usá-los.

‘Rooms’ pode ser jogado tanto em VR quanto na tela plana. Ao iniciar o jogo, o sistema pede para você colocar o headset. Se você apertar na “bola”, o game inicializará na versão em tela plana. Sugiro você jogar das duas maneiras para perceber quanto o VR deixa as coisas bem mais interessantes.

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BUGS

‘Rooms: The Unsolvable Puzzle’ não está isento de problemas e relatarei aqui o que aconteceu durante meu gameplay. Em primeiro lugar, parece que o tracking do jogo se perde com frequência e você precisa resetar a câmera (segurando o botão Options) toda vez que termina uma fase ou volta para o menu principal. Isso é chato, mas é o menor dos problemas.

Em segundo lugar, pode ocorrer, em alguns momentos, de a tela ficar toda preta, como se estivesse carregando. Mas não é o caso: trata-se de um bug mesmo. Você precisará apertar alguns botões até voltar à tela de jogo. Pesquisando pela internet, vi que outros jogadores tiveram o mesmo problema.

O terceiro bug é um “crash” que acontecia toda vez que eu terminava a 5ª fase da 2ª mansão. O jogo fechava do nada e aparecia uma mensagem de erro do sistema PS4. Reiniciei o game várias vezes mas o “crash” se repetia. A solução foi reinstalar o game e o problema foi resolvido. Não sei se foi “exclusividade” minha ou se outros jogadores sofreram com isso.

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VEREDITO

‘Rooms’ faz jus ao subtítulo ‘The Unsolvable Puzzle’ (“O Quebra-cabeça Insolúvel”). É um dos puzzles mais difíceis que já joguei. Com 144 fases para jogar e nível de desafio bem elevado, o título vai deixar os fãs do gênero entretidos por várias horas. O componente VR dele é um tanto limitado – trata-se essencialmente de um jogo 2D. Além disso, vamos esperar que os bugs sejam corrigidos, porque o game é uma excelente pedida para quem gosta de desafiar o cérebro. Nota: 9/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘Rooms: The Unsolvable Puzzle’
Gênero: Puzzle
Estúdios: PrismPlus Co./HandMade Game (www.handmadegame.net/rooms2vr)
Data de lançamento: 19 de junho de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift)
Preço: US$ 13,99 (PS Store dos EUA) | £11,59 (PS Store do Reino Unido)
Idiomas: Inglês, espanhol, francês, alemão, entre outros (sem suporte ao português)
Espaço em disco: 1,13 GB
Controles: apenas Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

[Este review foi feito usando o PS4 Pro, com mídia digital cedida por PrismPlus Co. e HandMade Game]

Assista ao trailer de ‘Rooms: The Unsolvable Puzzle’

[review] Resolva puzzles e ajude a encontrar um cãozinho perdido em ‘Along Together’

Depois do curto mas inteligente ‘Floor Plan’, o estúdio Turbo Button está de volta ao Playstation VR com mais um puzzle: ‘Along Together’. Desta vez, seu objetivo é ajudar uma criança a encontrar seu cachorrinho perdido, o buldogue Rishu. As interações entre você, a criança e o “catioro” dão um charme especial ao jogo, disponível em todas as plataformas de realidade virtual.

Logo no menu principal, você pode escolher entre controlar uma menina ou um menino (opção que não fará diferença no gameplay). Além de movimentar a criança, você vai usar o Dualshock 4 para controlar o “amigo imaginário” dela, em uma visão em primeira pessoa. Mas a perspetiva do jogo é em terceira pessoa, na qual você pode observar sua personagem em uma espécie de mundo em miniatura.

Os quebra-cabeças consistem em usar a mão do “amigo imaginário” para mover estruturas específicas do cenário para permitir que a criança siga em frente na sua busca pelo danado do cachorro. É fácil de identificar o que pode ou o que não pode ser movido e algumas estruturas permitem mais de um tipo de interação, o que aumenta as possibilidades de resolução dos problemas.

