Retrospectiva 2017: o que o ano trouxe de melhor para o Playstation VR?

O ano está acabando e chegou aquela hora inevitável de olhar para trás e perguntar: o que 2017 trouxe de bom para o Playstation VR? Muita coisa aconteceu, ocorreram alguns fiascos aqui e ali, mas podemos dizer que 2017 trouxe grandes jogos para o PSVR, que merecem figurar na coleção de qualquer jogador. Revendo estes 12 meses, é possível perceber claramente uma evolução contínua no número e na qualidade de lançamentos.

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O ano começou morno na quantidade de lançamentos, mas a presença de ‘Resident Evil 7’ logo no primeiro mês de 2017 incentivou muitos jogadores a adquirir o headset. Passados alguns meses de penúria, a partir do segundo trimestre as coisas começaram a esquentar. O segundo semestre foi incrível, com tantos lançamentos que fica difícil indicar apenas um por mês. Por isso, apontarei nesta retrospectiva o principal título de cada mês e incluirei algumas menções honrosas. Lembrando que esta lista é pessoal e gostaria muito de saber quais foram para vocês os destaques de 2017. Vamos lá!

JANEIRO

resident evil

Resident Evil 7

O mês trouxe pouquíssimos lançamentos para o PSVR (apenas três), mas incluiu entre eles o carro-chefe do Playstation VR até aqui. ‘Resident Evil 7’ (Capcom) acabou se tornando o motivo de muita gente comprar o headset de realidade virtual da Sony. Também pudera: ‘RE7’ é um dos principais títulos AAA do PSVR, considerado o jogo VR do ano e um dos poucos a suportar integralmente, na mesma versão, tanto o VR quanto a tela plana. O título é realmente assustador e conheço vários jogadores que não conseguiram terminá-lo, não por falta de habilidade ou de tempo, mas por medo. No final do ano, ainda vieram as DLCs ‘Not a Hero’ (gratuita) e ‘End of Zoe’ (paga) para aumentar as horas de gameplay (e terror).

FEVEREIRO

mervils

Mervils: A VR Adventure

Logo que comecei a jogar este game, cheguei à conclusão de que quem não gosta de ‘Mervils’ (Vitruvius Technologies) bom sujeito não é. Um dos poucos jogos em 3ª pessoa do PSVR, ‘Mervils’ segue o estilo de ‘Super Mario 64’, mas com identidade própria e, o que é melhor, em realidade virtual. Traz uma campanha sólida, com cerca de 6 horas de duração, e um gameplay que agrada crianças e adultos.

Menção honrosa: ‘Dying: Reborn’. Trata-se de um game de puzzle, estilo “escape room”, com quebra-cabeças intricados que vão fazer você pensar. Mas o jogo peca por oferecer pouco: ao todo, são apenas três salas e quase não há história. O jogo suporta apenas o Dualshock 4 e pode causar um pouco de enjoo de movimento.

MARÇO

fated

Fated: The Silent Oath

Este foi um mês difícil para o PSVR. ‘Fated’ (Frima Studio) aparece como o menos pior entre os quatro jogos lançados em março. Não que seja um jogo ruim. É ótimo, muito bem feito, com belos gráficos. Mas se assemelha mais a um filme do que um jogo. Um filme com cerca de 1h15 de duração.

ABRIL

starblood

Starblood Arena

Aqui é quando as coisas começam a melhorar de verdade para o PSVR. ‘Starblood Arena’ (Sony) é um dos multiplayers competitivos mais variados e ricos do Playstation VR. Com versão totalmente falada em português, o jogo é focado no combate entre naves, que possuem armas e habilidades diferentes. Somado a isso, personagens bem trabalhados e o visual estilo cartoon fazem deste título uma espécie de ‘Overwatch’ em realidade virtual. É preciso ressaltar, no entanto, que o jogo faz parte da lista de games que mais causam enjoo de movimento nos jogadores.

Menções honrosas: ‘Statik’ e ‘Mortal Blitz’. O primeiro é um puzzle fantástico e divide as atenções de jogo do mês com ‘Starblood’. Nele, você terá que descobrir como soltar suas mãos de um intrincado mecanismo de detenção sem receber dica nenhuma sobre o que fazer. Já ‘Mortal Blitz’, apesar de curto, é um bom shooter, sempre comparado a ‘Time Crisis’. Seria melhor se você pudesse pular as cutscenes depois de zerar.

