Beta aberta de ‘Megalith’ estará disponível na Playstation Store no dia 13. Veja aqui como participar!

O estúdio Disruptive Games abriu inscrições hoje para um teste que vai anteceder a beta aberta do shooter multiplayer ‘Megalith’, para Playstation VR. A beta vai iniciar na próxima terça-feira, dia 13, e estará disponível na Playstation Store das Américas do Sul (incluindo Brasil) e do Norte.

Se você quiser se antecipar ainda mais, poderá jogar o game em primeira mão durante o “stress test”, que será realizado neste sábado, 11. No entanto, há alguns requisitos para participar do teste, que são:

1. Você precisa estar apto a participar do “stress test”, que será realizado neste sábado, 10, das 16h às 22h (horário de Brasília – ou 10:00 am – 4:00 pm PST).

2. Você precisa ter uma conta da PSN da América do Sul ou América do Norte.

As informações foram divulgadas nas redes sociais e todos os detalhes e links podem ser encontrados aqui. Para participar do stress teste, é recomendável saber inglês, para poder repassar aos desenvolvedores informações sobre bugs e problemas encontrados no jogo.

BETA ABERTA E PRÉ-VENDA

O shooter em primeira pessoa ‘Megalith’ será lançado no dia 8 de janeiro de 2019, inicialmente apenas para o Playstation VR. Os PCVRs deverão receber o game seis meses após o lançamento para PSVR.

A beta aberta do game vai começar no dia 13 de novembro, somente no Playstation VR e nas Américas do Norte e do Sul. A beta estará disponível para download na Playstation Store. Também neste dia, será disponibilizada a pré-venda do jogo na PS Store. Quem adquirir na pré-venda vai receberá os seguintes bônus:

* Destrave imediatamente todos os titã disponíveis durante a beta

* Pacote de avatars com os cinco titãs iniciais

* Um titã de DLC garantido quando o game for lançado

* Exclusivo: skins épicas para cada um dos cinco titãs iniciais, quando o game for lançado.

Assista ao trailer de ‘Megalith’

Criado por Hideo Kojima, ‘Zone of the Enders 2’ tem nova demo grátis disponível na PS Store

[Post atualizado em 24/08/18]

Com lançamento previsto para o próximo dia 4 de setembro, o game ‘Zone of the Enders: The 2nd Runner – Mars’ (Konami) ganhou uma nova demo gratuita, que já está disponível em todas as Playstation Stores, inclusive do Brasil. A demo foi lançada oficialmente nesta sexta-feira, 24, mas primeiro chegou à PS Store da Austrália, já que lá o dia amanhece mais cedo.

Baixe aqui a nova demo de ‘Zone of the Enders: The 2nd Runner – Mars’ (Orange Case Demo)

A nova demo, batizada de ‘Orange Case Demo’, pode ser jogada tanto em realidade virtual, no Playstation VR, quanto em tela plana. Esta é a segunda demo lançada para o jogo e tem 4,54 GB. Está mais completa do que a primeira, disponibilizada alguns meses atrás.

Assista à gameplay completa que fiz para o nosso canal no YouTube:

‘Zone of the Enders’ foi criado por Hideo Kojima, a mente por trás da franquia ‘Metal Gear Solid’ e que está trabalhando no aguardadíssimo ‘Death Stranding’. Vários fãs, inclusive, apontam conexões entre ‘Zone’ (conhecido também como ‘ZOE’) e a série ‘MGS’, mas nunca houve uma confirmação oficial de que as histórias se passam no mesmo universo.

O jogo é uma mistura de shooter com hack’n’slash usando robozões super-avançados. Jogando na TV, a perspectiva é em terceira pessoa. Mas, ao usar o PSVR, ela muda para primeira pessoa – pela primeira vez na história da franquia.

Esta é a primeira vez também que ‘Zone of the Enders’ chega ao PS4. O primeiro jogo foi lançado originalmente, em 2001, seguido por ‘The 2nd Runner’, em 2003, ambos para o PS2. Os dois ganharam uma remasterização para o PS3 e, agora, 15 anos depois, o segundo capítulo chega ao PS4 totalmente remasterizado, com gráficos melhorados, resolução em 4K e em realidade virtual. O game também será lançado para os PCs e PCVRs.

No PS4, o jogo já está em pré-venda na PS Store, ao preço de R$149,90. Quem fizer a compra antecipada receberá vários atavars e um tema do game. ‘ZOE2’ também será lançado em mídia física.

Clique aqui para acessar a página do produto na PS Store do Brasil

SINOPSE

No ano 2174, a despótica organização militar Bahram utiliza a nova tecnología robótica Orbital Frame para assegurar o seu domínio em Marte e na Terra. Quando toma o controle do Orbital Frame Jehuty, o jogador é a última esperança para os planetas. Ataque o coração do exército de Bahram com um poder incomparável!

Assista ao trailer de ‘Zone of the Enders: The 2nd Runner – Mars’

Com suporte à Aim Controller, ‘Unearthing Mars 2’ chega ao PSVR no dia 18 de setembro

Você já viu uma continuação ser melhor que o jogo original? Isso não costuma acontecer com frequência no mundo dos games, vamos admitir. Mas exemplos existem e é esse o caminho que a Winking Entertainment quer trilhar com ‘Unearthing Mars 2: The Ancient War’, jogo para Playstation VR que teve seu trailer oficial divulgado hoje, no canal do Playstation no YouTube. O game já ganhou até data de lançamento – e está bem próximo: 18 de setembro.

O vídeo mostra um jogo totalmente diferente do primeiro, cujo gameplay trazia trechos de exploração especial confusos, misturados com puzzles, controle de um veículo estilo rover e culminando com um shooter que, de longe, era a melhor parte do jogo. Pois, desta vez, os desenvolvedores da Winking Entertainment deixaram de lado todo o resto e focaram apenas no shooter. Uma ótima notícia, especialmente para os proprietários de uma Aim Controller.

“Nosso primeiro título PSVR, ‘Unearthing Mars’, foi lançado em 2017. Ele destacou o potencial dos games VR apresentando uma nova mecânica de jogo em cada capítulo. Nesta continuação, a aventura será um título FPS do começo ao fim, com a jogabilidade do último capítulo do primeiro jogo, que os fãs tanto amaram. Você usa a Aim Controller para abater inimigos enquanto viaja pelo tempo para uma antiga civilização marciana. A nova jogabilidade permite atirar em inimigos enquanto manobra confortavelmente pelo combate, cheio de ação”, explica Eleanor Liu, gerente de marketing e relações públicas da Winking Entertainment.

Unearthing Mars2

A HISTÓRIA

Em ‘Unearthing Mars 2’, fragmentos Phobos extraídos de Marte são analisados pelo Ark Device, o que leva os jogadores a embarcarem numa jornada para descobrir os segredos de uma antiga civilização marciana destruída pela guerra.

Cada uma das fases contém seis ou mais armas para o jogador escolher. As armas primárias são rifles de assalto ou espingardas. Conforme avança para fases mais difíceis, você poderá destravar armas especiais como lança-foguetes, canhões de plasma e metralhadoras. Armas raras adicionais podem ser encontradas durante lutas contra chefes.

O personagem também tem uma habilidade especial, chamada de “sharp focus”. É o famoso “bullet-time”. “Em qualquer encontro com o inimigo, o jogador pode acionar o sharp focus, onde dentro de um segundo de câmera lenta, poderá mirar e acertar os pontos fracos dos inimigos. Já que o tempo de recarga do sharp focus é bem baixo, os jogadores podem ser praticamente invencíveis durante momentos críticos do combate”.

O trailer, de fato, está bem bonito e mostra bastante ação. Parece uma tremenda evolução para o título lançado em março de 2017. Agora é aguardar pelo dia 18 de setembro e esperar que o jogo esteja à altura do trailer!

Assista ao trailer de ‘Unearthing Mars 2: The Ancient War’

DLC de ‘Arizona Sunshine’ chega ao Playstation VR no dia 14 deste mês

Um dos melhores shooters do Playstation VR finalmente vai receber sua aguardada expansão. A Vertigo Games anunciou hoje que a expansão ‘Dead Man DLC’, do shooter ‘Arizona Sunshine’, será lançada para Playstation VR no dia 14 deste mês. Não foi divulgado o preço dela, mas na Steam ela custa R$ 6,49 (ou US$ 2,49). Para jogar, é necessário ter o jogo base e você pode optar entre a Aim Controller, dois PS Moves ou o Dualshock 4.

‘Arizona Sunshine – Dead Man DLC’ se passa nos últimos dias antes do apocalipse zumbi. A DLC coloca você em uma base de misseis dos Estados Unidos, em uma tentativa de conter a proliferação dos mortos-vivos. Você joga como Dockson, um cabo das Forças Especiais do Exército dos EUA. A expansão, que está disponível desde maio para HTC Vive e Oculus Rift, traz vários níveis de dificuldade, incluindo o Apocalyptic Mode, onde os seus recursos são extremamente parcos.

O Playstation Blog dos Estados Unidos publicou hoje um artigo assinado pelo designer Nick Witsel, da Vertigo Games, que traz mais alguns detalhes sobre a expansão. “Passei muito do meu tempo projetando esta missão prequel para o nosso shooter de zumbis da RV durante o último semestre. Estou muito animado em finalmente dar as boas-vindas à nossa comunidade de jogadores de PSVR nos últimos dias antes do apocalipse zumbi”, escreveu.

“Com a ‘Dead Man DLC’, os jogadores têm uma nova perspectiva militar sobre o apocalipse zumbi de ‘Arizona Sunshine’. Nós pegamos as partes mais atraentes e desafiadoras de ‘Arizona Sunshine’ para criar uma prequel cheio de suspense e ação. Jogando sozinho ou com um amigo, você se encontra em uma missão militar frenética, no último esforço para conter o surto. Enquanto você batalha através do silo para disparar o míssil e salvar a humanidade, seu entorno será escuro e estreito, sua munição em breve será mais esparsa do que nunca, e zumbis rápidos e lentos virão até você de todas as sombras. Expandindo o mundo e a tradição do ‘Arizona Sunshine’, colocamos uma interessante reviravolta na história – que vamos deixar você descobrir por si mesmo!”, disse o designer.

A DLC traz três novas armas: uma submetralhadora totalmente automática, uma escopeta para duas mãos e uma pistola tática. A expansão também traz novas opções de customização de personagem, que poderão ser usadas no jogo-base.

Assim como o jogo-base, a expansão pode ser jogada solo ou em modo cooperativo para dois jogadores. A duração da DLC é de cerca de 1h30 a 2 horas e se passa antes da campanha original do jogo.

Assista ao trailer de ‘Arizona Sunshine – Dead Man DLC’

[sorteio] Concorra a duas mídias digitais do shooter chinês ‘The Walker’!

O canal PSVR Brasil no YouTube vai sortear duas chaves (keys) para Playstation VR do jogo ‘The Walker’, desenvolvido pelo estúdio Haymaker e publicado pela Winking Entertainment. Para participar, basta seguir o link abaixo e cumprir um ou mais passos abaixo. Quanto mais inscrições fizer, mais chances você tem de ganhar.

O sorteio será realizado no dia 1º de agosto de 2018 (próxima quarta-feira), pelo site Gleam.io. Cada sorteado vai ganhar uma mídia digital (chave/key) do jogo. Para utilizar o prêmio, é necessário ter uma conta da PS Store das Américas (Brasil, Estados Unidos, etc).

As chaves foram gentilmente cedidas pela Winking Entertainment. Contamos com a participação de todos!

Clique aqui e participe do sorteio!

Saiba mais sobre ‘The Walker’:

[review] Shooter chinês ‘The Walker’ exorciza demônios com tiros e espadadas

 

Quer ganhar dois headsets Oculus Rift de uma só vez? Saiba como aqui!

Como já noticiamos aqui no blog, o update gratuito do modo PVP de ‘Archangel’, chamado de ‘Hellfire’, não deve aterrissar tão cedo no Playstation VR. O modo, que inclui batalhas entre mechas, foi lançado no último dia 4 de junho para os PCVRs (HTC Vive e Oculus Rift), mas o estúdio Skydance Interactive nunca se pronunciou a respeito de uma versão para o nosso amado PSVR. 😦

Pois bem. Não é que agora eles resolveram sortear dois headsets Oculus Rift para um único sortudo? O anúncio foi feito hoje, no Twitter oficial do game, e jogadores do mundo inteiro podem participar. Basta acessar este site e seguir o passo a passo.

Cada jogador pode concorrer com até cinco “tickets”, com ações que incluem se inscrever nas mídias sociais do game ou assistir ao trailer do jogo. O concurso vai durar apenas três dias e vai até o próximo domingo, dia 15. Então corre! Eu já me inscrevi! 😀

No anúncio do sorteio, o estúdio diz que os dois headsets serão dados a um único ganhador – um para você e outro para um amigo, para que você tenha um parceiro dentro do jogo. O estúdio diz ainda que, no dia 17 de julho, o update ‘Archangel: Hellfire’ passará a ser um “standalone” (ou seja, não é preciso ter o jogo base) e será gratuito nos PCs.

Assista aqui ao trailer de ‘Archangel: Hellfire’

Jogo mais zoeiro do Velho Oeste chega ao Playstation VR na próxima terça-feira

O Playstation VR vai receber na próxima terça-feira, 17, o shooter ‘Hopalong: The Badlands’ (From the Future) que tem tudo para se tornar um dos jogos mais divertidos e zoeiros do headset de realidade virtual do PS4. Com gráficos em estilo cartoon, o game zomba com toda a tradição dos filmes de faroeste, eternizada por astros como Clint Eastwood e John Wayne.

Particularmente, o jogo me lembra um pouco o desenho ‘Pica-Pau’, que marcou boa parte da minha infância – e praticamente de todo mundo no Brasil. Afinal, quem não se lembra da cena do bandido montando em um cavalo de pau? Pois é exatamente isso que você vai fazer no jogo, sendo que o “cavalo” será um dos PS Moves. Na outra mão, fica o seu revólver.

Assista ao trailer de ‘Hopalong: The Badlands’

DETACHED

Na semana que vem, também chega ao Playstation VR o survival espacial ‘Detached’, que promete ser a experiência mais extrema do Playstation VR [saiba mais aqui]. O lançamento do jogo, como já noticiamos aqui, foi remarcado para o dia 19 de julho.

[review] Shooter chinês ‘The Walker’ exorciza demônios com tiros e espadadas

Esqueça aquela imagem do padre exorcista combatendo o demônio com o uso de crucifixo, água benta e muita oração. Em ‘The Walker’, o personagem principal (no caso, você) exorciza os demônios na base da bala e golpes de espada. O jogo, desenvolvido pelo estúdio Haymaker e publicado pela Winking Entertainment, faz parte do China Hero Project, ação da Sony que visa apoiar e localizar para o Ocidente uma série de jogos daquele país.

No game, que se passa na Xangai atual, você descobre ser o último herdeiro de uma longa linhagem de exorcistas que remonta à Dinastia Song (960 a 1279 d.C.). Você é convocado por um sujeito de capuz a expurgar o mal que está atacando a cidade, armado com um revólver, uma espada e dois talismãs mágicos.

Esse é o enredo básico de ‘The Walker’, que é tão divertido quanto um wave-shooter consegue ser. O jogo chama a atenção pelos gráficos bem realistas e pela atmosfera de tensão constante – alguns trechos podem ser bem assustadores. O fato de estar legendado em português de Portugal também é um ponto a ser levado em consideração pelos jogadores brasileiros. Há outras opções de idiomas, dependendo do idioma em que seu console está configurado, mas o áudio é sempre em chinês.

O ponto negativo é que ‘The Walker’ é um shooter em que você não anda, o que não deixa de ser irônico, considerando o nome do jogo. Não há nenhum tipo de movimentação dentro do game, mas você pode se movimentar fisicamente, andando um pouco para os lados para desviar de projéteis inimigos ou para frente para atacar com a espada, por exemplo. Você também pode se esquivar ou se abaixar, usando o tracking do headset. É uma mecânica que lembra outros shooters estáticos, como ‘SuperHot VR’ e ‘Blasters of the Universe’.