O jogo é dividido em três áreas, com cinco fases cada uma. A primeira dessas áreas, a floresta, traz pouca dificuldade e é praticamente um “passeio no parque”. As coisas começam a complicar mesmo na segunda área, as cavernas. Existem vários bloqueios pelo caminho e você vai usar coisas como blocos, carrinhos de mina e muitos trilhos para resolver os puzzles. O terceiro cenário é o ferro-velho e os quebra-cabeças ficarão cada vez mais intrincados. Para resolvê-los, você usará guindastes, automóveis e ímãs gigantes, entre outras coisas.

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É PRA CRIANÇA?

Essa é uma pergunta que fica no ar ao jogar ‘Along Together’. A temática do game é infantil, assim como o visual, com traços que lembram um desenho animado para crianças. O gameplay também é bastante lúdico, lembrando brinquedos de montar/desmontar. No entanto, a partir da segunda área as coisas complicam em termos de desafio, o que me deixa em dúvida se os pequeninos conseguirão resolver problemas mais intrincados.

Na PS Store, a classificação é livre para todas as idades, mas todo jogador sabe que o Playstation VR vem com um aviso (repetido inúmeras vezes) de que não pode ser usado por crianças menores de 12 anos. Mas não é um impeditivo. Também não é um impeditivo que adultos de todas as idades joguem e curtam o game, revivendo coisas da sua infância. Afinal, quem nunca perdeu um cachorrinho ou ajudar a encontrar o cachorro de um amigo? O jogo tem também uma casa na árvore. Quem nunca quis ter uma?

As semelhanças com ‘Moss’, da Polyarc, são evidentes e a comparação, inevitável. No entanto, ‘Moss’ é bem mais movimentado e, graficamente, mais exuberante. O título da Polyarc tem a fofura da Quill como protagonista, enquanto ‘Along Together’ se vale do carisma do buldogue Rishu.

Em termos de gameplay, ‘Moss’ tem alguns elementos de jogo de plataforma e de “hack and slash”. Já o ‘Along Together’ é puzzle puro. A sua personagem não pula (a não ser para subir em beiradas) e não enfrenta nenhum inimigo no mano a mano. Mas usa um estilingue para acertar alguns bichinhos indesejados e resolver alguns puzzles.

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DURAÇÃO E OUTROS DETALHES

‘Along Together’ leva em torno de duas a três horas para finalizar. Durante as fases, você vai coletando uma série de brinquedos para guardar na sua casa na árvore. E pode brincar com eles depois de encontrá-los! Localizar todos esses brinquedos, resolvendo pequenos puzzles extras, pode aumentar a duração do jogo.

Em termos de enjoo de movimento, ‘Along Together’ não oferece muito perigo. No entanto, faço uma ressalva: a câmera se movimenta conforme a criança avança pelos cenários e esse movimento pode gerar um certo desconforto ou mesmo enjoo. É bom ficar atento. Creio que seria mais interessante dar ao jogador o controle da câmera, como em ‘Bound’.

Visualmente, o jogo tem gráficos bonitos, apesar de simples. Como eu disse, lembram um desenho animado. E são bem definidos, sem qualquer serrilhado, coisa um tanto quanto rara no PSVR. Percebi alguns problemas de “colisão”, quando você força a barra e tenta colocar o personagem em um lugar onde ele obviamente não deveria ficar. No entanto, não chega a atrapalhar o gameplay.

A trilha sonora é bem agradável e o áudio, bem trabalhado. Não há suporte à língua portuguesa, mas há a opção de colocar os textos em espanhol, o que já facilita um pouco pra quem não sabe nada de inglês. Além disso, como o jogo não possui diálogos (apesar de haver algumas interjeições aqui e ali), não há nada que impeça os brasileiros de curtir o título.