MAIO

farpoint

Farpoint

Principal lançamento do mês e um dos principais do ano, ‘Farpoint’ (Impulse Gear) veio junto com a Aim Controller, um controle em forma de arma perfeito para títulos de FPS. Belos gráficos, uma história sólida e uma versão totalmente falada em português fazem do título um game obrigatório. Atualizações posteriores, que já estão disponíveis, trouxeram modos cooperativos e competitivos que estendem a vida útil do game, trazendo mais diversão e variedade. Se o preço da Aim Controller não é muito convidativo (principalmente no Brasil, onde custa em média R$ 700,00 com o jogo), a escassez dela no mercado demonstra que o periférico veio para ficar. E cada vez mais estão chegando jogos para ela – para 2018, estão previstos ‘Bravo Team’, ‘Firewall: Zero Hour’, ‘Shadowcore’, entre outros.

Menção honrosa: ‘Star Trek: Bridge Crew’. O game te transporta de maneira incrível para dentro da USS Enterprise e você se une a outros jogadores para pilotar a icônica espaçonave. O jogo recebeu uma atualização gratuita que permite que jogadores em tela plana também desfrutem do game.

JUNHO

ancient amulator

Ancient Amuletor

Com quatros personagens diferentes e gameplays diferenciados para cada um, o shooter ‘Ancient Amuletor’ (Time of Virtual Reality) foi destaque em um mês sem grandes novidades. Jogá-lo online com amigos, reunindo até três jogadores, é sempre mais prazeroso, além de tornar a tarefa mais fácil, já que as últimas hordas de inimigos podem ser bem complicadas se você estiver sozinho.

Menção honrosa: ‘Spider-Man: Homecoming’. Jogo promocional do filme de mesmo nome, este ‘Spider-Man’ gratuito deixa os jogadores com a vontade de jogar mais. Ainda não temos um jogo completo do Cabeça de Teia, mas este game curtinho mostra o quanto isso seria divertido.

JULHO

superhot

SuperHot VR

Julho foi repleto de grandes lançamentos, mas não há como não colocar o shooter ‘SuperHot VR’ (SuperHot Team) no topo da lista. Trata-se de um dos títulos mais inovadores para Playstation VR, com uma mecânica de “congele o tempo” que às vezes faz você achar que está jogando um quebra-cabeças. Depois que você termina o game, libera novos modos que estendem ainda mais as horas de gameplay.

Menções honrosas: ‘Arizona Sunshine’, ‘Archangel’ e ‘Theseus’. Com gráficos simples, ‘Arizona’ traz uma campanha com cerca de 4 horas de duração e pode ser jogado em sua totalidade com a Aim Controller. Além disso, há a possibilidade de jogá-lo em dupla. Acrescente aí o modo horda e eleve às alturas as horas de diversão. ‘Archangel’ é um ‘on-rails shooter’ bastante desafiador, em que você enfrenta naves, soldados e tanques a bordo de um mecha com vários metros de altura. ‘Theseus’ é um jogo em terceira pessoa com uma abordagem totalmente nova no PSVR. Controlando o mítico herói, você ficará frente a frente com o Minotauro e terá que escapar do seu labirinto.

AGOSTO

Sparc-Header

Sparc

Totalmente focado no multiplayer, ‘Sparc’ (CCP Games) traz duelos 1×1 em uma espécie de jogo virtual único. Fácil de aprender, difícil de dominar, ‘Sparc’ criou uma legião de jogadores aficionados, que criam seus próprios campeonatos. Conheço jogadores que começaram a jogar desde o primeiro dia do lançamento e até hoje estão lá, disputando suas partidas online. As várias opções de customização de personagem são um toque especial ao jogo.

Menção honrosa: ‘Paranormal Activity: The Lost Soul’. Tente descobrir os mistérios que rondam uma casa mal-assombrada enquanto supera a vontade de tirar o headset a todo custo, porque não aguenta mais um susto. A sensação de medo aqui é real – você se sente dentro daquela casa. Para os fãs dos jogos de terror, é imperdível.

SETEMBRO

solus project

The Solus Project

O survival ‘The Solus Project’ (Grip Digital) ganhou uma versão para VR que combina à perfeição com este tipo de jogo, em que você precisa explorar um planeta aparentemente inabitado. O game pode parecer “parado” para alguns, mas quando você se envolve na história e tenta descobrir como sobreviver naquele lugar, explorando cada canto daquele mundo, torna-se uma experiência fantástica. Mas não se esqueça de beber água. Nem de se alimentar.

Menção honrosa: ‘Voltron VR Chronicles’ e ‘Rigs: Mechanized Combat League’ grátis na PS Plus. Com cerca de 45 minutos de duração, ‘Voltron’ traz a nostalgia dos anos 1980 em uma nova versão animada e interativa. Mistura de jogo e experiência VR, ‘Voltron’ traz uma das animações mais incríveis existentes até hoje no PSVR. É como se você estivesse dentro de um dos episódios da série animada. Neste mês, a PS Plus também trouxe, pela primeira vez, um jogo grátis de PSVR: ‘Rigs’. Para a alegria dos jogadores, a prática se tornaria fixa a partir daí e, nos meses seguintes, vieram ‘Rush of Blood’ e ‘Bound’. ‘Starblood Arena’ já foi anunciado para janeiro de 2018.