Confira abaixo como é o gameplay do jogo, no vídeo do canal PSVR Brasil

GAMEPLAY

‘The Walker’ possui um total de cinco fases, além de um breve tutorial e uma introdução. Em cada fase, seu objetivo será matar as ondas (“vagas”, no português de Portugal) de inimigos que vão aparecendo. Apesar de virem em grande quantidade, eles são de apenas três tipos: um magrelo rastejante que anda pelas paredes e parece o Gollum de ‘O Senhor dos Anéis’; um cavaleiro de espada e escudo que parece ter saído de ‘Dark Souls’; e um arqueiro, que parece com o cavaleiro, mas que fica te atirando flechas de longe.

Os inimigos, principalmente os “Golluns”, andam bem lentamente, sendo alvos fáceis para os seus tiros. Mas, se atingidos no corpo, eles aceleram e podem ficar mais agressivos. O cavaleiro usa um elmo que precisa se arrancado à bala para que você consiga um “headshot”. Os tiros na cabeça, aliás, são importantes para você conseguir a maior pontuação ao final de cada fase. A cada tiro acertado, aparece a pontuação na tela referente àquele disparo.

Se os inimigos são meio lerdos, seu arsenal também é limitado. Você começa apenas com um revólver, uma espada e dois talismãs (um de gelo e outro de choque). O revólver tem apenas seis balas no cartucho e só recarrega após você disparar a última bala. Faz falta aí um botão de recarregar para deixar o combate mais estratégico. A munição, por outro lado, é infinita.

Na mão direita, você aperta o botão Move para trocar para a espada – que é usada mais nos momentos de aperto, quando os inimigos se aproximam o suficiente. Com ela, você pode bloquear os ataques inimigos e até mesmo os projéteis. Na mão esquerda, você aciona os dois talismãs – gelo e choque. Você pega um deles e passa na arma que quer utilizar, aumentando o dano dos disparos ou golpes. No revólver, o talismã dura apenas dois disparos. Na espada, a duração parece ser por tempo.

Os inimigos vêm de todas as direções e você usa dois botões do PS Move para girar para os lados. A rotação é em 45° e não há qualquer opção para deixar giro livre ou diminuir o ângulo do giro. Aliás, o jogo não te dá nenhuma opção de nada. Nem existe menu. O mais próximo disso é a casa do protagonista, que funciona como um lobby onde você pode selecionar fases, verificar seu desempenho ou repetir fases anteriores. É possível jogar também com o Dualshock 4 também, mas não recomendo. Fiz apenas um teste e me pareceu muito truncado – como ocorre, invariavelmente, em quase todos os jogos desse tipo.

Durante o jogo, você enfrenta dois bosses que dão um pouco mais de variedade à jogatina. A primeira é a Mulher-Corvo, cuja aparência é bem bizarra e me lembra os monstros mais esquisitos de ‘Bayonetta’ e ‘Dante’s Inferno’. O combate contra ela é bem próximo e dinâmico – é o momento em que mais usei a espada. O boss final é um demônio grandalhão que fica jogando coisas na sua direção e você precisa se esquivar.

the walker3

QUESTÕES TÉCNICAS

Visualmente, ‘The Walker’ é um jogo muito bem trabalhado, bem nítido e sem grandes serrilhados ou borrados. O design das fases é interessante, com cenários variando entre ruas desertas, becos escuros e uma estação de metrô. Além dos monstros, há alguns humanos circulando por esses locais – mas eles parecem estar em um estado letárgico e não mostram muita reação ao que está acontecendo. Soa meio esquisito.

O áudio, em geral, funciona bem. Mas parece que faltou acrescentar som a alguns trechos, como quando uma mulher é atacada por um demônio e você não ouve um grito sequer. O primeiro boss, a tal Mulher-Corvo, também é meio muda. Acho que faltaram alguns efeitos sonoros para deixá-la mais assustadora.

VALE O REPLAY?

Contando do tutorial à última fase, ‘The Walker’ dura em torno de uma hora. Durante meu gameplay, só morri uma vez, no boss final (isso porque fiquei com preguiça de me levantar para esquivar dos trambolhos que ele atira). Depois de zerar, você libera a dificuldade 2 do jogo e um Modo Desafio (na televisão). Ah, depois de finalizar o jogo, cuidado para não selecionar a opção de voltar para o “capítulo 1” (na armadura) – ou você terá que fazer tudo de novo!

Na dificuldade 2 (assinalada por um ícone que parece um “A”), você terá à disposição uma submetralhadora com 25 balas no cartulho e uma espada gigante. Se suas armas são melhores, os inimigos também ficam mais fortes. E é aí que o jogo fica mais interessante. Os demônios ficam um pouco mais rápidos e são necessárias mais balas para matá-los.

Creio que ‘The Walker’ sofra do mesmo problema que outro shooter: ‘Mortal Blitz’. Ambos começam fáceis demais, têm poucas fases, e não há opção para aumentar a dificuldade logo de cara. No final das contas, parece uma maneira de aumentar a vida útil do jogo. Mas pelo menos em ‘The Walker’ você tem novas armas à disposição, o que confere mais variedade. Para os caçadores de troféus, fica avisado que o jogo possui 18 troféus (sendo 16 de bronze e 2 de prata), mas não possui platina.

Finalizo com o relato de um bug que ocorreu comigo: o “bug da tela preta”. Na primeira vez em que joguei, estava na quarta fase quando o jogo apresentou um erro e fechou inesperadamente. Quando tentei voltar, ele não passava de uma tela preta. Tentei recriar o banco de dados do PS4, não funcionou. Excluí o jogo e reinstalei, mas também não funcionou. Daí, iniciei o jogo usando outra conta e… não é que ele funcionou normalmente? Consegui ir até o final da dificuldade 1 e jogar a primeira fase na dificuldade 2. Porém, quando fui retomar o jogo, no dia seguinte, o “bug da tela preta” havia voltado. Daí desisti.

the walker4


VEREDITO

‘The Walker’ acerta no visual, na ambientação e em algumas mecânicas de gameplay, com o combate que utiliza armas de fogo e espada. Mas a ausência de qualquer locomoção dentro do jogo deixa as coisas menos dinâmicas. É muito triste ficar parado em um jogo que se chama ‘The Walker’. O preço de lançamento cobrado por ele parece ser um pouco excessivo em troca do conteúdo oferecido. NOTA: 7/10 [Bom]


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título: ‘The Walker’
Estúdio: Haymaker/Winking Entertainment (https://www.winkingworks.com/publishing/games/TheWalker_en.html)
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Data de lançamento: 3 de julho de 2018
Preço: R$ 71,50 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store US)
Controles utilizados: Dois PS Moves (recomendado) ou Dualshock 4
Idioma: legendas em português de Portugal (entre outros) e áudio em chinês
Jogadores: 1 (sem modo online)
Espaço em disco: 3,3 GB

[Este review foi feito no PS4 Pro, com mídia digital cedida pela Winking Entertainment]

[vídeo] ‘The Walker’ te transforma em um exorcista chinês armado de revólver e espada!

No segundo vídeo do canal PSVR Brasil, registramos nossas primeiras impressões sobre o shooter ‘The Walker’, publicado pela Winking Entertainment e recém-lançado na PS Store do Brasil.

O jogo está todo legendado em português de Portugal e é um wave-shooter, sem movimentação. Você é uma espécie de exorcista chinês armado com um revólver e uma espada, além de poderes de um talismã, para destruir diferentes tipos de criaturas (uma delas parece o Gollum!).

O game não tem nenhum tipo de movimentação – nem por teleporte. Você fica parado enquanto os demônios vêm na sua direção. Estranho, não?

Neste gameplay, estou usando dois Moves e jogando no PS4 Pro. Também é possível jogá-lo usando o Dualshock 4. Confiram o vídeo logo abaixo. Ah, não se esqueçam de visitar nosso canal no YouTube e se inscrever. Vai ajudar muito! Valeu!

Assista ao vídeo de gameplay de ‘The Walker’ – Primeiras impressões

 

Estreamos um canal no YouTube! Veja aqui nosso primeiro vídeo!

O blog PSVR Brasil estreou hoje no YouTube, galera! A partir de agora, vamos trazer com frequência vídeos de gameplay capturados diretamente do Playstation 4. Não esperem grandes produções de Hollywood – vamos com calma! Ainda assim, prometo trazer sempre material de qualidade e gameplays comentadas de tudo o que for referente ao Playstation VR.

O primeiro vídeo é um gameplay do FPS ‘Arizona Sunshine’, que eu considero uma espécie de simulador de ‘The Walking Dead’ e um dos melhores jogos do PSVR. Não por acaso, este foi o primeiro game que joguei em realidade virtual, no ano passado. E foi amor à primeira vista, como vocês podem conferir neste artigo que escrevi sobre o assunto.

No gameplay, estou usando a Aim Controller, que pra mim é o melhor tipo de controle quando se trata de first-person shooters, caso de ‘Arizona Sunshine’. Mas você também pode jogá-lo com um par de PS Moves ou com o Dualshock 4.

Ah, e vale lembrar que o ‘Arizona Sunshine’ está em oferta na Promoção de Meio de Ano da PS Store, com 60% de desconto, saindo por apenas R$ 49,16. Simplesmente imperdível.

Se gostarem do vídeo, inscrevam-se lá no canal e deem aquele like para fortalecer! Valeu!

Assista ao vídeo de gameplay de ‘Arizona Sunshine’ do canal PSVR Brasil

Novo vídeo mostra dez minutos de gameplay do FPS ‘Seeking Dawn’. Assista!

O estúdio Multiverse acaba de lançar um vídeo com 10 minutos de gameplay do FPS futurista ‘Seeking Dawn’, um dos jogos de realidade virtual mais aguardados do momento, que mistura ficção científica, tiroteio e RPG no melhor estilo ‘Mass Effect’. O vídeo traz os minutos iniciais do jogo, com trechos de combate, exploração e muito mais. O material foi todo capturado em VR.

O jogo tem campanha com pelo menos 15 horas de duração, em modo cooperativo online ou single player. O lançamento está previsto para o dia 12 de julho, para HTC Vive, Oculus Rift e Windows Mixed Reality. De acordo com o estúdio, a versão para Playstation VR virá posteriormente, ainda este ano, e o suporte à Aim Controller está sendo avaliado.

Assista ao vídeo de gameplay de ‘Seeking Dawn’

Assista também ao trailer de gameplay do jogo

Em oferta na PS Store, ‘Apex Construct’ deve receber novo modo de jogo ainda este mês

O shooter ‘Apex Construct’, que está em promoção neste momento na PS Store, deve receber ainda este mês um update gratuito adicionando um novo modo de jogo no Playstation VR. Neste modo, chamado de Cygnia Cup Challenge, você compete em uma arena, usando seu arco e flecha, para destruir robôs e acertar alvos, marcar a maior quantidade de pontos possível e acumular recursos (RP) que poderão ser usados na campanha principal do game.

[Confira o review completo de ‘Apex Construct’ aqui no blog!]

Na campanha principal de ‘Apex Construct’, você usa um arco e flecha cibernético para destruir inimigos robôs enquanto investiga o que aconteceu nas instalações de uma empresa de tecnologia que levou o mundo às ruínas. Os inimigos derrotados liberam RP, que você pode usar para fazer upgrades na sua arma, flechas e escudo. No entanto, se morrer você perde as RPs conquistadas até então, o que acaba te impedindo de fazer os upgrades necessários para enfrentar os inimigos mais difíceis.

A Cygnia Cup Challenge será uma oportunidade para os jogadores acumularem este recurso. O modo já está disponível desde o início de junho nos PCVRs (HTC Vive, Oculus Rift e Windows Mixed Reality) e a previsão era que chegasse ainda naquele mês para o PS4. Continuamos esperando.

O estúdio divulgou um vídeo que mostra como será o gameplay – e parece bem divertido. Confira o vídeo abaixo (mas já vou avisando, está em alemão):

Lançado em fevereiro deste ano, ‘Apex Construct’ é um dos mais de 50 jogos incluídos na  promoção de Meio de Ano da PS Store. O jogo está com 45% de desconto, saindo por R$ 50,54.

MAIS DETALHES

Em sua conta no Reddit, o estúdio deu mais detalhes de como funciona o Cygnia Cup Challenge. Vou transcrever abaixo, com tradução simultânea do nosso Google Translate e correções feitas por mim [abaixo, inseri a versão original, pra quem prefere ler em inglês]:

Cygnia Cup Challenge
Neste modo, você é transportado para uma arena pré-apocalipse alterada, onde você pode participar de uma disputa global para se tornar o cara dos placares mundiais.
Alguns detalhes:
Lute em 6 locais na arena, cada um com níveis de dificuldade crescentes
Destrua alvos e inimigos rapidamente para manter o medidor de combo em alta!
Evite ser atingido por robôs de ataque da Mothr. Se você morrer, o desafio acaba.
Use sua inteligência (e seus diferentes tipos de flechas…) para alcançar a pontuação mais alta.
Ganhe seu lugar no ranking global.

Participar no Desafio Cygnia Cup também te dá RP, que você pode gastar em upgrades ou consumíveis na campanha principal.
Nós também planejamos realizar alguns concursos do Cygnia Cup Challenge mais adiante, então comece a aperfeiçoar suas habilidades de arco e flecha hoje e suba no placar mundial!

[Read the original notes about the new mode]

Cygnia Cup Challenge
In this mode, you are transported to a shifted pre-apocalypse arena where you get to take part in a global fight to be the one who rules the leaderboards.
Some details:
Fight in 6 locations in the arena, each with escalating difficulty levels
Take out shooting targets and enemies quickly to keep the combo meter up!
Avoid getting shot by Mothr’s attacking bots. If you die, the challenge is over.
Use your wits (and your different arrow types…) to reach the highest score.
Earn your place on the global leaderboards.

Participating in Cygnia Cup Challenge also earns you RP which you can spend on upgrades or consumables in the campaign.
We also plan to run some exciting Cygnia Cup Challenge contests later on, so start honing your bow & arrow skills today and climb that leaderboard!

Além de grande promoção, PS Store trouxe mais duas surpresas nesta semana

Além da promoção de Meio de Ano, que está fazendo a alegria de quem quer renovar seu estoque de jogos PSVR, a PS Store trouxe hoje mais duas surpresas para quem visitou a seção de Playstation VR da loja online. Dois novos online foram adicionados à biblioteca, que já se aproxima dos 300 títulos. São eles: ’18 Floors’ e ‘The Walker’.

’18 Floors’ e ‘The Walker’ foram desenvolvidos pelo estúdio Winking Entertainment, responsável pelo jogo de exploração especial ‘Unearthing Mars’. Os dois têm um pé no terror, mas de formas diferentes. Enquanto ’18 Floors’ é voltado para a resolução de quebra-cabeças para que você consiga escapar de locais fechados (os famosos “escape rooms”), ‘The Walker’ é um shooter, em que você usa tanto armas de fogo quanto uma espada.

’18 Floors’ custa R$ 45,90 (na PS Store do Brasil) ou US$ 14,99 (EUA), enquanto  ‘The Walker’ está sendo vendido a R$ 71,50 (Brasil) ou US$ 19,99 (EUA).

SAIBA MAIS SOBRE OS JOGOS

Henry Lee, gerente sênior da Winking Entertainment, publicou hoje um artigo na versão norte-americana do Playstation Blog em que dá detalhes sobre os dois títulos. Trago a seguir, logo após os trailers, uma versão traduzida deste artigo [ao final, tem o texto original, em inglês].

Assista ao trailer de ’18 Floors’

Assista ao trailer de ‘The Walker’

 

ARTIGO DO PLAYSTATION BLOG (TRADUZIDO POR MIM)

‘The Walker’ e 18 ‘Floors’: dois novos jogos para PSVR foram lançados hoje

Dois jogos PSVR muito diferentes estão sendo lançados hoje, ambos baseados em temas de terror do folclore chinês.