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VEREDITO

Se por um lado ‘Along Together’ tem atrativos de sobra para atrair o público infantil, por outro também chama a atenção dos adultos aficcionados por um desafio em forma de quebra-cabeça. Imerso em um mundinho que lembra um desenho animado, você passará algumas horas agradáveis, enquanto resolve uma série de puzzles. No entanto, há um certo desbalanceamento no nível de dificuldade dos quebra-cabeças, o que pode tornar a experiência um pouco frustrante para os mais novinhos. Seria um game para jogar reunindo pais e filhos? Talvez. Para quem se interessou, sugiro aproveitar o preço promocional de lançamento (mais detalhes abaixo). Nota: 9/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘Along Together’
Estúdio: Turbo Button (www.turbo-button.com/games/alongtogether)
Gênero: Puzzle
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Daydream, Oculus Go, Gear VR, Oculus Rift, HTC Vive, Windows Mixed Reality
Data de lançamento: 29 de maio de 2018
Preço: US$ 19,99 * (PS Store EUA) | Indisponível na PS Store BR
Espaço em disco: 429 MB
Idiomas: Inglês, espanhol, francês, entre outros (sem suporte ao português)
Controles suportados: apenas Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | Sem modo online

* ‘Along Together’ foi lançado com desconto promocional de 25% para membros PS Plus, saindo por US$ 14,99. O desconto é válido até o dia 12 de junho de 2018. Ao comprar o jogo, você ganha o tema dinâmico “Pooch Scooch”, com a verdadeira estrela de ‘Along Together’, o cachorrinho Rishu.

[Este review foi feito com mídia digital cedida pela Turbo Button]

Assista ao trailer de ‘Along Together’

Confira um vídeo de gameplay, feito pelos próprios desenvolvedores

[review] ‘Super Amazeballs’ exige paciência e concentração do jogador

A realidade virtual se adapta a uma grande variedade de gêneros de jogos – e arrisco dizer que alguns só existem e só fazem sentido neste ambiente virtual. ‘Super Amazeballs’, do estúdio indie Braincells Productions, é um puzzle que se vale da imersão da RV para recriar uma experiência lúdica única, envolvendo uma boa dose de concentração.

O jogo me lembra um brinquedinho da época da infância, que tinha uma bolinha dentro e você tinha que atravessar um certo labirinto para depositá-la em um lugar específico, usando apenas a força da gravidade. Este é o mesmo conceito por trás de ‘Super Amazeballs’, que oferece um total de 25 desafios diferentes, que sobem gradualmente de dificuldade conforme você avança.

O game exige do jogador um bom nível de concentração, atenção, paciência e trabalha instintivamente conceitos básicos de física, sendo a força da gravidade e a velocidade as principais. Seu objetivo é levar uma bolinha de um ponto a outro, dentro de um circuito cheio de curvas, loopings, labirintos, pistas que viram de cabeça pra baixo e te deixam desorientado… Isso tudo sem deixar a bolinha cair.

E como fazer isso? Você não movimenta a bolinha diretamente. Voce usa os PS Moves para girar um globo que traz o circuito dentro. Os Moves são fielmente reproduzidos no ambiente virtual e os circuitos lembram pistas dos antigos autoramas, só que muito mais intrincadas. Não há suporte para o Dualshock 4.

As configurações trazem opções para você aumentar ou diminuir o tamanho das esferas (a propósito, elas é que são as “amazeballs” do título). Você pode mudar isso durante o jogo, na hora que quiser, o que é uma mão na roda caso você se sinta confuso.

Outra coisa que ajuda bastante o jogador são os checkpoints. Toda vez que você deixa a bolinha parada por alguns instantes, ela cria um checkpoint naquele lugar e se você derrubá-la, ela retornará daquele ponto. É uma facilidade a mais, em se tratando de um jogo que envolve muita tentativa e erro.

Mas, para você obter os três troféus (cumprindo os “challenges”) de cada fase, tem que terminar sem deixar a bola cair. Outro troféu envolve terminar a pista sem “roubar”. Sim, você pode roubar, se conseguir dar um “tilt” no globo e atirar a bola de um ponto para outro mais avançado, sem deixá-la cair. Quando faz isso, seu tempo é considerado um “dirty time”. Você avança de fase, mas não ganha o troféu.

Falando nisso, as pistas vêm todas bloqueadas, com exceção da primeira. Basta terminar uma para seguir para a próxima. As 25 fases estão distribuídas em cinco níveis de dificuldade: easy, normal, hard, extreme e tricky.

A trilha sonora consiste em faixas de música eletrônica, que te deixam acelerado e impelem a querer terminar o circuito rápido. Pessoalmente, não acho que seja o melhor tipo de trilha para este tipo de jogo. Mas você tem a opção de desligar a música e ouvir o que você quiser, no pen-drive ou no Spotify.