OUTUBRO

raw data

Raw Data

Pessoalmente, ‘Raw Data’ (Survios) é um dos meus shooters preferidos e traz uma variedade de gameplay que faz valer o investimento. Jogue com diferentes personagens, com habilidades únicas, enquanto enfrenta hordas de robôs em uma história futurista na qual o futuro da humanidade está em jogo. Vamos continuar no aguardo pelos modos online do jogo, tanto cooperativos quanto competitivos, apesar de o estúdio responsável, a Survios, ainda não ter planos de lançar o multiplayer para o PSVR.

Menção honrosa: ‘Megaton Rainfall’. Torne-se um super herói invencível com os mais variados poderes neste ambicioso game indie. Tudo por um preço justo e várias horas de jogo.

Confira aqui o nosso review de ‘Raw Data’

NOVEMBRO

skyrim vr

Skyrim VR

Novembro trouxe um dos jogos mais aguardados pelos jogadores: o RPG ‘Skyrim VR’ (Bethesda), que reúne quase 200 horas de jogo em uma adaptação para o PSVR que, se não é perfeita, é disparada a experiência mais duradoura que temos no Playstation VR. Pela primeira vez, podemos desfrutar de todo o conteúdo do jogo original em realidade virtual, incluindo suas DLCs.

Menção honrosa: ‘Rec Room’. Este multiplayer online chegou ao PSVR fazendo a alegria dos jogadores, com um diferencial importante: o jogo é totalmente gratuito, sem qualquer tipo de ‘loot box’, ‘pay to win’ ou coisas do gênero. Várias modalidades esportivas estão disponíveis e, conforme vai jogando, você recebe itens para customizar seu personagem. É viciante.

Confira aqui o nosso review de ‘Skyrim VR’

DEZEMBRO

doom vfr

Doom VFR

Após meses de espera, finalmente chegou às nossas mãos o FPS ‘Doom VFR’ (Bethesda/idSoftware), trazendo belos gráficos, mas uma campanha considerada curta até para os padrões do PSVR (em cerca de 2h30 você termina o game). A sensação final é de que o jogo poderia render mais. Ainda assim, é um ótimo jogo.

Menção honrosa: PSVR no Brasil. O mês começou com uma surpresa para os brasileiros: finalmente o PSVR foi lançado no país e foi aberta a seção VR na PS Store nacional. É verdade que vários títulos ainda estão faltando, mas já é um começo. Vale destacar que, com a chegada do PSVR, ‘Rigs’ e ‘Rush of Blood’ foram liberados de graça para os brasileiros, pela PS Plus.

Confira aqui o nosso review de ‘Doom VFR’

The Last Guardian terá demo gratuita em VR na próxima semana

Agora há pouco, durante a PSX 2017, a Sony anunciou que será disponibilizada na próxima semana, na PS Store, uma demo gratuita do game The Last Guardian em VR. O premiado The Last Guardian é um jogo desenvolvido por Fumito Ueda, criador de outros jogos de sucesso, como Shadow of the Colossus e Ico.

Em artigo assinado no Playstation Blog, Yasutaka Asakura, produtor executivo do Japan Studio, diz que não será necessário ter a versão completa de The Last Guardian para jogar a experiência em VR.

“The Last Guardian VR Demo é uma experiência curta, e é independente. Não há versões maiores planejadas para este projeto. Além disso, ele funciona com um DualShock 4 e não exige que você tenha uma cópia de The Last Guardian no PS4. No entanto, você precisará do PSVR e da câmera PlayStation para experimentar a demo”, explicou Asakura.

A demo/experiência gratuita chega à PS Store na próxima terça-feira, 12.

OUTROS JOGOS

Além disso, durante o evento foram anunciados outros dois novos jogos exclusivos para o PSVR. O primeiro é o FPS tático Firewall: Zero Hour, que terá suporte para a aim controller. Trata-se de um shooter online de 4×4 seguindo o estilo de Rainbow Six, Counter-Strike, entre outros.

O terceiro é o game de corrida futurista Wipeout Omega Collection, que ganhará um update gratuito em VR para quem já tem o jogo. A atualização deve ser liberada no início de 2018. Assista aqui ao trailer de Wipeout Omega Collection.