Por Henry Lee (Gerente sênior da Winking Entertainment)

Olá a todos! Como editor de títulos indie e VR, tenho o prazer de anunciar dois jogos com o melhor dos dois mundos, e estão disponíveis hoje como lançamentos da PlayStation Store.

‘The Walker’

‘The Walker’ é um jogo de tiro em primeira pessoa de “limpeza de zumbis”, ambientado na antiga Xangai. Você é o último herdeiro de uma longa linhagem de exorcistas. Você tem uma arma moderna à sua disposição, mas também pode optar pelo combate corpo a corpo, com uma espada em suas mãos.

Graças ao poder dos talismãs chineses mágicos, você pode ativar buffs elementais em armas de longo ou curto alcance. Você pode derrubar monstros portadores de escudo com um tiro na cabeça de precisão, ou bloquear seus ataques de espada e contra-atacar com sua própria espada. Os talismãs também podem disparar projéteis mágicos que congelam ou dão choque nos inimigos.

Para criar os monstros mortos-vivos, a equipe de design combinou a estética oriental com a tradição moderna dos zumbis, resultando em soldados caminhantes de terracota e outras terríveis abominações.

Além dos estágios da história, o jogo também terá outros modos, como o modo Challenge e o modo Rampage, para que você possa continuar lutando mesmo depois de completar a história.

’18 Floors’

O segundo título é um jogo de realidade virtual chamado ’18 Floors’, com alguns quebra-cabeças e mecânicas para você descobrir e desvendar. Os jogadores são transportados para um espaço místico e agourento, onde devem completar os puzzles interconectados para escapar de cada sala fechada.

Parte de uma série maior em planejamento, este jogo apresenta dois níveis e várias salas, cada uma com sua própria configuração única.

’18 Floors’ é um jogo sobre a noção popular de 18 níveis do Inferno do folclore chinês. A equipe de desenvolvedores também acrescentou várias referências culturais chinesas, aumentando a atmosfera do jogo, sem ser um conhecimento essencial para resolver os enigmas.

Cada design de sala tem seu próprio caráter e sabor, já que a equipe de desenvolvimento queria dar aos jogadores a sensação de percorrer o tempo e o espaço. De um quarto elegantemente decorado do período da Renascença, a um trem ferroviário do Velho Mundo em alta velocidade através do oceano, cada cenário é uma parte fundamental do mistério que você está tentando resolver.

Estes dois títulos VR muito diferentes estão disponíveis hoje na Playstation Store. Espero que todos tenham a chance de conferi-los!



ORIGINAL ARTICLE – PLAYSTATION BLOG US

The Walker and 18 Floors: Two New PSVR Games Out Today

Two very different PSVR games are launching today, both based on horror themes from Chinese folklore.

Henry Lee (Senior Manager, Winking Entertainment)

Hi everyone! As a publisher of both indie and VR titles, I’m excited to announce two games that have the best of both these worlds, and are available today as PlayStation Store releases.

‘The Walker’

‘The Walker’ is a zombie-cleansing first-person shooter set in old Shanghai. You are the last remaining heir of a long line of exorcists. While you have a modern firearm at your disposal, you can also opt to go close-range with a sword in your hands.

Thanks to the power of magical Chinese talismans, you can activate elemental buffs on both long-ranged and close-ranged weapons. You can take down shield-wielding monsters with a precision headshot, or block their sword attacks and retaliate with your own sword. The talismans can also shoot out magical projectiles that freeze or shock your enemies.

For the undead monsters, the design team combined Eastern aesthetics with modern zombie lore, resulting in walking terracotta soldiers and other terrifying abominations.

In addition to the story stages, the game will also have other modes such as a Challenge mode and a Rampage mode, so you can continue fighting even after completing the story.

’18 Floors’

The second title is an atmospheric room-escape VR game called ’18 Floors’, featuring some mind-blowing puzzles and mechanics for you to discover and unravel. Players are transported to a mystic and foreboding space where they must complete interconnected puzzles to escape each sealed room.

Part of a planned larger series, this game features two levels and numerous rooms, each with their own unique setting.

’18 Floors’ is a play on the popular notion of 18 levels of Hell in Chinese folklore. The dev team added a number of Chinese cultural references as well, adding to the atmosphere of the game while not being essential knowledge for solving the puzzles.

Each room design has its own character and flavor, as the dev team wanted to give players the feel of traversing time and space. From an elegantly decorated room from the Renaissance period, to an Old World railroad train speeding across the ocean, each setting is a key part of the mystery you are trying to solve.

These two very different VR titles are available today at Playstation Store. I hope you’ll all have the chance to check them out!

Cansado de atirar em aliens e zumbis? Confira este shooter ambientado na 2a Guerra Mundial!

Ficção científica e realidade virtual casam com perfeição e este é um dos motivos pelos quais a esmagadora maioria dos shooters para Playstation VR são ambientados no futuro. Com isso, inimigos como aliens, robôs, zumbis, monstros, robôs aliens, monstros zumbis e outras variações passeiam livremente pelos cenários dos principais títulos para PSVR. Para quem gosta de jogos mais fincados no realismo ou de tramas com um pé na história, sobra um tanto de frustração.

Se você é uma dessas pessoas, não vou dizer que “seus problemas acabaram”, mas ainda há esperança. Recentemente, o estúdio polaco Monad Rock exibiu as primeiras imagens do game ‘Blunt Force’, que é ambientado na Segunda Guerra Mundial. Apesar de conter mais cutscenes do que gameplay, o teaser trailer tem imagens de fazer cair o queixo. Veja abaixo (e logo em seguida a gente continua):

Assista ao teaser trailer de ‘Blunt Force’

TIROS E QUEBRA-CABEÇAS

O game conta a história de Mark Bristol, roteirista que já trabalhou em vários títulos de ação de respeito em Hollywood (entre eles, ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’, ‘A Múmia’, ‘No Limite do Amanhã’) e mesmo nos vídeo-games (‘Doom’, ‘Battlefield 1’ e ‘Enemy Front’). Bristol vem colaborando com o Monad Rock no desenvolvimento do game.

Em seu site oficial, o estúdio diz que o ‘Blunt Force’ (cujo significado é “força bruta”) será lançado em episódios e que não será só tiroteio. “Prepare-se para se concentrar em quebra-cabeças em cidades europeias antes da Guerra ou abrir caminho contra obstáculos dinâmicos em tempo de real enquanto ajuda as tropas aliadas a mudar o curso da Segunda Guerra Mundial”, diz a sinopse, em tradução livre.

Na página do jogo na Steam, o Monad Rock traz mais algumas informações sobre o jogo, cujo lançamento está previsto para 2019, para Playstation VR, Oculus Rift, HTC Vive e Windows Mixed Reality. “É um jogo de ação que mistura de forma sedutora passado com o futuro. Uma história de tirar o fôlego inspirada na 2ª Guerra Mundial, combinada com as possibilidades da realidade virtual, para oferecer horas de entretenimento imersivo”, diz o texto.

Respondendo a um usuário no YouTube, o estúdio afirma que o jogo terá dois sistemas de movimento: locomoção livre e teleporte. Provavelmente, pelas imagens exibidas no trailer, será jogado com um par de PS Moves. O suporte à Aim Controller, por enquanto, foi descartado:

“Estamos trabalhando duro para polir o jogo de todas as maneiras possíveis. Por enquanto, podemos dizer que estamos trabalhando em dois sistemas de movimento – movimento livre e teletransporte. Depende da escolha do usuário. A Aim Controller não está nos nossos planos agora. É um jogo de ação, não um shooter típico. Alguns ‘enigmas’ não poderiam ser resolvidos na Aim Controller”, diz o estúdio, seguido de uma carinha triste 😦 .

canhao
Já pensou em atirar uma bala de canhão em um típico blindado da 2ª Guerra Mundial? Aqui você pode!

SINOPSE OFICIAL

‘Blunt Force’ é um jogo ambientado na Segunda Guerra Mundial que segue dois enredos paralelos – antes e durante a guerra. O primeiro revela os segredos do espião. O herói principal – Jean De Meyer – está trabalhando para o serviço de inteligência de Sua Majestade. Seu papel é se infiltrar e encontrar A Toupeira [um dispositivo explosivo mortal] dentro das estruturas locais. A tarefa não é fácil, toda conversa com “amigos” pode ser a última. Ele será forçado a resolver os enigmas, atuar em jogos mentais, conectar todos os pontos e descobrir quem é digno de sua confiança.

A segunda história explora os mesmos locais, mas alterados pelo dedo da guerra. Como soldado, lutando na Segunda Guerra Mundial, Jean encontra os pelotões nazistas. A brutalidade dos inimigos e a morte aguardando em cada esquina pode arruína sua mente. Ele precisa resolver antigos mistérios e descobrir a verdade.

O jogo tem dois modos – arcade e desafio (“challenge”). Isso se aplica aos dois tipos de jogabilidade, seja nos níveis pacíficos onde Jean resolve os quebra-cabeças, seja na guerra, onde o personagem principal usa um enorme arsenal de armas.

O modo arcade oferece muitas dicas nos trechos de puzzle. No entanto, se você se sentir confiante, pode escolher o modo desafio e enfrentar os enigmas sem qualquer ajuda. A experiência de tiro é uma das partes mais agradáveis de ‘Blunt Force’. Enquanto o modo arcade é bem simplificado, bastando focar na mira, no modo desafio a história é outra. A arma precisa ser segurada apropriadamente e até mesmo a operação de recargar será verdadeiro teste de habilidade. Entusiastas de mecânicas autênticas vão adorar.

‘Firewall Zero Hour’ ganha data de lançamento e entra em pré-venda

O estúdio First Contact Entertainment confirmou hoje a data de lançamento do FPS tático ‘Firewall Zero Hour’, que pretende ser uma espécie de ‘Rainbow Six Siege’ em realidade virtual. O lançamento oficial será no dia 28 de agosto deste ano, ou seja, daqui a exatos dois meses! O jogo entrou hoje em pré-venda na PS Store, custando R$ 149,90 na loja online do Brasil e US$ 39,99 na americana. O título é exclusivo do Playstation VR.

Focado exclusivamente no multiplayer competitivo, ‘Firewall Zero Hour’ trará disputas de quatro contra quatro, em um gameplay que exige bastante cooperação e estratégia entre os integrantes de cada grupo. Marcando a divulgação da data de lançamento, o estúdio lançou um novo trailer de gameplay, que você confere ao final deste post. Os gráficos estão incríveis e a jogabilidade também parece muito boa.

Porém, um detalhe negativo que chama a atenção no trailer é a movimentação lenta da caminhada. Em se tratando de um shooter tático, isso é até compreensível, mas a escolha deve ter se dado para tentar diminuir o enjoo de movimento. O game tem movimentação livre e pode ser jogado tanto com a Aim Controller quanto com o Dualshock 4.

PACOTE DE PRÉ-VENDA

O game entrou em pré-venda com um pacote especial contendo vários itens bônus exclusivos, incluindo um acesso antecipado à personagem ‘Texas’, também conhecida por Sarah Wells. Texas tem a habilidade única que a permite tomar menos dano de balas. Quem comprar em pré-venda também receberá quatro avatars.

Os itens incluídos no ‘Zero Hour pack’ são:
Character Camo Exclusivo
Trinket Exclusivo
Weapon Camo Exclusivo
Face Paint Camo Exclusivo
Velcro Patch Exclusivo
Pacote Extra de Cryptos
Double XP por 24 Hours
‘Texas’ Contractor Destravado

Assista ao trailer de ‘Firewall Zero Hour’

‘Bravo Team’ recebe update com melhorias significativas

Depois de mais de três meses, o shooter cooperativo ‘Bravo Team’, exclusivo do Playstation VR, finalmente recebeu uma atualização que melhora significativamente sua jogabilidade, bastante criticada por jogadores e jornalistas à época do lançamento, no dia 7 de março deste ano. Não foi acrescentada a tão sonhada movimentação livre, mas foram feitas melhorias importantes na escala do jogo, nas armas, movimentação, sistema de cobertura e muito mais.

As informações sobre o update 1.02 foram divulgadas pelo usuário do Reddit JonnyJamesC. Já procurei fontes oficiais sobre o assunto, mas o estúdio responsável pelo game, Supermassive Games, não divulgou nada a respeito. Quem deu a dica sobre o post foi o youtuber Vinícius Gaudio, do canal Véios do Porão, que por sinal fez um ótimo review do game. A atualização já está disponível para baixar e tem cerca de 2 GB.

Confiando no que JonnyJamesC divulgou, as mudanças trazidas pelo Update 1.02 são as seguintes:

Bravo Team Update 1.02

Sistema de Movimento e Cobertura
Melhorias dos pontos de cobertura existentes para serem mais facilmente acessíveis
Adicionado pontos de cobertura adicionais em todos os níveis
Posição da câmera aprimorada ao fazer a transição entre os pontos de cobertura
Melhorado o recurso de olhar para mover

Armas
Adicionadas mais caixas de obtenção de armas em todos os níveis
Adicionada mais variedade de armas e comportamentos
Melhorada a propagação dos tiros em várias armas
Maior precisão e retículas ao mirar em acima do ombro
Mira da sniper revisada

AI Inimiga
Adicionados mais pontos de cobertura para os inimigos se moverem
Locais de “spawn” de inimigos aprimorados
Melhor comportamento do inimigo
Reequilibrada a saúde do inimigo em todos os níveis

Outros
Adicionada a capacidade de girar 90 graus na Aim Controller
Melhorada a escala das armas e os braços do personagem do jogador
Corrigidos o feedback de amigo AI e informações de localização
Várias correções de bugs e melhorias

[Read the patch notes in the original post]
Bravo Team Update 1.02

Movement & Cover System
Improved existing cover points to be more easily accessible
Added additional cover points throughout levels
Improved camera position when transitioning between cover points
Improved look to move feature

Weapons
Added more weapon pickup boxes throughout the levels
Added more weapon variety and behaviors
Rebalanced bullet spread on various weapons
Improved accuracy and reticules when aiming down sights

Revised Sniper Scope

Enemy AI
Added more cover points for enemies to move to
Improved enemy spawn locations
Improved enemy behavior
Rebalanced enemy health across all levels

Miscellaneous
Added ability to turn 90 degrees to the PSVR Aim controller
Improved the scale of the weapons and the player character’s arms
Buddy AI feedback and location information fixes
Various bug fixes and improvements

Estúdio lança trailer espetacular do FPS ‘Seeking Dawn’. Assista!

O estúdio Multiverse acaba de lançar um novo trailer do FPS ‘Seeking Dawn’, um dos jogos mais ambiciosos da atual geração de headsets de realidade virtual. O trailer está simplesmente espetacular, exibindo cenas de gameplay, armas, diálogos, uma trilha fantástica, e muito mais.

O jogo terá campanha com pelo menos 15 horas de duração, em modo cooperativo online. O lançamento está previsto para o dia 12 de julho, para HTC Vive, Oculus Rift e Windows Mixed Reality. De acordo com o estúdio, a versão para Playstation VR virá posteriormente, ainda este ano, e o suporte à Aim Controller está sendo avaliado.

Assista ao novo trailer de ‘Seeking Dawn’

[review] ‘Dark Legion’ te coloca dentro de um FPS de PS2 cheio de bugs

Legítimos first-person shooters (FPS) ainda são uma raridade no Playstation VR, território dominado por wave shooters e experiências onde sua liberdade de movimento é limitada. Portanto, a chegada de games como ‘Dark Legion’, com cerca de 3 horas de duração e liberdade total de movimento, é motivo de empolgação entre os jogadores, ainda mais se considerarmos o baixo preço de lançamento do game – pouco mais de R$ 30 ou US$ 9,99). No entanto, uma série de limitações técnicas jogam por terra qualquer chance de o jogo ser levado a sério. A não ser que você curta o gênero trash. Aí é outra história.