O áudio e efeitos sonoros reproduzem fielmente os sons que objetos como esses fariam na vida real. Graficamente, é um jogo simples, nada exuberante. Mas os gráficos cumprem com a sua função, sem problemas de serrilhado ou algo do tipo. A imagem é bem nítida e não presenciei bugs ou algo que atrapalhasse a jogatina.

O jogo está todo em inglês, mas não há nada que os brasileiros não possam entender ou possam ser prejudicados por não saber o idioma. O risco de enjoo de movimento é zero, já que se trata de um game estático.

Em termos de valor de replay, o título possui um modo hardcore que te obriga a iniciar a fase novamente se você derrubar a bolinha. Você também pode jogar as fases novamente se quiser diminuir o seu tempo ou cumprir os três desafios de cada fase. O jogo também tem os troféus da PSN, mas não possui platina. Há ainda um placar de líderes que mostra os melhores tempos de uma forma não muito usual: é um gráfico que compara sua performance com os demais jogadores.

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VEREDITO

‘Super Amazeballs’ é simples como um brinquedo infantil. Mas não se engane: há muito desafio no jogo, que sobe a cada fase nova que você passa. É um game que exige concentração e paciência, fazendo você pensar para executar movimentos que parecem impossíveis. O jogo vale exatamente o valor que está sendo cobrado por ele. Nota: 8/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Super Amazeballs’
Estúdio: Braincells Productions
Genero: Puzzle
Data de lançamento: 10 de abril de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 15,50 (PS Store Brasil) | US$ 4,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 261 MB
Controles suportados: Dois PS Moves
Idioma: Inglês (áudio e interface)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio Braincells Productions]

Assista ao trailer de ‘Super Amazeballs’

[review] Puzzle ‘Floor Plan’ oferece desafio e diversão dentro de um elevador

Os puzzles lançados até agora para o Playstation VR (PSVR) trazem experiências das mais diversas, em situações bastante diferentes. Em comum, o desafio de fazer você colocar seu cérebro pra funcionar e resolver enigmas cabulosos. Ainda que curto, ‘Floor Plan’, do estúdio indie norte-americano Turbo Button, oferece alguns momentos de diversão e resgata um gênero conhecido como “point and click” (aponte e clique), que fez (e ainda faz) muito sucesso nos PCs.

No game, você precisa recuperar as partes de um traje futurista, subindo e descendo de andar em um elevador. Isso mesmo: você vai passar o jogo inteiro dentro de um elevador, enquanto se depara com cenários os mais inusitados possíveis, que obviamente não poderiam coexistir em um prédio comum. Faz parte humor nonsense que permeia o jogo.

Em cada andar, você interage com diferentes figuras, para conseguir objetos que vão te ajudar a recuperar as partes do traje. Não vou dar muitos detalhes para não estragar sua jornada, mas é interessante notar como os cenários e personagens interagem entre si.
De dentro do elevador, é possível observar detalhadamente cada andar, usando o tracking do headset, para procurar pistas do que fazer. As partes “clicáveis” e “interagíveis” são marcadas em amarelo, o que facilita na sua busca. Para jogar, você pode usar o Dualshock 4 ou um par de PS Moves (que deixam a experiência mais imersiva).

Se você ficar travado em uma parte, pode pedir ajuda pelo interfone. Na primeira resposta, a voz do outro lado vai te dar uma dica um tanto quanto vaga. Se ainda assim você não conseguir resolver o quebra-cabeça, na segunda resposta ela vai praticamente resolver o enigma pra você, o que perde um pouco a graça do jogo. Considerando que você deve levar cerca de uma hora para terminá-lo, é bom evitar a “ajudazinha”, para valorizar mais o game. Mesmo porque não há nenhuma solução milaborante ou que não faça sentido. Mas às vezes é preciso procurar uma resposta menos ortodoxa.

Assim como a maioria dos puzzles, ‘Floor Plan’ tem valor de replay quase nulo, já que depois que você sabe a solução dos problemas o jogo deixa de ser desafiador. Mas ainda é possível jogar de novo para tentar conseguir os troféus. Não há platina, mas um dos troféus exige que você termine o jogo em apenas 10 minutos.