O evento está sendo transmitido ao vivo. Assista aqui:

Playstation VR receberá mais de 130 jogos no ano que vem

De acordo com números divulgados ontem pela Sony, mais de 130 jogos estão sendo desenvolvidos para o Playstation VR (PSVR), com data de lançamento em 2018. Entre os títulos mais esperados, estão Bravo Team [foto acima], The Inpatient, Moss e Star Child, todos eles já em pré-venda na PS Store.

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Ainda segundo a Sony, desde o lançamento do seu headset, em outubro do ano passado, 150 títulos chegaram ao PSVR. Eles venderam um total de 12,2 milhões de cópias, somando as versões digitais e mídias físicas.

O headset de realidade virtual da Sony, por sua vez, vendeu 2 milhões de cópias e o console PS4, 70,6 milhões de unidades, além de um total de 617,8 milhões de jogos.
Todos esses números abrangem desde a data de lançamento dos respectivos produtos até o dia 3 de dezembro deste ano.

Em seu comunicado, a Sony Interactive Entertainment afirma que vai “continuar a expandir ainda mais tanto o PS4 quanto o PSVR para entregar experiência de entretenimento que só são possíveis em um Playstation”.

“Estamos encantados que tantas pessoas estejam desfrutando da proposta única de entretenimento do PlayStation 4 e que uma tecnologia emergente como o PlayStation VR continue a ganhar força”, afirma Andrew House, presidente da Sony. “Eu não tenho como agradecer o suficiente aos nossos fãs e parceiros. O apoio deles, desde o lançamento do primeiro PlayStation, em 1994, ajudou a fazer do PlayStation uma das maiores redes de jogos para console do mundo. Continuaremos trabalhando em estreita colaboração com os parceiros para manter esse impulso e permanecer firmes para tornar o PS4 o melhor lugar para jogar”, completou o CEO.

Saiba quais versões de Doom VFR estão em português

O game Doom VFR (Bethesda/id Software) foi lançado na última sexta-feira, 1, e, diferentemente de Skyrim VR, da mesma Bethesda, tem uma versão totalmente em português do Brasil, com dublagem, legendas e interface. Mas nem todas as versões disponíveis nas PS Stores trazem esta opção.

Na PS Store brasileira, logicamente, a versão vendida está totalmente em português. Ela é identificada pelo código CUSA 09125 e, na PSN, custa R$ 107,50. É a mesma versão vendida na PS Store dos Estados Unidos, ao valor de US$ 30,00 (convertendo para reais, fica em torno de R$ 97,50 – sem contar a taxa adicional que seu banco cobra).

Porém, a versão europeia, vendida nas PSNs de qualquer país europeu e Reino Unido (UK), não há opção de jogar em português. Esta versão é identificada pelo CUSA 09125 e custa 30 euros (e é também a que sai mais cara, cerca de R$ 116,10, sem contar a taxa do banco).

Mas existe uma opção mais barata se você não se importa de jogar em inglês. Na loja do Reino Unido (UK), a versão CUSA 09125 sai por 20 libras – cerca de R$ 87,80 (valor sem a taxa adicional do banco).

Se você adquirir uma versão em português mas quiser trocar para o áudio original, terá que trocar o idioma do seu Playstation 4, nas configurações do console. Porém, as legendas e interface também ficarão em inglês.

O JOGO

Doom VFR traz uma história paralela ao jogo de 2016, com campanha totalmente diferente da versão original. Você controla um sobrevivente cibernético que é ativado pela UAC para lutar contra a invasão demoníaca.

O jogo tem suporte para a aim controller, mas você também pode jogar no Dualshock 4 ou com dois PS Moves. Na aim controller e no Dualshock, há suporte para movimento livre ou teleporte. Porém, nos moves, você só pode jogar usando o teleporte.

Assista aqui ao review em português do jogo, feito pelo do canal Jogador Plays.

Doom VFR já está disponível para download

O game Doom VFR (Bethesda/idSoftware) será lançado oficialmente amanhã, mas já está disponível para download na PSN EUA. O preço é de US$ 30,00.

Quem adquirir o game na pré-venda receberá de brinde dois temas para o PS4. Um deles é este que você está vendo na foto acima. O outro será liberado junto com o jogo.

Quem fizer o download poderá jogar a partir das 3 horas da madrugada (horário de Brasília) do dia 1º de dezembro). Mas é bom colocar para baixar logo. O arquivo total tem nada mais, nada menos do que 25GB. [Na minha internet pobretona de 10MB, o tempo de download estimado era de “suaves” 16 horas]

O JOGO

Doom VFR traz uma história paralela ao jogo de 2016, com campanha totalmente diferente da versão original. Você controla um sobrevivente cibernético que é ativado pela UAC para lutar contra a invasão demoníaca.