Aliás, história é o que o jogo não tem. Depois de um tutorial que consegue ser chato e incompleto ao mesmo tempo, você surge dentro de uma nave espacial na companhia de sua assistente de formas voluptuosas e trajes desnecessariamente sexualizados. Ocorre uma pane na nave, causando um tremor responsável pela melhor cena do jogo: a assistente fica se chacoalhando feito uma barata tonta e depois solta umas frases sem mexer os lábios (!). A atuação e a movimentação da moça são tão robóticas que até agora estou em dúvida se se trata de um andróide. Então, vocês descem da nave em um planeta desconhecido e começa sua missão: encontrar uma peça pra tirar a nave do prego.

Enquanto a assistente permanece na nave, você parte nessa jornada sem nenhuma arma sequer, acompanhado de um robô que não fala, mas faz gestos (às vezes obscenos – sim, robozinho, eu vi você “sarrando” no ar) e é responsável pelos barulhos mais irritantes da história dos videogames. A principal função dele é te mostrar o caminho a seguir, mas às vezes ele se perde mais do que você. Ah, ele tem a “habilidade especial” de se meter na sua frente e te atrapalhar quando você está trocando tiros com os inimigos. O tempo todo.

Como você é um cara desprevenido e saiu da sua nave em um planeta desconhecido e hostil sem nenhuma arma sequer, vai encontrar sua primeira pistola em um baú, disposto comodamente próximo à nave. Aliás, vai encontrar baús espalhados por todos os cantos, contendo novas armas, munições e uma seringa que serve pra você recuperar vida. O arsenal inclui um fuzil automático, sniper, bazuca, granadas, explosivos e uma besta (que no caso não é você por estar jogando essa “trashzera”).

No caminho até a peça da nave (“spoiler alert”: que você não vai encontrar), você vai se deparar com uma grande variedade inimigos, incluindo insetos, besouros gigantes, monstros, soldados e bruxos (!). Também vai achar tablets espalhados por aí, ao lado de esqueletos humanos, que tentam contar o resto da história do jogo.

dark legion 4
Sua assistente é mais uma personagem sexualizada no mundo dos games. Calada, ela é perfeita.

E O TIROTEIO?

Como se trata de um FPS, era de se esperar que o tiroteio fosse a melhor parte de ‘Dark Legion’. Mas não é bem assim. A troca de tiros não funciona bem porque você não tem muito onde se esconder e, quando tem, você pega dano do mesmo jeito, mesmo atrás de paredes. O jeito é partir pra cima dos inimigos com tudo e usar as seringas de vida sempre que precisar (elas aparecem aos montes e acumulei mais de 80 até o final do jogo).

Falando nisso, quando seu personagem pega dano, ele solta a sua única fala durante o jogo todo: “Ouch!”. Imagina um jogo em que o cara leva bala e grita “Ai!”? Eu só consigo lembrar daquele filme tosco do YouTube com a mulher morrendo baleada e se estirando na parede. Alguns soldados inimigos usam escudos e você pode usá-los também depois de matá-los. Mas não recomendo: depois de um tempo, você simplesmente não consegue mais largá-los.

Outros inimigos não pegam dano de armas comuns. Você precisa atirar neles com a besta, cuja mira requer um certo treino. Completando seu arsenal, conforme você vai matando inimigos você enche uma barra de magia, que aparece na mão direita. Ao pressionar a “bola”, você pode atirar várias bolas de fogo nos inimigos, durante um certo tempo. Mas essa magia demora demais para carregar.

Ao final de cada fase, você enfrenta um boss, que também são todos desprovidos de inteligência. Mas adoram rir e fazer barulhos imitando o Darth Vader. Uma delas some com um efeito especial nulo, lembrando episódios do ‘Chapolim Colorado’. Pra piorar, dois desses bosses são reaproveitados em fases seguintes. O único que não é figurinha repetida é o boss final (o “Esqueleto” da capa do jogo), que infelizmente promete voltar para se vingar. Será que teremos uma continuação? Por favor, não!

A “inteligência artificial” dos inimigos (se é que podemos chamar assim) é bem básica. Os monstros vão partir com tudo na sua direção, enquanto os soldados ficam atirando a esmo, sem se preocupar muito em se cobrir. Às vezes, eles nem percebem que você está atrás deles e continuam atirando aleatoriamente. Ou andando em direção à parede, fazendo coisas absurdas. Alguns inimigos também podem se prender uns aos outros, deixando-os vulneráveis às suas balas. Como se pode ver, a dificuldade nesse jogo veio no nível “picolé”.

Apesar do vasto arsenal, você pode fechar o jogo usando só as pistolas e as bestas (que têm munição infinita). Coloco no plural porque você pode clonar magicamente qualquer arma que estiver segurando, mas é claro que o jogo não vai se dar ao trabalho de te ensinar isso. O tutorial, aliás, também não te mostra que você tem um mapa, que você acessa segurando o botão X na mão esquerda dos PS Moves (obrigado, de nada). Fato curioso: durante esse “tutorial”, a assistente te chama o tempo todo de “rookie” (novato), que é pra te humilhar. Estranhamente, logo que o jogo começa você já vira “Commander” e ela perde toda a utilidade. “Vou ficar aqui na nave”, ela diz. Ah, FDP…

dark legion 3
Não se engane: esse monstrão aí morre com alguns poucos tiros de pistola

VISUAL DE PS2

Se algum dia você teve curiosidade de saber como é um jogo de PS2 por dentro, ‘Dark Legion’ é a solução. Tudo no jogo é bem genérico, com texturas pobres, construções repetitivas e mal-acabadas e inimigos copiados de qualquer lugar aleatório (os soldados, por exemplo, lembram os “spartans”, de ‘Halo’). Aliás, aleatório é a palavra pra descrever todo o jogo, inclusive o recheio desse bolo indigesto: os bugs.

Durante as cerca de 3h30 que gastei jogando, perdi as contas de quantos bugs presenciei passeando por aí. Acredito que um bugzinho aqui ou ali é normal, isso acontece nas melhores famílias. Um glitchzinho aqui, uma parede atravessada ali, beleza. Mas tem coisas que não dá pra aceitar. O que dizer de inimigos que ficam travados, não levam dano, mas você precisa matá-los ou então não consegue seguir em frente? Solução: reiniciar do último checkpoint. E um boss que simplesmente não te ataca, mesmo com você fuzilando a cara dele? Solução: matar logo esse diabo pra esse jogo acabar logo. E ainda tem as balas inimigas que fazem curva quando você teleporta para trás dos soldados para tentar pegá-los de surpresa. Solução: não tem, só pegar dano e rir mesmo…

Variando um pouco entre os tiroteios, há momentos em que você precisa destruir portas e estruturas usando explosivos ou abrir portões usando senhas. As senhas costumam ser coisas importantes, que você não revela pra ninguém e guarda em lugares secretos. Mas em ‘Dark Legion’ elas são largadas em qualquer canto, a poucos metros da porta que você precisa abrir. E nem precisa decorar: o próprio robô vai te dizer qual é a senha. Pra que dificultar?

Confira, neste vídeo feito por mim mesmo, o bizarro momento em que o segundo boss do jogo não ataca, mesmo levando várias flechas na cara:

CONTROLES

Para jogar (por sua conta e risco), você usa um par de PS Moves (altamente recomendado) ou o Dualshock 4 (se você jogar desse jeito, é melhor nem jogar). Pode optar pela locomoção livre ou o teleporte. E, surpreendentemente, o teleporte funciona melhor, já que o movimento livre é muito lento. Estranhamente, para você conseguir caminhar mais rápido, você tem que guarda a arma da mão direita ou então abaixá-la.

O giro (rotação) do corpo só pode ser feito graus, não há outra opção. Aliás, o jogo não oferece opção de conforto nenhuma, a não ser o teleporte. Fato bizarro: toda vez que você olha pro lado, vem a mensagem “Correct direction”, mandando você olhar pra frente. É como se você fosse um burro com uma tapadeira que te manda seguir em frente. Aliás, como já vimos, esse jogo te chama de burro o tempo todo.

O game não tem trilha sonora. Por um lado, isso é até melhor, pois fico imaginando que tipo de trilha ele teria. Mas tem efeitos sonoros bem irritantes, com menção especial àquele maldito som de engrenagem do robozinho. As falas da sua companheira de missão (que te larga sozinho na primeira oportunidade) também são bem chatas, assim como as risadas bizarras dos chefes, acompanhadas pelo som insistente da respiração do Darth Vader. Ah, e jogando com os fones do PSVR, o som não sai do lado direito.

As (poucas) falas do game estão em inglês, assim como toda a interface. Mas não será problema nenhum para quem não sabe o idioma, já que a história está diluída em “tablets” espalhados pelo caminho, que você provavelmente não vai querer ler.

Para os mais corajosos, o jogo ainda tem troféu de platina e tem algumas conquistas absurdamente idiotas, do tipo “entre em todas as fases 50 vezes” ou “mate 1.500 monstros”. “Para a nossa alegria”, o jogo apaga o seu save depois que você zera e não há opção de repetir uma missão especifica.

DARK LEGION
Foto de divulgação para mostrar que dá para usar dois fuzis ao mesmo tempo. Note que o jogador não está atirando em nada, só gastando bala.

QUAL É A PARTE BOA?

No meio de tudo isso, o que se salva de ‘Dark Legion’? Bom, você pode “salvar” seus 30 reais se não comprar o jogo. Mas, se você chegou até aqui esperando que eu fale algo bom do jogo, lamento te decepcionar. Tudo o que eu tinha para falar de positivo se esgotou no primeiro paragrafo: ‘Dark Legion’ é um dos poucos FPS do Playstation VR. No entanto, é mal executado em todos os quesitos e acaba sendo pior do que qualquer shooter em que você permanece parado. Diferente do ditado popular, não acho que “o que vale é a intenção”.

Estranhamente, o jogo ainda aparece como “acesso antecipado” na Steam, mesmo após mais de um ano de seu lançamento nos PCVRs. Isso significa que o que estamos jogando é quase uma beta do game, mas acredito que as chances de que ele receba melhorias futuras é mínima, pois a Sony tem como política não disponibilizar jogos nesta condição. Aliás, é incrível como esse “jogo” passou no controle de qualidade da empresa. Oferecer um produto incompleto é um desrespeito com o consumidor.

Pelo menos na Steam o aviso de “jogo com acesso antecipado” é claro e vem em letras garrafais. Diz exatamente o seguinte: “Comece a jogar agora e participe do desenvolvimento do jogo. Observação: Este jogo com acesso antecipado não está completo e pode ou não sofrer alterações no futuro. Caso não esteja com vontade de jogá-lo no estado atual, aconselhamos esperar até que o desenvolvimento esteja mais adiantado.”


VEREDITO

‘Dark Legion’ não é o pior jogo do Playstation VR, mas se esforça bastante pra isso. Há outros na frente na briga por esse troféu, como ‘Weeping Doll’ e ‘Lunar Stone’. É um jogo visivelmente incompleto, cheio de bugs, e compará-lo com qualquer outro FPS é um insulto ao gênero. Infelizmente, nossas opções de tiro em primeira pessoa no PSVR continuarão sendo poucas. Nota: 3/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título: ‘Dark Legion’ (‘Legião Negra’ na PS Store Brasil)
Estúdio: Ice World/Gamepoch (www.gamepoch.com/yan.html)
Gênero: FPS (first-person shooter)
Data de lançamento: 15 de junho de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive, Oculus Rift e Windows Mixed Reality
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Idioma: inglês (áudio e interface, sem legendas)
Controles: Dois PS Moves (recomendado) ou Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)
Espaço em disco: 3,53 GB

Assista ao trailer de ‘Dark Legion’

Estúdio traz vários detalhes do shooter tático ‘Firewall Zero Hour’

Anunciado na Playstation Experience (PSX) do ano passado, o FPS tático ‘Firewall Zero Hour’ é um dos shooters mais aguardados do Playstation VR. Ainda não há uma data de lançamento oficial, mas o estúdio First Contact Entertainment, responsável pelo game, divulgou hoje uma série de informações sobre o título, que utilizará a Aim Controller em uma espécie de ‘Rainbow Six’ em realidade virtual.

O estúdio publicou hoje no PS Blog um FAQ (“frequently asked questions”) com as “respostas às perguntas mais frequentes sobre os modos de jogo, características e mais do shooter tático para PSVR”. No artigo, o produtor criativo Damoun Shabestari diz que os desenvolvedores estão “trabalhando bastante no jogo para que possam curtir ainda este ano”.

Exclusivo do Playstation VR, o game terá um sistema de progressão que dará XP e uma moeda chamada de Crypto a cada partida que você jogar. Com a Crypto, será possível comprar novos acessórios, equipamento e armas, em um arsenal que inclui rifles de assalto, submetralhadoras, espingardas e pistolas. As opções de customização parecem bastante interessantes e o jogador terá 12 diferentes personagens (contatos) para escolher, cada um com uma habilidade especial. “Cada um pode ser customizado com uma habilidade adicional e upgrades cosméticos”.

Além disso, o estúdio destaca que o game não terá uma campanha single player, mas terá modos para um jogador que permitirão você aprender as mecânicas básicas do jogo. Além disso, o texto enfatiza que todas as partidas online serão 4 contra 4, em nove mapas divididos em três regiões do mundo: Rússia, Reino Unido e Oriente Médio.

Assista ao trailer de ‘Firewall Zero Hour’

Confira a seguir o texto na íntegra, assinado por Damoun Shabestari, produtor criativo da First Contact Entertainment.

firewall2

FAQ: A First Contact Fala Sobre Firewall Zero Hour

Respostas às perguntas mais frequentes sobre os modos de jogo, características e mais do shooter tático para PS VR.

Fãs de ‘Firewall Zero Hour’: estamos trabalhando bastante no jogo para que possam curtir ainda este ano. Teremos mais para mostrar antes do lançamento, mas por enquanto gostaríamos de responder algumas das perguntas que vimos vocês perguntarem nas mídias sociais e nos fóruns recentemente.

O que é Firewall Zero Hour?
‘Firewall Zero Hour’ é um jogo tático de tiro em VR com equipes de 4 vs 4, onde os jogadores devem usar o trabalho em equipe, estratégia e um arsenal de equipamento para adquirir ou proteger dados sensíveis.
Em ‘Firewall Zero Hour’, duas equipes de mercenários (Atacantes e Defensores) são contratadas por um contato anônimo, ou para adquirir ou para proteger dados num laptop em locais exóticos pelo mundo afora.
O contato anônimo de cada equipe age como seu “olho nos céus”, e os guia com objetivos e informações durante cada partida. Sua única preocupação é com os dados que estão pagando bem para encontrar ou proteger.

Quais são minhas as opções de personagem/arma/equipamento?
‘Firewall Zero Hour’ possui uma variedade de armas, entre Rifles de Assalto, Submetralhadoras (SMGs), Espingardas e Pistolas.
Também oferecemos vários itens para modificar suas armas, além de equipamentos que melhoram suas armas e escolhas iniciais, que podem ser destravados através da progressão do seu personagem.
Também temos 12 contatos diferentes para escolher, cada um com sua habilidade especial. Cada um pode ser customizado com uma habilidade adicional e upgrades cosméticos.

Como é o progresso? Recebo dinheiro ou experiência?
Cada vez que completar uma partida em ‘Firewall Zero Hour’, você receberá XP e nossa moeda de jogo, Crypto, como recompensa pelos seus feitos. XP destrava novas armas, acessórios e equipamento. Você pode adquirir os itens que já destravou usando seu Crypto. Quanto mais jogar, mais irá destravar, e comprar.

Preciso de internet ou de uma assinatura /PS Plus para jogar ‘Firewall Zero Hour’?
‘Firewall Zero Hour’ requer uma conexão com a internet. Uma assinatura PS Plus só é necessária para os modos Multiplayer Training e Multiplayer Contract.