O jogo não está disponível em português, mas o menu oferece várias opções de idioma, inclusive espanhol, o que deixa a compreensão por parte dos brasileiros bem mais fácil. Mesmo porque não há muitos textos para ler – exceto as instruções que sua ajudante te passa. Aliás, a voz dela tem um efeito cômico, já que ela não fala em nenhum idioma conhecido – é mais ou menos como a voz da professora do Charlie Brown.

Em termos técnicos, o título é muito bem apresentado, com gráficos cartunescos bem polidos e modelos bem feitos. Os desenvolvedores atentaram para cada detalhe e criaram personagens que, se não são tão marcantes, são cativantes, cada um à sua maneira, e têm vida própria. As músicas combinam bem com o clima de cada ambiente (cada andar tem sua música, algumas lembrando típicas músicas de elevador).

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VEREDITO

Com um humor nonsense sem ser escrachado, ‘Floor Plan’ oferece um gameplay consistente e alguns desafios para quem gosta de quebra-cabeças. Não há nada que um ser humano comum não possa resolver – e é aí que mora a grande graça do jogo. Apesar de ser curto e não ter valor de replay, o título diverte na medida certa. Os desenvolvedores sabem o tamanho do jogo que entregaram e o game foi lançado com preço promocional * na PS Store. Nota: 9,0.

* ‘Floor Plan’ foi lançado com desconto de 20% para membros PS Plus, válido até o dia 3 de abril deste ano.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Floor Plan’
Estúdio: Turbo Button (www.turbo-button.com/floorplan)
Gênero: Puzzle
Data de lançamento: 20 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift, HTC Vive, Samsung Gear VR, Daydream e Windows MR
Preço: US$ 5,99 * (PS Store EUA) | Indisponível na PS Store BR
Tamanho do download: 338 MB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

* Até 3 de abril, o jogo tem 20% de desconto para membros PS Plus, saindo por US$ 4,79

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Turbo Button]

Assista ao trailer de ‘Floor Plan’

[review] Puzzle ‘Rangi’ leva você para dentro da rica e colorida cultura africana

‘Rangi’ é uma palavra do idioma suaíli, um dos mais falados na África, que significa “cor”. Você já deve ter percebido que como o povo africano gosta de expressar sua identidade através das cores, seja nas artes, vestimentas, arquitetura, artesanato, entre outros elementos. Inspirado nisso, o estúdio marroquino Funsoft criou o game ‘Rangi’, colocando como pano de fundo a rica música africana, repleta de elementos percussivos únicos.

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As primeiras fases de ‘Rangi’ funcionam como um tutorial disfarçado e vão fazer você se perguntar: “É só isso mesmo?”. Mas sua paciência vai te premiar com o gameplay em 1ª pessoa de um puzzle que pode ser bem desafiador. Na história, você é uma espécie de “escolhido”, chamado Guruki (cuja tradução significa “tambor”), responsável por restabelecer a ordem no mundo, afetado por um ser maligno chamado Matata (“terrível”).

A mecânica básica do jogo exige que você ajuste um certo número de estruturas distribuídas pela parede e pelo chão para fazer com que uma linha colorida chegue ao seu destino final, geralmente abrindo uma porta e encerrando a fase. Você começa movimentando pequenas estruturas e quando percebe está movendo até o chão, com o uso de alavancas.

Mas também há outros tipos de desafios espalhados pelas 22 fases do game, em dois mundos distintos. O segundo, com apenas oito fases, oferece dificuldade bem maior que o primeiro, colocando intrincados quebras-cabeças para você resolver. Os cenários ficam cada vez mais vastos e é preciso olhar para todos os cantos em busca de novas coisas para fazer e resolver o problema.

A movimentação do game se dá através de teleporte e, por isso, é livre de enjoo de movimento (exceto algumas partes que podem dar enjoo nos gamers mais sensíveis a isso). Você se move para lugares pré-determinados, que vêm marcados por uma luz branca. Há botões para girar o corpo para a direita e a esquerda, além de comandos para acionar alavancas.