O jogo tem suporte para a aim controller, mas você também pode jogar no Dualshock 4 ou com dois PS Moves (há suporte para movimento livre ou teleporte).

Assista ao trailer oficial do jogo:

 

Doom VFR chega nesta sexta-feira com legendas e dublagem em português

O jogo Doom VFR (Bethesda/id Software) será lançado nesta sexta-feira, 1º de dezembro, com legendas e dublagem em português do Brasil. Pelo menos é o que informa a Steam, loja virtual para PCs onde pode ser encontrada a versão para HTC Vive do game. A Steam detalha que o jogo tem interface, dublagem e legendas em português (Brasil), além de outros nove idiomas.
Na Playstation Store, não há nenhuma informação sobre o idioma do jogo para o PSVR, mas é bem provável que ele também tenha localização para o Brasil.
Há que se ressaltar que o jogo não está disponível na PSN Brasil. Você pode encontrá-lo na PSN EUA (ao preço de US$ 30,00), na PSN Europa (30,00 euros) ou na PSN Reino Unido/UK (20,00 libras). [Dica de amigo: pela cotação atual, comprar na PSN UK sai cerca de R$ 10,00 mais barato].
Porém, não sabemos qual destas versões terá localização em português BR, já que a versão da PSN EUA é a CUSA 09125 e a da Europa e Reino Unido é CUSA 09090. O CUSA é o código que identifica todos os jogos da Sony e as várias versões de um jogo (de acordo com o país a que se destinam) têm um CUSA diferente.

O JOGO
Doom VFR traz uma história paralela ao jogo de 2016, com campanha totalmente diferente da versão original.  Você controla um sobrevivente cibernético que é ativado pela UAC para lutar contra a invasão demoníaca.
O jogo tem suporte para a aim controller, mas você também pode jogar no Dualshock 4 ou com dois PS Moves (há suporte para movimento livre ou teleporte).

Confira o trailer do jogo: 

 

Realidade virtual: mais uma modinha passageira?

Acaba de ser lançado no mercado brasileiro o Playstation VR (PSVR), headset de realidade virtual da Sony, que chegou há mais de um ano nos lares dos EUA, Japão (e praticamente do resto do mundo inteiro). Se por um lado já tem muita gente jogando com o PSVR no país, uma boa parte da comunidade gamer brasileira torce o nariz para esta tecnologia, alardeando que o equipamento não vale o investimento e não passa de mais uma modinha passageira. Se você pensa assim, sinto muito lhe informar que você está redondamente enganado. E vou explicar o porquê nos parágrafos a seguir, nos quais serão expostos e demolidos os principais argumentos/justificativas que as pessoas usam pra não comprar um PSVR.

1. “O PSVR não tem muitos jogos”
Realmente, se você procurar no mercado brasileiro, em mídia física, só vai achar Resident Evil 7 e Batman VR. Isso porque o PSVR não foi lançado oficialmente no Brasil, mas na PSN dos EUA e de outros países você encontra mais de 160 jogos, a maioria custando entre 10 e 20 dólares. O PSVR já tem mais jogos do que o Kinect e Playstation Move somados. E tem jogo de todos os tipos e pra todos os gostos. Survival horror, tiro, FPS, aventura, corrida, RPG, simuladores e por aí vai. E muitos outros estão chegando.

[Edit: a seção de PSVR foi aberta na PS Store do Brasil no dia 1o. de dezembro. No entanto, nem todos os jogos estão disponíveis]

2. “Ah, mas são todos jogos curtos, parecem uma demo”
De fato, alguns jogos são bem curtos, mas também existem experiências completas, nas quais você pode passar horas e horas jogando. O melhor exemplo é o recém-lançado Skyrim VR (a experiência mais completa e complexa do VR até agora). Mas também tem Resident Evil 7, Farpoint, Raw Data, Superhot, Arizona Sunshine, Battlezone, Until Dawn: Rush of Blood, Driveclub VR, além de jogos voltados para o multiplayer, com “infinitas” horas de diversão, como Eve Valkyrie, Sparc, Rec Room (gratuito e fenomenal), Rigs, Starblood Arena e por aí vai.