Eu escolho algum time/lado?
Não há lados em ‘Firewall’. Você aceita contratos e trabalha para qualquer um que pague seu preço.

Quantos mapas o jogo terá no lançamento?
Nove mapas, em três regiões do mundo: Rússia, Reino unido e Oriente Médio.

Como o jogo se beneficia do PS VR?
‘Firewall Zero Hour’ foi criado do zero para o PSVR – trabalhamos duro para ter certeza que a experiência que os jogadores terão em VR será imersiva, cativante e bastante única.
Aqui estão alguns exemplos de como isto é visto no jogo:
Ambientes 3D detalhados.
Personagens realísticos com animações realistas.
Jogabilidade divertida com controles precisos e locomoção intuitiva.
Um poderoso elemento social na comunicação e interação, feitas mais efetivas via som 3D e o microfone embutido do PSVR.
Jogando com a PlayStation Aim Controller, você terá um grau extra de imersão quando for mirar com sua arma virtual.
Por último, a comunicação com sua equipe é crucial em ‘Firewall Zero Hour’ — e sua chave para criar estratégias, sobreviver e completar seu Contrato.

Há uma campanha para um jogador?
Não há nenhuma campanha tradicional para um jogador em ‘Firewall Zero Hour’. Nosso foco é garantir que o Contracts Mode (Multiplayer PVP competitivo) seja o mais balanceado e recompensador possível. Nossos modos Singleplayer e Multiplayer Training permitem receber XP, e treinar contra a máquina com todas as suas armas e equipamento, preparando para o Contracts Mode.

Quais os detalhes dos modos de Firewall Zero Hour?

Training Mode (Single Player PVE)
Teste e aprimore suas habilidades contra a máquina em 9 mapas. Receba XP para ajudá-lo no seu progresso multiplayer

Training Mode (Multiplayer PVE co-op)

Público: Junte-se a uma equipe de mercenários e enfrente um exército controlado pela máquina para receber XP
Privado: Crie uma partida fechada com 2 equipes de até 4 jogadores para completar objetivos (sem XP ou Crypto)

Contract Mode (PVP Multiplayer competitivo)
Público: Junte-se a uma equipe online de 4 jogadores ranqueados para completar objetivos, receber XP e Crypto
Privado: Crie uma partida privada com até 8 jogadores para completar objetivos (sem XP ou Crypto)

Ainda há muito mais por vir, e não vemos a hora de colocar nosso jogo nas mãos (e na cabeça) da comunidade PSVR!

[review] Carnificina rola solta no FPS ‘Killing Floor: Incursion’

Depois de dois games com relativo sucesso nos PCs e no Playstation 4, ‘Killing Floor’, do estúdio Tripwire Interactive, chega pela primeira vez ao Playstation VR (PSVR) com ‘Killing Floor: Incursion’. É um jogo com uma abordagem diferente daquela que fez a fama dos primeiros: enquanto os games para tela plana focam no multiplayer, com modos para até 12 jogadores, ‘Incursion’ é voltado para a campanha single player, apesar de também poder ser jogado em dupla.

Comparativamente, ‘Incursion’ vai aparentar ser bem mais limitado do que os dois primeiros jogos. Enquanto ‘KF2’ continua recebendo DLCs (gratuitas, por sinal) que adicionam novas classes de personagens, novas armas, novos inimigos e novos mapas, tornando a jogatina cada vez mais diversificada, ‘Incursion’ vem em um pacote fechado, onde você controla um personagem genérico, não há grande variedade de inimigos nem de armas e as fases são apenas quatro. Ainda assim, estamos diante de um ótimo jogo, que merece um lugar de destaque na biblioteca do PSVR.

A história de ‘Killing Floor: Incursion’ se passa dentro de uma simulação. É como se fosse uma realidade virtual (do jogo) dentro da realidade virtual (a sua). Isso cria o pretexto para explicar a movimentação do jogo, na qual você pode usar o teleporte ou a movimentação livre (“smooth locomotion”).

A mecânica da movimentação livre é idêntica a games como ‘Skyrim VR’, ‘Arizona Sunshine’ ou ‘Raw Data’. Na mão esquerda, você direciona o PS Move e aperta o botão Move para onde quer andar e vai. Para andar para trás, coloca o Move próximo à cabeça. Você também pode combinar teleporte e movimentação livre. Dessa maneira, a movimentação livre fica no PS Move da esquerda e o teleporte na mão direita. Não há suporte ao Dualshock 4, nem à Aim Controller. Ou seja, para jogar é obrigatório ter dois PS Moves.

Como o jogo tem a opção de teleporte, quem se sentir mal com a movimentação livre pode optar pelo teleporte. Também há duas opções de giros: em graus (mais recomendada) ou giro suave (“smooth turning”), que é lento demais e pode causar enjoos pra valer.

Apesar de ter algumas pitadas de survival horror, é no combate que ‘KFI’ se sobressai. Inicialmente, você tem à disposição apenas uma pistola para se proteger dos zumbis (que no jogo são chamados de Zeds). Mas, depois, encontrará pelos cenários escopetas, fuzis automáticos e uma sniper. A variedade de armas de fogo acaba aí. Você pode combinar de usar um par de pistolas, ou uma pistola e uma escopeta, ou uma escopeta e um fuzil… Vai da sua imaginação e da necessidade.

Combinado a isso, vêm as armas de combate corpo a corpo, grande diferencial de ‘KFI’. Com elas, você pode decepar todos os membros dos Zeds, promovendo a carnificina e o “gore” característicos da série ‘Killing Floor’. Mas a variedade também não é grande: você encontrará pelo caminho apenas facas e machados de bombeiro (além de uma katana, exclusiva do modo Resistência, que por algum motivo desconhecido não foi aproveitada no modo História).

Jogar as facas é bem difícil e requer bastante treino. Aliás, o jogo começa com um tutorial bem completo, onde você aprende tudo o que precisará fazer no game, tudo de uma só vez. Quando estiver lutando, você também pode juntar do chão partes dos inimigos mortos e atacar os outros com elas, ou dar socos nos monstrengos. Alguns deles vêm armados com uma lâmina, que se mostra uma das armas mais úteis do game. A munição não é infinita, mas aparece em boa quantidade, assim como itens de cura. Ao pegar uma caixa de munição, você repõe as balas de todas as suas armas.

Embora o arsenal seja limitado, ainda assim você não conseguirá andar com todas as armas que encontrar, pois não existe um “inventário mágico”, desses que a gente coloca tanta coisa e fica se perguntando onde é que o personagem guarda. As pistolas têm lugar fixo nos seus coldres, mas todas as outras armas vão brigar por um dos dois espaços nas suas costas. Ou seja, o máximo de armas que você consegue carregar são seis: duas pistolas no coldre, duas nas costas e duas nas mãos.

Aí entra outra dificuldade do game, mas que faz todo o sentido e contribui para tornar o jogo mais próximo à realidade: para pegar qualquer coisa do chão, você precisa antes largar o que está segurando. Isso vale também para itens de cura e munição. Daí, ou você guarda uma delas ou joga no chão – opção até mais rápida, já que depois de um tempo no chão a arma retorna “magicamente” ao seu inventário, caso haja espaço.

kfi4

MORTES EM CÂMERA LENTA

Seu personagem não possui nenhuma habilidade especial, fora a sua aptidão para atirar e picotar inimigos simultaneamente. Mas, de tempos em tempos, o jogo dispara um “bullet-time” que deixa tudo lento, permitindo que você ataque mais e mais inimigos. No entanto, esse “bullet-time” é aleatório e é impossível prever quando ele acontece. Seria legal permitir que o próprio jogador usasse essa habilidade quando mais lhe conviesse, mas não dá.

Outra coisa que causa estranheza é a própria mira das armas. Não há uma retícula, mira laser ou qualquer outra coisa que mostre onde você está atirando – a não ser na sniper, mas aí o problema é outro. A mira do fuzil de francoatirador treme demais e é preciso um bom treino para usá-lo. Aliás, todas as armas têm um padrão de recuo bem realista, inclusive as pistolas. Mas no caso do fuzil automático fica meio exagerado, já que ele sobe tanto que acaba acontecendo uma descompensação de onde a arma aparece no jogo e onde de fato está o PS Move que você está segurando. O ideal, portanto, é atirar em rajadas.

Fechando esse capítulo das armas, não posso deixar de comentar a estranheza que é mirar com armas de duas mãos. Por exemplo, se você pega a escopeta apenas com uma mão e atira, OK, ocorre tudo bem. Mas para recarregar você precisa das duas mãos, já que ela é “pump-action”, e é aí que mora o problema. Toda vez que você segura uma arma com as duas mãos o jogo te obriga a mirar por cima do ombro. As mira sobe automaticamente, mesmo que você não queira. É uma mecânica que não funciona bem e estraga toda a brincadeira com a shotgun.

Além das armas, você utilizará uma lanterna, que tem duas funções: luz normal e luz negra, que você usa para resolver alguns puzzles do game. Não são muitos, nem muito difíceis, mas ajudam a quebrar um pouco o ritmo frenético de matança. O bom é que você pode prender a lanterna no peito e não precisa ficar segurando.

Durante o jogo, você é acompanhado o tempo todo por um robozinho (que parece com o próprio headset do PSVR). Ele pode te ajudar a encontrar itens (como munições e itens de cura) e também te indica o caminho a seguir, deixando um rastro de luz. A voz de uma mulher também fala o tempo todo com você pode meio desse “headset”, o que, na minhã opinião, acaba diminuindo a tensão do jogo, já que você não fica só. A Falando francamente, a mulher fala demais.

A parte boa é que o jogo está todo legendado em português do Brasil, com o áudio em inglês, e as letras são bem legíveis. Quer dizer, quase todo em português, porque tem alguns poucos trechos, mais para o final, em que esqueceram de traduzir a legenda.

A imersão no game é completa, não tem do que reclamar. Seja em ambientes mais abertos ou fechados, você se sente realmente lá dentro. Graficamente, é um jogo bem bonito, bem feito, com poucos serrilhados. Os Zeds parecem reais e alguns são bem assustadores, bem raivosos.

O que me incomodou (mesmo jogando em um PS4 Pro) foi a quantidade de “pop-ups” que vão surgindo no cenário, conforme você anda. É uma quantidade absurda de coisas que vão “brotando”, texturas que vão surgindo, arbustos aparecendo do nada. Eu não via tanto “pop-up” assim desde a época em que jogava games de mundo aberto no Playstation 2.

kfi1

FATOR DE REPLAY

‘KFI’ pode ser jogado solo ou cooperativo, tanto a campanha principal quanto o modo horda, chamado de Resistência. A campanha tem dois níveis de dificuldade: normal e extreme. Para jogar online, é obrigatório ser assinante da PlayStation Plus.

A campanha é a mesma, independentemente se você escolher solo ou coop. Jogar em dupla é sempre mais divertido e você pode criar salas privadas para convidar quem quiser. Importante destacar que o game não tem um “save game” tradicional. Conforme avança, vai liberando as fases do jogo. E é a partir destas fases que você pode retomar a jogatina, caso pare pelo meio.

O modo Resistência (“Holdout”) consiste em sobreviver a hordas infindáveis de Zeds. Sim, infindáveis. O jogo só termina com a sua morte. Para te ajudar a sobreviver, o jogo vai liberando novas armas e power-ups temporários que só existem nesse modo, como munição infinita, dano multiplicado, câmera lenta, além do meu preferido, que deixa seus ataques corpo a corpo mais fortes, matando qualquer inimigo com hitkill.

Esse modo, assim como o cooperativo da campanha principal, ajuda a estender um pouco a vida útil do game, cuja história dura cerca de 4 horas. Mas poderia ser melhor aproveitado, se não fosse limitado a um “endless mode” sem objetivos secundários ou algo do tipo. Há quem goste de se dedicar a placares de líderes (“leaderbords”) e passe horas jogando uma única partida para ficar no topo dos maiores pontuadores. Não é o meu caso, mesmo tendo descoberto (junto com meu amigo Kayro “Platinador” Alysson) um glitch que te deixa praticamente invulnerável.

kfi5

VEREDITO

Certamente, ‘Killing Floor: Incursion’ é um jogo diferente dos demais títulos da franquia, focando em uma campanha para um jogador (que também pode ser jogada de dupla). É, sem dúvida, uma experiência única no Playstation VR, na qual você pode combinar armas de fogo, facas e machados, além de pedaços dos corpos dos inimigos. Alguns problemas, como o que mencionamos a respeito da mira, o robozinho chato, o falatório desnecessário e os “pop-ups” gráficos, não prejudicam tanto, mas tiram alguns pontos da nota final. Pelo preço que está sendo vendido, é um ótimo investimento, levando em conta tudo o que temos disponível na biblioteca do PSVR. Nota: 9/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: ‘Killing Floor: Incursion’
Estúdio: Tripwire Interactive (www.killingfloorincursion.com)
Gênero: FPS, terror
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), Oculus Rift e HTC Vive
Data de lançamento: 1 de maio de 2018
Preço: R$ 99,99 (PS Store Brasil) | US$ 29,99 (PS Store EUA)
Espaço em disco: 5,67 GB
Controles suportados: dois PS Moves (sem suporte ao Dualshock 4 ou Aim Controller)
Jogadores: 1 (offline) | 2 (online) Para jogar online, é obrigatório ser assinante da PS Plus

[Este review foi feito com mídia digital cedida pelo estúdio Tripwire Interactive]

Assista ao trailer de ‘Killing Floor: Incursion’

[review] ‘Code 51’ traz combates realistas entre mecas, mas pouca variedade

Vamos falar a verdade: controlar um meca é o sonho de 11 em cada 10 adultos com alma de criança. E tem coisa melhor do que fazer isso em realidade virtual? Bom, até teria, se fosse possível pilotar um de verdade. Como não dá, a opção mais próxima disso é com os recursos e a imersão que a realidade virtual proporciona. Alguns estúdios estão tratando de providenciar esta experiência. Este é o caso de ‘Code 51: Mecha Arena’, desenvolvido pelos estúdios chineses Smellyriver e 51VR e publicado pela DeerVR.

‘Code 51’ não é o primeiro jogo de mecas para o Playstation VR nem será o último. Logo no lançamento do headset, tivemos ‘Rigs: Mechanized Combat League’ e, meses depois, veio ‘Archangel’. Cada um deles tem sua própria abordagem do tema e o mesmo vale para o game que agora analisamos, ‘Code 51’.

O título é um shooter focado no multiplayer online, com batalhas para até quatro jogadores. Você pode escolher entre nove mecas que trazem diferentes armamentos, níveis de armadura, ataques especiais, velocidade e autonomia de voo. Ou seja, cada meca tem sua própria jogabilidade, o que confere uma certa variedade ao game.
A imersão dentro dos robozões é incrível e as imagens, bastante nítidas. No entanto, você não tem corpo algum, o que gera um espaço vazio no banco do meca.

Você controla o meca usando o Dualshock 4 – não há suporte para os PS Moves ou qualquer outro controle. Os gatilhos acionam individualmente as duas armas e há botões também para o pulo/voo e para ativar dois especiais, que são únicos para cada meca. Entre especiais, há alguns ofensivos, como mísseis teleguiados, e outros defensivos, como esquivas que podem ser feitas no ar.

A barra de vida, assim como a munição, recarregam com o tempo, mas você também pode coletar power-ups que fortalecem as armas e a armadura, espalhados no campo de batalha. Estes power-ups, aliás, aparecem em grande quantidade. As arenas do jogo são bem construídas e com espaço suficiente para armar estratégias de batalha. No entanto, são apenas três.

O controle da mira é feito pela sua cabeça, usando o tracking do headset, garantindo um pouco mais de imersão. O movimento de girar o robozão também é feito com a cabeça e acaba se tornando lento – você tem que ir girando aos poucos, o que se torna fatal no campo de batalhas. Sorte que há uma espécie de radar que mostra a proximidade dos inimigos. Após o lançamento, foi adicionado um patch que permite que você use o analógico direito para girar o corpo, mas o movimento também é lento.

code2

DÁ ENJOO?