O tracking funciona bem, mas há algo que incomoda: o tempo que leva para você se teleportar. Em fases nas quais você corre contra o tempo, o teleporte faz você perder alguns segundos preciosos. Parece pouco, mas pode ser determinante no sucesso em determinadas fases. O giro do corpo também é lento e não há opção de giro mais rápido.
Outra coisa que não funciona bem é quando você tenta mudar o eixo de uma estrutura. Em algumas, existem trilhos que você pode mudar a direção delas, mas nem sempre a estrutura “engata” no trilho que você quer. É preciso ter paciência (ou, talvez, se teleportar para outro lugar para encontrar um ângulo diferente).

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Como já disse, o game vai aumentando de dificuldade conforme você progride. E vai adicionando alguns perigos nos cenários, como paredes de espinhos, guardas, serras elétricas, entre outros. Isso adiciona um caráter de urgência em algumas fases. Mas morrer em uma fase significa que você terá que começar tudo de novo. Não há checkpoints. E se você emperrar em uma fase não dá para pular para a seguinte, já que um estágio desbloqueia o próximo. Mas deixo uma dica: quando você morre várias vezes no mesmo trecho da fase, o jogo te dá a opção de pulá-la (“skip”). Aproveite. Não é sempre que ele dá essa colher de chá.

‘Rangi’ tem uma trilha sonora impecável e variada, que pode ser ouvida no site oficial do game. Quanto aos aspectos gráficos, o jogo tenta reproduzir as cores, formas e símbolos das várias etnias africanas. Pessoalmente, eu gostaria de saber mais sobre os símbolos que aparecem por todos os lugares, mas o jogo não traz informações a respeito. Mas oferece o suficiente para despertar a curiosidade do jogador. A duração do jogo vai depender da habilidade do jogador de resolver puzzles, mas deve dar algo em torno de 2 ou 3 horas. Há opções de legendas em português, mas isso não vai impedir qualquer um de entender as mecânicas do jogo.

VEREDITO

‘Rangi’ oferece uma experiência única no atual momento do Playstation VR. Seja através da música, seja através dos puzzles e dos cenários bem trabalhados, o game presta uma bela homenagem à cultura africana e tudo o que ela representa. Seus poucos problemas técnicos (como o teleporte “atrasado”) não chegam a estragar a experiência do jogador. Pelo preço que está sendo cobrado na PS Store, é uma barganha. Só não acreditem na classificação de gênero colocada na loja da Sony (“action/shooter”), pois definitivamente não é disso que o game se trata. Nota: 9,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: Rangi
Estúdio: Funsoft/Digigo Games (http://rangigame.com)
Gênero: Puzzle
Data de lançamento: 6 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift, HTC Vive, Gear VR e Daydream
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 2,68 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: um Playstation Move Controller, dois PS Move Controllers ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Funsoft/Digigo Games]

Assista ao trailer de ‘Rangi’

 

 

[review] ‘Cold Iron’ testa se você tem nervos de aço em um game inovador

Após mais de um ano de lançamento, o Playstation VR já está bem povoado de shooters, dos mais variados tipos e com as mais distintas temáticas. A Catch & Release vem trazer uma nova abordagem ao gênero com ‘Cold Iron’, que ela batizou de “puzzle shooter”. O game pretende fazer o jogador pensar antes de sair atirando e geralmente consegue. No entanto, alguns problemas impedem que o jogo torne-se um título com o selo de indispensável.

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Para criar um jogo que foge dos clichês dos shooters atuais, a Catch & Release parte de um dos maiores clichês dos filmes de faroeste: você é um pistoleiro do Velho Oeste cujo pai foi morto por bandidos. Para se vingar, você utilizará a própria arma do seu pai: a tal “Cold Iron” do título. Trata-se de um revólver aparentemente comum, mas que mostra ser amaldiçoado e sussurra no seu ouvido quando você está prestes a liquidar um adversário.

Depois de um breve tutorial onde você aprende a apertar o gatilho, vêm os três primeiros adversários. Passar por eles é bem fácil. Você precisa sacar seu revólver e atingir seu adversário mais rápido do que ele. E, para jogar, será preciso apenas de um Playstation Move (o Dualshock 4 não é suportado). A mecânica funciona muito bem.