3. “A Sony vai acabar esquecendo isso daí, que nem fez com o PS Move e o PS Vita, e vai deixar os jogadores na mão”
Na história dos videogames, vimos vários periféricos surgirem, virarem modinha e depois sumirem, pra se tornar apenas motivo de piada no youtube ou de frustração pra quem comprou essas quinquilharias. Entre elas, as menções desonrosas vão para o Konami LaserScope (aquele do “fire!”), a Power Glove (dispensa apresentações) e o Sega Activator (a coisa mais bizarra e inútil que já vi na vida – uma tentativa pré-histórica de fazer um controle com sensor de movimento). Então, quem é esperto tem motivo de sobra para ficar cabreiro com relação ao PSVR. Mas, se você viu a transmissão da PGW (Paris Game Week), viu que a Sony está investindo pesado em realidade virtual e anunciou vários jogos, alguns belíssimos e com experiências únicas. E não é só a Sony: praticamente todas as grandes empresas de games (as chamadas “majors”) estão desenvolvendo produtos dentro dessa seara. Não sou a Mãe Dináh nem o pai Carlinho da Bahia pra fazer previsões, mas a tendência do setor mostra que, dentro de alguns anos, realidade virtual e o “modo tradicional” vão se equiparar em número de jogadores.

4. “Eu sou gamer das antigas, prefiro jogar no controle”
Olha, sinto muito. Essa é uma das maiores bobagens que você pode dizer. Não tenho nada contra o controle, inclusive vários jogos VR podem ser jogados com ele. E passei minha vida inteira jogando com controles. Mas o VR é uma experiência interativa de imersão e os controles de movimento, até agora, são a melhor ferramenta para interagir com esse mundo virtual. Existem pesquisas no sentido de fazer com que seu corpo inteiro possa interagir com a VR e será incrível quando você puder fazer isso.

5. “Acho que eu vou passar mal jogando”
Quando a Sega tentou lançar o seu headset de RV para o Mega Drive, nos idos de 1993, 100% das pessoas que testaram o aparelho passaram mal e tiveram dores de cabeça. Resultado: o lançamento foi cancelado e o Sega VR, esquecido, após uma grande campanha de marketing em torno do produto. Com a tecnologia muitos dos problemas daquela época foram sanados, porque se descobriu que os jogos precisam de no mínimo 60fps para evitar enjoos de movimento mais graves. Mas é fato que eles ainda existem e isso varia muito de pessoa para pessoa, de jogo para jogo. Os jogos de movimentação livre são os que mais costumam gerar desconforto. Portanto, antes de comprar, é indicado você testar vários jogos antes.

6. “Os jogos do PSVR têm gráficos de PS2”
Olha, não sei em qual PS2 tunado você anda jogando… Mas, de fato, se você está procurando qualidade gráfica com resolução de 1080p, não vai encontrar, pelos menos não por enquanto. A imagem do PSVR não tem a mesma nitidez da tela plana e a resolução é de 960x1080p por olho. Porém, mais importante do que a qualidade gráfica é a imersão que os jogos proporcionam. Você fica literalmente dentro do jogo – não há “intermediário” entre você e o jogo. Quando você joga na sua televisão, você está olhando para uma tela. Quando você joga no PSVR, é como se não existisse tela. É difícil de explicar, só você testando para entender.

7. “É muito caro, vou ter que vender um rim pra comprar”
(Deixei esse assunto por último por ser o mais sensível e porque cada um sabe o que faz com seu dinheiro)
Não sei quanto custa um rim no mercado negro, mas acredito que seja mais do que R$ 1.800,00 (Se parcelar os R$ 1.800,00 do PSVR em 10x, você vai pagar R$ 180,00 por mês, menos do que se paga por um jogo lançamento). R$ 1.800,00 é o preço médio que se paga pelo headset + câmera (configuração mínima que você precisa pra jogar). É mais ou menos o preço de um PS4 Pro – e tem muita gente preferindo comprar o Pro do que o PSVR. Mas não se engane. O VR é um “console” que oferece uma experiência de jogo muito mais incrível do que desfrutar de uns poucos games em 4K – aliás, pra aproveitar bem o seu Pro você terá que comprar uma TV 4K e os menores modelos custam de R$ 2 mil pra cima. Na Black Friday americana, o PSVR + câmera e o jogo Gran Turismo está saindo por 300 dólares. Mas aqui é outra realidade, onde você paga 72% de imposto sobre games.

Como bônus, o PSVR ainda te dá a possibilidade de jogar com a TV desligada ou ligada em outro canal. Sabe quando sua esposa/namorada quer assistir à novela ou àquela série de menina e você tá a fim de jogar mas só tem uma TV em casa? Pois é. O PSVR permite que você jogue enquanto ela se diverte vendo o que quer que seja. Maaaaaaaaas… é bem provável que ela queira jogar também. Mesmo pessoas que não curtem videogames se encantam pelo VR, pela experiência que ele proporciona.

Se depois de ler isso tudo (se é que alguém leu), você não se convenceu de que o PSVR vale à pena, só te peço uma coisa: não seja um “hater”, não seja um babaca. Cada um tem os seus motivos para não gostar de algo, mas sair por aí comentando que não presta sem nem ter testado é coisa de otário.