Em se tratando de um jogo de movimento livre, com saltos e coisas do tipo, era de se esperar que ‘Code 51’ gerasse enjoo de movimento, a chamada cinetose (“motion sickness”). Mas não é o caso. Pessoalmente, não senti nada do tipo e ouvi relatos de outros jogadores que disseram o mesmo.

Isso se deve, em parte, à vinheta (escurecimento das bordas da tela) que aparece sempre que você se movimenta. Mas você pode desativar essa vinheta caso se sinta à vontade.

Ao iniciar o game, você passará por um tutorial que lembra ‘Archangel’. Você vai caminhando com o meca, atirando em inimigos humanoides, enquanto aprende os controles do jogo. Em seguida, você pode treinar em uma arena offline, contra três adversários comandados pelo computador (os bots), ou pular diretamente no modo multiplayer, o prato principal de ‘Code 51’.

Inicialmente, você tem apenas um meca liberado e vai destravando os demais conforme sobe de nível. Para subir de nível, você precisa ganhar pontos derrotando adversários no campo de batalha –o que pode ser feito tanto no multiplayer quanto no training. A ascensão, no início é rápida: com uma vitória é possível subir pelo menos um nível. Mas é preciso ficar atento para não morrer, já que a cada morte você perde uma parte dos pontos. Conforme sobe de nível, vai destravando outros mecas, até chegar aos nove, mas a barra de ganhar pontos fica cada vez mais demorada de encher.

SEM CUSTOMIZAÇÃO

Vamos falar agora de alguns pontos negativos do jogo, a começar pela ausência total de customização. Não há upgrades para os mecas, nem a possibilidade de trocar de armas, ataques especiais ou mesmo adquirir itens cosméticos para personalizar o seu robozão, seja com diferentes pinturas ou skins. O que temos, em termos de armas e habilidades, confere uma certa diversidade ao game, ainda que limitada.

Em um multiplayer, o que atrai os jogadores e os faz permanecer interessados é a variedade de estilos de jogo e diferentes formas de jogar. E nisso ‘Code 51’ fica devendo. Além da ausência de personalização, há apenas um modo de jogo, o tradicional “deathmatch” para quatro jogadores (todos contra todos). Não há modos com objetivos a cumprir, nem modos 2×2, nada disso. A quantidade de arenas também é limitada. Nada impede, no entanto, que novos conteúdos sejam adicionados com o tempo, que seria muito bem-vindo.

Também não é possível criar sessões privadas (“private matches”). Se você quiser jogar com um amigo, terá que entrar no multiplayer com ele ao mesmo tempo e torcer para cair na mesma partida que ele. Também não é personalizar o jogo por região. É todos contra todos mesmo e acabou-se.

Outra coisa que me chamou a atenção é que o jogo não tem uma linha de história sequer. Nada. Não há uma frase ou qualquer coisa que explique o que você está fazendo ali. Você só fica sabendo do contexto no qual o game se passa se visitar o site oficial do game.

Como sou legal, vou contar pra vocês aqui: ‘Code 51’ se passa em um futuro não muito distante, no ano de 2040. Em um mundo pós-apocalíptico devastado pela Terceira Guerra Mundial, os sobreviventes descobrem uma nova fonte de energia. Com ela, facções em guerra criam mecas para lutar pelo controle da fonte destes recursos, uma substância misteriosa chamada “Código 51”.

Em termos de áudio, o game tem pontos fortes e fracos. Alguns sons reproduzem bem o que se espera de um meca, mas em outros casos, como o barulho das armas, fica abaixo do esperado. Graficamente, o jogo é bem polido e tudo é muito bem construído. A imagem é bem nítida, ajudando a tornar a experiência mais real.

O jogo está todo em inglês, incluindo os textos sobre os mecas e alguns poucos áudios, como a voz do narrador. Saber o idioma ajuda a entender como cada arma e habilidade especial funciona, mas nada impede que você descubra por si mesmo usando o training mode. Ou seja, não saber inglês não prejudica em nada o jogador.

code4

VEREDITO

‘Code 51’ é, sem dúvida, um bom jogo. No entanto, peca pela falta de variedade, seja no número de arenas, seja na ausência de customização dos mecas ou na pouca quantidade de mecas à disposição. Também não há variedade de modos de jogo, o que pode contribuir para que o jogador se canse dele. Dito isso, reconhecemos todo o esforço e dedicação que um estúdio pequeno porte dispensou para desenvolver um jogo como esse. Esperamos que eles continuem a dar suporte ao game e adicionem uma diversidade maior ao game, que tem um potencial invejável. Nota: 7,5/10.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Code 51: Mecha Arena’
Estúdio: Smellyriver/51VR/DeerVR (www.mechaarena.com)
Gênero: Shooter multiplayer
Plataforma: Playstation VR (exclusivo)
Data de lançamento: 24 de abril de 2018
Preço: US$ 19,99 * (PS Store EUA) | Indisponível na PS Store do Brasil
Idioma: Inglês (interface e áudio)
Espaço em disco: 5,65 GB
Controles suportados: Dualshock 4
Jogadores: 1 (offline) | 2-4 (online) | Para jogar online, é necessário ter a PS Plus

* O jogo foi lançado com preço especial de US$ 17,99 (com desconto extra de 10% com PS Plus), válido até o dia 30 de abril de 2018.

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela DeerVR]

Confira um vídeo de gameplay de ‘Code 51: Mecha Arena’

Multiplayer de ‘Archangel’ é anunciado apenas para os PCs e chega em junho

O estúdio Skydance Interactive acaba de lançar um teaser trailer de ‘Archangel: Hellfire’, um update com modos multiplayer para o game original lançado no ano passado para Playstation VR, Oculus Rift e HTC Vive. No entanto, o teaser traz uma informação nada agradável para os proprietários de um PSVR: não fala nada sobre a versão para o console da Sony. O update estará disponível no dia 28 de junho, no Vive e no Rift.

Interessante notar que, quando o game original foi lançado, em julho de 2017, ele chegou primeiro para o Playstation VR e só depois, em agosto, para os PCs. Agora, ainda não se sabe se a produtora resolveu inverter as coisas ou deixar o headset da Sony de lado. A revelação de gameplay de ‘Archangel: Hellfire’ será feita no dia 5 de maio e o update estará disponível em “early access” no dia 25 de maio. [Assim que eu tiver uma informação nova, atualizo este post.]

SINOPSE OFICIAL (TRADUZIDA POR MIM)

‘Archangel: Hellfire’ é uma atualização cheia de ação do jogo multiplayer para o premiado ‘Archangel’. ‘Archangel: Hellfire’ oferece intenso e explosivo combate off-rails em VR, adicionando dois novos modos de jogo, incluindo um modo Player vs. Ambiente (PvE) e, por demanda popular, um novíssimo modo Player vs. Player (PvP) juntamente com novos mapas, novas classes de mechas e muito mais. ‘Archangel: Hellfire’ estará disponível mundialmente em 28 de junho para HTC Vive e Oculus Rift.

Assista ao teaser trailer de ‘Archangel: Hellfire’

[review] Transforme-se em um Rambo de baixa resolução em ‘Operation Warcade’

Sempre acreditei que, em se tratando de Playstation VR, os gráficos vêm em segundo plano, em detrimento da imersão que a realidade virtual proporciona. No estágio atual, é economicamente inviável ter os dois. Por isso, geralmente os jogos de PSVR possuem qualidade gráfica abaixo do que se vê em jogos para PS4 em tela plana. Mas o shooter ‘Operation Warcade’ leva essa limitação ao extremo e traz os piores gráficos que você verá em um PSVR. Apesar disso, será que o jogo vale a pena? Vamos colocar o dedo na ferida, cauterizar com uma faca quente e tentar descobrir.

‘Operation Warcade’, do estúdio espanhol Ivanovich Games, é inspirado nos arcade shooters da década de 1980 e 1990, especialmente no game ‘Operation Wolf’. Neste jogo, lançado originalmente para os fliperamas em 1987, o jogador usava uma réplica de plástico de uma submetralhadora Uzi, com sensores de movimento semelhantes ao atual PS Move, para atirar em legiões e legiões de inimigos. Este game, por sua vez, é claramente inspirado nos filmes do Rambo, como fica mais que evidente na sua abertura, que copia a cena em que o personagem mais icônico de Sylvester Stallone prepara-se para a guerra.

A Ivanovich Games transporta essa ideia para os atuais headsets de realidade virtual de forma bastante fiel. Aliás, talvez fiel até demais. Revendo vídeos de ‘Operation Wolf’ no Youtube, fica claro o quanto o game da Ivanovich homenageia este game “trintão”. Mas isso, por si só, não chega a ser um problema, principalmente para os fãs de “on-rails shooters” (jogos de tiro em trilhos) como ‘Time Crises’, ‘Virtua Cop’ e afins.

‘Operation Warcade’ pode ser jogado de três formas: com um par de PS Moves, com a Aim Controller ou com o Dualshock 4. A experiência é diferente com cada um deles, mas fica melhor com os Moves ou a Aim. Você escolhe o tipo de controle logo na primeira tela do jogo e depois não é possível trocar, a não ser que você reinicie o game.

A diferença fundamental entre os controles é que com os PS Moves você irá usar uma Uzi em uma mão e granada na outra. Com a Aim Controller, terá um fuzil automático que parece um AR-15, com um lança-granadas acoplado. Com ele, é mais fácil atirar as granadas, já que elas seguem uma trajetória mais linear. Com o Move, leva um tempinho para pegar o jeito de atirar os explosivos.

Também é possível jogar com o Dualshock 4, mas fica um pouco mais difícil. A luz do controle torna-se a mira da Uzi e atirar granadas parece uma tarefa ainda mais complicada.

operation2.jpg

NO FLIPERAMA

O menu principal do jogo se passa em um fliperama desses de shopping. Há várias máquinas espalhadas pelos cantos, alguns jogadores e, no centro, você no ‘Operation Warcade’ – que tem duas máquinas. A da direita é uma versão “clássica” na qual você atira na tela mesmo, à moda antiga, em apenas seis fases. Aviso: ela não aparece se você escolher jogar com a Aim Controller.

Na máquina da esquerda, está o prato principal do game. São ao todo 36 missões, divididas em seis operações, nas quais sua missão é matar soldados inimigos das mais variadas maneiras possíveis. É basicamente um simulador não licenciado de ‘Rambo’, com direito a arco com flechas explosivas, facas, lança-granadas, metralhadoras giratórias e muito mais.

Logo que inicia a primeira missão, você se dá conta do quanto os gráficos de ‘Operation Warcade’ são feios. O chão é feio, os prédios são feios, os veículos são feios, as árvores são feias, a água é ridiculamente feia… Eu não tinha visto gráficos tão feios assim desde o Playstation 2 – e acho que em termos técnicos o game está algo entre o PS1 e o PS2.

Tem algumas coisas que se salvam, é verdade. As armas que você empunha e sua própria mão são bem feitas. A ambientação no arcade também é acima da média do jogo, mas a ausência de vida nos jogadores do lugar chega a ser assustadora (às vezes, eles se aproximam para te aplaudir e é uma diversão a mais derrubá-los e vê-los se esperneando no chão igual a uma barata).

É aceitável dizer que o game tem gráficos tosquinhos porque homenageia jogos das décadas de 1980 e 1990? Acredito que não. Ser retrô não significa ser descuidado, muito pelo contrário. Acredito que isso se deva mais à limitação técnica própria de um estúdio indie. Mas se você conseguir passar por cima disso, terá em mãos um jogo bastante divertido, especialmente para quem está cansado de atirar em zumbis, robôs, aliens e outros monstros em realidade virtual (acredite, tem gente por aí que só se satisfaz se atirar em humanos. Então tá…)

FICHAS INFINITAS

Jogando com os moves, você empunha uma submetralhadora Uzi em uma mão e uma granada na outra. A munição é infinita (nem é preciso recarregar) e sua vida também. Pensando bem, não é muito diferente dos filmes do Rambo, não é mesmo? Ou alguém já viu o Rambo recarregar?

Você surge como se estivesse dentro da “tela” do game, em um espaço retangular com fundo preto. Esta tela vai se movendo para a direita, enquanto os inimigos vão aparecendo. Estes soldados são extremamente genéricos e a maioria não faz nada além de correr até parar para tentar atirar em você. Seu objetivo é claro: atire antes de levar chumbo.

Também surgem veículos inimigos, como blindados, helicópteros e lanchas, além de drones, lança-morteiros e um caça que dispara um míssil certeiro e mortal na sua direção. Para dizimá-los, o jogo te oferece, de tempos em tempos, um vasto arsenal. Você pode obter armas especiais, como escopetas, metralhadoras giratórias, lança-granadas, arco e flechas (alguns com flechas explosivas), um par de Uzis e até uma arma antigravidade, que você pode usar para tacar coisas nos inimigos. Também aparecem granadas especiais, com os efeitos mais diversos, como congelar os inimigos, fazê-los flutuar ou ativar um “bullet-time” à la ‘Matrix’.

OPERATION3.jpg

VOCÊ DENTRO DO JOGO

‘Operation Warcade’ oferece diversas maneiras de trazer mais variedade ao gameplay e faz isso de maneira bastante eficaz. Durante as missões, aparecem as chamadas “zonas de imersão”, que trazem você efetivamente para o jogo, com diversas possibilidades de combate. Você poderá empunhar diferentes armas, incluindo uma sniper. Em algumas, você irá subir em um helicóptero enquanto atira nos soldados inimigos lá debaixo ou estará a bordo de blindado, com um par de escopetas, para causar o máximo de estrago possível.

Essas zonas de imersão também permitem que você pilote alguns veículos, como carros, caças e helicópteros. Os controles das aeronaves são um tanto quanto confusos e são apresentados apenas em uma tela, sem maiores detalhes do que fazer. Já o controle dos veículos terrestres é bem mais simples e intuitivo: uma mão no volante e a outra na Uzi para meter bala à vontade ou atropelar quem estiver pelo caminho.

A transição para estas zonas de imersão é um pouco lenta (a tela fica preta por alguns segundos, até você ir ou voltar de lá), o que quebra um pouco com a ação frenética que o jogo busca proporcionar. A música também muda, dando mais emoção a estes trechos.
Aliás, falando da música, a trilha sonora do jogo é meio limitada. Ele te oferece dois estilos musicais (“epic” e “dance”), além da possibilidade de desligar a música. Esta terceira opção me parece a melhor, se você pretende passar algumas horas jogando. Você pode colocar sua própria playlist no pen-drive ou ouvir diretamente do Spotify, o que é uma mão na roda.

Em termos de efeitos sonoros, as vozes e gritos dos soldados lembram bem os jogos da era de 8 bits: são meio abafados e bastante limitados. Mas não chegam a atrapalhar. A reprodução do som das armas, por outro lado, é bem fiel.

Para os brasileiros, é importante destacar que o jogo possui opção de textos em português do Brasil – e são bem traduzidos (testei na versão da PS Store de Portugal, mas, de acordo com a produtora, não há diferença de localização entre as lojas).

MISSÕES E UPGRADES

Como disse, o jogo tem um total de 36 missões, divididas em seis operações diferentes. Salvo engano, o cenário dentro de cada operação é praticamente o mesmo – o que mudam são os inimigos, as zonas de imersão e as armas especiais que aparecem pelo caminho.