Em cada duelo, você terá que vencer cinco rodadas contra cada um dos adversários para sair ganhador. “Headshots” (“bullseyes”) rendem muitos pontos extras e ajudam você a conseguir troféus de ouro (além dos troféus da PSN, aqui os troféus ficam representados fisicamente, no menu principal do jogo). Conseguir todos os troféus é uma árdua tarefa e até agora ninguém conseguiu platinar o jogo. Um deles exige que você termine o game sem morrer e outro, que colecione todos os troféus de ouro.

Apesar de ser bem curto – são apenas oito adversários no total –, ‘Cold Iron’ apresenta um nível de dificuldade que chega a ser frustrante, principalmente a partir do terceiro mundo. Lá, a primeira adversária é uma sniper, que se esconde por um vasto cenário em uma cidade devastada. Não seria tão difícil passar por ela se não fosse uma falha técnica: ‘Cold Iron’ tem gráficos bastante serrilhados, além de fracos, sendo bem sincero. Enxergar uma sniper a uma longa distância e acertar um tiro nela torna-se uma tarefa dificílima, principalmente no PS4 normal. É o mesmo problema que se observa em ‘Farpoint’ (Impulse Gear), por exemplo.

No entanto, jogando no PS4 Pro, não tive muitos problemas para passar dela. Os adversários mais difíceis vêm em seguida. Um deles é um homem com uma cobertura metálica que te impede de enxergá-lo completamente. Você só vê a cabeça dele se movendo antes de atirar. Na última rodada contra ele, você terá apenas uma pista sonora para adivinhar onde ele está e atirar. E coisas piores vêm depois disso. Para piorar, se você for derrotado em um duelo, terá que voltar para o início daquele “mundo”.

Ao final de cada “mundo”, vem uma fase bônus que beira o nonsense: melancias são atiradas de dentro de barris e você terá que atirar nelas para marcar pontos. Pontos esses que não servem para nada, a não ser ganhar mais alguns troféus. Ou seja, é apenas um momento para aliviar a tensão do jogo.

Aliás, quando se trata de tensão, ‘Cold Iron’ é um prato cheio. A narrativa é conduzida por um locutor identificado apenas como “The Gunsmith (“O Armeiro”), em uma voz grave e sotaque típico do Velho Oeste. O Catch & Release faz um trabalho excepcional no que se refere à narrativa, mesmo com poucos recursos e cutscenes com fundo preto e uns poucos desenhos (sobre isso, um adendo aos brasileiros: o jogo é todo em inglês, sem opções de legendas).

Mas o momento de maior tensão é aquele antes de sacar sua arma. Você só pode fazer isso após ouvir o sino e se “queimar” o sinal, perde a rodada. Enquanto espera, a música fica mais baixa e você pode ouvir o bater do coração do seu personagem – e o PS Move vibra junto com ele. Ou seja, é preciso ter sangue frio nessas horas.

VEREDITO

‘Cold Iron’ traz alguns problemas gráficos e algumas limitações, como a ausência quase que total de vida nos quatro mundos do jogo (tirando você, seu adversário e uma galinha). Isso por si só não seria um grande problema, já que o gameplay de fato é divertido e desafiador. Ele te coloca para duelar com as mais variadas criaturas e cumpre com sua proposta de inovar dentro do gênero de shooters. Mas a curta duração do game, somada a um nível de dificuldade que chega a ser frustrante e irritante, nos impede de dar uma nota mais alta para o jogo. Nota: 7,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: Cold Iron
Estúdio: Catch & Release (www.catchandrelea.se)
Gênero: Puzzle shooter
Data de lançamento: 30 de janeiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: US$ 19,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 2,22 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Apenas um Playstation Move Controller (sem suporte ao Dualshock 4)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Catch & Release]

Assista ao trailer de lançamento de ‘Cold Iron’

 

 

 

Será que Weeping Doll vale uma passagem de ônibus? Confira o review.