Star Wars, X-Burgers e Realidade Virtual

Minha primeira “experiência” com realidade virtual foi nos idos de 1995 (não lembro bem o ano, só lembro que eu não tinha boletos pra pagar), em uma feira de tecnologia q aconteceu aqui em Belém (PA), “com os mais novos e modernos equipamentos de computação que você possa imaginar”. Lá tinha um estande onde você podia experimentar uns óculos de RV conectados a um PC. Mesmo sendo um caboco cabreiro com essas novidades matreiras, resolvi testar, afinal era de graça e “de graça” é a expressão preferida de todo adolescente.

Daí coloquei o trambolho na cabeça. Ele tinha duas telas de “cristal líquido” (hoje a gente chama isso de LCD) dentro do aparelho. Eram telas minúsculas, que não cobriam toda a minha visão. E se eu virasse a cabeça para o lado, ia continuar vendo a mesma coisa, não tinha imersão. Era o mesmo que jogar com a tv colada na sua cara (a única diferença era que naquela altura a tv lá de casa ainda era de tubo). E o que dizer do jogo? Era pra ser um Star Wars, mas não vi Jedi nenhum, nem R2D2, nem nada. Era um troço azulado indistinguível. Quando tirei os óculos, o cara me perguntou o que achei. Daí eu pensei: “Você tá de zuêra, né? Isso aqui é realidade virtual? Prefiro jogar meu Doom”. Mas respondi: “Obrigado, foi muito legal”. Daí o cara disse que essa era a tecnologia do futuro (sim, já falavam isso em 1995) e tinha muito a melhorar. Ô se tinha!!

Passam-se mais de duas décadas. Tô eu de férias em casa, em junho deste ano, quando finalmente resolvo conhecer a Studio Games (sem merchant, o Artur Figueiredo não me pagou nada pra citar o nome do belíssimo empreendimento gamer dele), que tinha inaugurado há mais de um mês, perto da minha casa. Não tinha ido lá antes porque achava que eles não tinham nada a me oferecer que eu já não tivesse em casa. Jogos? Tenho vários. Não vou pagar pra jogar uma horinha. Daí inauguraram uma lanchonete. Pronto, me convenceram. Fui lá e enchi o bucho. Em seguida, fui conhecer o espaço de realidade virtual deles.

Fica no subsolo, ao lado dos cock-pits de jogos de corrida. Fui andando como quem não quer nada, só pra observar os tontos jogando (sim, todo mundo que coloca esses óculos fica parecendo tonto). O espaço tem quatro headsets de realidade virtual, da marca/modelo Oculus Rift, que funcionam conectados a um computador (tem que ser um bom computador, diga-se de passagem). Me vendo caminhar sorrateiramente pelo lugar, a moça perguntou se eu queria testar. Daí perguntei se pagava alguma coisa. Ela disse: “Não, pra testar é de graça”. Vejam que ela falou as palavras mágicas. Como recusar?

Coloquei o headset, ela me deu algumas instruções e me colocou numa experiência de montanha-russa. A demonstração começa dentro de uma caverna. Comecei a olhar pras paredes e pensar: “Sério isso? Dá pra ver as paredes?”. Sim, é um ambiente totalmente em 360º. Você olha para todas as direções, como se estivesse lá. O passeio de montanha-russa nem foi tão intenso, sabe? Eu balançava que nem um boneco de posto cada vez que o troço subia e descia e quase chamo o Hugo (lembrem que eu tinha enchido o bucho com um baita x-burguer e batatas fritas). Quando terminou, pensei: “Preciso ter um negócio desses pra mim”. Agradeci, disse que voltava outro dia, e fui correndo pra casa pesquisar na internet se tinha algo assim pro Playstation 4.

Daí, descobri que a Sony tinha lançado no mercado, há quase um ano, o Playstation VR. Acho que eu já até tinha ouvido falar dele antes, mas não dei bola, por causa da minha experiência lá atrás com o “Stá uó”. O preço não era nada convidativo – custa mais do que o próprio PS4. Eu tava até cogitando de comprar o recém-lançado Nintendo Switch, ou guardar pra pegar o X-Box One X, mas resolvi investir no PSVR. E que belo investimento!

Hoje, tenho mais de 30 jogos para o PSVR e dificilmente ligo o PS4 pra jogar na tela da TV.
Assim como os outros headsets de realidade virtual disponíveis no mercado, o PSVR oferece um tipo de imersão nunca antes proporcionada no mundo dos games. Quando você joga na tv, você olha pra uma tela e seu personagem está lá. Quando joga no VR, você joga como se não tivesse uma tela. Você É o personagem. Tudo é mostrado pra você na proporção real, 1×1. E o headset é bem confortável, muitas vezes você esquece que está com esse trambolho na cabeça.