Em cada fase, você terá três objetivos a cumprir, que lhe concedem medalhas. Esses desafios (são 108 ao todo) consistem em ações como matar uma certa quantidade de inimigos, terminar a fase sem morrer, resgatar prisioneiros e muitas outras coisas. As medalhas que você ganha vão liberar as fases do jogo e upgrades para melhorar suas armas, granadas e armas especiais. Para liberar a última fase, são necessárias 90 medalhas. Ou seja, para zerar o jogo não basta terminar todas as fases (mesmo porque as vidas são infinitas, isso seria muito fácil). Você precisa cumprir os objetivos. Missão dada é missão cumprida, soldado.

operation4.jpg

VEREDITO

‘Operation Warcade’ tem os piores gráficos já vistos no PSVR. Se é proposital ou não, eu não sei. O fato é que isso influencia negativamente na experiência. No entanto, quando conseguir passar por cima disso, você terá em mãos um shooter bastante divertido, variado e desafiador. Variedade que se estende ao uso da Aim Controller, periférico que ainda possui poucos títulos disponíveis. É um prato cheio para qualquer um que gosta de dar uns tiros em realidade virtual. Nota: 8,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Operation Warcade’
Estúdio: Ivanovich Games (www.ivanovichgames.com)
Gênero: Shooter (jogo de tiro)
Data de lançamento: 11 de abril de 2018
Plataformas: PSVR (usado neste review), HTC Vive, Oculus Rift e Windows MR.
Preço: R$ 61,50 (PS Store Brasil) | US$ 19,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 2,04 GB
Idioma: Inglês (áudio) e português (textos)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers, Aim Controoler e Dualshock 4
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Ivanovich Games]

Assista ao trailer de ‘Operation Warcade’

 

[review] ‘Crisis on the Planet of the Apes’ supera qualquer expectativa

Jogos baseados em filmes sofrem com uma espécie de maldição, que vem desde que ‘ET’ foi lançado para o Atari, em 1982. Mais de três décadas depois, poucos games escaparam da sina de serem apenas caça-níqueis mal-feitos para ganhar uns trocados apostando exclusivamente na fama e no marketing que filmes de sucesso trazem consigo. No Playstation VR, salvo algumas exceções, a tônica tem sido a mesma. Mas ‘Crisis on the Planet of the Apes’ vem para mostrar que é possível fazer um game de qualidade inspirado em uma grande produção de Hollywood. O game surpreende positivamente, inclusive porque, quando se trata de algo baseado no cinema, você já coloca suas expectativas lá embaixo.

[Use the Google Translate button to read the text on your language]

‘Planeta dos Macacos’ é uma franquia cinematográfica levada às telas pela primeira vez em 1968, quando nem existiam videogames. Ganhou um reboot em 2011, com ares científicos que buscam explicar como os macacos tomaram conta do planeta. Os fatos que antecedem a ação do jogo, até eclodir a guerra entre humanos e símios, é contada rapidamente, no momento em que você é apresentado ao tutorial de movimentação do game. Cronologicamente, o game se passa entre o 1º e o 2º filmes da nova versão, cinco anos após o surto da “Gripe Símia”, que eliminou metade da humanidade e deixou os primatas mais inteligentes.

A locomoção (que exige um par de PS Moves) usa um sistema parecido com o de ‘Sprint Vector’ e funciona muito bem. Ela replica perfeitamente (até onde é possível) a maneira de andar dos primatas. Portanto, não se sinta um idiota se você curvar o corpo e começar a fazer macaquices. Esse efeito colateral é totalmente esperado. =D

Apesar de não usar teleporte, a movimentação no solo não é totalmente livre. Você só pode andar para pontos pré-determinados, nos quais aparece o contorno de um macaco. Isso, claro, tira a liberdade de movimento do jogador, mas também evita enjoo de movimento. Aliás, os desenvolvedores se mostraram atentos a este ponto, já que incluíram uma vinheta (sombra preta ao redor da tela) para evitar enjoo. No entanto, poderiam ter colocado opções no menu para tirar essa vinheta para jogadores que não tem esse problema. Outro problema é que não há botões para girar o corpo para a esquerda ou direita. Considerando que a câmera do Playstation só capta seus movimentos se você estiver de frente, temos um problema, Houston.

A movimentação também inclui escalar canos e paredes e se dependurar em todo tipo de estrutura. Paredes, canos e beiradas que podem ser escaladas são destacadas em azul, o que facilita a locomoção. Mas é bom manter uma certa distância entre os moves e o headset, senão você verá com frequência uma tela preta dizendo que você está “dentro” da parede ou algo do tipo. Também existe uma distância correta para agarrar as coisas – se você aproximar demais, ele não agarra.

“TIME CRISIS OF THE APES”

A segunda parte do gameplay do jogo é dedicada aos tiroteios. Armado com um fuzil automático (outras duas armas virão depois), você enfrentará soldados cuja inteligência artificial é meio torpe, mas não chega a atrapalhar. Mesmo porque eles podem aparecer de todos os lados, pegando você desprevenido.

Nestas partes, você usa um sistema de cobertura (cover) que funciona de maneira muito intuitiva. Existem varias áreas onde você pode se abrigar para escapar dos tiros adversários. A mecânica lembra ‘Time Crisis’, com a diferença que não se trata de um “on-rails shooter” (jogo de tiro em trilhos). Você continua se movendo para áreas pré-determinadas e tem a liberdade de escolher para onde vai.

A maneira como você guarda o fuzil e recarrega sua arma também é bastante intuitiva. As balas não são infinitas e é preciso ficar atento aos cartuchos espalhados pelo cenário. Se você ficar sem bala, é problema: não é possível voltar para coberturas anteriores. E como não há golpe corpo a corpo, a única saída será morrer e começar de novo.

Quando você morre, o jogo volta para um trecho anterior, não muito distante de onde você estava. Mas o checkpoint é ilusório: se você sair do jogo e voltar, terá que iniciar o capítulo de novo. A vida não se recupera: existe um certo limite de tiros que você pode levar. Sabe aquela manha de pegar uns tiros e esperar o tempo passar pra recuperar vida? Pois é, não vai rolar.

Existem três modos de dificuldade (easy, normal e hard) e para conseguir todos os troféus o jogo exige que você termine-o nos três. Falando nisso, o game também tem troféu de platina. O jogo é todo falado em inglês, sem opções de legenda em português.
Talvez a curta duração seja o maior defeito do jogo – dura algo em torno de uma hora e meia a duas horas, no máximo. Mas está na média dos jogos para realidade virtual e até acima da média considerando apenas os games baseados em franquias de sucesso no cinema.

Graficamente, o game é primoroso. Traz modelos bem feitos de humanos e símios, além de cenários bastante realistas. Vi apenas uma textura de baixa resolução no solo, mas dá pra deixar passar. Os serrilhados também são mínimos, dentro do esperado para o PSVR. O som é bem trabalhado e ajuda na imersão do jogo. No entanto, a ausência de música torna alguns trechos cansativos, com o barulho onipresente de um helicóptero. Vi comentários pela internet reclamando de constantes travamentos no jogo. Durante meu gameplay (jogando no PS4 Pro), este problema aconteceu apenas uma vez – e aí é preciso começar a fase tudo de novo. Esperamos que estes problemas possam ser corrigidos em patches futuros.

planeta2


VEREDITO

Numa só frase, posso garantir que ‘Crisis on the Planet of the Apes’ é um dos melhores jogos baseados em filmes que já joguei. Considerando a relação custo x benefício, o jogo é imperdível. Compactado em cerca de uma a duas horas, tem tudo o que um grande jogo precisa ter: bons personagens, gameplay divertido, gráficos bem feitos, história bem contada e muita imersão. Você se sente na pele daquele personagem e acaba reproduzindo instintivamente movimentos que já viu os macacos fazendo. O jogo não deixa de ter alguns defeitos, é verdade. Mas nada que tire o seu brilho. Nota: 9/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Crisis on the Planet of the Apes’ (‘Crise no Planeta dos Macacos’)
Estúdio: FoxNext VR Studio
Gênero: Ação/shooter
Data de lançamento: 3 de abril de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 45,90 (PS Store Brasil) | US$ 14,99 (PS Store EUA) *
Tamanho do download: 4,11 GB
Idioma: Inglês (áudio e legendas)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

* O jogo foi lançado com preço promocional, com desconto de 33% até o dia 17 de abril de 2018: R$ 30,75 (PS Store Brasil) | US$ 10,04 (PS Store EUA)

[Este review foi feito com jogo cedido pelo amigo Luciano Silva. Valeu, Luciano!]

Assista ao trailer de ‘Crisis on the Planet of the Apes’

[review] ‘Lunar Stone’ parece uma obra inacabada que precisava de mais tempo

Que tal um shooter onde você usa um trabuco maneiro e uma espada para destroçar vampiros, esqueletos e outros tipos de monstros? E ainda pode optar por um par de bestas automáticas ou luvas mecânicas que soltam bolas de fogo? Aparentemente, nada poderia dar errado em um game como esse, não é mesmo? No entanto, algo desandou em ‘Lunar Stone: Origin of Blood’ que transformou o jogo em uma experiência onde pouca coisa se aproveita.

O jogo é de todo ruim? Não exatamente. Mas ele peca no fundamental para qualquer jogo: o gameplay. São apenas cinco fases, sendo que apenas três delas têm algum tipo de ação. As outras duas assemelham-se a “cutscenes” jogáveis, ainda que não haja muita coisa o que fazer nelas.

Isso não seria problema se as outras três fases oferecessem algo consistente ao jogador. Mas não é o caso. Cada uma dessas fases dura em torno de cinco minutos (e o game todo vai durar em torno de 30 minutos, contando o tutorial e os loadings). Nas duas primeiras fases, você enfrenta alguns poucos inimigos e logo em seguida vem o boss. Na última, é só o chefão. E acabou-se.

Durante as fases de tiroteiro, você ficará totalmente estático, atirando e esperando que os inimigos venham até você para levarem espadadas. A inteligência artificial dos inimigos é nula – estão ali apenas para morrer mesmo. Eles não reagem a nada, nem quando são acertados (aliás, eles nem parecem sentir as balas). A inteligência de suas companheiras de batalha, por outro lado, também não se sobressai. Assim como você, elas ficam paradas tentando acertar os inimigos – que às vezes até as ignoram e passam direto por elas.

Falando delas, os designers parecem ter passado bastante tempo construindo suas formas voluptuosas e trajes provocantes, bem ao gosto adolescente. Mas a animação, a dublagem em inglês e o gestual delas são de causar risos (não há sincronia labial e às vezes elas nem abrem a boca pra falar).

A intenção com estas personagens parece ser proporcionar alguma profundidade e interatividade ao jogo, mas a trama tem um fiapo de história tão fraco que até agora eu não sei quem você é e o que está fazendo lá. Só sei que você precisa recuperar três cristais coloridos e evitar que eles caiam nas mãos de um vampiro. “O” Vampiro.

Em termos técnicos, o som e a trilha sonora não deixam a desejar (exceto a música dos créditos finais, que parece totalmente descontextualizada). Graficamente, o jogo também tem seus pontos positivos, com modelos e cenários bem construídos. Há, no entanto, algumas texturas em baixa resolução nas paredes.

Para jogar, você usa um par de PS Moves. Não há botões para girar para os lados. Nas fases de ação, isso não é problema, já que os inimigos nunca vêm por trás de você. Mas nas fases de “cutscene”, os botões para girar o corpo fazem falta, já que nelas você pode ir teleportando para explorar o cenário e às vezes pode se ver de costas para a PS Camera, o que pode gerar problemas de tracking.

Mas, se não há botões para girar, os desenvolvedores implementaram uma mecânica interessante: a esquiva. Movendo a cabeça rapidamente para o lado, você ativa a esquiva, que serve para escapar dos ataques adversários, principalmente dos bosses.

O game tem três níveis de dificuldade (easy, normal e hard) e ao terminar no easy você destrava um par de adagas e duas luvas mecânicas que atiram bolas de fogo. Mas elas não se mostram tão efetivas quanto as armas originais, o que é uma pena. Você destrava também a possibilidade de enfrentar somente os chefões, o que não vai acrescentar muito ao gameplay.

O menu principal do game promete ainda um modo “endless waveshooter”, que será lançado em breve (não sabemos quando). O título é todo falado em inglês, com legendas no mesmo idioma.

lunar stone 1


VEREDITO

No trailer, ‘Lunar Stone: Origin of Blood’ é lindo. Parece ser um ótimo jogo, com personagens pra você interagir, armas bacanas e muitos bosses. Mas, quando você joga, percebe que tem muita coisa faltando para se tornar uma experiência revelante. Adições futuras podem trazer mais emoção ao game, que, infelizmente, parece uma obra incompleta. Nota: 4/10.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Jogo: ‘Lunar Stone: Origin of Blood’
Estúdio: GQJoy, Zenox Production e Gamepoch (www.gamepoch.com)
Gênero: Shooter
Data de lançamento (ocidente): 21 de março de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 30,90 (PS Store Brasil) | US$ 9,99 (PS Store EUA)
Tamanho do arquivo: 4,39 GB
Idioma: Inglês (áudio e legendas)
Controles suportados: Dois PS Move Controllers (sem suporte ao Dualshock 4)
Jogadores: 1 (sem modo online)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Gamepoch]

Assista ao trailer de ‘Lunar Stone: Origin of Blood’

[review] ‘Cold Iron’ testa se você tem nervos de aço em um game inovador

Após mais de um ano de lançamento, o Playstation VR já está bem povoado de shooters, dos mais variados tipos e com as mais distintas temáticas. A Catch & Release vem trazer uma nova abordagem ao gênero com ‘Cold Iron’, que ela batizou de “puzzle shooter”. O game pretende fazer o jogador pensar antes de sair atirando e geralmente consegue. No entanto, alguns problemas impedem que o jogo torne-se um título com o selo de indispensável.

[To read in your language, use the Google Translate button, on the right side (on PCs) or below the text (on smartphones and tablets)]

Para criar um jogo que foge dos clichês dos shooters atuais, a Catch & Release parte de um dos maiores clichês dos filmes de faroeste: você é um pistoleiro do Velho Oeste cujo pai foi morto por bandidos. Para se vingar, você utilizará a própria arma do seu pai: a tal “Cold Iron” do título. Trata-se de um revólver aparentemente comum, mas que mostra ser amaldiçoado e sussurra no seu ouvido quando você está prestes a liquidar um adversário.

Depois de um breve tutorial onde você aprende a apertar o gatilho, vêm os três primeiros adversários. Passar por eles é bem fácil. Você precisa sacar seu revólver e atingir seu adversário mais rápido do que ele. E, para jogar, será preciso apenas de um Playstation Move (o Dualshock 4 não é suportado). A mecânica funciona muito bem.

Em cada duelo, você terá que vencer cinco rodadas contra cada um dos adversários para sair ganhador. “Headshots” (“bullseyes”) rendem muitos pontos extras e ajudam você a conseguir troféus de ouro (além dos troféus da PSN, aqui os troféus ficam representados fisicamente, no menu principal do jogo). Conseguir todos os troféus é uma árdua tarefa e até agora ninguém conseguiu platinar o jogo. Um deles exige que você termine o game sem morrer e outro, que colecione todos os troféus de ouro.

Apesar de ser bem curto – são apenas oito adversários no total –, ‘Cold Iron’ apresenta um nível de dificuldade que chega a ser frustrante, principalmente a partir do terceiro mundo. Lá, a primeira adversária é uma sniper, que se esconde por um vasto cenário em uma cidade devastada. Não seria tão difícil passar por ela se não fosse uma falha técnica: ‘Cold Iron’ tem gráficos bastante serrilhados, além de fracos, sendo bem sincero. Enxergar uma sniper a uma longa distância e acertar um tiro nela torna-se uma tarefa dificílima, principalmente no PS4 normal. É o mesmo problema que se observa em ‘Farpoint’ (Impulse Gear), por exemplo.

No entanto, jogando no PS4 Pro, não tive muitos problemas para passar dela. Os adversários mais difíceis vêm em seguida. Um deles é um homem com uma cobertura metálica que te impede de enxergá-lo completamente. Você só vê a cabeça dele se movendo antes de atirar. Na última rodada contra ele, você terá apenas uma pista sonora para adivinhar onde ele está e atirar. E coisas piores vêm depois disso. Para piorar, se você for derrotado em um duelo, terá que voltar para o início daquele “mundo”.