Aqui na cidade onde eu moro, uma passagem de ônibus custa R$ 3,10. Atualmente em promoção de fim de ano na PS Store do Brasil, o jogo de “terror” Weeping Doll está saindo por R$ 3,09 se você tem a PS Plus (ou US$ 0,99 na PSN americana). Mas será que este game, que já recebeu tantas críticas negativas desde o seu lançamento, vale o preço de uma passagem de ônibus? Resolvi usar o troco do pão e descobrir. Aqui vai o meu review.

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Weeping Doll foi lançado em outubro do ano passado, junto com o Playstation VR e, até então, era um dos poucos games de terror disponíveis para o recém-lançado headset de realidade virtual da Sony. Por isso, muita gente acabou comprando o jogo e pagando preço cheio (o valor na PSN BR é de R$ 30,90). E haja decepções.

Logo de cara, ao iniciar o jogo, você descobre o motivo das frustrações: o jogo tem a imagem mais borrada/embaçada/de péssima resolução que já vi no PSVR até hoje. Não tem comparação. Já joguei no headset sem óculos de grau e Weeping Doll dá a impressão de que você está vendo as coisas com quatro graus de miopia.

Daí vem o segundo problema: o jogo não tem suporte aos PS Moves e você controla a personagem usando o Dualshock 4. Mas a movimentação é feita através de teleporte e não há opções para trocar isso (o jogo, na verdade, nem tem menus). Fica tudo extremamente esquisito e você tem a impressão de estar controlando um fantasma.

Falando em fantasmas, o jogo deveria ser assustador, né? Afinal, supostamente é um jogo de “terror”. Que nada. Não dá medo algum e em várias partes você chega a rir de determinadas situações. Ao tentar abrir uma porta, por exemplo, me deparei com um áudio que me lembrou o gemido que as mulheres fazem quando estão… vocês sabem, fazendo aquilo.

Se você tira o elemento do terror, o que sobra de Weeping Doll, a “boneca que chora”? Sobram alguns elementos de puzzle pra resolver e que, se você for desatento como eu, vai passar mais tempo do que uma pessoa normal passaria, porque as respostas estão todas na sua cara.

E o que dizer das vozes do jogo? As crianças são obviamente dubladas por mulheres adultas. Não há legenda e o jogo está todo em inglês. Mas, também, quem quer saber? Falando do áudio, o som que o jogo faz quando você gira o corpo talvez seja uma das coisas mais assustadoras que ele proporciona. É incômodo e difícil de se acostumar.

Não vou me estender mais porque não gosto de criticar o trabalho dos outros (apesar de ser divertido). O que de melhor posso dizer sobre Weeping Doll? Se você gosta do gênero trash e assim como eu tem uma queda por jogo ruim (e joga mesmo sabendo que é ruim), talvez Weeping Doll seja o melhor dos piores jogos de VR lançados até agora. Mas se você não tem esse tempo a perder, há opções melhores no mercado, como Paranormal Activity e Here They Lie, que também estão com descontos bastantes atrativos na promoção.

VEREDITO

Weeping Doll é tão ruim, mas tão ruim, que chega a ser bom. Mas não dá para recomendar para ninguém, a não ser que você goste de jogo ruim. Os próprios desenvolvedores já admitiram problemas na renderização, que ocasionaram os péssimos gráficos do título. Disseram, há mais de um ano, que tentariam resolver o problema. No entanto, nenhuma melhoria foi adicionada. Diante disso, o jogo está sempre em promoção na PS Store, como é o caso agora, quando pode ser encontrado com 90% de desconto. Por esse preço, compre apenas se você não conseguir segurar a curiosidade. Pelo preço cheio, só se você tiver tendências masoquistas. Nota: 2,0.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: Weeping Doll
Estúdio: Oasis Games
Gênero: Terror psicológico (a PSN informa ‘Aventura’. Eu diria ‘Puzzle’.)
Data de lançamento: 27 de outubro de 2016
Preço: R$ 30,90 (na PS Store do Brasil)
Tamanho do download: 1,14 GB ocupando espaço no seu HD
Plataformas: PSVR (utilizada nesta análise) e Oculus Rift
Idioma: Inglês (áudio e interface – sem legendas)
Controles suportados: apenas Dualshock 4 (somente teleporte)