A variedade de jogos é bem grande e atende todos os gostos. São jogos de ficção científica, onde você chega num planeta inóspito e é atacado por umas aranhas do demônio; jogos de tiro, em que você anda numa montanha-russa e é atacado por palhaços do demônio; jogos de terror, em que você tem explorar uma casa mal-assombrada e é atacado pelos demônios do demônio… Tem ainda robôs (do demônio), tanques (do demônio), fantasmas (do demônio), naves (do demônio), ursos do demônio (do demônio)… E pra aniquilar todos esses demônios você não usa os controles tradicionais. Vários jogos têm suporte ao Playstation Move, um controle de movimento que imita o movimento das suas mãos.

Pra encerrar, descobri que tenho poucos problemas com enjoo de movimento causado pelo VR e pude jogar tranquilamente qualquer game que testei até hoje. Posso fazer looping em uma nave, dar cambalhota, correr, pular e pilotar mecas e carros de Fórmula 1 que não vou sentir nada. Agora, com a coleção de jogos que tenho em casa, nunca mais voltei na Studio Games. A não ser pra comer X-burger.

(Foto: Arizona Sunshine – o primeiro game de verdade que joguei no VR)

Skyrim VR – Um review honesto

‘The Elder Scrolls: Skyrim VR’ foi lançado no último dia 17 de novembro e muita gente está querendo saber se vale a pena investir US$ 60,00 (cerca de R$ 200,00) no jogo. Em poucas palavras, e para ir direto no ponto, digo que vale. Sim, vale cada centavo. Mas é preciso levar em conta alguns pontos, que tentarei abordar a seguir, deixando claro que eu nunca havia jogado ‘Skyrim’ antes e escrevo justamente para pessoas como eu.

Em primeiro lugar, vamos falar do visual. ‘Skyrim’ é um jogo de 2011, lançado para o PS3, e que foi portado para o PSVR sem atualizações gráficas relevantes. Portanto, você deve ter em mente que o game possui gráficos de seis anos atrás, excelentes para a época, mas que não se comparam a um ‘Resident Evil 7’, por exemplo. No entanto, se os gráficos podem decepcionar de início, o que realmente vai importar em um jogo VR é a imersão – e isso ‘Skyrim VR’ tem de sobra.

É então que temos que analisar o segundo ponto essencial sobre o jogo. ‘Skyrim VR’ é um RPG, o gênero de games mais complexo que existe. E isso pode ser ruim por um lado, mas incrivelmente fascinante por outro. É ruim porque tem tanta coisa pra você aprender, tantas técnicas a dominar, tantas armas para adquirir! E fascinante pelos mesmos motivos. Não existe, até o momento, experiência de realidade virtual mais completa do que jogar ‘Skyrim’. E não estou falando apenas do PSVR – mas de todas as plataformas de VR existentes. Até o momento, as produtoras de games têm nos oferecido experiências mais ou menos curtas para o PSVR – algumas, extremamente curtas e até irrelevantes. Várias delas podem ser bem divertidas – mas sempre terão uma limitação aqui ou ali, seja de conteúdo, seja de mecânicas e gameplay.

‘Skyrim VR’ vem na linha oposta e oferece possibilidades quase infinitas. Só o jogo principal tem mais de 100 horas de duração e a versão VR acompanha todas as DLCs lançadas até hoje, o que soma outras 100 horas de jogo. Fora que existe uma variedade grande de estilos de combate – você pode preferir jogar apenas como um guerreiro, ou usar uma espada e magia, ou apenas magia, ou mesmo um arco e flecha…

MENUS TERRÍVEIS

Creio que o ponto negativo do game sejam os menus. Navegar entre eles com os moves não é nada fácil, leva um tempo para se acostumar. Você percebe claramente que eles não foram adaptados para a linguagem da RV. Outra crítica vai para o áudio. Ao contrário do que faz parecer a propaganda do game (aquela onde o dragão invade a sala do jogador), o jogo não tem áudio 3D.

Sobre os controles, usar os moves é bastante simples e intuitivo. Funciona muito bem, sem precisar do (malfadado) teleporte. Basta pressionar o “move button” da mão esquerda e direcionar para onde você quer ir. No entanto, encontrei dificuldade para usar o arco e flecha. Parece ser uma arma mais difícil de dominar.

Ainda estou bem no início da minha jornada no mundo do game. Mas já deu para perceber que o jogo vai proporcionar muitas horas de diversão. Muita coisa para descobrir e muitos calabouços a lootear! Vejo vocês em Skyrim!