Ao final de cada “mundo”, vem uma fase bônus que beira o nonsense: melancias são atiradas de dentro de barris e você terá que atirar nelas para marcar pontos. Pontos esses que não servem para nada, a não ser ganhar mais alguns troféus. Ou seja, é apenas um momento para aliviar a tensão do jogo.

Aliás, quando se trata de tensão, ‘Cold Iron’ é um prato cheio. A narrativa é conduzida por um locutor identificado apenas como “The Gunsmith (“O Armeiro”), em uma voz grave e sotaque típico do Velho Oeste. O Catch & Release faz um trabalho excepcional no que se refere à narrativa, mesmo com poucos recursos e cutscenes com fundo preto e uns poucos desenhos (sobre isso, um adendo aos brasileiros: o jogo é todo em inglês, sem opções de legendas).

Mas o momento de maior tensão é aquele antes de sacar sua arma. Você só pode fazer isso após ouvir o sino e se “queimar” o sinal, perde a rodada. Enquanto espera, a música fica mais baixa e você pode ouvir o bater do coração do seu personagem – e o PS Move vibra junto com ele. Ou seja, é preciso ter sangue frio nessas horas.

VEREDITO

‘Cold Iron’ traz alguns problemas gráficos e algumas limitações, como a ausência quase que total de vida nos quatro mundos do jogo (tirando você, seu adversário e uma galinha). Isso por si só não seria um grande problema, já que o gameplay de fato é divertido e desafiador. Ele te coloca para duelar com as mais variadas criaturas e cumpre com sua proposta de inovar dentro do gênero de shooters. Mas a curta duração do game, somada a um nível de dificuldade que chega a ser frustrante e irritante, nos impede de dar uma nota mais alta para o jogo. Nota: 7,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: Cold Iron
Estúdio: Catch & Release (www.catchandrelea.se)
Gênero: Puzzle shooter
Data de lançamento: 30 de janeiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: US$ 19,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 2,22 GB
Idioma: Inglês (áudio e textos – sem legendas)
Controles suportados: Apenas um Playstation Move Controller (sem suporte ao Dualshock 4)

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Catch & Release]

Assista ao trailer de lançamento de ‘Cold Iron’

 

 

 

[review] Resista a hordas infindáveis de inimigos em ‘Out of Ammo’

Misturar elementos de jogo de estratégia em tempo real com FPS (first-person shooter) parece uma boa ideia para acabar com a repetitividade do gênero de shooters, comuns entre os headsets de realidade virtual. Foi pensando nisso que a RocketWerkz criou ‘Out of Ammo’, que acaba de ser lançado para o Playstation VR em uma parceria com a Zen Studios, conhecida por outros títulos VR, com ‘CastleStorm’ e os jogos da série ‘Zen Pinball’.

[To read in your language, use the Google Translate button, on the right side (on PCs) or below the text (on smartphones and tablets)]

O jogo tem dois modos, totalmente independentes: “survival” (sobrevivência) e “missions” (missões). O survival é o modo principal de ‘Out of Ammo’. Depois de um tutorial que explica os comandos do jogo, você poderá escolher entre oito mapas, onde sua missão será defender sua base contra infinitas (sim, infinitas) ondas de inimigos. Seu objetivo é simplesmente manter sua tropa viva, durante o maior tempo que puder.

Para isso, como comandante da tropa a partir de uma visão aérea, terá que posicionar estruturas como barricadas e torres de vigilância de maneira estratégica, designando soldados para ocupar cada uma delas. Em tese, não é nada complexo, já que você não terá que correr atrás de recursos como em outros jogos de estratégia. Os recursos, assim como os soldados aliados, chegarão de tempos em tempos, de helicóptero. Inclusive engenheiros e médicos, que vão ajudar a manter as suas estruturas e a sua tropa de pé, respectivamente.

Enquanto isso, os inimigos, devidamente caracterizados com turbantes brancos de terroristas, vêm atacar sua base. As primeiras hordas são bem tranquilas, mas vão ficando cada vez mais difíceis com a inclusão de snipers, soldados com lança-foguetes e os malditos e resistentes tanques. Para acabar com as ameaças mais duronas, você poderá utilizar “ataques especiais”, que você ganha conforme vai matando inimigos.

Além disso, na hora que quiser, você pode sair do “modo comandante” e tomar o lugar de qualquer soldado no campo de batalha. E isso será imprescindível se quiser vencer algumas batalhas, já que a inteligência artificial da sua tropa é péssima, ao contrário da tropa inimiga, que ataca sem dó. Enquanto não forem designados para um posto, os seus soldados ficarão com “zZz” na cabeça e eles estarão praticamente dormindo.

Ao assumir o posto de um soldado (seguindo aquele velho ditado que diz “se você quer bem feito, faça você mesmo”), você estará em 1ª pessoa e usará a arma que o soldado estiver utilizando, o que inclui pistolas, fuzis automáticos, snipers, lança-foguetes, metralhadoras e granadas (de sobremesa).

E aqui é preciso ressaltar um dos pontos mais legais de ‘Out of Ammo’. Diferente da maioria dos shooters, este game, como o próprio título deixa claro, não tem munição infinita. E a interação com a arma na hora de recarregá-la é bem interessante. Cada arma tem sua mecânica distinta de recarregar e algumas são bastante trabalhosas. Isso faz com que você evite desperdiçar munição e faça cada tiro valer a pena. A respeito disso, vamos falar sobre os controles: para jogar, é obrigatório ter dois Playstation Moves. O Dualshock 4 não é suportado, nem a Aim Controller.

O jogo fica mais interessante com o multiplayer cooperativo para até quatro jogadores. No modo survival, todos podem atuar como comandantes ou soldados. É um reforço importante se quiser sobreviver à maior quantidade de inimigos possível. Também é possível cooperar nas missões e vamos falar sobre elas agora.

Ao todo, são apenas três missões e não existe “modo comandante” nelas. Na primeira delas, você assume o posto de um sniper e terá que ajudar soldados a se defender dos inimigos em um ponto de extração. Na segunda, invadirá um apartamento armado com uma escopeta e terá que extrair dados de um computador enquanto sobrevive a hordas de inimigos. Na terceira e última, você é o sobrevivente de uma queda de helicóptero e terá que – isso mesmo – resistir a hordas de inimigos enquanto aguarda para ser resgatado. Estará armado apenas com uma pistola e terá que arrumar munição espalhada pelo cenário.

PONTOS FRACOS

Se o meu review acabasse aqui, teríamos talvez você ficasse com a impressão de que ‘Out of Ammo’ é um jogo excelente, sem falhas. Mas é preciso falar dos problemas dele. A começar pelos gráficos. O conceito visual ao estilo “Minecraft” até poderia funcionar bem, se a resolução não fosse ruim, com serrilhados que incomodam mesmo em um Playstation 4 Pro.

Ao atirar com uma sniper, você percebe o quanto a resolução do jogo precisa ser melhorada. E também como o tracking é falho, com sua mira e sua mão tremendo de uma maneira que talvez até se assemelhe com a dificuldade de atirar com uma sniper real. A sensibilidade excessiva dos controles também incomoda no “modo comandante”, quando você tenta dar ordens e não consegue. Além disso, é preciso um certo tempo para se acostumar com os comandos de virar para o lado esquerdo pressionando um determinado botão no move esquerdo e o mesmo botão no controle direito para virar para a direita.

Sobre a parte sonora, a ausência total de música no “lobby” do jogo (que funciona como um acampamento de tiro) causa um certo estranhamento. Mas os efeitos sonoros e a música, em geral, são bons. Para os brasileiros, infelizmente, não há nenhum tipo de localização em português.

No entanto, o ponto que mais incomoda em ‘Out of Ammo’ é a ausência total de qualquer senso de progressão. Ele não tem um modo história, não existe uma campanha. Logo de cara, todos os oito mapas já vêm liberados para você escolher livremente entre eles. Dessa maneira, o jogo não oferece nenhum tipo de desafio ou recompensa ao jogador. Não existem objetivos a serem cumpridos, nem upgrades, novas armas ou equipamentos que você possa ganhar. Trata-se apenas de conseguir o maior número de baixas para figurar em um ranking mundial.

Cada mapa, cada missão, está totalmente desvinculado um do outro – e a existência de créditos finais ao final de cada um deles deixa isso bem explícito. Aliás, ao falhar em uma missão não há a opção “tentar novamente”. Você terá que ir para o menu principal e escolhê-la de novo.

Por fim, tenho que falar de algo que me incomoda não apenas em ‘Out of Ammo’, mas em vários jogos: trailers “meramente ilustrativos” (para não dizer “mentirosos”). Algumas das imagens que você vê abaixo, no trailer oficial de lançamento do jogo, com o soldadinho se preparando como se fosse o Rambo, são apenas ilustrativas e não estão no jogo. Poderiam ter sido usadas como uma abertura ou uma cutscene, mas não há nada deste tipo em ‘Out of Ammo’.

VEREDITO

‘Out of Ammo’ traz um conceito até então inédito entre os shooters de PSVR. Não fosse pela baixa resolução que chega a atrapalhar o gameplay, alguns controles confusos e ausência de objetivos (que fosse algo além de matar hordas infindáveis de inimigos), teríamos um ótimo jogo. A ausência de uma campanha é algo, inclusive, que foi consertada na sequência do game, ‘Out of Ammo: Death Drive’, lançada em agosto do ano passado para HTC Vive e Oculus Rift. Enfim, a RocketWerkz tem um bom material em mãos. Com alguns ajustes, poderia fazer de ‘Out of Ammo’ uma experiência muito mais divertida e prazerosa. Nota: 6,5.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Jogo: Out of Ammo
Estúdio: RocketWerkz/Zen Studios (https://blog.zenstudios.com/?page_id=7420)
Gênero: Shooter e estratégia em tempo real
Data de lançamento: 30 de janeiro de 2018
Plataformas: Playstation VR (usada neste review), HTC Vive e Oculus Rift
Preço: R$ 45,90 (PS Store BR) | US$ 14,99 (PS Store EUA)
Tamanho do download: 1,45 GB
Idioma: Inglês (áudio, legendas e textos)
Controles suportados: Dois Playstation Move Controllers

[Este review foi feito com jogo digital cedido pela Zen Studios]

Assista ao trailer de lançamento do jogo

Estúdio de ‘Seeking Dawn’ promete fazer revelação hoje

O estúdio chinês Multiverse, que está produzindo o game ‘Seeking Dawn’, promete trazer hoje uma revelação importante sobre o título, que foi mostrado na E3 2017. Um dos jogos de realidade virtual mais ambiciosos atualmente em desenvolvimento, ‘Seeking Dawn’ é um shooter futurista com elementos de sobrevivência, RPG e pitadas de ‘Destiny’ e ‘Mass Effect’.

[Use the Google Translate button, on the right side (on PCs) or below the text (on smartphones and tablets)]

Em contato com o blog, o carioca Junior Ferreira, que trabalha como gerente de mídia digital da Multiverse, informou com exclusividade que o game terá legendas em português do Brasil e, possivelmente, áudio também.

“Faremos localização ao Brasil porque tivemos muitos visitantes no nosso estande na E3. A partir daí, eu ajudei a convencer a equipe para que os jogadores do meu país pudessem entrar na ação”, conta Junior. “A localização seria com legendas, com certeza. Mas como sou do Brasil, planejo pressionar por áudio também porque eu adoraria que houvesse mais jogos com áudio em português! Eu também vou ser voluntário para fazer algum trabalho de áudio enquanto procuramos por atores de voz brasileiros”, completa o gerente.

A versão para Playstation VR (PSVR) do jogo ainda não foi confirmada. Será que esta confirmação virá hoje, finalmente? A empresa fará o anúncio das novidades do jogo neste sábado, 20, a partir das 19 horas no horário de Brasília (1:00 PM PST), em sua página no Facebook.

No anúncio, o CEO da Multiverse estará falando ao vivo com todos, em vídeo, sobre as melhorias do jogo desde que ‘Seeking Dawn’ foi visto pela última vez, na E3 2017. Além disso, o estúdio irá discutir novos e aprimorados recursos no jogo e será exibido um novo trailer de jogabilidade. Por fim, o estúdio promete uma “surpresa especial para todos” no final do vídeo.

Algumas características do jogo:
– O combate FPS inclui elementos de sobrevivência e um RPG baseado em história em VR.
– Solo e co-op (jogabilidade com uma campanha completa e rica em histórias).
– Construa uma base automatizada e dinâmica e instale as defesas para manter sua equipe segura.
– Extenso desenvolvimento de personagem, com árvores de habilidades intrincadas.
– Sistema de fabricação (crafting) profundo, com mais de 50 ferramentas para combate e sobrevivência.
– Explore com todo o movimento, incluindo escalada e natação.

Assista ao trailer de ‘Seeking Dawn’

Sony lança segunda parte de ‘Ghostbusters is Hiring’

A Sony Pictures Virtual Reality lançou hoje, na PS Store, a segunda parte do game ‘Ghostbusters Is Hiring’. Em vez de ser uma atualização gratuita do game original, o ‘Act 2: Showdown’ é pago. Custa R$ 21,50 na PSN brasileira e US$ 6,99 na PSN dos EUA. O jogo chegou bem de surpresa, já que não estava entre os lançamentos previstos para janeiro, e tem cara de caça-níqueis.

Para jogar, é preciso ter os PS Moves. De acordo com a sinopse, “Nova York está em grave perigo na sequência de ‘Ghostbusters VR: Firehouse’. ‘Showdown’ é um rápido VR shooter onde você usará suas habilidades caça-fantasmas para afastar uma legião dos melhores canibais de Nova York. Abra caminho e encare um emocionante VR showdown com o Marshmallow mais ameaçador que você já tostou!”.

Acredito que quando o resumo diz “rápido” ele deve estar se referindo à duração do jogo, já que a primeira parte dura apenas cinco ou seis minutos. Compre por sua conta e risco.

Assista ao trailer de ‘Ghostbuster is Hiring’

Com suporte à Aim, ‘The Perfect Sniper VR’ será lançado ainda este mês

O estúdio canadense SinnStudio informou ontem, em sua conta no Discord, que a beta de ‘The Perfect Sniper VR’ já foi encerrada e o game deve ser lançado ainda este mês, para Playstation VR, Oculus Rift e HTC Vive. No PSVR, o game terá suporte à Aim Controller e aos PS Moves.

[Can not you understand? Use the Google Translate button, on the right side (on PCs) or below the text (on smartphones and tablets)]

“‘The Perfect Sniper’ está programado para lançamento via SteamVR em 15 de janeiro de 2018! As versões Oculus Store, Viveport e PSVR seguirão logo após. Em relação ao PSVR em particular, precisaremos de cerca de uma semana para transferir o jogo com a compatibilidade para move e aim controller. Em seguida, será disponibilizado para que vocês joguem. Obrigado novamente às mais de 250 pessoas que participaram da versão beta, seu feedbeck nos ajudaram a fazer um jogo melhor! Estamos felizes em lhes dar acesso a todos os nossos futuros títulos. Mais sobre isso em breve”, diz o texto do SinnStudio [leia a nota original, em inglês, ao final deste post].

Com bonecos quadradões lembrando um pouco o game ‘Minecraft’, mas com bastante polimento visual, ‘The Perfect Sniper’ terá suporte à aim controller e se passa em uma cidade controlada pelos mafiosos da família Romano.

“Políticos corruptos e agências policiais não fazem nada para detê-los. Torne-se o campeão moralmente ambíguo que esta cidade precisa como um sniper na realidade virtual”, diz o resumo do jogo, no site oficial do estúdio.

Read the original note by SinnStudio:

“The Perfect Sniper is scheduled for release via SteamVR on January 15th, 2018! The Oculus Store, Viveport and PSVR versions will follow shortly after. Regarding PSVR in particular, we’ll need about a week to port the game over with move + aim compatibility; it will then be pushed through for you guys to play. Thanks again to the 250+ people who participated in the beta, your feedback has helped us make a better game! We’re happy to give you access to all of our future titles. More on this soon”.

Assista ao trailer do jogo: